História A Vadia que atrapalha seu Shipp - Capítulo 20


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Meu Yaoi, Novela, Romance, Shipp, Vadia
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Palavras 1.916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Acuso-te.
Acuso-te de existência não autorizada.
Acuso-te e condeno-te.
Pois sou superior a ti.

Capítulo 20 - Acusação


Fanfic / Fanfiction A Vadia que atrapalha seu Shipp - Capítulo 20 - Acusação


Lembram-se que eu disse que até há pouco tempo eu tinha a impressão permanente de que era um incômodo, e que as pessoas me odiavam por existir? 
Isso estava prestes a deixar de ser uma impressão. 
Na maioria das histórias os problemas acabam quando o casal se une. Você já deve ter percebido que esta não é uma história de costumes. É de exceções. E como eu queria não ser uma exceção neste único dia... Somente hoje ser apenas normal. E então nosso contato teria terminado aqui. Mas não terminou. Ainda ... Há muito o que contar.
Foi numa quarta feira que elas chegaram. Nunca subestime o poder que uma única mulher pode empenhar em simplesmente arruinar uma pessoa; Mas eu tinha mais que uma única mulher. Eu tinha agora três pessoas com fortes vínculos, unidas somente com um propósito: Se livrar desta vadia que vos fala. Depois de saberem que não sou exatamente um anjo você já deve estar com vontade de concordar com eles. 
Tudo bem. Eu entendo. Mas não concordo. 
Bem vindos à nova fase da minha vida. 
Milady foi despertada por Rafael com um sorriso bobo: - Bom dia anjo. Eu fiz o café da manhã! 
Milady: - Você na cozinha? E não explodiu nada? 
Rafael: - Eeeei! Não é preciso muita perícia para cortar pães e frutas. 
Milady o beijou  e saiu enrolada nos lençóis para o banheiro. 
Rafael: - Já vi tudo que você está escondendo aí. 
Milady: - Hm... Verdade. Mas não vai ver hoje. 
Rafael: - ... Que crueldade. 
Milady: - E você não tinha que trabalhar? 
Rafael: - Domingo de folga. 
Milady: - O_O Hoje é domingo? 
Rafael: - Não me diga que esqueceu? 
Milady: - A gente se acostuma na rotina de sempre... 
Rafael: - Então... Aproveitando que é domingo  tal... Saiu um filme de terror no cinema... Você não quer ver comigo?
Milady: - ... MAS É CLARO QUE SIM! "Finalmente devo conseguir comprar umas roupas novas depois de meses de brechó... Meu salário saiu!". - Ah podemos ir mais cedo? Quero passar na Renner. Vi na internet que vai ter liquidação. 
Rafael: - Oooh! Já vou virar seu cabide? Acho que você está finalmente me levando a sério como namorado. Hahahaha
Milady: - Na alegria e na tristeza. Até que a liquidação nos separe. 
Saíram às 13:30 porque acordaram as 10:00. E enrolaram no banho. 
Você já sentiu isso? Já teve aquela sensação de que simplesmente estar com uma pessoa transforma seu comum, num dia incrível? Mesmo se for para fazer algo relativamente chato? Essa pessoa que torna sua vida mais leve. E te faz rir de qualquer besteira. 
E você admite estar apaixonado quando se dá conta de que seu mundo diminuiu tanto que se baseia no bem estar daquela pessoa. Antes você se preocupava com as notas do colégio. Com os boletos do Aliexpress, com a louça suja na pia que alguém ia ter que lavar uma hora. De preferência antes de atrair moscas. Se preocupava com o que as outras pessoas iriam pensar se te vissem botando um sutiã na cabeça pra tirar fotos. E se sentia péssimo por tudo. Achava que precisava viver correndo. E agora não importa! Não importa mais nada disso. Eu quero apenas andar com essa pessoa em qualquer ritmo. Qualquer estação do ano e qualquer lugar. 
Era isso que Rafael e Milady sentiam. Era nítido. 
Mas não faz muito tempo, que eu me sentia assim com o Rafael. Eu, o cara que nunca teve coragem de se declarar por medo de ser rejeitado. E agora eu não sinto que ainda tenha alguma chance. Mesmo assim... Não quero deixá-lo em paz. Eu o amei primeiro. Ele foi meu primeiro amor. 
Me chame de invejoso se quiser. Eu não ligo. Realmente, estou com inveja. Estar no lugar dela nesse momento e não nesse banco qualquer olhando os dois na fila do cinema era tudo que eu queria. Mas não posso. Então estou aqui com Janet e Roberta reclamando sobre como esta vadia é intrometida. E como a vida e injusta. Eu sei. Eu disse que odiava mulheres. Bom, odeio mulheres como ELA. Janet e Roberta são diferentes. Elas são chamadas na internet de... Fujoshis. 
Alguma coisa japonesa sobre mulheres que consomem BL. No caso Boys Love. Existem vários tipos de fujoshis. Algumas se restringem aos romances fictícios e torcem pelos seus casais favoritos, mesmo que não haja nenhuma conexão entre os personagens... Elas o shiparão. Shippar é alguma coisa em inglês sobre torcer por um casal. Mas existem certas fujoshis que levam o Ship muito à serio e inclusive shipam os amigos na vida real. 
Janet é o primeiro tipo e Roberta é o extremo do segundo tipo. Estudamos juntos. Embora elas tenham mudado de escola, sempre mantivemos contato pelo Facebook. E como eu estava sem nada pra fazer e elas me convidaram, bem... Por quê não? 
Roberta: - Então aquela é a tal vadia que está atrapalhando meu Shipp? 
Janet: - Nem é bonita. Coitada. 
Roberta: - Coitada nada. Ela não tinha nem que existir essa vagabunda. Eles nasceram um pro outro! Como Ketchup e batata frita! 
Janet: - Eu não gosto de batata frita com Ketchup. 
Roberta: - Janet! Ou está conosco ou contra nós! Vai problematizar agora?! Gostos diferentes é o caralho! Rafael E Alisson vão ficar juntos sim. Por bem ou por mal. Nem que eu precise empurrar essa puta da escada. 
Janet: - Só acho que você está sendo muito radical. Não sabemos nada sobre a menina. Se fosse por num texto, nós meio que chegamos agora. Não faz sentido odiar tanto alguém que literalmente só vimos uma vez!
Roberta: - Merda nenhuma. Já vi e já decidi que não gosto dela. Por mim pode se matar. Nem faz falta. Vagabunda inútil. Irritante pra cacete. É só olhar pro jeito que ela fala já dá pra ver que é uma merda. 
Janet: - Deixa a menina em paz. A vida não é justa. Pelo menos dá uma chance de conhecer as pessoas. Você tem todo direito de não gostar de alguém. Mas agir desse jeito já me racha a cara de vergonha! 
Roberta: - Tudo bem. Então tá. Eu vou conversar com ela. 
Janet: - Oi? Sério? Você sendo sensata? Bizarro. 
Roberta deu um sorrisinho malicioso para Alisson: - Deixa comigo. 

Quarta-feira. 
Se um dia você tivesse a chance de ficar cara a cara com a personagem que fica no meio do seu casal favorito, o que você diria a ela? 
"Morra vadia." 
"Desapareça de uma vez."
"Ele não te ama." 
"Tenho nojo de você"
"Puta." 
"Se mata!" 
"Por quê você não some?" 
"Não está vendo que ninguém precisa de você aqui?"
"Você é irritante." 
"Te odeio vagabunda!" 
"Odeio sua voz. Odeio o jeito que você se veste. Odeio a cor do seu cabelo. Ridícula" 
Provavelmente pelo menos uma dessas frases se passou pela sua cabeça. E você se esqueceu que esta vadia é um ser humano comum. Como você também tem sonhos, e se sente insegura sobre a maioria das coisas que faz, sobre como se comporta, sobre como se veste, sobre como fala. Que tem uma história de vida. 
Me pergunto se você é uma daquelas pessoas que entra em desespero no fundo da alma; quando descobre que alguém perto de você tem pensamentos suicidas. Se for... Por quê ...Você pensa desta forma sobre mim? Minha vida vale menos que o seu fetiche? Minha alma não é tão pura quanto a sua vontade? Em que momento na sua vida... Você se sentiu tão superior ... A ponto de achar que eu não mereço tentar buscar a minha felicidade, só porque isso "atrapalha suas fantasias eróticas" ?  
Então você vai argumentar que estava brincando, e que não era sério quando eu te por contra a parede? Supondo que eu morra, como você quer... Você vai ter coragem de parar na frente do meu túmulo e dizer:  "Que bom que está morta. Seu monte de lixo." 
Supondo que eu viva... Afinal eu jurei a mim mesma que jamais desistiria novamente de algo que eu amo. Então vamos supor que viverei. 
Dê me apenas 3 bons motivos, para que eu finja que Roberta, este perfeito exemplo de ser humano cruel, não entrou em minha vida nesta quarta-feira. Exatamente as 11:45 da manhã. Bem na hora do meu almoço. Comigo aqui nesta mesa de escritório de secretária, tendo ouvido xingamentos que eu não merecia de clientes estressados, com fome, e cansada. Mesmo assim aqui estou eu. Sentada diante desta bela moça de cabelos lisos, olhos castanhos com heterocromia central, vestida num calça jeans de costura fina e camisete de seda verde. Uma lady da mais fina estampa. 
Milady: - Em que posso ajudar? 
Roberta: - Meu computador não acessa a internet. Preciso muito dele no escritório. Eu sou advogada sabe? Pode dar uma olhada? 
Milady: - Posso. Deixe-me ver. 
Não levou 3 minutos. Milady acessou o sistema principal e excluiu uma pasta chamada ppt Oi velox program. 
Roberta: - Interessante. Você é técnica? 
Milady: - Não, mas já tive esse problema. 

Roberta: - O Alisson tinha razão você é muito prestativa. Prestativa até demais. 
Milady: - "Alisson... Droga!" - Está na hora do almoço. Se a senhora não tem mais nenhum problema com o computador eu preciso ir. 
Roberta: - Na verdade eu tenho um problema com você. 
Milady: - Como disse? 
Roberta: - Soube que você e Rafael estão juntos. Bem, eu quero que o deixe. Eu conheço os dois há muito tempo. E faz muito tempo que torço para que se assumam. Você não pode simplesmente se intrometer.
Milady: - Minha vida pessoal, não diz respeito ao ambiente do meu trabalho. 
Roberta: - Oh não? Então... Farei com que seja. Chame o seu gerente. 
Milady: - Por quê motivo senhora? 
Roberta: - Não te interessa garota. Eu trouxe meu computador para ser analisado por um técnico. Se uma reles secretária pode fazê-lo não preciso deste lugar. O que vai fazer se tiver apagado algum documento importante? 
Milady: - A pasta que apaguei continha apenas o vírus. "Deus... Dai me paciência! "
Então o gerente se aproximou: - O que está havendo? - Muito prazer eu sou o Leonardo. 
Roberta: - Está havendo que sua secretária quer bancar a técnica sem ter estudado pra isso. Eu trouxe meu notebook aqui para um técnico mexer. Ela apagou minha pasta! E agora não encontro meus arquivos! É ESSE TIPO DE GENTE QUE VOCÊS CONTRATAM? SEUS TÉCNICOS TEM MESMO CERTIFICADO???  EU VOU PROCESSAR VOCÊS! EU SOU ADVOGADA! 
Leonardo: - Milady, você não tem autonomia para mexer nos computadores dos clientes. Vai assinar uma advertência. 
Roberta: - EU QUERO QUE ELA SEJA DEMITIDA! 
Leonardo: - Senhora, acalme-se. Primeiro eu vou levar seu notebook ao técnico para recuperar seus dados do HD interno. 
Roberta levantou-se depressa e pegou o computador: - EU NÃO QUERO QUE MAIS NINGUÉM DAQUI MEXA NO MEU COMPUTADOR! ME AGUARDEM! O MEU PROCESSO VAI CHEGAR! 
Então ela levantou-se e saiu batendo a porta. 
Eu olhei para Leonardo: - Me desculpe por isso. 
Leonardo: - Nunca mais faça isso de novo. Se quer ser técnica, precisa estudar para isso. E principalmente ter um diploma. - Assine aqui. 
Eu lembro que a caneta em minha mão estava tremendo. A expressão "tremer de raiva." é verdadeira. Há pessoas que choram. Eu fico tremendo. Me segurando para não surtar. Eu só me pergunto ainda: "De onde saiu esta criatura... E com que direito ela acha que pode me infernizar?" 
 


Notas Finais


Este capítulo foi uma reflexão. Quantas vezes decidimos que odiamos alguém por qualquer motivo trivial?
Quantas foi uma obcessão tola? você já detestou alguém?
Você já se arrependeu?

A crueldade se esconde atrás de um rosto de boneca, e uma voz de veludo.

I see you today.


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