História A Visão do Telhado - Capítulo 10


Escrita por: ~

Visualizações 8
Palavras 1.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nona parada...

Capítulo 10 - Nine


Ficamos os quatro num silêncio constrangedor por um tempo. Tanto eu como dona Anne esperávamos uma explicação do casal que se encarava constrangido. 

 – É... Oi... – Liam disse, se virando pra mim. 

 – Oi – Gisele respondeu somente, e dona Anne me olhou com um olhar desconfiado. – Anne, acho que estão prontos... – Virou-se para Gisele que assentiu e foi para a cozinha em seguida. Fitei meu namorado, que não tirou os olhos da morena um segundo, desde que ela apareceu. – Eu... É melhor eu ir... – Gaguejou, virando as costas em seguida. 

 Liam não disse nada depois disso, e aparentemente não notou que eu esperava uma explicação. Me mantive calada, atendendo os clientes e nutrindo o clima pesado que se instalou no lugar. Tudo bem que eu não perguntei e talvez ele tivesse me contado se eu tivesse o feito, mas quem iria imaginar que eles dois se conheciam? Exatamente, ninguém. 

Quando acabei com meus serviços, me despedi de todos com Liam no meu encalço fazendo o mesmo. John e Michelle conversavam entre si algo interessante demais para serem interrompidos e eu apenas acenei de longe pra eles. 

 – Preparada? – Liam perguntou quando paramos em frente a sua moto, com um olhar galante. – Tenho certeza que vai adorar a surpresa. 

 – Liam, eu... Olha, eu não tô no clima. Melhor a gente ir pra casa. – Falei, visto que realmente estava desanimada. Qual é? Ele quase engoliu Gisele na minha frente, logo depois de ter decidido por nós que estávamos namorando. 

 Eu sei que eu queria um namorado. Sei que queria me livrar de todo esse lance de pensar no Harry, e evitar qualquer problema com Anne, mas sei que não era justo usar o Liam. Ele é bom de cama? Sim. Ele beija maravilhosamente bem? Claro. Me trata como uma princesa? Com certeza, mas eu não me vejo namorando ele. Beijando, transando, brincando? Sim, mas não namorando. 

 Talvez eu esteja fazendo um papel de piranha, mas não tenho outra opção. Eu sou uma mulher que acredita que você deve sentir algo forte por alguém pra poder firmar algo com ela, e ainda não sinto por Liam. Não vou dizer que dessa agua não bebereis, até porquê, venho me afogando dessas águas há duas semanas, mas não justifica. Liam e eu somos ótimos, nas não o suficiente pra namorar. 

 – Por que? – Ele questionou. – Estava tudo tão bem, e eu sei que você iria gostar, eu preparei tudo com tanto carinho...

 – Eu sei, meu bem, mas é melhor a gente conversar antes de qualquer coisa. 

 – Foi porque eu disse que estávamos juntos? – Ele perguntou e eu hesitei antes de assentir. – Mas nós não estamos? 

 – Vamos pra casa? Lá a gente senta, conversa, define tudo que temos que definir. 

 – Certo. – dito isso ele subiu na moto, oferecendo-me o capacete que pus em seguida. Ficou em silêncio, e antes de pôr o capacete, notei seu semblante enrijecer. 

Não esperava menos que isso, mas não, eu não posso dar o braço a torcer nesse sentido. É a minha vontade também que está em jogo. 

 Quando chegamos na pensão, Liam foi na minha frente, carregando minha bolsa como sempre fazia quando me buscava, me levando casa a dentro pela mão. Andava calmamente, mas seu maxilar estava rígido, assim como quando ele está nervoso. 

 – Então... – Ele iniciou quando entramos em seu quarto. – O que tem de tão importante pra dizer que não poderia ser depois da minha surpresa? 

– Olha, eu... eu não sei exatamente como dizer ou o que dizer, mas... Você sabe... Eu e você... O que foi aquilo lá na Loja? – Perguntei por fim, não controlando minha curiosidade, vulgo sinceridade. Eu não queria nada além de entender o que aconteceu. 

 – Aquilo...? – Repetiu em aberto, esperando uma especificação. 

 – Você engolir a Gisele com os olhos e depois agir como se nada tivesse acontecido... – Cruzei os braços involuntariamente. Descruzei quando vi um sorriso em seus lábios, e não disfarcei a confusão que isso causou na minha mente. O que era tão engraçado? 

 – Você está com ciúmes? – Perguntou, se aproximando e eu me afastei na hora. Ciúmes? Ele é maluco? 

– Que? Claro que não! – Praticamente gritei, quando ele fez um movimento mais brusco, colando nossos corpos e impedindo que eu me afastasse. Liam sorria abertamente agora, um tanto orgulhoso, aparentemente, mas eu não estava com ciúmes. 

É sério, eu juro. Liam estava olhando uma mulher na minha frente, quase babando nela, mas só. Eu não estou com ciúmes. Não tenho o porquê. Não. Eu não estou com ciúmes. 

 – É claro que está! – Respondeu meus pensamentos, segurando meu rosto quando neguei escancaradamente. – Minha namorada linda está se mordendo de ciúmes! – Falou e eu ameacei empurra-lo. 

 – Você tá viajando. – Falei, e e ele riu, beijando meu pescoço após tentar me beijar e não conseguir por eu ter virado o rosto. 

 – E você está com ciúmes. – Ele disse, e eu revirei os olhos. – Revirou os olhos porque tá com ciúmes. 

 – Já disse que não estou! – Falei mais alto, irritada. 

 – Ok, não está. – Afastou-se, com as mãos pro alto, indicando rendição.

– Não. – Insisti na resposta, e ele assentiu. 

 – Então, já que não está com ciúme, não tem motivo pra não me beijar... – Ele disse e eu revirei os olhos de novo. Eu não ia beijá-lo agora. Não estou pronta pra isso. – Se você não me beijar agora, é porquê está com ciumes. 

 – Eu não acredito que está me dando um ultimato. – Falei, dando a volta na cama pra pegar minha bolsa. – Eu tenho o direito de não querer te beijar. 

 – Claro que tem. E também tem direito de sentir ciúme... – Andou até mim, segurando a minha mão com delicadeza. 

 – Eu não estou com ciúme. 

 – Então me beija. – Ele disse. – Só acredito se me beijar. 

 – Então não acredite... 

 – Não vou, ciumentinha linda. 

 – Eu não estou com ciúmes! Que saco! 

 – Você fica linda irritada, ciumentinha... 

 – Para! – Vacilei um sorriso, e ele riu mais. 

 – Você está rindo? – Perguntou, pegando na minha citura e me esquivei, sorrindo mais abertamente. – Ah, você riu! Me safei dessa! – Me puxou, me deixando sem saída e o empurrei.

 – Eu não tô com ciúme, Liam! 

 – Então prova... – Nisso ele abriu os braços e fechou os olhos. Ok, eu posso fugir e deixar ele achando que estou com ciúmes. O que eu não estou, pra deixar claro. Ou posso beijá-lo e deixar ele ciente que não estou com ciúmes. – Você tá se mordendo mesmo de ciú- – Nisso eu beijei-o, segurando o rapaz pela nuca. 

Surpreso, porém nem tanto, Liam aprofundou o beijo, segurando na minha cintura e me puxando pra cima. Segurou-me pela coxa quando entrelacei minhas pernas em seu tronco e me deitou delicadamente na cama, ficando por cima de mim. Partiu o beijo, tirando sua jaqueta e sua camisa em seguida. Seus lábios inchados se aproximaram dos meus novamente e suas mãos passearam pelo meu tronco, viajando por todo ele, e arrepiando minha pele. Abri meus olhos quando ele partiu o beijo pra tirar minha blusa e apreciei seu olhar safado ao notar minha lingerie de renda. Sorri, ao vê-lo morder os lábios avermelhados devido ao beijo intenso. 

 Liam beijou meu pescoço, e se perdeu ao tentar abrir o zíper de minha calça, sendo ajudado por mim. Suspiros de prazer escapavam de minha garganta sempre que ele mordia qualquer parte do meu corpo. Não sei explicar o motivo, talvez seja um feitiche meu, mas é algo que não consigo controlar. Eu só gosto. Quando abrimos o zíper, levantou o tronco, e virou meu corpo de bruço, puxando minha calça até metade da coxa e apreciando minha bunda com um olhar de caçador vendo a presa. Olhei em seis olhos com dificuldade, devido a minha posição, e então senti uma ardência gostosa em uma de minhas nádegas, acompanhada pelo estalo do tapa que ele havia me dado. Gemi, em aprovação. Liam sabia do que eu gostava e gostava de me fazer gozar. Ele dizia que seu prazer era esse e que não se importava de ejacular, contando que notasse que estava me levando a uma experiencia única, e realmente estava. 

Liam era único nesse quesito. 

Quando terminamos, eu decidi por não dormir em seu quarto, visto que precisava de um banho e de uma noite completa de descanso. Deixei um beijo em seus lábios após sussurrar um "boa noite" e vi o rapaz virar pro lado em sinal de cansaço. 

 Fui para o meu quarto, escolhi uma roupa que ficasse confortavel para dormir e separei meus cosméticos, indo em direção ao banheiro, que estava com a porta fechada. 

 – Ethan, vai demorar muito?! – Perguntei, batendo na porta, sem obter resposta. Ethan era o único que costimava entrar no banheiro aquela hora, e não era segredo pra nós. – Ah, qual é... – Resmunguei, ouvindo o barulho da tranca da porta em seguida. – O que custava responder...? 

 – Desculpa... – Congelei ao ver o rapaz parado na minha frente. Harry estava com uma toalha no ombro, vestido apenas com uma bermuda e seu peitoral não-definido, porém aparentemente delicioso estava salpicado com gotículas, indicando que ele havia acabado de tomar banho... Inclusive, eu devia ir tomar o meu... – Estava esperando ha muito tempo? 

 – Ahn... Não, não... – Gaguejei ao me dar conta que ele estava falando comigo. Seu cheiro amadeirado estava impregnado no meu organismo e agora mais forte que antes. Ele deve ter acabado de passar perfume. – Perdão, mas o que faz aqui? 

 – Ah, é... Eu moro aqui... – Ele disse isso e eu senti meu mundo parar. Não é possível que Harry havia vindo morar aqui. Por que? Pra que? – Me mudei hoje... – Ele disse e eu assenti, sem ter o que responder. – Pois bem, eu vou pro quarto... 

 – Boa noite... – Disse por fim, e ele acenou com uma mão desocupada e balançou a cabeça, indo em direção ao seu quarto. Entrei rápido no banheiro e tranquei a porta, me encostando nela em seguida e me afastando ao me dar conta da cena clichê que eu me encontrava. 

 Quanto mais eu corria dele, mais ele se aproximava, e dessa vez ele tinha passado de todos os limites. Agora estamos há uma porta de distância e eu não faço a menor ideia de como lidar com esse fato.       


Notas Finais


Twitter: @fckmeb3ar

Galera, sei que dei uma sumida, mas juro que tenho um motivo muito bom: Eu estive trabalhando esse tempo todo. Sim, trabalhando. Mas aí fui demitida e agora tenho tempo de sobra pra voltar com tudo. Peço perdão pelo abandono e juro que vou tentar me esforçar mais pra trazer um conteúdo bom, a altura de vocês.

Outra coisa: Mudei o User, gostaram?
Sei que tenho que mudar lá na Capa também, e dar uma atualizada nela, já que ela está velhinha e eu tenho estudado pra trazer umas capas melhores.

Gente, tem mais historias vindo aí. Tem mais romance vindo, mais beijo na boca, drama e tudo isso que vocês se amarram.

Obrigada por não desistirem dessa historinha, mesmo depois de três meses e um bocado longe, sério, vcs são DO CARALHO.

Mamãe ama vocês.
Beijão, até.


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