História A Vila - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Exibições 49
Palavras 1.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde gente, como vocês estão? Queria agradecer os comentários de vocês, isso é tão motivador e importante para mim...Muito obrigada. 😍😘

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 30 - Inocência derramada


Aos poucos, Camila foi relaxando as mãos ainda firmemente agarradas ao lençol. A consciência voltando ao normal muito mais rapidamente do que a respiração e a pulsação. Ainda sem acreditar no que Lauren a fazia sentir... Era algo muito melhor e mais intenso do que já havia imaginado ou lido nos livros.

Lauren se deitou ao lado dela, a mão pousada na barriga de Camila, um sorriso absolutamente satisfeito nos lábios... Só então Camila percebeu que também estava sorrindo:

- É maravilhoso ficar assim com você...De forma incondicional...Sem preocupações...Nem limites.

Não estava se referindo apenas a pequena mancha de sangue nos lençóis, mas também ao fato de poderem estar trancadas dentro de um quarto onde ninguém iria interrompe-las. As duas tinham plena consciência disso. No entanto, Lauren parecia tomada por uma necessidade de verbalizar inesperada, incomum, inédita:

- Só não foi assim antes porque... Você sabe... Você viu... Não quero nem pensar no que poderia ter acontecido se...

Camila a impediu de completar, colocando os dedos sobre os lábios dela com uma recém descoberta sensualidade:

- Você foi perfeita.

O sorriso de Lauren fez Camila ter certeza do que sentia. Expressou aquela emoção da forma que lhe era possível naquele momento. Encaixando-se em cima de Lauren, soprando no ouvido dela:

- Agora é minha vez de tentar... Atingir a perfeição também...

Selando o consentimento mutuo com um beijo.

...

Lauren permaneceu acordado muito depois que Camila adormeceu. Deitada, imóvel no escuro... Imersa no mais profundo desespero.

Não só pelo que sentia, havia mais, um risco que a mulher em seus braços sequer imaginava, mas que Lauren conhecia... Intimamente. O suficiente para calcular... O quando estava perto. Sentia o sopro do perigo no rosto, a acaricia-la...

Aquele tipo de prazer e felicidade só servia para enganar, embaçar a consciência do que era ou não permitido, do que era certo ou errado. Supostamente retirando as culpas, os remorsos, as duvidas... Apenas para deixa-las vulneráveis. E nada de bom vinha da vertigem, da falta de cuidado que deixar de pensar com a cabeça ocasionava.

Mas uma coisa era o que racionalmente sabia. Outra era o que desejava, o que cada pedacinho do seu corpo queria e necessitava. Esfregou o rosto de leve no dele, aspirou o cheiro delicioso da pele incrivelmente macia antes de beija-la de leve nos lábios...

- Eu te amo...

Suspirou baixinho, para si mesma, não para acordá-la. Ela não despertou completamente, apenas o suficiente para virar-se, abraçando-a de frente e resmungando:

- Uhm...

Um beijo que se seguiu doce, profundo e... Suave. Sem nada de carnal. Lauren o conduziu... Sentindo uma pontada intensa dentro do peito, como se esse se dilatasse, abrisse e lhe mostrasse... Algo que pensava ter enterrado com Lucy.

Foi então que lhe veio a percepção de que tinha acabado de quebrar uma promessa, tudo que havia jurado para a primeira e até então única mulher que havia amado.

A dor daquele sentimento.

Traição.

Era essa a palavra.

Por um simples instante a faz saber, teve certeza...

De que o melhor a fazer era se levantar e voltar para casa.

No entanto, rejeitar a possibilidade que naquele instante se apresentava e que provavelmente nunca se repetiria de poder ter ela ali, deliciosamente adormecida em seus braços, era inadiável.

Sufocou o suspiro que lhe subiu a garganta de forma absolutamente involuntária e, assumindo por completo o quanto era fraca e covarde, resolveu ficar. Na jornada seguinte pensaria. E pagaria. Um preço a mais, que tinha acabado de acrescentar a sua lista interminável de pecados.

...

O que Camila sentiu quando acordou foi algo que, a principio, não soube definir. Só depois, ainda de olhos fechados, sentindo o calor de Lauren atrás de si, conseguiu compreender a leveza, a beleza, a grandiosidade daquilo. A sensação do amor concretizado.

Pela primeira vez sentia.

E nada nem ninguém a faria abrir mão disso.

Só então abriu os olhos e se virou. Queria olhar para Lauren, aproveitando que ela ainda estava dormindo. Com cuidado para não despertá-la, tateou procurando a lamparina na mesinha da cabeceira e a acendeu, deixando a chama bem baixinha. Depois se voltou de novo para ela. Acariciou o rosto de Lauren de leve, desenhando o formato com a ponta dos dedos, desceu pelo pescoço... Colo, seios, ventre... Tentando mapeá-los, decorando cada curva... Traçando os contornos daquela mulher... Com todos os seus sentidos...

A incursão causou um efeito imediato. O corpo de Lauren se arrepiou e se contorceu com as caricias, de forma deliciosamente inconsciente e involuntária.

Camila sequer tentou conter... Acolheu a necessidade que a tomou, atendeu-a sem nem pensar. Encaixou-se em cima de Lauren e beijou-a...Com todo o amor que sentia. Explodiria... Se não o extravasasse.

O instante preciso em que Lauren retomou a consciência ficou dolorosamente claro. Com o corpo e a voz tencionados, Lauren afastou-a:

- Preciso ir.

Camila já esperava. Resistencia e até certo arrependimento da parte dela, mas... A dureza do não olhar de Lauren quando se sentou na cama lhe dando as costas e começou a se vestir...Causou uma dor insuportável.

Ajoelhou-se atrás de Lauren na cama, pousou a mão com suavidade na curva entre o ombro e o pescoço dela e soprou:

- Vai fugir?

A despeito do tom de desafio e do pequeno arrepiou que o toque de Camila causou...Lauren conseguiu se controlar e disfarçar. Continuou amarrando as botas. Não se virou para devolver a pergunta, de um jeito que soou indiferente, frio, quase impessoal:

- O que mais você quer de mim?

Pôs-se de pé e fechou as calças, Camila se levantou, deu a volta na cama, e postou-se na frente dela:

- Eu entendo o seu medo.

Só que ao contrario da outra vez que havia dito essa frase, Lauren parecia... Inatingível. Não era apenas uma porta que as separava:

- Eu já fiz tudo o que podia por você... Fiz mais até.

Sabia o que Lauren estava fazendo. Era proposital. Mas saber não minimizava a ofensa, a agressão, a rejeição... Nem deixava, Camila menos indignada:

- Por mim?

Olhou bem para Lauren. Novamente a face dela que tão bem conhecia. Inteiramente vestida. Das roupas, das defesas e dos fantasmas que a perseguiam.

Não houve pena nem rancor por parte de Camila quando falou:

- É lamentável...Que o seu máximo seja nada... Porque eu quero muito mais do que isso.

Era o que era. A constatação da verdade. Simples assim.

Lauren apenas concordou:

- É melhor para todos. Que isso termine aqui.

...

Não trocaram mais nenhuma palavra enquanto Camila se vestia, nem quando acompanhou Lauren até a porta dos fundos, para sair sem ser percebida. Não foi possível. Cruzaram com Julio e Normani, conversando na cozinha.

Assim que as avistaram ficaram em silencio. Bastou um único olhar para as duas... A tensão era perceptível. Mas Julio permaneceu calado, e Normani também.

Foi Camila quem falou:

- A Lauren está indo.

Justificativa que só fez o constrangimento tornar-se...Maior ainda.

Julio sugeriu:

- Vou dar uma olhada lá fora. - Levantou-se e caminhou em direção a porta. – Sabem como é. As pessoas falam. Demais até.

Colocou a mão na maçaneta e a girou... Quando abriu, ao contrario da escuridão que esperava encontrar do lado de fora, assustou-se com a mulher parada na porta segurando um lampião na altura do rosto.

Todos a reconheceram, mas foi Normani quem deu nome a beleza que o reflexo das chamas reluzia:

- Dinah...

Ela entrou e Julio saiu, fechando a porta atrás de si.

O rosto de Dinah se iluminou ainda mais quando viu Lauren. Sorriu e, com uma espontaneidade absoluta, como se não houvesse ninguém ali, enlaçou-a pelo pescoço:

- Lauren...

Foi a única coisa que disse antes de beijá-la, com uma intimidade inequívoca.

Normani prestou bastante atenção na cena, nos gestos apaixonados de Dinah, em como o beijo começou e terminou.

Camila ficou inteiramente lívida... Mas não se moveu, nem falou nada.

Ambas assistindo, até o fim.

Lauren, por sua vez, não teve opção. Nem queria. Sabia perfeitamente a impressão que daria e não poderia ser mais propicia. A garantia de que a outra não insistiria, que nunca mais a procuraria e estaria...Protegida. Por um breve instante, a consciência pesou, sentiu-se usando Dinah, mas... Rapidamente afastou aquela impressão. Afinal, tinham uma relação de anos. Clara e cristalina. Sem cobranças, grandes envolvimentos, nem esperanças de evoluir, apenas... Momentos de alivio. Foi com essa sensação que correspondeu o beijo. Quando as bocas se separaram, o olhar encontrou o de Camila que a fitou... De um jeito que continha... Algo que Lauren apenas sentiu, sem ser capaz de nomear, era indescritível.

Neste exato momento, Julio surgiu de volta:

- Tudo certo, Lauren. Pode ir tranquila.

Ainda enlaçada em Lauren, Dinah perguntou:

- Já vai?

Lauren respondeu no mesmo tom baixo:

- Sim.

- Me procura mais tarde?

Nem Camila nem Normani escutaram, mas não precisava. O que havia sido dito era fácil de calcular. Pelo sorriso de Dinah, o brilho nos olhos dela e o constrangimento de Lauren, que não voltou a olhar para Camila. Abriu a porta e saiu, sem dizer mais nada.

Camila ainda continuou parada, absolutamente estática. Tentando absorver o que havia visto e ouvido, mas... Acima de tudo, aquele adeus sem palavras.

Foi Julio que quebrou o silencio absolutamente incomodo que Lauren havia deixado, chamando Camila de volta a realidade:

- Alicia... Quer café?

- Não obrigada. – Tomada por uma necessidade súbita e urgente de ficar sozinha, completou. – Tenho umas coisas para fazer.

Virou-se e praticamente correu para o quarto.

Quando trancou a porta atrás de si, a intenção era desabar. Entregar-se ao sofrimento  e a autoridade. Mas estar ali, de frente para a cama que, assim como sua ilusão de amor verdadeiro, estava completamente desfeita... Fez Camila olhar para dentro de si mesma. Não podia culpar ninguém, nem mesmo Lauren, pelo fato de ser tola a ponto de acreditar que suas fantasias infantes sobre o amor, eram e poderiam ser verdade.

Sentou-se no colchão e chorou... As lagrimas misturando-se as manchas secas de sangue no lençol... Compreendendo que aquelas sim era as ultimas gotas da própria inocência derramada...Que pouco a pouco, se esvaíram.. Dando lugar a decisão de não condicionar a própria felicidade a de outra pessoa... Nunca mais.


Notas Finais


Como está o coração de vocês ??? 💜


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