História A vida de um certo Shinigami - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias Kuroshitsuji, Naruto
Personagens Alan Humphries, Claude Faustus, Eric Slingby, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Grell Sutcliff, Hannah Annafellows, Itachi Uchiha, Madame Red (Angelina Dalles), Personagens Originais, Pluto, Ronald Knox, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sebastian Michaelis, Undertaker, William T. Spears
Tags Grell Sutcliff, Grell X Madam Red, Grelliam, Grellina, Kuroshitsuji
Exibições 39
Palavras 1.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei pessoal, de novo depois de 3 semanas e.e Acho que não dá pra ser mais cedo...mas tá aí, apreciem amorzinhos ;)

Capítulo 53 - Mais uma chance


  E com os portões daquela propriedade em suas costas, finalmente arrumara coragem e olhara pra trás. Grell suspirou nervoso, apertava os dedos em punhos, olhava aquela janela emoldurada com madeira, frustrado, na verdade descrever seus sentimentos e pensamentos neste momento seria impossível, somente voltou a avançar bruscamente batendo os saltos dos sapatos negros, apressado. Tomara o caminho mais longo de todos, pelas promessas de Jean, provavelmente em algum lugar esperava por si e adoraria evita-lo, coisa que teve com êxito tranquilamente chegando a seu aposento.

 A porta fechou com força e então trancou-a, cansado curvou-se para frente com a expressão mais exausta possível, arrancou os sapatos, caminhou até o início do primeiro cômodo e no chão sentou-se preguiçosamente. O paletó retirou do corpo de qualquer jeito, a gravata e o laço no cabelo, igualmente, os botões do colete soltou, o mesmo fez com os primeiros da camisa.

 -"O que foi aquilo?...". - Olhava o teto descrente. - "...Será que escutei errado?..." - Pousou a esquerda sobre os lábios. - "Ele estava tão...perto...e..." - Suspirou pesadamente enquanto puxava os cabelos para trás com a mão livre.

Como o teto parecia atrativo aquele instante. As pernas afastadas e flexionadas ao chão as costas parcialmente contra a parede também servindo de apoio a cabeça erguida, a atenção totalmente distraída com o nada, paralisado à sua última ação involuntária, porém duração não teve, os membros superiores deixou despencar sobre o colo a cabeça chacoalhava.

 - Mas o que eu estou fazendo? - Levantou-se com as vestimentas nos braços. - Vá fazer alguma coisaa...

 No quarto ligou o rádio num canal qualquer afim de qualquer distração, uma música, uma notícia. Um Pasodoble tocava, apoiava com a mão sobre o aparelho até nota-lo, deixou-se sorrir levemente, as roupas atirou sobre a cama, retirou o colete lentamente e acompanhando a sensualidade da dança, lançou como as outra peças, então lembrando do laço emaranhado ali, correu até tê-lo em mãos e para não perder o tempo daquela canção, com o mesmo charme prendeu novamente as madeixas, desta vez num rabo de cavalo apressado.

 De olhos fechados e um sorriso confortável, bailando sozinho pelo cômodo simulava uma dança a dois e em sua mente imaginava um lindo e sexy vestido carmesim cobrindo seu corpo, uma maquilagem impecável, todo o maravilhoso cenário num salão em tom pastel, todo o movimento a seu redor, entregue aos braços de um belo rapaz no qual o rosto evitava imaginar dançava com sutileza e atitude. Girou em seu próprio eixo como se seu parceiro a conduzisse a isso, pousou a mão sobre a parede a sua frente e então abriu os olhos, um olhar brevemente melancólico.

 -Aah... - Voltava a juntar as pálpebras. - "Como eu sempre desejei ser conduzida numa dança..." - Junto à mão agora pousava todo o antebraço ao tempo que voltava a enxergar. - Oh...olhe só quem está aqui. - Avistou-se um pequeno sorriso. - Olhe bem docinho, agora somos eu, você e... - Riu abafado. - ...um chão para limpar.

 Puxou a vassoura animadamente e de volta àquela dança, como condutor, continuou a movimentar-se pelo espaço até estar no canto mais distante do quarto, por onde daria início a sua longa e delicada "dança".

 Nem mesmo os móveis escaparam de sua "performance" e digamos que boa parte da tarde passou neste afazer até no momento de 17h e alguns minutos próximos às 18h estar encostado num dos armários da cozinha, com uma travessa de plástico com alguma massa numa mão e uma colher de madeira entre lábios e dentes, olhava a pia logo a sua frente, distraído a espera do forno. Escutou a porta da frente a ser destrancada com um suave susto, apenas olhou sua esquerda de canto, a porta abriu-se, fechou-se, o som de alguém a mover-se fez-se e este passou a aproximar-se e por trás da parede ele revelou-se, Ronald.

 -Eu ainda vou tirar essa chave de você. - Ameaçou voltando a olhar adiante.

 -Hehe, eu sei que você adora quando venho aqui. - Disse abraçando-o de lado.

 -Hm... - Retirou o objeto da boca. - O que quer aqui? Não devia estar no seu treinamento?

 -Aff senpai, não posso vir visitar meu melhor amigo? Fui liberado mais cedo hoje. - Olhou para travessa. - Está fazendo biscoitos? - Pegou a colher afim de provar o conteúdo ali.

 -Sim. - Apenas observou-o pacificamente.

 -Hmm, isto está bom. - Disse de frente para ele. - O cheiro está ótimo também, vai me deixar alguns, né?

 -Ok, Ronald. - Suspirou empurrando os utensílios contra o peito do loiro e indo sentar-se numa das laterais da mesa.

 -Ei, o que foi? Tá tudo bem? - Perguntou desconfiado.

 -Maria lhe contou, não é? - Apoiou com o cotovelo na mesa e o rosto repousou sobre a mão.

 -...Sim... - Disse sem graça pondo os objetos sobre a peça mais baixa do armário. - Falando nisso, por que não comeu conosco hoje?

 -É claro que você não veio aqui só para ver como eu estou. -  Batia com as unhas, já livres do esmalte desgastado; sobre a madeira.

 -Senpai? - Sentou-se na cabeceira e interessado ficou a fitá-lo.

 -Desde que eu voltei...você não ligou nada para isso...

 -Eu pensei que você estivesse.

 -É aquela garotinha, eu sei, você não olha mais nada ao seu redor que não seja ela. - Olhou para parede.

 -Hã? - Arqueava as sobrancelhas. - Senpai, você está com ciúmes? - O ruivo corou violentamente.

 -C-Claro que não, ciúmes de você? - Passou a arranhar a superfície por baixo dos dedos.

 -Até suas orelhas estão vermelhas... - Acusou-o, sem graça.

 -Antes você preocupava-se comigo...agora só tem tempo para aquela...

 -Olha, eu acho melhor você não desrespeita-la.

 -Tsc.

 -Eu espero que você possa entender que eu não tenho mais tempo para diversões entre amigos, como festas no meio da madrugada, eu tenho uma pessoa agora e...

 -Você está muito errado se acha que eu gosto daquelas festinhas idiotas, eu ia por você se não sabe.

 -Não era bem assim...

 -Tudo bem, esqueça, vá embora.

 -Está me expulsando?

 -Quando estiver aqui por algo que não sejam as fofoquinhas da sua namoradinha eu deixo você entrar.

 -Você está mesmo achando que eu estou aqui só para saber o que aconteceu? - Disse indignado.

 -E não é?

 -Tá falando sério? - Debruçou-se na mesa afim de olhar nos olhos dele, mas ele simplesmente evitou-o.

 -E então? O que ela falou? Que o imbecil do seu amigo, ao invés de receber a inocente da amiguinha dela de braços abertos como se nada tivesse acontecido, humilhou-a e depois de tudo simplesmente a ignorou sem razão alguma?

 -..."Algo assim...", isso não vem ao caso, ok? - Voltou a sentar normalmente, com os braços cruzados sobre o móvel.

 -É óbvio que você quer proteger ela.

 -Eu tenho certeza que você não fez isso pelo simples prazer de magoa-la, eu sei que você tem motivos e razões para ataca-la de tal forma. Ignore Maria, diferente dela, eu sei muito bem e com detalhes o que você tem passado e é por isso que eu estou aqui, eu sei que você quer falar comigo e eu quero ajuda-lo.

 -Você me irrita...

 -Pode, por favor, olhar para mim? - Foi obedecido, um olhar sério por baixo dos óculos de armação oval.

 -Espero que você entenda que não quero falar sobre isso. - Recolheu os braços para sobre o colo ao apoiar-se com as costas no assento.

 -Você não sente mais nada por ela?

 -Não. - Desviou o olhar para as mãos recém movimentadas.

 -Por que está mentindo?

 -O que faz pensar que estou mentindo? Ela morreu, nós não tínhamos sequer um mês de convivência, eu simplesmente aceitei, só isso.

 -Você está longe de ser assim.

 -O que mais quer esfregar na minha cara? - Franziu o cenho em direção a ele e o maxilar trincou.

 -Só pare de tentar mentir, você não é bom com isso.

 -... - Sua expressão suavizava-se, mas não deixando de significar irritação.

 -Eu não vim aqui para questionar o que aconteceu, nem proteger Maria ou Rachel... - Pausou a torcer os lábios. - ...ou Angelina-san...eu vim aqui para fazer um pedido.

 -Pedido?

 -Sim, não é sobre dar uma chance a ela, ou fazer o impossível como esquecer seu passado, é sobre dar uma chance a si mesmo... - O outro pareceu mostrar interesse. - Você mudou...mudou muito, principalmente quando diz-se à sua personalidade...não sei como dizer, mas você tem parecido um jovem inexperiente. - Ele pareceu não entender.

 -Diga uma coisa, você está me chamando de velho?

 -Não, não é isso... senpai...do que você tem medo? O que lhe assusta?

 -... - Tornou-se reflexivo e hesitante.

 -Não precisa ter medo, seja você mesmo, quem realmente gosta de você não irá se afastar, agrade a si mesmo, lembre de como agia de acordo seu gosto sem importar-se com os outros. Lembra quando você sempre estava cuidando de seu cabelo? Como sempre quem chegasse perto sentia aquele cheiro incomparável? O brilho vermelho de cegar os olhos sob a luz do sol; como quando o seu perfume era um dos melhores e era mais uma marca da sua presença como aquele sincero sorriso; ou como... - Tomou uma das mãos dele entre a suas. - ...suas unhas eram perfeitamente bem feitas sempre cobertas pelo vermelho que você tanto ama. - Olhou nos olhos dele, este parecia hipnotizado por suas palavras. - Não fique preso ao passado, ele só irá lhe machucar mais e mais, existem coisas que merecem mais atenção, de mais uma chance a si mesmo e ao amor.

 Grell ficou a olha-lo daquela mesma forma por segundos, mordeu o lábio inferior num suspiro, abaixou a cabeça e então sorriu, não só com lábios e dentes, mas também olhos e sinceridade, agradecimento, voltando a fita-lo com o mesmo sorriso de olhos reluzentes que partiu também da parte do loiro.

 -Obrigada. - Recuou as próprias mãos a conter o sorriso. - Você está sempre me surpreendendo...

 -Eu não vou deixar de me importar contigo só por estar apaixonado, isso meu maior pecado, afinal conheço-te de tão longe, foi tanta coisa que vivemos juntos...pode confiar em mim, sempre, assim como eu também confio em você, pode contar comigo.

 -Humpt... - Riu sem graça voltando a abaixar a cabeça. - ...você tem razão, me desculpe.

 -Não, tudo bem, eu é quem devo-lhe desculpas...por não ter feito isso antes hehe.

 -Que bom que sabe... - Sorriu torto com uma das sobrancelhas arqueadas, fitando-o por cima dos óculos. - Só não esqueça de mim de novo...

 -Hã?

 -...ou eu posso simplesmente ignorar seus pedidos para manter sua namoradinha em segurança. - Levantou deixando um loiro indignado.

 -Você não faria isso.

 -Arrisque, então. - Olhou de canto com a mesma expressão enquanto atravessava até o forno.

 -Mas que tipo de brincadeira mais sem graça! Onde vai?

 -Humpt...estão prontos, querido.


Notas Finais


Quem chegou aqui e gostou, já sabe né?! Rsrs comentem aí pessoal.
Vejo vocês no próximo :* Ah, e obrigada pelos 200 comentários, vamos aumentar este número, certo? *-* o/


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