História A vida de Lindsay Rain - Capítulo 16


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpa a demora gente, mas estava escalando o Pico da Bandeira com meu pai e só agora voltei de viagem.

Capítulo 16 - Familia


Acordo no hospital, um bipe infernal quer fazer a minha cabeça explodir. Ange esta sentada ao meu lado segurando uma de minhas mãos fortemente, meu corpo inteiro dói então me mexo.

- Bom dia querida. – Diz Ange já de pé, seu rosto dizia que não dormia há dias, mas ainda sim continuava linda. Sorri para ela, mas tudo sem exceção doía.

- Bom dia. – Digo rouca. – Há quanto tempo estou aqui?

- Há quatro dias. – Ela diz sorrindo, seus olhos estão dizendo que ela esta prestes a chorar e por incrível que pareça aquilo faz com que meu coração se aperte. – Me perdoe, eu deveria tê-la protegido, você não deveria estar aqui. – Ela diz deixando as lágrimas caírem em seu rosto.

- Esta tudo bem. – Digo tentando reconforta-la. – Venha aqui. – Digo e a puxo fazendo com que ela deite ao meu lado com a cabeça sobre meu peito. Dói, dói muito, mas não tanto quanto vê-la chorando. – Esta tudo bem, não há nada que você pudesse fazer, o que importa é que você esta aqui. – Digo dando um beijo sobre seus cabelos.

Aos poucos ela vai se acalmando e eu me sinto bem em poder cuidar dela, tento relaxar para não sentir muita dor, um homem entra no quarto, esta vestido de branco e olha para nos duas juntas.

- Bom dia. – Digo ainda fazendo carinho no ombro de Ange que olha para ele, mas não sai da cama.

- Bom dia, eu sou o enfermeiro e como acordou irei chamar a doutora. – Ele diz e sai, depois de um tempo ele volta junto de uma mulher com os cabelos ruivos, baixinha e gordinha.

- Eu sou a doutora Zoey. – Ela diz e Ange acaba saindo da cama.

- Lindsay. – Digo levantando uma mão. Depois que ela faz várias perguntas ela se vá depois de marcar vários exames que faria ainda hoje.

Depois de sei lá quantos exames e de ficar mais dois dias no hospital ela me da alta, não aconteceu nada grave, quebrei três costelas e tive outros machucados leves, mas nada de mais. O homem, o chefe, foi preso e pegou cinquenta anos de cadeia, ele deveria ter uns trinta e cinco anos, só sairia de lá pra morrer praticamente.

Pegamos um voo direto para Roma e chegamos lá sendo recebidos por fotógrafos, mas Ange e Erculano são rápidos e me enfiam no carro antes que aquilo virasse uma loucura, eles vão calados o caminho inteiro, paramos o carro em frente a casa e eu pulo para fora quando vejo Alexa, Bela, Richard e Thomas do lado de fora, eles me abraçam forte e eu não ligo para a dor eu estava me apoiando totalmente neles para aguentar firme, eu havia achado uma família naquele lugar.

- Finalmente você voltou. – Disse Thomas me dando um beijo na bochecha.

- Nunca mais faça isso comigo vaca, não me da mais esses sustos. – Alexa chorava entre as palavras e eu também, ardia um pouco já que minha pele estava meio cortada, mas eu não ligava.

Entramos e eu dou um abraço em Debora, na ‘vovó’ e no ‘vovô’ que tinha acabado de conhecer, não era a melhor forma de conhecer alguém.

- Lindsay, tem alguém na sala querendo te ver. – Disse Alexa me levando para sala e eu levo um susto, um susto de felicidade.

- Marco? – O chamo e vejo-o se levantando correndo. – O que faz aqui?

- Vim saber se você já tinha voltado, fiquei tão preocupado. – Ele diz me dando um beijo delicado na testa.

- Cheguei agora. – Ele abriu um sorrisinho e vejo-o mordendo o lábio inferior quando tirou uma mecha do meu cabelo que caiu em meu rosto. – Eu sei, estou horrível. – Ele nega com a cabeça, seus olhos estão grudados em meus lábios, sei que é por causa do corte grande que tem, ganhei três pontos e eles estão muito inchados.

- O que houve? A imprensa fala sobre um sequestro, mas não conta a historia toda. – Ele diz calmo, com sua voz levemente rouca e quente que me faz me sentir bem.

- Promete não sair correndo?

- Jamais fugiria de você. – Eu dou um leve sorrisinho, sua mão ainda está atrás da minha orelha, fazendo um leve movimento circular que esta me fazendo querer dormir.

- Tudo bem, vem comigo. – Pego na sua mão e o puxo. – Alexa avisa o pessoal que só fui entregar um livro a ele e já volto. – Digo quando passo por ela que esta encostada na porta da sala e o levo para o meu quarto.

- Que livro você quer me entregar mesmo? – Ele pergunta erguendo uma sobrancelha e se sentando na minha cama. – O que houve? O que eles queriam? Dinheiro? – Ele pergunta preocupado me vendo trancar a porta do quarto.

- Vingança. – Digo fechando as cortinas do meu quarto.

- Como assim vingança? Vingança de que?

- Um dia você entenderá, mas não é a hora. – Vejo em seu olhar que ele ainda não está pronto para ouvir aquilo, esta vulnerável demais para isso.

- Eles te machucaram? – Vejo o medo de a resposta ser sim em seu rosto, mas ele iria aguentar me ver.

- Um pouco. – Digo indo e voltando do closet com um demaquilante. – Mas não tanto quanto desejavam. – Digo tirando os óculos escuros que usava.

Seus pulsos fecham quando vê um dos meus olhos inchados e roxo, abro o demaquilante e começo a retirar a maquiagem que tampava os roxos em meu rosto. Ele engole em seco quando retiro os sapatos, havia alguns hematomas neles (Andrea disse que tinha sido torturada quando estava desacordada), retirei a calça ficando apenas com um short que usava por baixo numa espécie de calcinha box e tirei a blusa.

- Meu Deus Lindsay. – Ele diz olhando o meu corpo, puxei os meus cabelos para frente e me virei de costa mostrando também os ferimentos que tinha nela. – O que fizeram com você? – Viro novamente para ele e caminho a passos lentos ate chegar próximo a ele.

Sinto seus dedos tocando levemente a ferida na barriga causada pelo chicote, sua mão está tremendo me aproximo mais e agora sua mão inteira está encostada nela, as lagrimas caem em seu belo rosto e jogo a cabeça para trás tentando não chorar junto a ele quando sinto suas mãos me puxando para mais próximo, estou entre suas pernas e ele me abraça forte com o rosto em minha barriga. “Talvez não tenha sido uma boa ideia.” Penso comigo mesma.

- Está tudo bem Marco. – Digo fazendo carinho em seus cabelos. – Não é tão ruim assim, só parece, não aconteceu nada.

- Eles... Te... Estupraram? – Ele pergunta gaguejando entre os soluços.

- Não, o Capitão Brock chegou na hora, ele sempre chega. O homem que fez isso só conseguiu ferir por fora, ainda sou a mesma por dentro. – Me ajoelho em sua frente e seco o seu rosto. – Não deveria ter te mostrado, me perdoe.

- Esta tudo bem, fico feliz que tenha confiado em mim. – Ele diz depois de um tempo, ele ainda tremia um pouco, mas já estava se acalmando. – Mas nunca imaginei que a primeira vez que veria uma garota de lingerie seria dessa forma.

Eu começo a rir, realmente aquilo também era algo novo para mim, mas eu confiava nele. Levantei e o puxei para um abraço.

- Lin, o pai tá te chamando para jantar! – Grita Richard do outro lado da porta.

- Tô indo! – Grito de volta. – Acho melhor me vestir, Erculano teria um infarto se soubesse que estou dessa forma em um quarto sozinha com um garoto. – Ele da um leve sorrisinho e pega as minhas roupas do chão se sentando novamente na cama.

- Vem aqui. – Ele me chama com um dedo e quando noto já estou entre suas pernas novamente, ele começa a vestir a calça em mim de uma forma tão delicada, ele deposita um beijo em um ferimento que esta na minha coxa e dou um passo para trás. – Desculpa, não pude resistir. Minha mãe beijava os meus ferimentos e por incrível que pareça aquilo me curava.

- Eu sei. – Digo quando ele termina de vestir a minha calça ficando de pé e arrumando a minha blusa. – Minha mãe também fazia isso. – Ele veste a blusa em mim e eu pego os óculos escuro. – Isso foi à coisa mais estranha do mundo, mas obrigada. – Digo pegando um livro de genética e entregando a ele. – Para não desconfiarem.

Descemos as escadas juntos e me despeço dele com um leve beijo na bochecha e volto para a copa, Erculano e Ange trocam um olhar estranho com um sorrisinho mais estranho ainda e me sento ao lado de Tomas e começamos a jantar uma sopa já que eu não podia comer nada solido.



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