História A Viajante - Tomione - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Abraxas Malfoy, Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Tom Riddle Jr.
Tags Harry Potter, Hermione, Romance, Tom, Tom Riddle Jr, Tomione
Visualizações 384
Palavras 2.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, Tomionáticos!
Muita correria na minha vida pessoal! É faculdade, é estágio... e eu tô tendo mais matérias esse semestre!
Essa fanfic, eu não vou abandonar, prometo, mas sejam pacientes com essa pobre aspirante a escritora...
Beijão procês e vamos ao capítulo!

Capítulo 17 - Descobertas e um novo ano


Tom

Pedir Hermione Granger em namoro me pareceu tão sensato quanto necessário. A sensatez vinha quando eu pensava no quanto eu gostava de estar com ela, e a necessidade se fez presente quando vi naquele pedido a oportunidade de conseguir arrancar dela a verdade do porquê estar aqui e do quanto eu tenho a ver com tudo isso, já que ficou claro que desde quando ela chegou aqui, ela tentou, a todo custo, se aproximar de mim, ainda que não imaginasse que pudesse se apaixonar por mim como ela disse estar.

A decisão de assumir um relacionamento com ela já vinha me rondando desde que descobri sobre o vira tempo, e os amassos que demos na sala precisa só fortificaram ainda mais essa minha decisão, por isso que me apressei em criar uma réplica perfeita daquele vira tempo para devolver a ela e assegurar que ela nunca sairá daqui. Quando eu me tornar Lord Voldemort, quero que Hermione Granger esteja ao meu lado.

Depois que ela disse sim pra mim, me apressei a procurar em livros maneiras de como me comportar como namorado já que eu não fazia a mínima ideia de como agir e do que dizer ela, até porque arrancar todas as informações que eu quero  dependerá do quão bom namorado eu for pra ela, e felizmente, ser gentil e carinhoso com Hermione não era nenhum esforço pra mim.

No dia seguinte, após começarmos a namorar, decidi buscá-la na porta da sala comunal da Grifinória porque além de ela gostar, eu poderia provocar o Weasley e o Potter.

Quando chegamos ao salão principal, senti vontade de matar todos pela maneira como nos olhavam, mas,  como em todas as outras vezes, eu resisti, coloquei o meu melhor olhar vazio e caminhei até a mesa da Sonserina ainda com os olhos de todos postos em mim. Assim que me sentei entre Abraxas, que tinha um sorriso irritante no rosto, e Lestrange, as perguntas começaram.

- O que estava fazendo com a sangue ruim, Tom? – Avery perguntou. Na frente de todos, eles me chamavam de Tom já que a nomenclatura milord chamaria muito a atenção.

- Estão namorando, não percebeu? E acho bom que mude a sua forma de tratar a Granger porque ela não é mais uma sangue ruim qualquer agora! – Abraxas respondeu e eu suspirei. – Fez a coisa certa, Tom. É mais do que perceptível o quanto vocês dois se gostam. Espero que sejam felizes.

- Você é louco, Abraxas! – Lestrange censurou o loiro que deu uma leve risada.

- Não gosto que falem sobre mim. – Eu falei num tom tão baixo, mas que foi o suficiente para que todos se silenciassem. – Mais tarde, eu explico. – Acrescentei.

Após o desjejum, segui para a primeira aula do dia de mãos dadas com a Hermione já que a aula de hoje seria junto com a Grifinória, e foi naquele dia que eu descobri que me sentar ao lado dela aumentava o meu desempenho nas aulas, apesar de eu ter que aguentar os comentários dos professores sobre o nosso namoro, principalmente os do professor Slughorn. Quando eu for Lord Voldemort, me certificarei de ceifar a vida dele.

Mas, de todos os acontecimentos do dia, o que mais me intrigou foi perceber a inquietação dos meus amigos e eu precisava mantê-los fiéis a mim. A saída para essa questão foi marcar uma reunião com eles na sala precisa para dar a impressão que eu me preocupava com a opinião deles quando na verdade, eu não me importava nem um pouco.

Marcamos para às nove da noite que era quando eu terminava as minhas rondas noturnas. Eu sabia que Hermione já estava na sala comunal da Grifinória, e como todo o castelo já estava silencioso naquela hora, a ocasião era perfeita para nos reunirmos. Assim que cheguei na Sala Precisa, vi que todos já estavam ali, à minha espera e por isso fui direto ao assunto.

- Sim, estou em um relacionamento com Hermione Granger e sei que isso os inquieta já que desde que cheguei aqui, venho me empenhando em destruir todos os sangues ruins que passam por essa escola. Sim, meus amigos, eu entendo a indignação de vocês, e é por isso que me sinto na obrigação de explicar que pra tudo há uma razão, inclusive pra esse namoro idiota. – Eu comecei e os vi começarem a se animar, com exceção de Malfoy. Eram todos tão patéticos. – Ela sabe de mais! Diversas foram as vezes que a escutei insinuar saber sobre o nosso trabalho nesse castelo e é por isso que eu preciso dominá-la e saber até onde ela sabe antes de descartá-la. O sigilo é o nosso principal protocolo e não podemos nos dar ao luxo de correr o risco dessa sangue ruim colocar tudo a perder...

- Quanta hipocrisia, Tom Riddle! – Malfoy me cortou com a voz carregada de desprezo e eu o encarei. – Que mal faz confessar que gosta dela? Somos seus amigos, não tem problema ser sincero. Podemos abrir uma exceção por se tratar dela, afinal não dá pra saber de quem vamos gostar.

- Eu não gosto dela da maneira que você pensa, Malfoy. Não vou negar que ela é bonita, mas tem o sangue imundo, e eu jamais levaria alguém assim a sério! Ela é a escória e eu vou destruí-la, mas primeiro preciso tirar dela tudo o que eu puder. – Eu respondi e todos os outros se entreolharam e riram. – E não admito que fale assim comigo ou sofrerá as consequências.

- Tudo bem se for me torturar, mas eu sou seu amigo e torço pela sua felicidade, e admitir que gosta dela é um grande passo pra isso. – Ele amenizou o tom de voz e eu decidi ignorá-lo.

- Então vai fingir que gosta dela? – Lestrange perguntou.

- Não é o que eu gostaria, mas sim. Será por pouco tempo, mas sacrifícios precisam ser feitos se quisermos alcançar algum objetivo e o meu será esse. Estão dispensados. – Eu encerrei a reunião e todos saíram com exceção de Abraxas.

- Espero que saiba o que está fazendo. Pode enganar a eles, mas não a mim. Hermione não é como as outras. – Ele me avisou.

- Saia daqui antes que eu me arrependa de não tê-lo torturado mais cedo! – Eu respondi e ele simplesmente deixou a sala sem dizer mais nada.

Resolvida essa questão aos olhos dos meus seguidores, agora eu podia ficar em paz com Hermione. Meus amigos achavam a minha ideia genial, mas eu tinha que admitir que Malfoy tinha razão. Eu gostava de Hermione mais do que eu gostaria de admitir, e era por isso que eu decidi simplesmente viver o que eu tinha pra viver ao lado dela.

Nos dias que se seguiram, eu me concentrei em passar o maior tempo que eu podia com ela, e estar com ela era tão bom que ao mesmo tempo que os dias voavam, eu ia descobrindo coisas novas sobre mim mesmo que eu nem imaginava sentir. Beijar a Hermione era maravilhoso, mas eu sentia que só aquilo já não me satisfazia tanto, e foi por isso que aos poucos fui ousando mais nas carícias quando estávamos à sós. Eu deixava ela me tocar com mais afinco da mesma maneira que eu explorava o corpo dela com as mãos, apesar de ela me interromper algumas vezes. Nós estávamos nos descobrindo juntos e aos poucos e eu sabia que também não estava preparado ainda para avançar alguma etapa, mas só a ideia me deixava bem animado. Quando o natal chegou, eu decidi que teria a nossa primeira vez no meu quarto de monitor, mas ela não quis prosseguir.

No início, fiquei envergonhado por ter sido rejeitado, depois fiquei com raiva porque ninguém diz não pra mim, mas por fim eu decidi ser compreensivo. Cedo ou tarde aconteceria e quanto mais entregue ela estivesse, mais perto eu estaria de descobrir os segredos dela e mais feliz eu estaria.

Não comentamos sobre o que aconteceu no meu quarto no natal nos dias que se seguiram, e quando demos por nós, o dia do meu aniversário chegou, e apesar de eu nunca ter falado sobre isso com ela, de alguma forma ela pareceu saber porque assim que saí da sala comunal da Sonserina, dei de cara com ela, o que era estranho porque nenhum grifinório sabia sobre onde ficava a sala comunal da sonserina, apesar de sabermos de onde ficava a deles.

- Feliz aniversário, Tom. – Ela se jogou nos meus braços e eu a abracei com força antes de beijá-la calmamente nos lábios. – Sei que seus amigos já fizeram isso, mas eu queria ser a primeira não sonserina a te dar parabéns.

- Muito gentil da sua parte, mas eu não comemoro o meu aniversário. – Eu respondi e ela agarrou o meu braço.

- Não seja chato, venha, vamos aproveitar o seu dia juntos! – Ela me puxou e eu não resisti mais, indo com ela até o salão comunal.

No caminho, fomos interrompidos diversas vezes, seja por um professor ou por algum aluno que queria me parabenizar, apesar de eu detestar isso, mas o pior foi quando Murta Warren veio, mais uma vez, com uma caixa de bombons que eu sabia que estavam cheios de poção de amor.

- Será que ainda não percebeu que eu tenho namorada, senhorita Warren? Chega a ser ofensivo essa sua insistência sendo que já disse mil vezes que não quero nada com você além de distância. – Eu falei rispidamente e ela voltou de onde veio correndo e chorando. Hermione me lançou um olhar reprovador, mas eu apenas encolhi os ombros. – Só você me interessa. – Eu me justifiquei e ela tentou disfarçar um sorriso que chegou aos olhos dela de tão bonito.

Eu não havia planejado nada para aquele dia, mas Hermione parecia ter tudo bem certo na cabeça dela já que após o desjejum, ela me arrastou direto para a sala precisa que já estava devidamente ambientada com um belo tapete e sofás verdes, luz ambiente, uma ampulheta gigante e uma lareira crepitando já que estava bem frio. Assim que entramos na sala, nos beijamos intensamente até que nos separássemos pela falta de ar.

- É pra você! – Ela me entregou um embrulho que eu descobri ser um livro de história da magia, algo que eu apreciava bastante. – Não sei mais o que dar já que você só gosta de livros... e depois eu não tenho mais dinheiro...

- Só a sua companhia me é suficiente, Hermione. – Eu respondi e ela sorriu, conjurando um patrono em seguida, me deixando bastante impressionado por ser um feitiço avançado.

- Sabe, pra conseguir conjurar esse patrono, eu pensei no dia que nos tornamos, oficialmente, namorados. Eu amo você, Tom. Qual é o seu patrono? – Ela me perguntou.

- Eu não tenho um patrono, Hermione. – Eu respondi ignorando a declaração dela e ela pareceu se espantar. – Não que eu não tenha saiba fazer um, eu conheço muito bem o feitiço e como executá-lo, mas eu não tive muitas lembranças felizes na vida e eu acho esse feitiço patético.

- Tente só uma vez... aposto que o seu seria uma cobra. – Ela falou sorrindo. – Vamos, Tom...

- Expecto Patronum! – Eu pensei no dia que descobri que era bruxo, mas nem uma mínima fagulha saiu da minha varinha. – Está vendo? Esse feitiço idiota não funciona comigo, eu prefiro outro tipo de magia.

- Eu vou te ajudar com as lembranças felizes! – Ela retrucou mantendo o doce sorriso no rosto e me abraçou e eu percebi que se eu fizesse futuras tentativas em conjurar esse feitiço idiota, eu pensaria nesse nosso momento à sós.

Nas horas seguintes, eu decidi colocar um pouco do meu plano de descobrir sobre ela naquele momento e foi muito fácil arrancar informação sobre quem eram os pais dela: um casal de dentistas mortos por um terrível bruxo das trevas, alguém que eu mataria quando eu fosse Voldemort. Ela também me contou sobre dois amigos: Harry e Rony, pessoas que eu gostaria de matar por terem tido a companhia dela por mais tempo que eu tive e por ver os olhos dela brilharem enquanto falava deles. Ainda não era muita coisa, mas pelo, agora, eu tinha a relação de pelo menos duas pessoas que pertenciam ao futuro dela.

Pela ampulheta, vimos que faltava pouco mais cinco minutos para o início do próximo ano, o que causou um silêncio entre nós, um silêncio que eu decidi quebrar beijando-a, e eu não sei se era pela nossa proximidade, tensão pelo momento ou se era por nós mesmos, mas aquele beijo se tornou urgente rápido demais e quando demos por nós, eu já estava deitado por cima dela outra vez. Uma das minhas mãos subia lentamente pela coxa dela, o que fez com que ela se arrepiasse e voltasse a cair em si, da mesma maneira que foi no natal. Então ela me empurrou levemente, me fazendo entender o recado.

- Desculpe, mas é que eu ainda... – ela tentou se explicar, mas eu a cortei.

- Está tudo bem, aliás, feliz ano novo, Hermione. – Eu respondi dando um sorriso que ela acompanhou apesar de ainda estar sem graça.

- Feliz ano novo, Tom. – Ela retrucou e eu voltei a me sentar no sofá, fazendo-a deitar no meu colo.

Não sei dizer em que momento foi, mas ela acabou adormecendo no meu colo e eu fiz o mesmo sentado no sofá. Uma terrível dor nas costas era uma certeza que eu teria no dia seguinte.


Notas Finais


*--*


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