História A vida que eu queria esquecer - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Voltando pra casa


Olhando pela janela do avião, fico imaginando o que será quando eu voltar, será que fiz o certo em voltar? Agora estou em um avião voltando para minha cidade natal, deslizo o dedo sobre meu celular vendo as fotos de quando era pequena, eu e minha irmã antes do acidente que acabou custando sua vida, as fotos no Caribe com minha família, as fotos no natal a quase quatro ano atrás, meus amigos na escola, pois é, nos mudamos em dois anos, acabei o colégio e agora sou uma universitária a procura de uma boa faculdade de medicina, depois do que aconteceu com Caren no acidente, decidi que posso salvar vidas, como será que minha mãe está, da ultima vez que a vi ela estava caindo na depressão e eu, eu larguei absolutamente tudo, deixei meus pais, meus amigos, abandonei minha família por não aguentar a perda de minha irmã " foco Carol, foco, você voltou para ajeitar as coisas, não chore pelo leite derramado", repetia aquela frase em minha mente toda vez que a imagem da van pegando fogo e eu me rastejando para sair de perto, sem nem olhar pra trás, sem pensar em nada nem ninguém alem de mim, as vezes penso se não era eu que deveria ter morrido naquela van estúpida ao invés de Caren, ela era dois anos mais velha que eu e tinha, tinha 17 anos, tinha a vida perfeita, bolsa de estudos, ótimas notas, namorado, amigos, a preferida das filhas, eu a amava e claro, e sua imagem ainda consciente mandando eu me afastar me assombrava todo o dia, nossas mãos parando de se tocar "Foco Carol, foco" me distanciei dos pensamentos e voltei a ler um livro qualquer que encontrei no "iBooks".(...)Uns vinte minutos depois foi anunciado que o avião iria pousar em breve, "agora não tem mais volta, é agora" por mais que quando eu tenha entrado no avião, minhas chances caíram para 0% de conseguir escapar, mas agora eu não estava apenas com um frio na barriga e sim com a nevasca inteira ali dentro, desliguei meu celular mas não pude deixar de ver uma mensagem de América que dizia "Está voltando e não me disse, vai ter troco, estava com saudades xoxo, Meri " dei um leve sorriso mas desliguei meu celular e o coloquei na bolsa, fiquei observando o pouso e tudo que tinha vivido ali voltarem a minha mente.desci, peguei minha mala, eu não tinha muitas coisas, muito pouco era mais que o necessário, entrei no portão de desembarque e pude ver meu pai, ele estava todo alegre junto a América, eu corri para abraça-los, minha mãe eu já esperava que não vinha me buscar, desde o enterro de Caren ela me culpa, eu tenho certeza que se fosse eu naquele caixão ela não estaria tão triste, mas eu tinha que aproveitar, eu não via meu pai nem América a quase quatro anos:

 

-Olha só, como você cresceu, e vejam, tirou o cabelo platinado também. -Eu era o tipo de adolescente rebelde, tirei o platinado pois na minha mente, ele estava carregando com o branco, as cinzas das cinco pessoas que morreram junto com Caren.

 

-É, gostaram? -Disse me virando para América e pegando na ponta de meu cabelo, agora castanho escuro, sua cor natural.

 

-Ficou lindo Loli. -América disse vindo me abrasar e me dando um beijo na testa. -Eu aqui morrendo de saudades e você nem diz que está voltando? -Ela disse colocando as mãos na cintura.-Desculpa, foi de ultima hora. -Tive que mentir, não queria que soubessem que eu passei semanas pensando em voltar, não consigo admitir que eu estou errada, que errei em não encarar os problemas, que errei em sair de casa com 16 anos para ir morar com uma tia do meu pai.-Vamos, quero te mostrar todas as mudanças que aconteceram aqui -Meu pai disse pegando minha mala e me levando até o carro.

 

-E eu quero te falar de todos os meninos gatos que se mudaram pra cá. -América disse abrasando o vento, eu ri e meu pai fez cara feia, eu ri.

 

-Pai, eu tenho 19 anos, não pode me proteger da vida. -Eu disse dando um beijo na bochecha dele.-Você sempre será minha pequena. -Ele disse levantando meu queixo, senti saudade de meu pai, ele foi uma das únicas pessoas que não me culpava pela morte de Caren, mas depois de quatro anos espero que as coisas tenham se acalmado por aqui.



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