História A Variável Perfeita - Capítulo 51


Escrita por: ~ e ~LilsVentura

Postado
Categorias The Maze Runner
Personagens Adam, Alby, Ava Paige, Caçarola (Frypan), Chuck, Clint, Gally, Jeff, Minho, Newt, Personagens Originais, Stephen, Teresa, Thomas, Winston, Zart
Tags Andrade, Ava, Berg, Câncer, Ciele, Clarinho, Clarissa, Clary, Correr Ou Morrer, Drama, Ellie, Fanfic, Galine, Homem-rato, Janson, Labirinto, Minho, Morte, Newt, Newtmas, Romance, Shipp Minho, Teresa, The Maze Runner, Thomas, Thomesa, Trenda
Exibições 48
Palavras 1.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


VOLTEI
Aqui é a Ellie, minhas divas
Mas como eu enjoei desse negócio de apelido, meu nome é Ciele. Estranho néam
CAP NOVO
ME MATEM
VOU MATAR O NEWTOSSAURO

Capítulo 51 - Respondida


Entramos na van, todos espremidos ali dentro, e com o azar que me acompanhava, sentei na janela. Bem, ao menos não fiquei entre Thomas e Brenda. Lawrence, o guarda que nos acompanharia, trancou as portas e ligou o motor, mas um ruído o fez parar. Então uma tosse. Ninguém tossira. Prendendo a respiração, levantei os braços até encostar no teto do veículo, sentindo a divergência no metal.

— Ah, merda – murmurei, querendo que o que quer que estivesse acima de nossas cabeças saísse logo dali.

Lawrence acelerou, com uma expressão desconfortável e perturbada em seu rosto. Thomas me espremia contra a porta ao virar para trás, procurando o Crank. A fim de não morrer sufocada, me inclino para frente, quase encostando-me no porta-luvas. De relance, vejo um vulto no vidro, soltando um grito ao ver uma Crank pendurada no para-brisa.

— Em que ela está se segurando? – perguntou Thomas.

Lawrence respondeu algo, rápido demais para que eu pudesse ouvir com clareza, já que estava ocupada demais com meu desespero em sair de perto do vidro. A Crank batia no vidro, um toc toc irritante.

Então Lawrence freou, e eu estiquei os braços contra o porta-luvas, com a intenção de não ser lançada igual à Crank. O corpo da mulher foi lançado ao chão de forma dolorida, com ela caindo por cima de um dos braços, e o pescoço numa posição estranha. Mas mesmo assim ela se moveu, levantou-se não sorrindo mais, um enorme corte na lateral do rosto. Lawrence voltou a acelerar, só que dessa vez, a Crank ficou para trás.

Lawrence avançava pela rua escura, rápido demais para parecer seguro. Fui lançada novamente, sendo salva pelo cinto de segurança, e jogada contra Thomas mais uma vez. O som de metal soou acima do som que o motor fazia. Então a van balançou e parou. Quando ouvimos o grito do Crank, já havíamos voltado à estrada.

— Dessa nos livramos – nosso motorista murmurou.

— Lawrence – sussurrei – ligue os faróis.

— Seja como for, tenho certeza que todo mundo aqui ouviu essa confusão. Não vai adiantar nada ficar com as luzes apagadas. – Brenda concordou, parecendo tão assustada quanto qualquer um de nós.

— Imagino que sim. – e ligou o farol. Recuei o máximo que pude contra o banco e Thomas, soltando uma exclamação surpresa. A nossa frente, diversos Cranks estavam amontoados, trancando a rua. Lawrence diminuiu a velocidade até a van quase parar, e cordialmente os Cranks se afastaram, nos dando passagem. Isso está fácil demais.

Aproximávamos do final do grupo quando estrondos soaram, e a van foi lançada para os lados, desviando-se da rota e colidindo com a parede, onde esmagou dois Cranks. Lawrence recuou, e os dois Cranks esmagados atacaram nossa van, juntamente com os outros.

Nós não saíamos mais do lugar.

— O que aconteceu?

— Fizeram alguma coisa com os pneus!

Enquanto Lawrence tentava nos tirar dali, uma mulher se aproximou da janela, segurando uma assustadora pá. O som acima de nossas cabeças voltou, e a mulher que batia no vidro com a pá finalmente conseguiu uma rachadura.

— Ela vai quebrar o vidro – gritei, desesperada — Precisamos sair daqui!

— Tire-nos daqui! – Brenda e Thomas exclamaram ao mesmo tempo em que uma marreta descia sobre o para-brisa, fazendo-me gritar covardemente. Thomas passou para os bancos de trás, agarrando algo. Não havia notado que um Crank tentava entrar pelos fundos.

— Thomas! — entreguei a pistola, ciente de que o Lança-Granadas é grande demais para alcançar a ele, nesse espaço tão pequeno.

Quando voltei para a frente me surpreendi do quão estilhaçado o vidro estava. Era impossível enxergar através dele. O som doa disparos era atordoante.

— Acho que conseguimos – Lawrence gritou, fazendo a van avançar, passando por cima de todos os Cranks que cruzavam nossa rota.

O resto da viagem foi silenciosa. Seguimos com o farol desligado, ouvindo os distantes sons que os insanos faziam. Então passamos por uma garagem.

Quando o motor foi desligado, eu ouvia somente o bater do meu coração, misturado à nossa rasa respiração. De uma forma idiota, eu tinha o pensamento de que se me movesse acabaria despertando vários Cranks.

— Estão lá fora à espreita, só esperando a gente sair. – Lawrence disse, sua voz soando alta demais no silêncio.

— Quem? – Brenda perguntou, endireitando-se no banco, ao meu lado.

— Os guardas do chefe. Sabem que esta é uma das vans deles, e não vão se aproximar até que a gente saia. Precisam confirmar quem somos... Acho que temos cerca de umas vinte armas apontadas para nós nesse momento.

— E o que faremos? – perguntei. Parte de mim estava grata por não ser Cranks, mas outra parte não gostava da ideia de morrer baleada.

— Vamos sair com calma. Logo vão me reconhecer.

— Sairemos ao mesmo tempo ou um de nós sai primeiro?

— Eu vou primeiro – respondeu Lawrence.

 

Minutos depois, estávamos Thomas, Brenda e eu de frente para Gally e um homem estranho. Engolindo todos os receios que eu sentia de Gally, fui a primeira a falar.

— Este é o quartel-general do Braço Direito?

— Esperava mais — Brenda desdenhou.

— Mudamos mais vezes do que é possível contar, mas obrigada pelo cumprimento.

Thomas pigarreou.

— E então, qual de vocês é o chefe?

Gally acenou para o homem, que parecia levemente irritado, ou talvez fosse apenas impressão minha.

- Não seja idiota... Vince é quem está no comando. E trate de mostrar respeito, Thomas. Ele arrisca a própria vida porque acredita que as coisas têm de ser feitas do modo correto no mundo.

Thomas ergueu as mãos.

— Não quis ofender ninguém. Pelo modo que agiu lá no apartamento, achei que pudesse ser o chefe.

— Bem, não sou. O chefe é Vince.

— Vince sabe falar? – perguntou Brenda.

— Eu não sei vocês, mas eu não sei me comunicar por libras. – falei, dando de ombros.

Basta! – o tal Vince gritou, fazendo nós, míseros jovens Imunes, recuarmos. – Toda a cidade está tomada pelos Cranks. Não tenho tempo para ficar sentado aqui, ouvindo piadinhas infantis. O que vocês querem?

Thomas, empolgado, começou a falar.

- Só uma coisinha. Queremos saber o por que nos sequestrou, por que está sequestrando gente para o CRUEL. Gally nos deu muitas esperanças. Acreditávamos estar do mesmo lado. Imagine nossa surpresa ao descobrir que o pessoal do Braço Direito é tão ruim quanto o pessoal que supostamente estão combatendo. Quanto dinheiro vão ganhar comercializando seres humanos?

— Gally — disse o homem em resposta, como se não tivesse ouvido uma única palavra.

— Sim?

— Confia nesses dois?

— Sim — respondeu, sem olhar para nenhum de nós — Com certeza podemos confiar neles.

Vince se inclinou sobre a mesa, sorrindo de canto.

— Então não vamos perder mais tempo. Garoto, esta é uma operação-cópia, e não planejamos ganhar um centavo de ninguém. Estamos reunindo Privilegiados, como o CRUEL, para negociar com ele.

Eu não seria negociada, vendida, seja lá o que for. Eu não seria entregue numa bandeja para o CRUEL, como um presentinho idiota.

— E por que fariam algo assim?

— Vamos usá-los para entrar no quartel-general deles.

Uma calma tomou conta de mim ao notar que nós seríamos devolvidos apenas para ajudá-los, nós não ficaríamos por lá, não seríamos negociados de verdade. Mas saber que eles fariam tudo isso sem que nós soubéssemos trazia a mesma sensação de insegurança que as promessas do CRUEL proporcionavam.

 — Não é que pode funcionar?

— Estou satisfeito por ter aprovado. Temos um contato, e o negócio já está arranjado para vendê-los. Será nossa porta de entrada. Temos de deter essas pessoas, evitar que desperdicem ainda mais recursos em um Experimento inútil. Para o mundo sobreviver, é preciso que usem o que têm para ajudar as pessoas a se manterem vivas, para fazer a raça humana trilhar um caminho que faça sentido.

— Acha que há alguma chance de algum dia encontrarem uma cura? — perguntou Thomas.

— Não. — falei, repassando tudo o que lembrava do CRUEL — Estão mais do que distantes.

— Se acreditassem nisso por um segundo sequer, não estariam aqui diante de mim, estariam? Não teriam fugido, nem desejariam se vingar. Suponho que é o que estejam fazendo, não é? Sei o que vocês passaram. Gally me contou tudo — fez uma pausa. — A resposta à sua pergunta é não; já desistimos dessa tal cura há muito tempo.

— Não estamos aqui por vingança — falou Thomas. — Não estamos aqui por nós. Por isso gostei quando mencionou usar os recursos do CRUEL para algo diferente.

— Quanto você sabe sobre os planos do CRUEL? — indaguei, insegura.

— Acabei de lhe contar um segredo que temos guardado sob perda de vidas, se necessário. É sua vez de retribuir a confiança. Se Lawrence e seu pessoal soubessem quem vocês eram, a primeira coisa que teriam feito era trazê-lo aqui. Peço desculpas pelo tratamento rude.

— Não é preciso se desculpar — respondeu Thomas. — Só quero saber o que planejaram.

— Não prosseguiremos até que compartilhe o que você sabe. O que tem a nos oferecer?

Alternamos os olhares, em silêncio, até eu tomar a iniciativa.

— O CRUEL acha que pode concluir a descoberta da cura; sempre diz que está quase lá. A única peça que falta é o Thomas. Juram que essa informação é verdadeira, mas já nos manipularam e mentiram tanto que é impossível saber o que é real ou não. Não sabemos quais são os motivos deles agora. Ou até que ponto estão desesperados, ou ainda o que querem fazer de verdade.

— Quantos de vocês estão lá? — perguntou Vince.

Thomas trocou o pé de apoio, inquietamente.

— Há menos de quatro lá de onde fomos trazidos por Lawrence. Não somos em muitos, mas temos bastante conhecimento interno. Quantos há em seu grupo?

— Bem, Thomas, essa é uma pergunta difícil de responder. Se está me perguntando quantas pessoas se juntaram ao Braço Direito desde que começamos a nos encontrar e reunir forças alguns anos atrás, há bem mais de mil. Mas quantas estão ainda por aí, ainda em segurança, dispostas a ver tudo isso ter um fim... Bem, falamos de apenas algumas centenas, infelizmente.

— Alguns de vocês são Imunes? — perguntou Brenda.

— Quase ninguém. Eu mesmo não sou e, depois dos últimos fatos ocorridos em Denver, tenho quase certeza de que agora já contraímos o Fulgor. Espero que a maioria ainda não tenha o vírus, mas será inevitável neste mundo prestes a sucumbir totalmente. Ainda assim, queremos ter certeza de que algo está sendo feito para salvar o que restou desta bela raça chamada humana.

Thomas apontou para três cadeiras próximas.

— Podemos nos sentar?

— Claro que sim.

— O que exatamente estão planejando fazer? — Thomas indagou, assim que sentou.

Vince tornou a rir.

— Calma, filho. Diga-me o que vocês têm a oferecer, e depois lhe contarei meus planos.

Thomas relaxou e se acomodou melhor na cadeira.

— Sabemos muito sobre o quartel-general do CRUEL e como as coisas funcionam por lá. E temos gente do nosso grupo que recuperou a memória. Mas o mais importante é que o CRUEL quer que eu volte. Acho que podemos usar isso como um ponto de vantagem.

— Só isso? — perguntou Vince. — É só o que têm?

— Nunca disse que faríamos grande coisa sem ajuda. Ou sem armas. — tentei ao máximo carregar a frese de sarcasmo, recebendo então uma cotovelada de Brenda.

Diante deste último comentário, Vince e Gally trocaram um olhar significativo.

— E então?

Vince voltou a atenção para Brenda, depois encarou Thomas.

— Temos algo que é infinitamente melhor do que uma arma.

Thomas tornou a se inclinar na cadeira.

— E será que posso saber o que é?

— Temos um jeito de garantir que ninguém consiga usar uma arma contra nós.


Notas Finais


baibai


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