História A Vila - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Exibições 87
Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde... Como foi o final de semana de vocês?
Boa leitura, espero que estejam gostando... Obrigada pelos comentarios e favoritos.

Capítulo 5 - Intenso


Camila olhou para a tigela na frente dela. Uma estranha substância fumegava e, apesar da aparência não muito agradável, o cheiro era surpreendentemente bom. Observou discretamente as pessoas que, a sua volta, comiam com vontade. Especialmente aquela que havia se apresentado como Lauren, mas que, pelo que já havia conseguido reparar, era sempre chamada por todos de Lolo. Com a cara quase enfiada na própria tigela, Lauren engolia rapidamente a comida. Com muita fome ou pressa, Camila não soube definir.

- Não vai comer, Alícia? - A criança ao lado dela perguntou alto, fazendo com que todas as atenções se voltassem para Camila.

- Está quente demais para mim.  - Tentou justificar, esperando sinceramente que a senhora não ficasse ofendida. Felizmente, não. Laila olhou para Camila e sorriu.

- Não vai precisar esperar muito. Aqui tudo fica frio logo. - Com uma das sobrancelhas levantadas, de um jeito nada amigável, a que se chamava Nívia perguntou.

- Onde essa aí vai dormir?

- Não vai ser no meu quarto com sua tia, nem no seu com seu marido. Então, obviamente...- Tio Dimas respondeu seríssimo.

- No quarto de Lolo. - Nívia completou, deixando claro o quanto desaprovava aquilo. Lauren olhou para a tia, como se pedisse ajuda. Camila tentou acompanhar a discussão. Em vão. Afinal, o que estava acontecendo? Qual era o grande problema?

- Mas lá só tem uma cama... - Foi Talita quem esclareceu.

- Pai, isso não está certo. Pense bem no que pode... - Nívia aproveitou para completar.

- Já está mais do que na hora da menina sair do quarto de vocês. E o catre dela também. O catre fica para Alícia. - Tia Laila a interrompeu dando a solução. - Talita pode dormir com Lolo na cama.

Nívia não pareceu nem um pouco satisfeita quando o pai concordou. Lauren largou a colher dentro da tigela vazia, levantou da mesa e caminhou em direção à porta.

- Vai sair de novo, Lolo? - A tia perguntou, preocupada.

- Tenho umas coisas para resolver. - A resposta foi quase furtiva de tão rápida. Um silêncio constrangedor se estabeleceu. Lauren ficou parada, sem dizer mais nada, com todos os olhares nela. Gustavo também levantou, dizendo:

- Vou te ajudar a tirar as coisas da carroça então. - E os dois saíram juntos, desaparecendo lá fora no breu. Camila olhou em volta. Percebeu que Nívia ainda fitava a porta, a testa franzida, desaprovando. A senhora e o marido se entreolharam, com uma tensão quase palpável. Apenas Talita comia, como se nada tivesse acontecido. Desistiu de tentar entender o comportamento incompreensível das pessoas daquele lugar. Pegou a colher, levou a comida à boca, e o sabor maravilhoso que pareceu explodir em contato com a língua a fez se esquecer de todo o resto.

- Deuses! – Dinah gritou. Depois que Lauren saiu de cima dela, completou, com um sorriso ainda ofegante. - Não pensei que você fosse aparecer hoje... - Deitada de olhos fechados ao lado da loira, Lauren passou as mãos no cabelo, em desespero pela satisfação que, mesmo depois de tudo, não veio. Havia mais. Muito mais. Espreitando na casa dela, no próprio quarto de Lauren... Sentiu os dedos de Dinah nos lábios, carícia suave que desceu pelo rosto, pescoço e seios. Abriu os olhos para a realidade, impressa nas sombras que trepidavam na parede e na loira que a tocava com desejo outra vez. Angustiada, sem querer se levantar daquela cama como mandava a coerência, Lauren tentou convencer a si mesma:

- Preciso ir. Não posso demorar. As pessoas falam.  - A loira a fitou com um olhar absolutamente passional:

- Deixe que falem. A única coisa que me importa é você... - Lauren estremeceu. Não era a primeira vez que ouvia aquela frase. A simples lembrança fez a voz tremular.

- Não é simples assim, e você sabe. Não quero que nada de mal te aconteça... - Visivelmente emocionada, Dinah a abraçou. Roçou os lábios no pescoço de Lauren, as mãos percorrendo o corpo dela lentamente, incitando-a a começar tudo de novo com suavidade.

- Não vai acontecer nada... Fica um pouco mais... Pode demorar até a próxima vez... - Lauren tentou juntar a força de vontade suficiente para se desvencilhar. Não obteve resultado. Os corpos encaixados, as bocas unidas no mesmo ardor descompassado, desenfreado, fremente... Fazendo com que ela precisasse de mais...Com muito esforço aproveitando o momento em que os lábios da loira começaram a descer, causando ondas ainda maiores de necessidade e prazer conseguiu murmurar um fraco....

- Melhor não arriscar... - Mas, então, Dinah já havia traçando um caminho sem volta. Os beijos queimando Lauren enquanto sussurrava, com uma voz docemente rouca.

- O maior risco é te perder, Lolo... Quero você... Agora e sempre... - Sem esperar a resposta, mergulhou. Boca, língua e lábios impossibilitando todo e qualquer tipo de reserva, controle ou resistência. Lauren quase deixou de lado as preocupações, receios e medos. Quase, porque... Atrapalhando, segurando, não permitindo... Um resquício de razão ainda a alertava por dentro: "Estou sendo descuidada, irresponsável, inconsequente...". Tentou falar, mas a voz não saiu. Foi em pensamento que se desculpou: "Uma última vez...". E, só então, pulsando, arquejando, gemendo... Esquecendo tudo que não fosse aquele momento, finalmente conseguiu... Perder-se na entrega por inteiro.

Antes que Camila pudesse terminar, Tia Laila encheu a tigela dela novamente:

- Você precisa comer, Alícia. Suas roupas chegam a estar largas em você. - Realmente, Alícia tinha muito mais curvas, e o vestido dela não ficava muito certo no corpo esguio de Camila. Não mentiu quando afirmou:

-  Do jeito que a senhora cozinha bem, ganhar alguns quilos não vai ser difícil... - Tia Laila riu gostosamente. Satisfeita com o elogio. Perguntou:

- Gostou do ensopado de lagarto?

- Eu ajudei a tirar a pele, olha! - Talita completou.

Camila quase engasgou ao ver o que a menina mostrava: pedaços de uma espécie de courinho esverdeado, em que dava para se identificar perfeitamente corpo, cabeça e quatro patas. Apesar de nunca ter visto um de perto, sabia, por meio dos livros, que lagarto era um animal rastejante, que não poderia ser considerado menos do que... Nojento. Controlou a ânsia de vômito e, com muito sacrifício, engoliu o pedaço que ainda tinha na boca. Mais não conseguiu. Largou a colher, tentando disfarçar.

- Nunca comi nada igual...- Felizmente, ninguém percebeu a ironia da frase. Tio Dimas e Gustavo se retiraram e só as mulheres ficaram. Nívia, que até então se mantivera em silêncio, olhou para a tigela de Camila, ainda com comida pela metade, e censurou:

- Se não for comer, não ponha no prato. Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar.

- Eu sinto muito, eu não... - Muito sem graça, Camila tentou se desculpar.

- Vai ficar aí sentada? Não temos criadas nessa casa. - Mas Nívia a cortou com uma crítica a mais.

- Nívia, deixa a moça em paz. - Tia Laila interferiu. - Deve estar exausta depois de tudo o que passou. – Completou para Camila, que já havia levantado e, com a tigela e a colher na mão, tentava adivinhar como limpá-los. - Deixa que eu cuido disso. Camila entregou tudo para a senhora, sentindo-se culpada. Não queria ser a única ali a não fazer nada. Até a garotinha parecia ter seus afazeres: varria o chão com uma facilidade surpreendente.

- Obrigada, mas... Eu gostaria de ajudar. – Camila tentava agradar.

- Bom, você pode limpar a mesa. - Sem parar o que fazia, Tia Laila falou.

Sem saber direito como, Camila fez a única coisa que conseguiu pensar: com as mãos, começou a juntar os restos de comida. Vendo a dificuldade da outra, Talita se aproximou e sugeriu, sem que ninguém mais percebesse.

- Não é melhor usar um pano? - Camila lançou um olhar de sincero agradecimento, antes de jogar a sujeira para fora da mesa com o pano que a criança lhe estendeu. Mais uma vez, Talita interferiu baixinho: - Assim você suja todo o chão...

- Desculpe...- A única coisa que Camila pôde fazer foi sussurrar timidamente.

- Tudo bem. - Com um sorrisinho de superioridade, Talita respondeu, sussurrando. - Vamos trocar. Eu faço isso e você varre.  

Camila observou, tentando aprender como a menina limpava a mesa: com o pano numa das mãos, empurrando a sujeira até a ponta com cuidado para não cair nada fora da outra mão. "Como não pensei nisso antes?", pensou. Teve então uma percepção estranha. Diferente de tudo que já havia pensado: que talvez o que se aprendia nos livros não fosse tudo, afinal... A ideia pareceu tão insana que se arrependeu no mesmo instante e rapidamente tratou de esquecê-la. Segurando o cabo da vassoura, tentou fazer aquilo que, olhando, parecia muito fácil e simples, mas que na prática não era tanto. Vergonhosamente, Talita foi obrigada a ensinar a melhor forma de varrer. Aos poucos, Camila foi pegando o jeito, mas demorou tanto que, quando finalmente terminou, o sino já havia anunciado vinte e uma horas há algum tempo, e restavam apenas ela e a pequena professora na cozinha. Olhou para a menina, pedindo aprovação, mas o parecer final de Talita foi:

- É, acho que você não é muito boa com essas coisas não...

- Agora eu vou. – Lauren levantou-se da cama num salto e começou a se vestir rapidamente, como se temesse que, de outra forma, não conseguisse concretizar o que havia falado.

- Gostou? Foi bom? - Dinah perguntou, parecendo insegura.

- Muito mais do que bom. - Só depois de terminar de calçar as botas, Lauren respondeu, tomando-a novamente nos braços. Acariciou o rosto de Dinah com as costas da mão antes de completar. - Mas preciso ir.

- É, eu sei. - A loira suspirou, como se lamentasse. Antes de unir a boca na de Lauren de um jeito absolutamente apaixonado. Quando se separaram, caminharam de mãos dadas em direção à mesa onde as coisas de Lauren estavam. Antes de pegar o arco, ela abriu o embornal e, de dentro dele, tirou um generoso pedaço de carne. Dinah tentou recusar. - Você sabe que eu não cobro de você.

- Queria te dar um presente, foi seu aniversário. - Lauren a cortou. Depois de um breve silêncio, conseguiu completar. - É a única coisa que eu tenho para te dar.

- Não é não. Você me dá mais, muito mais. Uma coisa que ninguém mais pode me dar. - Com um sorriso que pareceu iluminar todo o quarto, a loira retrucou e passou os braços ao redor do pescoço de Lauren.

- É? O quê?

- Amor. Amor. - A resposta veio sem hesitação nenhuma. Naquele momento, Lauren não tinha certeza se o que Dinah lhe causava era o verdadeiro sentimento ou apenas uma palavra.Não quis se questionar. Com uma mão na cintura dela e a outra subindo pelo pescoço, puxou a loira pela nuca e novamente a beijou. Doce, ardente, intenso... Como sempre que os lábios se encontravam. Fazendo com que o mundo se tornasse menos duro, mais quente e iluminado. Pouco a pouco, a doçura do início se findou, até o beijo se tornar... Quase desesperado. Porque, no fundo, Lauren sentia, intuía, sabia que o que Dinah desejava era algo que jamais poderia dar. 


Notas Finais


Como estamos? 😍❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...