História A Vida Nos Transforma! (Imagine Clarke e Octavia)! - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Eliza Taylor-Cotter, Marie Avgeropoulos, The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Emori, Indra, John Murphy, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Visualizações 77
Palavras 1.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Orange, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia para todos!

Boa leitura =)

Capítulo 4 - Porque é difícil deixar algumas coisas para trás!


Pov. Octávia.

Eu queria grita na cara dela que sempre fizemos tudo para salvá-la e agora que estávamos precisando da sua ajuda ela diz que não podia? O que foi que deu na cabeça dessa garota?

- Heda, até que não é uma má ideia deixá-la fora disso. Indra fala no momento em que ficamos a sós na sala.

- Indra, precisamos da ajuda dela, até que eu saiba ela é a única que viu eles e meu irmão está naquela droga.

- Então mandaremos alguém para espioná-los, analisarmos o terreno antes de um possível ataque, não cometa o mesmo erro que Lexa.

Assim que suas palavras saem eu me viro para ela a encarando. Eu apreciava a forma como ela estava me instruindo e me ajudando agora que eu tinha toda essa responsabilidade. No entanto às vezes eu sentia que não era minhas escolhas e sim do meu conselho. Para que eles precisam de uma Heda se nem a ouvem? Talvez eu estivesse sendo dramática demais. Essas últimas horas tinham sido puro estresse.

Decido sair da sala para tomar um ar enquanto ando pelos corredores, se é que poderia chamar aquilo de ar. Estou absolvida nos meus pensamentos quando meus olhos encontram a loira parada no batente de uma porta sorrindo para alguma coisa dentro da sala. Sem que me perceba, a observo, talvez quando Indra me disse para não cometer o mesmo erro de Lexa ela se referisse ao fato das duas terem se apaixonado. Mas não sei porque ela se preocuparia com isso, meu único interesse em Clarke era somente em suas estratégias.  Ou então ela estava com medo de que a influencia que a comandante da morte tinha sobre as outras pessoas afetasse meu mandado. Respiro fundo, porém sem fazer barulho. Dou alguns passos lentos e inaudíveis até parar ao seu lado.

- Maddie parece feliz. Falo pensando em não começar uma briga agora, não que eu tenha desistido. Mas por hora era melhor assim.

- Sim, ela está contente por ver outra pessoa que não seja eu.

Olho para a loira que me oferece um pequeno sorriso e penso em como ela mudou desde a ultima vez que nos vimos. Dou um aceno de cabeça e me afasto andando á procura de clarear minha mente. Depois de alguns segundos ouço passos logo atrás de mim e não preciso me virar para saber que é Clarke.

- Eu não estou a fim de discutir no momento.

- Nem eu, mas será que podemos conversar?

Pondero um pouco, tinha certeza que nossa conversa iria acabar em uma discussão.

- Pode falar, estou ouvindo.

É tudo que respondo enquanto volto a caminhar com ela ao meu lado.

- Octávia eu sei que as coisas para você não estão fáceis agora, ser comandante é uma grande responsabilidade, mas eu sei que você vai conseguir achar um jeito de salvar Bellamy e os outros. Eu sei que fui um pouco explosiva lá dentro ao dizer que não participaria, mas se tiver algo que eu possa fazer daqui de dentro eu farei, só não quero ter que fazer o que fiz no passado.

Ouço-a com atenção e a primeiro momento não falo nada. Eu e ela podíamos ter tido vários desentendimentos. Eu ainda não concordava muito com alguma das suas decisões no passado, mas eu tinha que admitir para mim mesmo que Clarke era uma sobrevivente e sabia se virar quando era o momento certo.

- Pode ficar tranquila, eu sou diferente da ultima comandante, não envio pessoas para morrerem por mim. Eu mesma faço o que tem que ser feito, você e Maddie podem ficar, alguém vai lhes dar uma cama no alojamento. Digo para ela que não fala nada. Penso que talvez tivesse sido um pouco dura ao falar a respeito de Lexa, não podia negar que ela fora uma boa comandante, tolo eram os que não acreditavam nisso. Mas talvez pela minha insegurança de como assumi o manto eu precisava a todo o momento dizer às pessoas que eu não era Lexa, e que eles me olhassem como eu sou. Octávia Blake.

 

Pov. Clarke.

A jovem comandante sai assim que me informa que poderei ficar com Maddie e não tinha como eu estar mais feliz. A pequena estava encantada com todas aquelas pessoas e as coisas que tinham no bunker, já que nossa vida não fora muito fácil nesses últimos anos.

Observo enquanto Octávia se afasta pelos corredores. Sua postura e ações eram milimetricamente controladas. Ela sem duvidas passou por uma transformação e tanta. Parte de mim estava compadecida por ela ter que carregar todo esse peso. Pois com certeza o peso da liderança pode ser excruciante e se você não se agarrar a algo pode te enlouquecer. Quem sabe se Lincoln ainda fosse vivo ela não estaria com outro futuro?

Volto para sala onde Maddie estava tagarelando sem parar com a minha mãe e Kane. Informo-os que iremos ficar e logo sou direcionada até o alojamento. Ando pelos vários beliches e um arrepio percorre minha espinha ao me lembrar de Mount Weather. Respiro fundo tentando afastar essa lembrança e é quando meus olhos caem em Niylah. Sorrio quando a moça me abraça forte. Senti falta dela, não em um sentido sexual e sim de sua companhia.

- Eu sabia que te veria de novo, você Clarke dos que vieram do céu é uma grounder, e nós grounders sobrevivemos á tudo.

Não posso deixar de sentir um conforto no coração ao ouvi-la falar, porém somos interrompidas por um outro grounder que pede para ela ajudá-lo na cozinha.

- Eu preciso ir, mas depois nos falamos. Quero saber tudo que fez esse tempo.

E com isso ela se vai me deixando mais uma vez só. Ao percorrer o bunker tenho mais algumas lembranças nada boas de Mount Weather, as quais eu procuro as ignorar. O dia é agitado com a quantidade de pessoas que vem falar comigo querendo saber como sobrevivi e mais inúmeras perguntas. Em uma determinada hora da noite quando estou contando a Maddie uma nova história sou chamada para ir em uma reunião do conselho.

Jackson me diz para ir sem me preocupar que olharia a garota para mim. Aceno para ele em agradecimento e vou em direção a sala onde está sendo feito a reunião. No instante que entro consigo ver Indra, Kane, minha mãe e alguns lideres das aldeias que restaram. Entro e me encosto na parede para que fique claro minhas intenções. Tinha concordado em ajudar no que fosse necessário aqui e nada mais. Tenho a certeza que Octávia devia estar achando minha decisão egoísta, mas eu já não era a mesma que há seis anos atrás.

A jovem comandante dá inicio a reunião e pede para que eu conte o que vi. Descrevo todas as características que consigo referente à nave e onde ela está localizada. Quando me questionam sobre a quantidade de pessoa que pode ter na nave eu já digo que não sei, tinha visto no mínimo cinco pessoas enquanto consegui ter um vislumbre dos meus amigos. Mas pelo tamanho da nave eu imaginaria que teria no mínimo algumas centenas ou até milhares.

Passado alguns segundos que tinha terminado todos ficam quietos pensando no que fazer. Eu volto para o meu lugar encostada na parede os observando. Depois de alguns minutos Octavia diz:

- Muito bem, então eu irei fazer uma ronda próximo ao local e irei observá-los para extrair o máximo de informações possíveis.

- Heda, mande alguém fazer isso. Indra diz inutilmente, pois a garota levanta a mão a silenciando.

- Estão liberados.

A voz dela é firme e não deixa mais nenhuma evidencia que não mudara de ideia. A general quando passa por mim diz em um tom que só eu consigo ouvir:

- Convença do contrário.

Eu quero responde-la e dizer que ela sabe o que faz, mas não posso deixar de ver que ela tem razão. Octávia sendo a comandante não poderia ir ficar fazendo ronda.

- Eu disse que vocês estavam liberados, isso inclui você Clarke.

A Blake fala ao notar que só ficou eu para trás.

- Octávia você não pode ir fazer ronda, tem que mandar alguém.

- Achei que não quisesse se envolver, mas parece que está muito interessada na forma que comando.

- Isso não tem a ver comigo, você é a Comandante agora e tem que agir como uma.

- Eu sou comandante há seis anos e ninguém pareceu se importar com a forma da qual eu comando, não vai ser agora que irei mudar, só porque você está pedindo.

- Pode ser perigoso e se alguma coisa acontecer precocemente quem iria comandar?

- Acho que vocês dariam um jeito nisso.

- Não seja teimosa, escute o que Indra te diz.

- È mesmo? Porque pela Indra eu a deixaria para fora.

Ela diz despreocupada enquanto arruma seu traje. Respiro fundo.

- Talvez devesse deixar, ela sabe o que é melhor para você, mandando alguém você vai ter as informações que precisa e ainda poderá lidar com outros assuntos aqui.

- Era assim que você controlava Lexa?

Sua pergunta me acerta em cheio, não sei exatamente o que ela quis dizer com “controlava Lexa”.

- Eu não a controlava.

- Certo, você pedia e ela fazia, claro. Sua fala é cheia de sarcasmo e eu preciso contar até dez para não discutir com ela.

- Ok, pense o que quiser, só estava fazendo algo que Indra me pediu para fazer.

Me viro para sair no mesmo momento, se eu ficasse mais alguns segundos no mesmo lugar que ela íamos acabar brigando e com certeza isso não ia ser bom. No entanto quando estou saindo ela segura meu braço me mantendo no lugar. Meu olhar cai em sua mão e depois para em seu rosto, qual era o problema dela agora?



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