História A Variável Perfeita - Capítulo 42


Escrita por: ~ e ~LilsVentura

Postado
Categorias The Maze Runner
Personagens Adam, Alby, Ava Paige, Caçarola (Frypan), Chuck, Clint, Gally, Jeff, Minho, Newt, Personagens Originais, Stephen, Teresa, Thomas, Winston, Zart
Tags Andrade, Ava, Berg, Câncer, Ciele, Clarinho, Clarissa, Clary, Correr Ou Morrer, Drama, Ellie, Fanfic, Galine, Homem-rato, Janson, Labirinto, Minho, Morte, Newt, Newtmas, Romance, Shipp Minho, Teresa, The Maze Runner, Thomas, Thomesa, Trenda
Exibições 125
Palavras 1.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olááá
Surpresinha pra vocês

Capítulo 42 - A Melhor


O Berg era gigante por dentro, com certeza o tamanho de uma casa média. Admitia que já estava cansada de não ter nada para fazer há quatro horas e ninguém se movia. Eu não estava mais enjoada, mas sim com uma sensação estranha. Eu não parava de pensar nisso.

Newt parecia perdido nos pensamentos. Eu não conseguia imaginá-lo como um Crank comedor de olhos. Pensava que o Newt racional e sensível seria eterno, mas é obvio que não. Fui egoísta demais para reparar nele. Para reparar em qualquer coisa à minha volta.

— Você é a única que ainda não veio com o papinho de “Newt, você é um Crank”.

Sempre admirei o modo que Newt meio que lia nossas mentes, mas dessa vez pareceu assustador.

— Estava esperando o momento certo. — brinco. Newt parecia querer levar a situação com um humor sarcástico, então eu seguiria seu tom.

— Talvez esse seja o momento certo, quando ver eu já enlouqueci.

— Eu esperava que um de nós fosse um Crank, mas você não. Era o mais calmo e racional. Agora não sei quem vai nos manter nos eixos.

Newt sorria com desdém. Será que era pedir demais que ele agisse como antigamente?

— Vão achar alguém.

— Claro que não, Newt. Você sempre será você, isso significa que não pode ser substituído.

— Eu sempre serei eu? Não me sinto mais como eu.

Não sabia o que dizer ou como agir. E Newt não ajudava.

— Claro que é você, só tem que puxar seu eu da Clareira de volta.

Com a mudança repentina nos olhos dele, eu descobri que era péssima em aconselhar.

— Então quer dizer que eu não sou mais eu, Clary?

Ergui uma sobrancelha e quis parar de falar com Newt, mas não o fiz.

— Não foi isso que eu quis dizer, Newt — suspirei, repassando as palavras na minha cabeça — Pare de complicar as coisas.

— Oh, desculpe, Clary. Minha doença está afetando você. Quer que eu me retire?

Virei o rosto para o lado oposto de Newt.

Crank estúpido.

— Posso me retirar para o Deserto. Não sirvo mais para vocês mesmo. Ou me atire daqui de cima, eu sei que quer fazer isso. O que acha?

— O que eu acho? — bufei — Eu acho que nós sentimos mais o Fulgor em você do que você mesmo. Não pode ter o mínimo de consideração por nós ao invés de ficar fazendo seus dramas de Estado Divino de Crank? — soltei.

O segundo que se seguiu fez eu me sentir constrangida. Por fim Newt se levantou, e eu pensei que seu lado agressivo me atacaria, mas Newt apenas saiu da sala, deixando o remorso e eu sozinhos.

Minho chegou logo depois da saída de Newt, e sorria.

— Com essa correria toda, eu esqueci de uma coisa — ele disse, sentando-se ao meu lado.

— E o que é?

— Eu descobri que hoje é dia cinco de outubro. — Ansioso. Ele parecia muito ansioso.

É. Nós nem sabíamos em que mês estávamos, então diria que é uma coisa boa saber a data. Não revirei os olhos.

— Cinco de outubro. — repeti — Legal.

Minho não se abalou com meu desânimo.

— Você não faz a mínima ideia do que esse dia significa?

— Eu acho que perdi minhas memórias há alguns meses. — respondo

Ele ignora minha grosseria, ainda sorrindo.

— Eu achei algumas de nossas fichas no CRUEL. A do Aris, da Teresa, do Thomas e a sua.

Agora começou a ficar interessante.

— Como assim achou?

Minho parecia entediado por ter que adiar seu assunto.

— Estava nas macas, do dissipador, foi as que eu pude ver. E eu descobri o dia num calendário, caso você pergunte.

— Muito bem, continue sua história.

Minho respirou fundo, os olhos brilhando. O que foi que ele fez?

— Feliz aniversário, trolha.

Eu procurei por algum traço de brincadeira em seu rosto, mas Minho parecia verdadeiramente tranquilo e animado.

Então eu sorri.

— É sério?

— Pelo menos é o que estava escrito.

Minho levou uma das mãos ao bolso da calça e me entregou um papel dobrado, que logo desdobrei, curiosa.

Havia tudo sobre mim, absolutamente tudo.

Meu nome completo é Clarissa Galine. Mal acreditava que eu tinha um sobrenome. Nascida no dia cinco de outubro de 2217. Eu sorria vendo meus dados. Havia uma foto de um bebê, com a legenda "seis meses" e então a foto de uma menina escrito "cinco anos" e seguiu-se assim, de cinco em cinco anos. Eu me sentia emocionada observando as fotos, como se recuperasse algo há muito perdido.

Ao lado da minha foto com quinze anos, estava a minha imagem mais familiar: de quando me mandaram para a Clareira.

Embora parecida, não sentia como se fosse eu. A Clary das fotos estava sempre sorrindo, divertida.

— Você tem dezoito anos agora. — Minho observou, e eu me senti boba por ter esquecido que ele estava ali. — Já é adulta.

— Sou? - perguntei, passando os olhos pelo papel.

— Na Clareira a gente comemorava os aniversários. Eu, tecnicamente, fiz três aniversários lá. Eu queria ter um presente para você.

— Ah, cale a boca.

Se tem um presente que eu mereço é o de fantoche do ano.

— É sério. — ele me beija. — Eu sempre falo sério.

— Essa frase soou estranha, sabia? Podia trocar ela por "Aqui está seu presente, Clary Amor da Minha Vida".

— Aqui está seu presente, Clary Amor da Minha Vida.

Eu ri.

— E o que é?

— Eu.

— Hmm, não me convenceu. — respondi, rindo de seu narcisismo.

Eu sorria feito uma idiota, mas mal ligava. Minho alegrou nossa viajem turbulenta com rumo à distância do CRUEL.

— Você quer um presente mesmo?

— Quero.

Minho se levantou e saiu da sala, sem ao menos esperar.

— Aonde você vai?

— Dar seu presente.

Sorri de novo e segui Minho para dentro da cozinha, ou o mais parecido com uma.

— Não temos velas — reclamou.

Minho abriu a pequena geladeira e tirou de lá um bolinho.

— Isso é do Jorge — eu disse, mas Minho apenas deu de ombros e o colocou sobre a bancada.

— Isso era do Jorge, agora é seu melhor bolo de aniversário.

Eu estava definitivamente emocionada.

Minho passou o braço pela minha cintura e começou a cantarolar:

— Parabéns pra você.

Meu nariz ardeu quando eu comecei a chorar, tanto por Minho se importar, quanto por ele roubar um simples bolinho para mim.

— Por favor, me diga que não está chorando.

— Eu não resisti — respondi.

Minho riu e sentou em um dos bancos, me puxando pela cintura.

Estávamos com a mesma altura agora, notei. Coloquei os braços pelo seu pescoço e sorri, olhando em seus olhos.

— Eu já disse o quanto que eu te acho bonita?

Enquanto Minho falava, eu não conseguia parar de encarar o cupcake.

— Quer comer o bolo antes que o Jorge chegue? — eu ri.

— Então quer dizer que o bolo é mais importante do que eu?

— Não. Eu amo você, mas eu estou com fome.

Eu observei Minho de soslaio quando acabei o bolinho, e ele tinha um sorriso malicioso. Apoiei o queixo nas mãos, sorrindo.

— Eu quero meu presente.

Minho não disse nada, apenas olhou para as mãos, enquanto girava algo pequeno entre os dedos.

— Me dê a sua mão.

Minho parou de girar o objeto e segurou minha mão, colocando um pequeno anel de madeira no anelar.

— Eu fiz isso a um tempão, na Clareira, mas não tinha coragem de dar a você.

Eu respirei fundo, sentindo os olhos marejarem. Ah, merda. Eu não queria fazer isso. Eu não queria estragar tudo. Eu não conseguiria fazer isso depois. Mesmo que ele passasse a me odiar, estava na hora de contar.

— Minho, eu — gaguejei — eu estou grávida.

Fechei os olhos, esperando sua reação com minha repentina confissão. Ouvia sua respiração apenas, e quando abri os olhos, notei que os de Minho marejavam.

— Você será a melhor mãe do mundo — disse, antes de me puxar para um abraço.


Notas Finais




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