História A Variável Perfeita - Capítulo 52


Escrita por: ~ e ~LilsVentura

Postado
Categorias The Maze Runner
Personagens Adam, Alby, Ava Paige, Caçarola (Frypan), Chuck, Clint, Gally, Jeff, Minho, Newt, Personagens Originais, Stephen, Teresa, Thomas, Winston, Zart
Tags Andrade, Ava, Berg, Câncer, Ciele, Clarinho, Clarissa, Clary, Correr Ou Morrer, Drama, Ellie, Fanfic, Galine, Homem-rato, Janson, Labirinto, Minho, Morte, Newt, Newtmas, Romance, Shipp Minho, Teresa, The Maze Runner, Thomas, Thomesa, Trenda
Exibições 39
Palavras 1.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEEY
AQUI É A CIELE
BOA LEITURA

Capítulo 52 - Parados


Gally nos contou sobre Charlotte Chiswell. Era engenheira-chefe, e havia trabalhado para o maior fabricante de armas do mundo. Seu grande feito era um dispositivo que inutilizava as armas. Vince falou algo sobre vantagem, que seríamos destruídos se o CRUEL estivesse com suas armas. Soou tão igual às falas do CRUEL.

— E como farão isso?

— Temos três Bergs. Vamos neles com cerca de oitenta pessoas, as mais fortes que pudermos selecionar do grupo. Entregaremos os Privilegiados ao nosso contato dentro do CRUEL, plantaremos o dispositivo – acredito que essa vá ser a parte mais difícil do plano – e, quando o trabalho estiver feito, abriremos uma passagem com explosivos para que os outros entrem. Quando conseguirmos controlar as instalações, Charlotte nos ajudará a restituir o funcionamento das armas, para que nós, então, fiquemos no controle. Ou conseguiremos, ou morreremos tentando. Se necessário, explodiremos o lugar todo. — explicou. — Se o que Gally diz é verdade, você e seus amigos serão de enorme ajuda à equipe de planejamento, pois alguns conhecem as instalações por dentro e por fora. Além do fato de uma pessoa a mais ser sempre importante, não me importa se velha ou jovem.

— Também temos um Berg — ofereceu Brenda. — A menos que os Cranks o tenham destruído. Está fora dos muros de Denver, do lado noroeste. O piloto está com nossos outros amigos.

— Onde estão os Bergs de vocês? — perguntou Thomas.

— Em Thataway. Um lugar bem seguro. Está tudo pronto. Adoraríamos ter mais uma ou duas semanas para nos prepararmos, mas não temos muita escolha. O dispositivo de Charlotte está pronto. As primeiras oitenta pessoas também. Podemos passar o dia todo amanhã compartilhando com vocês e com os outros o que sabemos e fazendo os preparativos finais, e depois entramos em ação. Não há razão para tornar o plano glamoroso. Apenas entraremos lá e faremos o que tem de ser feito.

Vince falava igual ao Janson, igual à Ava. Deleitava-se com seus planos que tinham grandes chances de fracassar.

— Até que ponto estão confiantes? — perguntei, receosa do perfeito plano do Braço Direito.

— Garota, escute-me — disse Vince, a expressão grave. — Durante anos e anos temos ouvido falar sobre a missão do CRUEL. Como cada tostão, cada homem, cada mulher, cada recurso – como cada coisa deveria ser devotada à causa de encontrar uma cura para o Fulgor. Disseram-nos que haviam encontrado Privilegiados e, se pudessem descobrir por que o cérebro deles resistia ao vírus, o mundo inteiro seria salvo! Nesse meio tempo, cidades desmoronaram; a educação, a segurança, os remédios para todas as outras doenças conhecidas pelo homem, a caridade, a ajuda humanitária, tudo foi canalizado para que o CRUEL fizesse o que bem entendesse.

— Sabemos disso — disse Thomas. — Sabemos muito bem disso tudo.

— Poderíamos ter detido a disseminação da doença, em vez de canalizar recursos para curá-la. Mas o CRUEL sugou todo o nosso dinheiro e as melhores pessoas que tínhamos disponíveis. E não é só: deram-nos falsas esperanças; ninguém tomou as precauções devidas. Pensaram que, no fim, uma cura mágica os salvaria. Mas, se esperarmos um segundo a mais, não haverá ninguém para ser salvo. — Vince pausou, deixando a sala silenciosa novamente — O pessoal que fará a venda dos Privilegiados poderia certamente plantar o dispositivo quando estivesse lá dentro, mas seria muito mais fácil se já estivesse instalado quando chegássemos. Ter os Privilegiados do nosso lado vai nos permitir entrar no espaço aéreo e ter permissão para aterrissar, mas...

Thomas fez que sim com a cabeça.

— É aí que eu entro.

— Pois é — falou Vince com um sorriso. — Acho que é aí que você entra. Na verdade, é aí que vocês dois entram.

Vince sorria para mim e para Thomas, como se estivesse sob efeito as Benção. Eu estava surpresa. Eu passei a parte lembrada da minha vida fazendo nada, criando confusões e então Vince age como se eu fosse importante. Eu era somente a “barriga de aluguel” da Ava. Não importa. Eu adoraria por o CRUEL a baixo.

 — Podem nos deixar a alguns quilômetros de distância, que seguimos caminhando até lá. Podemos fingir ter voltado para terminar os Experimentos. Tendo em vista o que vi e ouvi, vão nos receber de braços abertos. É só me explicar o que devemos fazer para plantar o dispositivo.

Outro sorriso cruzou o rosto de Vince.

— A própria Charlotte vai fazer isso.

— Vocês podem obter informações com meus amigos. Teresa, Aris e os demais podem ajudá-los. Brenda, que está aqui, também sabe de muita coisa.

— Tudo bem, Gally — falou Vince. — E agora? Como faremos isso?

Gally se levantou, me lembrando os ridículos Conclaves da Clareira.

— Vou trazer Charlotte para instruí-los em relação ao dispositivo. Depois, levaremos vocês ao hangar do nosso Berg e o deixaremos perto do quartel-general do CRUEL, enquanto o restante se prepara com a equipe principal de solo. É melhor estarem preparados para algum imprevisto. Devemos esperar algumas horas antes de chegar lá com os Privilegiados, ou vai parecer suspeito.

— Ficaremos bem— garanti, olhando para Thomas, que estava inquieto.

— Ótimo. Quando partirem, vamos trazer Teresa e os outros para cá. Espero que não se importem de fazer outro agradável passeio pela cidade.

 

Charlotte era mais baixo do que eu, e quieta. Explicou em sussurros como funcionava o dispositivo, e nos entregou mochilas.

Nós teríamos que voltar às ruas, e mesmo com Vince garantindo que passaríamos por lugares menos movimentados era aterrorizante saber que os ocorridos da vinda podiam se repetir.

Thomas e Brenda conversavam enquanto eu arrumava minha mochila. Lawrence nos chamou, e me despedi de Brenda.

— Boa viagem — ela disse quando voltamos para a garagem.

 

O sol nascia quando começamos nosso passeio. Estávamos apertados novamente, eu na janela, Thomas ao meu lado, uma mulher que nos ignorava e Lawrence. No meio do caminho, Thomas se voltou para mim.

— Eu não queria ter perguntado antes, perto de Minho, mas — sussurrou — Janson não procurava apenas por mim. Estão desesperados atrás de você também.

Isso explica muitas coisa.

— Foi por isso que você pediu para que eu viesse. Por isso que nós dois vamos invadir o CRUEL.

— Por isso também. Você conhece bem o lugar, não?

— Costumava conhecer.

Lawrence engasgou, surpreso, interrompendo nossa conversa.

— O que está acontecendo? — murmurou Thomas.

Me inclinei sobre o painel, avistando diversos carros dirigindo em círculos.

— Acho que teremos de passar por eles. Vai levar uma eternidade voltar e tentar um caminho diferente. Vou tentar passar por eles — Lawrence falou.

— Por favor, só não faça nada estúpido — disse a mulher com rispidez. — Com certeza não chegaremos lá se tivermos de ir a pé.

Cranks brigavam por algo indefinido, atacando os demais com pás e facas.

— O que planejam fazer? — perguntou Thomas.

Lawrence não fez menção de reduzir a velocidade, e já estavam quase lá.

— Você precisa parar! — gritou a piloto.

Lawrence ignorou a ordem.

— Não. Vou em frente.

— Você quer que a gente morra? — perguntei, incrédula.

— Ficaremos bem. Calem a boca por um segundo, os três!

Nos aproximamos dos Cranks, que se jogavam um contra o outro em brigas sangrentas, por pequenos objetos. Quanto mais perto chegávamos mais minha vontade de vomitar aumentava. Maldita gravidez.

A van desviou em alta velocidade. Os motoristas dos haviam parado, e três deles tinham se alinhado na nossa frente.

Lawrence não reduziu a velocidade. Em vez disso, desviou, encaminhando-se para o espaço maior entre o carro da direita e o do meio. Então, num minuto o carro da esquerda avançou, virando de repente para tentar atingir a van antes que ela passasse.

— Segurem-se! — gritou Lawrence, e aumentou ainda mais a velocidade.

Estávamos indo para o vão entre os carros. Ambos os veículos não se moveram, mas o terceiro, o que saíra da esquerda, manobrara e agora voltava na direção deles. Gritei, agarrando Thomas, com o terrível pensamento de que eu morreria.

A van acabara de embicar no espaço entre os dois carros, quando o terceiro a atingiu em cheio na lateral traseira esquerda. Thomas foi lançado contra mim, e eu bati contra a porta, para então ser jogada para o lado oposto.. Vidros se estilhaçaram em todas as direções, e a van começou a girar. O som de pneus se arrastando e metal em atrito invadiu o ar.

O ruído cessou quando, por fim, a van se chocou contra uma parede.

Ainda tonta, tateei a van, procurando o trinco. Sentia finos filetes de sangue escorrerem pelo meu rosto. Esquecendo os Cranks que podiam estar perto, abri a porta, me jogando na calçada quente e vomitando toda a ansiedade.

Thomas me puxou para dentro novamente, com um semblante assustado.

— O que foi?

Thomas me ignorou, ainda mantendo o olhar fora da janela. Virei o rosto, procurando o que ele olhava.

Ah, Deus. Não, Newt não.

— Vamos ficar bem. A van está bastante avariada, mas espero que consiga andar mais alguns quilômetros para nos levar ao hangar. — Lawrence disse, engatando a ré. Eu não tirava os olhos de Newt. Não podia ser ele. Eu não queria que fosse.

— Pare! — Thomas gritou. — Pare a van! Agora!

— O quê? — replicou Lawrence. — Do que está falando?

— Pare a droga da van!

Lawrence pisou no freio, e Thomas se levantou e se dirigiu à porta. Fez menção de abri-la, mas o outro agarrou sua camisa pelas costas e o deteve.

— Que diabos acha que está fazendo? — Lawrence berrou.

Thomas tirou a pistola da cintura e a apontou para Lawrence.

— Tire as mãos de cima de mim. Tire as mãos de cima de mim!

Lawrence obedeceu, erguendo as mãos no ar.

— Ei, garoto. Acalme-se! O que há de errado com você?

Thomas se afastou dele.

— Vi um amigo lá fora. Quero ver se está bem. Se houver algum tumulto, corro de volta para a van. Só peço que fique a postos para nos tirar daqui assim que eu voltar.

— Acha que aquela coisa lá fora ainda é seu amigo? — perguntou a piloto com frieza. — Esses Cranks já atingiram a Insanidade há muito tempo. Não consegue enxergar isso? Seu amigo agora não passa de um animal. Não, deve ser bem pior que um animal.

— Então será uma despedida breve, certo? — respondeu Thomas. Abriu a porta e saiu para a rua. — Me dê cobertura se for preciso. Tenho mesmo de fazer isso.

— Eu preciso ir também — disse, me apressando com Thomas, que não me impediu — É uma pessoa importante.

— Vou lhe dar um belo de um chute no traseiro antes de chegarmos àquele Berg, prometo a vocês — grunhiu Lawrence. — Apressem-se. Se esses Cranks que estão entretidos com o lixo se encaminharem para cá, começaremos a atirar. E não me importa se a mamãe ou o titio estiverem lá fora.

— Combinado. — dissemos em coro.

Eu já sentia as lágrimas subindo antes mesmo de descer da van. Newt estava em um estado deplorável: sangrando em diversas partes do corpo, magro e arranhado, aquele não era Newt.

Newt não nos olharia daquele jeito.  



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