História A Vila - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Exibições 66
Palavras 2.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá... Espero que gostem do cap...
Beijos e obrigada pelos favoritos.

Capítulo 8 - Fantasmas


Não estava nem um pouco frio e escuro se comparado ao que Lauren sentia. Caminhou sem destino, arrastada pelo que pensava ter enterrado fundo o bastante para ter esquecido. Depois de tantos anos, era inegável o quanto estava a suposta resignação que atingira não passava da mais aviltante mentira. Não poderia ser dessa forma. A ferida era tão profunda que ainda doía. Continuava sangrando, como uma marca a ferro em brasa infeccionada que jamais cicatriza. A culpa era da recém-chegada. Antes não tivesse salvado a maldita! Não. Lauren sabia perfeitamente de onde aquilo tudo vinha. A outra, a pobre coitada, nada tinha a ver com o jorrar subcutâneo incessante que Lauren tinha reprimido, sufocado, escondido, sem nunca realmente ter se visto livre. Transformada pela percepção cruel e repentina, chegou a tropeçar numa raiz e...Caiu. De joelhos, na terra úmida, deixou que as lagrimas emergissem. Cega pela dor dilacerante que a atingiu, correu irracionalmente pela trilhar. Movida pelo mais obscuro instinto. Como se pudesse deixar para trás tudo o que a perseguia. Na ofegante irracionalidade que a possuiu, pensou ouvir passos. Acelerou os dela mais ainda. Até chegar ao local que tanto havia evitado depois dos acontecimentos fatídico. Murmurou baixinho:

- Lucy?

Sem saber ao certo se a presença do amor perdido era algo que desejava ou temia. Respirou fundo e, pela primeira vez depois de todo esse tempo, voltou a atravessar a pequena entrada na parede de pedra que guardava a vida e a morte, inferno e paraíso, crime e castigo. Dualidades das quais, por mais que desejasse não podia fugir. Lauren não acendeu os archotes. Ficou sentada numa pedra na beira do lago, completamente no escuro. Luz para quê? As imagens que buscava estavam todas dentro dela. Implorando para serem libertas.

- Pois bem... Se essa é sua palavra final... – A ameaça de Samuel ficou ressoando na cozinha muito depois que ele se retirou. A primeira a falar foi Nivea. Aos 18 anos, a mocinha franzina já era um esboço da mulher amarga que depois se tornaria.

- Eu não entendo, Lauren. O melhor partido da cidade, e você recusou. Espero que saiba que isso pode trazer consequências graves para toda nossa família.

Como sempre que embates como aqueles aconteciam, Tio Dimas defendeu a sobrinha:

- Sei que Lauren deve ter as razões dela, filha.

Tia Laila completou.

- Peça desculpas a sua prima, mocinha. Não gostei nem um pouco do jeito que você falou.

Aliviada por ter se livrado do pretendente indesejado com o apoio dos tios, Lauren estava se sentindo generosa o bastante para interceder pela prima.

- Deixa tia. Ela não disse nada demais.

Nivea ficou ainda mais furiosa. Fuzilando Lauren, levantando-se da mesa e, antes de ir para o quarto profetizou:

- Nem todo mundo é idiota como você pensa, Lauren! Continue se fazendo de menina de ouro enquanto pode. Mais cedo ou mais tarde, meus pais também vão descobrir que você não passa de uma aberração.

Depois disso, Lauren passou a ter muito mais cuidado. Evitou se encontrar com Lucy no lugar secreto durante semanas. Até o momento em que se viram miraculosamente sozinhas na casa de Lauren. Os tios tinham saído para trabalhar nas estufas de vegetais e Nivea havia desaparecido. Apesar de Lauren sentir certo receio soprando no ouvido, a vontade, o desejo e a saudade depois de tanto tempo sem se tocarem falou muito mais alto.

Começaram com alguns beijos. Tímidos e amedrontados a principio, e que aos poucos se tornaram... Cada vez mais ousados. Com muita dificuldade, Lauren se conteve e segurou as mãos de Lucy, interrompendo o contato, antes que a situação se tornasse incontrolável.

- Por favor, Lauren... Preciso sentir você, amor...

Lauren também não queria parar. Mas não podiam arriscar. Por isso sugeriu:

- Aqui não, vamos para o nosso lugar.

Lucy imediatamente concordou. Pegou o lampião em cima da mesa e saiu correndo puxando Lauren pela mão. Correram de mãos dadas, tropeçando e rindo. Uma impedindo a outra de cair no chão. Venceram a trilha íngreme sem nem sentirem, a distância se dissolvendo apressadamente no descompasso da empolgação. Atravessaram o túnel aos beijos. Mãos, bocas e línguas percorreram os caminhos que cada peça de roupa arrancada descobria. Os corpos rapidamente se unindo num extasiante abraço dos sentidos. Tão centradas na ânsia de extravasarem o amor que sentiam que só perceberam que não estavam sozinhas quando ouviram:

- Não acredito que eu estou realmente presenciando isso!

Lauren ficou paralisada entre as pernas de Lucy por um momento. O único movimento que ousou fazer, muito lentamente, tanto que pareceu levar um século para que acontecesse, foi levantar a cabeça.

Bem a tempo de ver Samuel acompanhado de outros quatro rapazes da vila, parados na entrada da caverna. Lucy também não se mexeu. Apenas a abraçou e sussurrou baixinho:

- Eu te amo, Lauren... Haja o que houver. Nunca se esqueça disso...

Não tiveram tempo de mais nada. Lauren foi arrancada de onde estava por dois dos rapazes. Os outros dois levantaram Lucy e também a seguraram pelos braços. Samuel as olhou de cima a baixo, sacudindo a cabeça em reprovação.

- O que vocês fizeram é uma abominação, sabem? A lei do Senhor é muito clara.

Lauren olhou para Lucy, que chorava. Poupar mais sofrimento a ela era só o que importava. Por isso fez algo que não faria para se salvar. Implorou:

- Por favor, Samuel. Eu assumo toda a culpa.

Mas, Samuel foi enfático:

- Esse é um tipo de pecado, Lauren, em que as duas partes têm culpa.

Ainda assim, Lauren insistiu. Deixando todo e qualquer orgulho de lado. O desejo de salvar Lucy era absolutamente vital:

- A decisão é só sua. Como reverendo e juiz, você tem o poder de perdoar.

A resposta foi monossílaba, exatamente pra encerrar a questão:

- Não.

Mas Lauren não se importava em suplicar.

- Pelo amor do Senhor, Samuel! Ela é sua irmã!

Samuel então foi implacável:

- Mas um motivo para não ficar impune. Cometeram um crime, agora paguem.

O resto das lembranças eram confusas. Como se a mente se recusasse a revivê-las, por serem dolorosas demais. Uma espécie de nevoa encobria a clareza dos poucos flashes que Lauren guardava. Cinzas partículas dividiam a lentidão distante com que os via da dura e crua verdade.

As mulheres da vila raspando as cabeças delas no meio da praça enquanto as xingavam. Palavras violentas, chutes, tapas e cusparadas cada vez que tentava se aproximar de Lucy. Os cortes, hematomas e feridas no rosto e corpo da mulher amada não a permitindo perceber que estava no mesmo estado.

Archotes lançando luz e sombras nos rostos que desde a infância conhecia, e que já não distinguia. Arrastaram-nas para um tenda armada em frente a Casa do Senhor, onde foram amarradas nuas, deitadas no chão úmido e gelado. Cada uma a quatro estacas. Braços e pernas abertos, para que não pudessem resistir nem escapar.

Lauren chegou a tentar, puxando com tanta força que as cordas deixaram seus pulsos e tornozelos cortados. A dor ardendo, finíssima, tirando-a um pouco da histeria e finalmente trazendo-a de volta á realidade.

- Lu... Fala comigo, amor... Lu? – Gosto de sangue nos lábios quando tentou falar. - Como resposta, apenas soluços erráticos. Através das paredes da lona da barraca, podia ver os vultos lá fora contra a luz dos archotes, lampiões e lamparinas que carregavam. Sombras que agora se amontoavam perto da entrada. – Lu....amor? Como você está? Lu...

Mas Lucy não conseguiu falar. Apenas a fitou com um sorriso dolorido nos olhos inchados pelas lagrimas. Segundos antes de Samuel entrar. Ele se aproximou de Lauren devagar. A penumbra deixando sombras, tornando as feições dele inumanamente vincadas, quase como se tivessem sido cravadas por garras na carne. Ou talvez, quem sabe, os olhos de Lauren estivessem simplesmente começando a falhar.

Lentamente, como quem saboreia ao máximo, Samuel parou ao lado dela e se abaixou, a mão deslizando obscenamente pela pele de Lauren, causando arrepios e asco. A rejeição inevitável fez com que o sorriso satisfeito que ele tinha nos lábios aumentasse mais ao sussurrar:

- Você vai ser minha, afinal...- E depois, para Lucy, enquanto tirava a camisa, dobrava cuidadosamente e a depositava em uma cadeira. – Como seu irmão, fico dispensando do dever de ajuda-la a encontrar o caminho da natureza, Lucy. Mas, felizmente, existem outros homens bons o bastante nessa vila, capazes de trazer a luz de volta ao seu coração minha irmã.

Abaixou as calças, revelando uma visível excitação. Lucy suplicou soluçando:

- Por favor, Samuel! Dê-nos seu perdão... Por favor! Não!

Mas o irmão a ignorou. Olhando sadicamente para Lauren, ajoelhou-se entre as pernas dela devagar, completamente o senhor da situação.

Medo, raiva, revolta, asco, vontade de gritar, de se debater, de implorar.

Reações inesperadas.

Porem, algo inexplicável fez Lauren trincar os dentes e sustentar aquele olhar. Absolutamente calada. Mesmo quando Samuel a penetrou com força, num movimento pélvico preciso repleto de satisfação e raiva.

Lauren se assustou com o grito que ecoou por toda a caverna, arrancando-a do passado instantaneamente.

Com a audição vasculhou o escuro, tentando detectar uma presença que, na verdade, não existia. Só então, pouco a pouco, foi caindo em si. Tomada pela surpreendente percepção de onde o som havia vindo. Longo, alto, fundo, duramente arrancado depois de tanto tempo dentro dela.

Quando saiu, foi como se um portal se abrisse, permitindo que não só aquele primeiro, mas muitos outros emergissem. Pegou nas mãos pedrinhas e lançou no lago, com raiva, ira. Uivos. Urros. Ganidos. De um desespero partido. Rasgado pelo simples fato de ressentir.

Sentada ali, sozinha, a ausência de Lucy parecia ainda mais intensa. Perda de tudo. Vida, alegria, esperança, amor pelos outros e por si. Um tanto faz de quem não se importa mais, por não ver em nada uma diferença. Fria, congelada, gélida. Totalmente desprovida de qualquer coisa além do que o corpo necessitava para sobreviver. Abrindo e fechando os olhos sem uma razão plausível. Acordada ou desperta, já não tinha sonhos, nem pesadelos. Tirou as roupas, deixou que a pele se enregelasse um pouco. Ficou ali tremendo, os braços ao redor de si mesma, abraçando-a, reconfortando, protegendo. Desejando não ter que ser ela mesma a fazê-lo. Entrou devagar na agua quente, buscando um alivio que não veio. Mergulhou, ficou o maior tempo possível submersa, tentando simplesmente para de respirar, apesar de, no fundo, saber que não tinha determinação suficiente para ir além do fim.

Voltou a tona sufocando e tossindo, os pulmões puxando o ar com a urgência de uma recém-nascida. Debatendo-se na patética forma de existência que havia escolhido, e que poucos chamariam de vida. A consciência de não ser forte o bastante para se unir á Lucy levando-a á certeza inquestionável e única que a perseguia: merecia o que havia acontecido.

A carroça foi tomada por um silencio sepulcral durante á volta. Camila também não ousou dizer nada, apesar de ter milhões de perguntas sem resposta. Todas e cada uma delas sobre a mulher enigmática que tanto a fascinava...

- Tia Lolo! Tia Lolo! – Talita saltou sem nem esperar que o veiculo parasse e correu ao encontro de Lauren, que estava acendendo os archotes do quintal. - Por um segundo, os olhos das duas se encontraram. Os de Camila tentando buscar, procurar, encontrar algo que sequer saberia classificar. Fosse o que fosse, não estava lá. Rapidamente Lauren desviou o olhar, evitando a estranha que tanto a perturbava. A ponto de fazê-la voltar ás angustias e sofrimento do passado e a um mundo de fantasmas. – Posso ajudar? – A menina perguntou sem parar de saltitar ao redor dela, que também não diminuiu o passo.

- Não, formiga. Você vai é me atrapalhar.

- Eu não sou formiga! – Talita fez cara de indignada.

- Não, é bem menor! – Lauren riu. Uma risada bem humorada.

Camila continuou a observá-las enquanto descia da carroça. Ainda intrigada com a miríada de nuances que a outra apresentava. Fechada, tão fechada... Ríspida, seca, quase rude. E ao mesmo tempo... Capaz de abraça-la com uma intensa suavidade enquanto Camila chorava...

- Sou nada! – Talita se pendurou no braço de Lauren, que a segurou, levantou e girou no ar, colocando-a de cabeça para baixo. O vestido da menina descendo, obrigando-a a tirá-lo da cara para respirar. As gargalhadas das duas só eram interrompidas pelos gritinhos de Talita, num misto de medo e felicidade.

- Talita! Já pra cá! – A voz de Nivea soou alta, forte, grave. Absolutamente brava. No mesmo instante Lauren parou. Colocou a menina no chão, e a pequenina correu quase chorando para dentro de casa. Nivea completou. – Pelo amor do Senhor, Lauren! Tudo que precisamos agora é de mais problemas por sua causa! – E saiu batendo os pés com força, bufando, contrariada.

Foi tudo muito rápido, mas Camila não perdeu nada. Nem a forma como Lauren fechou os olhos e apertou os lábios, como quem se esforça para calar. Nem quando ela sacudiu a cabeça negativamente, deixando um suspiro escapar. Muito menos o jeito como acabou dando de ombros e se virando para se afastar. Antes que conseguisse fazê-lo, foi interrompida por Tia Laila:

- Lauren, precisamos conversar. - Lauren permaneceu alguns segundos parada. A única reação que teve foi involuntária. Todos os músculos se tencionaram, mas ela rapidamente voltou a controla-los. Virou-se para a tia, novamente com a máscara de impassibilidade que sempre se obrigava a usar. A senhora então completou. – Vamos para dentro de casa. – Pediu para Camila num tom quase sussurrado. – Por favor, Alícia, espere um pouco aqui fora. – Antes de entrar seguida por Tio Dimas e Gustavo. No exato momento em que onze horas começaram a badalar.

Segundos depois, Talita estava junto de Camila do lado de fora da casa, absolutamente aborrecida.

- Me expulsaram.

Camila riu do beicinho contrariado da menina.

- Vamos dar uma volta? – Sugeriu.

- Volta aonde? Estamos no meio do nada! – O humor de Talita não melhorou.

- O que é aquilo lá? – Apontando para a construção de pedra a alguns passos delas Camila perguntou.

- O velho poço? É de onde tiramos a água. Nunca tinha visto um poço antes? – Com um arzinho de superioridade Talita respondeu.

- Não. – Camila sacudiu a cabeça em resposta.

- Lá em cima não tem poço? – Talita perguntou curiosa. – A água vem de onde então?

Depois de pensar um pouco, lembrando-se das criadas que enchiam a banheira com baldes para que ela tomasse banho, com certa vergonha, Camila explicou:

- Claro que sim. Só que eu não... Não era eu quem pegava a água.

- Ah, bom. – Obviamente a menina não reparou.

- E aquilo, para que serve? – Apontou para um barracão de madeira do outro lado do quintal.

- Será que é possível que você não sabe de nada? – Talita deu risada. – É o deposito de caça da Tia Lolo. Onde ela guarda os matérias e botas e peles para secar.

Sem nem sentir, Camila caminhou até lá com Talita saltitando atrás.

- Podemos entrar?

- Fica trancado, boba! – Talita voltou a rir. – Para não roubarem as coisas. E tia Lolo tem a chave, só ela tem.

Camila observou o cadeado de ferro com pesar. Chegou a tocá-lo, na esperança de Lauren tê-lo esquecido destrancado. Bem a tempo de ver Lauren saindo de casa.

A pequena reunião de família havia deixado Lauren... Transtornada era a palavra do estado indescritível em que se encontrava. As palavras da tia ecoando dentro dela com um mar em brasas.

“ Precisamos proteger a menina. Evitar que ela sofra, que aconteça alguma coisa.”

Como se Lauren não se preocupasse, não se sacrificasse, não evitasse...Afastou os pensamentos e viu Talita próxima ao deposito com a desconhecida. Pelo jeito, as duas estavam se tornando bastantes apegadas. Caminhou com passos largos até a carroça. Talita imediatamente correu na direção dela.

- Me leva com você, tia Lolo? – Suplicou a menina.

- Não. – Lauren quase gritou. Com uma rudeza desnecessária a mesma que sempre usou com todos, mas nunca com a menina. Os olhos da pequena se encheram de lagrimas. Os lábios tremeram, mas ela não se afastou. Ficou ali parada fitando Lauren. Sem uma palavra.

Camila observou toda a cena de longe. Não pretendia se intrometer, nem atrapalhar. Porem, quando viu Lauren maltratar a menina, dois sentimentos a dominaram: perplexidade e indignação, o segundo foi mais forte, fazendo com que ela não conseguisse conter a própria reação. Venceu a distancia que as separava.

- Seja o que for que tenha acontecido lá dentro, a criança não tem culpa! – Camila falou.

Plenamente consciente de que a outra tinha razão, Lauren abaixou a cabeça, envergonhada.

- Olha só o que você fez, Alícia! Deixou a tia Lolo triste... – Talita a defendeu.

Lauren então levantou a cabeça. Com um sorriso dolorido, tentou acalmar a menina.

- Eu estou bem, Táli. De verdade.

- Mesmo? – A menina não pareceu muito convencida.

- Mesmo. – Sem hesitar Lauren respondeu. E depois olhando para o vácuo sem encarar Camila, completou. – Melhor as duas entrarem. Estão precisando de vocês lá dentro. – Lauren subiu na boleia e fez o cavalo andar.

Camila continuou parada, observando pensativa a carroça se afastar.

Confusa. Comovida. Intrigada. Porque...

Nunca havia visto, sequer cogitado que poderia existir uma angustia tão profunda quando a que residia nos olhos verdes daquela mulher.


Notas Finais


Estamos bem?


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