História A voz das estrelas - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Chandler Riggs, Shadowhunters, The Walking Dead
Exibições 34
Palavras 1.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Aquele beijo


Fanfic / Fanfiction A voz das estrelas - Capítulo 8 - Aquele beijo

Ao chegar em casa vi a minha mãe chorando sentada no sofá, com Aaron ao seu lado, ele estava com sua cabeça apoiada em uma das pernas dela enquanto ela o acariciava. Ela me encarou enquanto eu atravessava a sala, talvez esperando que eu falasse alguma coisa para ela ou me desculpasse, mas nenhuma das opções iria se realizar.
Subi diretamente para o meu quarto, tranquei a porta e me apoiei na mesma, suspirando e tentando assimilar tudo o que havia acontecido durante o dia, antes do por do sol. Desde a hora em que eu acordei até o momento em que eu estava quase beijando Matt, espera, eu estava quase BEIJANDO o Matt, como isso estava acontecendo ? Eu sorri de canto passando o polegar pelo meu lábio inferior, talvez eu até sinta alguma atração por Matt, mas é cedo de mais para falar que seja algo a mais que isso.
Eu ainda apoiada na porta, analiso meu quarto e ao lado da minha cama, havia um retrato, nele estávamos eu, minha mãe, meu pai, Jake e Aaron em um parque que havia perto da minha casa, Jessy havia tirado a foto em um momento espontâneo em que todos nos riamos e Aaron, com apenas três meses brincava com uma bolinha vermelha.
Caminhei até o retrato e o peguei, encarei ele e senti meus olhos se encherem de lagrimas, meu pai sorrindo ao meu lado naquele retrato, o sorriso dele tão sincero, tão lindo, tão único. Único, essa é a palavra que descrevia o meu pai, sorriso único, uma pessoa única, um marido único, um pai único, e para finalizar, meu único herói.
Sequei minhas lagrimas e me dirigi ao banheiro, liguei o chuveiro e me despi, entrei na banheira e deixei a agua escorrer pelo meu corpo, hoje o dia havia sido mais tenso do que costumava ser.
Sai do banho e vesti um pijama, minha camisola cinza de moletom ia até os meus joelhos e tinha o desenho do perna longa com umas notas de dinheiro, coloquei meias que iam até minha batata da perna e amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo bagunçado.
Me sentei na minha cama e olhei novamente para o retrato, reparando em cada detalhe  de meu pai, sua jaqueta de couro preta, um tênis preto também com jeans escuras, uma blusa preta com a seguinte frase “ insista, persista e nunca desista “ que eu havia presenteado ele no dia dos pais e em seu pescoço uma corrente de prata com uma cruz, que eu também havia dado a ele. Ao ver aquela corrente, a única coisa que pensei foi:
- Preciso encontrar essa corrente. – Falei comigo mesma. 
Sai do meu quarto praticamente correndo e fui até o quarto dos meus pais, eu sabia que meu pai não saia sem aquela corrente e obviamente ele estava com ela quando foi morto e minha mãe deve ter pego ela para guardar como recordação.
Entrei no quarto dos meus pais e ali estava, na cabeceira do meu pai a corrente, eu caminho até a mesma e a pego, eu seguro a corrente com força e fecho os olhos, lembrando do dia em que a presenteei ao meu pai, o sorriso dele por vê-la. E desde então, nunca mais tirou a corrente, agora estava na minha vez, eu faria como ele, morreria com aquela corrente ao meu lado.
Penduro a corrente em meu pescoço e a beijo, tendo essa corrente comigo, sinto que tenho um pedaço do meu pai comigo e isso me conforta.
Entro no meu quarto novamente e escuto os passos de minha mãe vindo da escada, ela estava indo dormir, ela entra no quarto, mas não fecha a porta e logo escuto toques na minha porta;
- Esta aberta. – Ela entra e me olha furiosa.
- O que você esta fazendo com essa corrente Alyssa ?
- Eu dei essa corrente para o meu pai, ela é minha agora, eu comprei.
- Alyssa, me devolve essa corrente. – Ela falou vindo na minha direção com a mão esticada.
- Não, essa corrente é minha, sai de perto de mim. Você escolheu aquele seu irmãozinho, o culpado pela morte do meu pai, seu marido, agora sai do meu quarto.
- Alyssa. – Ela falou com os olhos marejados.
- Sai daqui agora. – Minha mãe vira as costas e caminha para fora do meu quarto e ao sair bate a porta.
Meus olhos se enchem de lagrimas, em apenas tão pouco tempo nesse apocalipse, já perdemos a mãe do Jake, meu pai, eu e Jake estamos meio distantes e eu estou em cabo de guerra com a minha mãe, por causa do Governador. Por que ninguém vê o que eu vejo naquele homem ? Ele quer cegar todos desse lugar e esta conseguindo.
Escuto a porta do quarto da minha mãe se fechando e logo depois o chuveiro dela sendo ligado, ela estava entrando no banho e provavelmente iria demorar para sair. Vou até a porta do meu quarto e tranco a mesma. Me viro e olho para o relógio que havia na minha cabeceira, eram 9:30PM.
Vou até a janela do meu quarto e olho para os portões, apenas três guardas estavam lá, olhando rua a fora com suas armas em mãos prontos para qualquer coisa.
Pulo a janela, e mesmo que o horário de recolher tenha começado a horas, eu não me importo. Saio da casa e caminho até o local em que haviam enterrado meu pai, ali havia apenas uma cruz, não tinha nome, nem aquelas frases do tipo “ Jonathan Campbell Jones, marido e pai amado “. Havia apenas, uma cruz, como se fosse um indigente naquele local.
Me sentei em frente sua sepultura e ali fiquei, sem dizer nada, apenas observando aquela cruz feita de madeira e tentando sentir alguma coisa, mas, tudo o que eu sentia era vontade de chorar por ter perdido ele e não poder nem dizer para ele o quanto eu o amava e queria que ele estivesse ao meu lado agora.
Sinto alguém tocando meu ombro e rapidamente me levanto, em um susto.
 - Hey, hey, hey. Calma. – Falou Matt colocando as mãos para cima
 - Matt, você me assustou. – Falei colocando minha mão direita no meu peito. – O que esta fazendo aqui ?
 - Bom, eu faço duas horas de turno noturno e decidi ir na sua casa te ver, mas depois de dez pedrinhas jogadas na sua janela e nenhuma resposta, eu meio que escalei sua casa e olhei pela sua janela, vi que você não estava em casa, então imaginei que estivesse aqui. – Falou constrangido passando a mão pelo cabelo.
 - Eu, só vim aqui... sei lá. Pensar um pouco. – Falei olhando para o chão.
 - Se os guardas te pegam aqui, sabe que não vai dar coisa boa né ? – Perguntou Matt.
 - Eu não ligo, só queria ficar um pouco aqui com o meu pai, e queria ter conseguido falar para ele o quanto eu o amo antes dele partir. Ele se foi, e nós dois estávamos brigados. – Falei com lagrimas nos olhos. Matt tenta se aproximar de mim mas eu recuo. – Estou indo agora, foi bom te ver. – Falei sorrindo, Matt sorri e tenta novamente se aproximar, porem, eu começo minha caminhada.
Percebo que Matt me observa caminhar de volta para casa, o olhar dele é tão fixo que eu consigo sentir como se fosse estivesse algo sendo carregado nas minhas costas.
Ouço passos atrás de mim, como se alguém estivesse correndo na minha direção e me viro sem pensar duas vezes, vejo Matt correndo para perto de mim.
 - Aly, espera. – Ele gritou ainda na metade do caminho. Eu paro e o espero, com um frio se formando na minha barriga, mas o que ? Penso em me virar e continuar caminhando, mas minhas pernas não correspondem a comando nenhum.
Matt se aproxima de mim e coloca uma mecha do meu cabelo para trás. Ele coloca uma das suas mãos na minha cintura e aproxima nossos rostos.
 - Agora vou poder fazer o que eu queria fazer mais cedo. – E sem mais delongas ele me beija, um beijo calmo, macio, porem urgente, como se ele quisesse isso a muito tempo, eu retribuo o beijo envolvendo o pescoço de Matt com meus braços, ele envolve minha cintura e cola totalmente nossos corpos, impedindo que tenha qualquer distancia entre nós.
Nos separamos do beijo e Matt manteve nossas testas coladas e sorrimos. Ficamos um momento sem termos o que falar. Apenas nos distanciamos e começamos a caminhar, agora, o braço direito de Matt estava apoiado no meu ombro direito enquanto caminhávamos e meu braço esquerdo abraçava sua cintura, no caminho de volta para minha casa.
Chegamos na frente da minha casa, ainda sem dizermos nada um para o outro. Olhei para Matt antes de entrar na minha casa e ele me puxa para um selinho demorado.
 - Boa noite, Aly. – Ele falou sorrindo de canto, um sorriso que me desmanchava.
 - Boa noite, Matt. – Falei sorrindo e subindo a escada que dava acesso ao telhado da minha casa, para que eu entrasse pela janela do meu quarto.
Abro a janela do meu quarto e, ainda no telhado, eu olho para baixo, onde Matt me observava. Nós sorrimos e eu entro para o meu quarto, fechando a janela.
Caminho até a minha cama e me deito, ainda lembrando daquele beijo.  


Notas Finais


Demorei maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas, chegueeeeeeeeeei com mais um cap meninas, me perdoeeeem, de vdd. Peço para que vcs comentem e digam o que estão achando da fic, não esqueçam, quanto mais comentarios, mais rapido eu postarei outro cap. Digam o que acharam do beijo de Alyssa e de Matt, se shippam, e como vai ficar esse shipper hein ? hahahahah me ajudem !! Enfim, deixem nos comentarios, tudo o que vcs quiserem falar, que eu estarei lendo e respondendo vocês <3


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