História A Variável Perfeita - Capítulo 53


Escrita por: ~ e ~LilsVentura

Postado
Categorias The Maze Runner
Personagens Adam, Alby, Ava Paige, Caçarola (Frypan), Chuck, Clint, Gally, Jeff, Minho, Newt, Personagens Originais, Stephen, Teresa, Thomas, Winston, Zart
Tags Andrade, Ava, Berg, Câncer, Ciele, Clarinho, Clarissa, Clary, Correr Ou Morrer, Drama, Ellie, Fanfic, Galine, Homem-rato, Janson, Labirinto, Minho, Morte, Newt, Newtmas, Romance, Shipp Minho, Teresa, The Maze Runner, Thomas, Thomesa, Trenda
Exibições 34
Palavras 1.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


volteiiiiiiiiiii
MENOS DE DUAS HORAS

Capítulo 53 - Piedosa


— Ei, Newt? Sou eu, Thomas. Ainda se lembra de mim, não é?

Uma clareza repentina perpassou o olhar de Newt.

— É claro que me lembro de você, Tommy. Você foi me ver no Palácio, ignorando o que lhe pedi no meu bilhete. Não fiquei completamente louco em apenas alguns dias.

— Por que você está aqui, Newt? Por que está com eles? — perguntei.

Newt se voltou para os Cranks, depois encarou Thomas.

— Isso vai e vem. Não dá pra explicar. Às vezes não consigo me controlar, mal sei o que estou fazendo. É como uma coceira no cérebro, que provoca irritação suficiente pra que eu mande tudo para o espaço. Fico furioso.

— Você parece bem agora. — Thomas diz.

— É, eu sei. A única razão de estar com esses doidos do Palácio é porque, na verdade, não tenho nada mais importante para fazer. Eles brigam o tempo todo, mas estão em grupo. Se ficarmos sozinhos, não teremos nem uma maldita chance.

— Newt, venha com a gente. Podemos levá-lo a um lugar seguro, a um lugar melhor para... — Newt riu, e eu parei de falar. A sanidade ele estava cada vez mais esgotada, mas assim como Thomas, eu não queria deixá-lo.

— Deem o fora daqui. Vão embora.

— Venha comigo — implorou Thomas. — Amarro você, se o fizer se sentir melhor.

O rosto de Newt de repente foi tomado pela raiva, e as palavras saíram em um jorro de ira:

— Cale a boca, traidor de mértila! Não leu meu bilhete? Não pode fazer uma última maldita coisa por mim? Tem de ser o herói, como sempre? Odeio você. Sempre odiei você!

— Newt — comecei, avançando um passo. — Newt — as palavras fugiram, então.

— Cale a boca, Clarissa! Eu nunca acreditei em você. Vocês são iguais ao CRUEL, só querem acabar com essa maldita doença e matar crianças. Foi tudo culpa de vocês! Você poderiam ter detido todos eles quando os primeiros Criadores morreram. Poderiam ter descoberto um modo de fazer isso. Mas não! Tinham de seguir em frente, tinham de tentar salvar o mundo, — se voltou para Thomas — Você tinha de ser o herói. Daí foi para o Labirinto e nunca mais parou. Só se importa com você mesmo! Admita! Quer ser reconhecido, adorado! Devíamos ter atirado você quando estava na Caixa! Devíamos ter jogado vocês dois, seus traidores de mértila, para os Verdugos.

Lawrence nos chamava, sem sucesso. Newt estava vermelho, o escarlate dos fermentos se destacando ainda mais.

— Newt, ouça o que vou dizer. Sei que está bem agora, o bastante para me entender.

— Odeio você, Tommy! — Ele estava a poucos passos de distância, e Thomas recuou, o sofrimento por Newt transformando-se em certo temor. — Odeio você, odeio, odeio! Depois de tudo o que fiz pra você, depois de todo o maldito perrengue que passei naquela droga de Labirinto, você não pode fazer a única coisa que pedi pra você fazer? Não consigo nem olhar pra essa sua cara feia de mértila!

Thomas recuou mais um pouco, me levando junto para trás. Murmurou um “volte para van”, que eu ignorei.

— Newt, precisa se controlar. Vão atirar em você. Pare e me escute! Entre na van, deixe-nos amarrá-lo. Nos dê uma chance!

Thomas sibilou novamente para eu voltar.

— Devia arrancar seus olhos — disse Newt. — Dar uma lição em você. Por que veio aqui? Esperava por acaso que eu lhe desse um maldito abraço? Hã? Queria uma conversa civilizada sobre os bons tempos na Clareira? Você é pior do que um Crank, sabia? — e se jogou em mim, derrubando nós três.

Mesmo mais magro do que de costume, Newt pesava. Thomas gritava para eu voltar para a van, e por mais que não quisesse, eu voltaria. O medo do que aconteceria me convenceu a voltar. Thomas empurrou Newt o suficiente para eu sair.

— Quer saber por que manco assim, Tommy? Já lhe contei? Não, acho que não.

— O que aconteceu? — perguntou Thomas.

Newt não notou eu me afastando. Lawrence me puxou antes que eu chegasse à van, agarrando meu braço. Deixei ser arrastada até o veículo amassado. Com o Lança-Granadas em uma das mãos, e a outra me segurando, Lawrence me empurrou para dentro do veículo e trancou a porta. Me ajoelhei no banco, encostando o rosto no vidro fechado, vendo o máximo que conseguia de Newt e Thomas.

Do lado de fora, Lawrence e a mulher, que era pilota de Berg, apontavam seus Lança-Granadas para todos os lados. Me sentia frágil trancada dentro daquela van, isolada dos perigos que poderia correr como Thomas e os guardas.

Lawrence desviou o olhar de Newt e Tommy, e seus olhos encontraram os meus, um silencioso olhar triste. um grito. Um estouro. Gritei para Lawrence abrir a porta. Bati nos vidros. Chorei. Apertei todos os botões do painel até ouvir um quase mudo clic. Testei a porta oposta ao lado de Lawrence e ela se abriu, revelando o ar quente da rua. Corri novamente para o beco, ouvindo os gritos de Lawrence.

Thomas havia levado a pistola. Ele queria que eu saísse.  E Newt agora estava morto.

Eu era uma pessoa horrível.

Eu não conseguia manter ninguém vivo.

Eu sou um monstro.

Newt era a nossa cola, Newt nos mantia unidos, nos confortava e guardava nossos segredos. Quem faria isso agora? Quem diria a solução? Quem nos acolheria? Não fazia mais sentido continuarmos unidos sem ele. A culpa era minha, era minha. A culpa era de todos nós. A culpa era do CRUEL e minha e de todos nós. Por favor, tenha piedade.

Newt estava no chão, deitado de barriga para baixo, com uma poça de sangue o cercando. Gritei, sentindo minhas pernas bambearem. Eu estava no chão, estava encolhida. Newt me abraçaria, Newt diria que está tudo bem. Não está. Não tinha mais ar nos pulmões. Sinto como se minha pele estivesse descolando. Como se meus ossos estivessem desmontando. Eu já não ouvia mais os meus gritos, não sentia minhas lágrimas, apesar de saber que elas desciam. Por que tudo não era minha imaginação?

Algumas perguntas acham uma resposta. Algumas perguntas nunca se sabem. Nós não achamos uma resposta para Newt. Nós nunca acharíamos.

Então pegue leve com meu coração, tenha piedade de mim. 


Notas Finais


beijos


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