História A Voz de Christopher - Adaptada Vondy - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Rebelde
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Rebelde, Vondy
Exibições 45
Palavras 5.776
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Capítulo 22 - Dulce


Na semana seguinte nós caímos em uma rotina fácil, tão embrulhados um no outro que mal podia esperar para sair do trabalho, praticamente correndo para casa para tomar banho e pegar Phoebe antes de ir direto para casa de Christopher. O sorriso com que ele me cumprimentava a cada dia me fazia sentir valiosa enquanto corria para os braços dele, sentindo na minha cabeça e no meu coração que eu estava finalmente em casa.

Não era o lugar, mas seus braços. Os braços de Christopher eram minha casa, o único lugar que eu queria estar, o lugar onde me sentia segura. O lugar onde me sentia amada.

Fazíamos amor em todos os lugares, passamos longas noites explorando o corpo um do outro e aprendendo tudo sobre o que trazia prazer para o outro. E Christopher se tornou um mestre na arte de fazer amor, deixando-me lânguida e drogada com prazer no final de cada intervalo. Não só sabia como me deixar selvagem com desejo com as mãos, língua e suas impressionantes partes masculinas, mas sabia que quando ele arranhava a parte de trás dos meus joelhos com suas unhas curtas, eu iria ronronar como um gato, e que isso me relaxava inteiramente, ou quando ele corria os dedos pelo meu cabelo. Era como se meu corpo fosse seu instrumento que ele aprendeu a tocar tão perfeitamente, que a melodia vibrava dentro da minha alma. Não só por causa do prazer que ele trazia, mas porque ele se preocupava muito em saber tudo sobre mim.

Um dia, ele colocou uma tigela de batatas fritas enquanto estava preparando o nosso almoço e quando eu as peguei notei que estavam todas dobrados, como eu amava, mas geralmente tinha que caçar.

Eu olhei para baixo para as batatas fritas e então para Christopher, confusa. — Todas estas fritas... Estão todas dobradas — Eu disse, pensando que parecia uma louca.

"Não são as que você gosta?"

Concordei lentamente, percebendo que ele tinha procurado em vários sacos de batatas fritas para recolher as que eu mais gostava. E percebendo que ele tinha notado esse pequeno fato sobre mim, eu não sabia se deveria rir ou chorar. Mas isso era Christopher. Ele queria me agradar, e ele faria qualquer esforço por isso.

Às vezes estava fazemos algo em sua propriedade quando eu olhava para ele e o via olhando para mim com aquele olhar preguiçoso no rosto, que significava que ele estava pensando sobre o que ele queria fazer comigo, naquele momento, e eu ficava quase instantaneamente molhada e necessitada, meus mamilos endureciam sob seu olhar silencioso.

E então ele iria me buscar e me levar para sua cama, ou se nós estivéssemos com pressa, ele me levava onde tivéssemos um cobertor sobre a grama, a luz do sol brilhando acima de nós, na rede de duas pessoas ou sobre a costa arenosa do lago.

Depois de apenas uma sessão, como meu corpo ainda tremendo com o orgasmo que ele tinha me dado, eu sussurrei ofegante: — Eu sonhei isso, Christopher. Sonhei com você e eu assim.

Seus olhos pegaram fogo nos meus e inclinou-se e me estudou por longos minutos antes de ele descer e me beijar com tanta ternura, que pensei que meu coração iria quebrar.

Eu rolei na areia molhada, sorrindo contra a boca dele enquanto ele sorria também. E então nós dois paramos de rir quando coloquei minha cabeça em seu peito e vivi aquele momento, grata pelo ar em meus pulmões, o sol nas minhas costas e o homem lindo nos meus braços. E suas mãos desenhando letras na minha pele e depois de alguns minutos, percebi que ele estava escrevendo, "Minha Dulce... Minha Dulce..." novamente e novamente e novamente.

O tempo estava frio agora e então, depois de um tempinho, corremos para dentro rindo e tremendo entramos no chuveiro para tirar toda a areia dos nossos corpos.

Deitados no seu sofá, ele acendeu um fogo na lareira e nos aconchegamos um pouco antes de eu voltar a inclinar-me e olhar para ele.

Christopher tinha um jeito de fazer as coisas que era tão sexy e extremamente masculino, isso fazia meu coração bater mais forte com o quão natural e inconscientemente ele fazia. Ele inclinava o quadril contra o balcão de uma determinada maneira, ficava em uma porta segurando o batente acima dele enquanto me observava, coisas que ele não sabia que me afetava da maneira que elas faziam. Era só ele sendo ele, e de alguma forma, isso o tornava ainda mais atraente. Não havia nenhuma maneira de que eu lhe dizer. Eu amava ter esse segredo, amava que essas coisas eram todas minhas e não queria que isso afetasse suas ações, tornando-o ciente delas. Quanto a mim, bem, eu era uma causa perdida total quando se tratava de Christopher Uckermann.

Isso me fez pensar no homem que ele teria sido se não estivesse nesse terrível acidente, se não tivesse perdido a sua voz... Ele seria o quarterback do time de futebol? Teria ido para a faculdade? Teria o seu próprio negócio? Uma vez eu o provoquei sobre ele ser bom em tudo que fazia... E na verdade, ele era. Ele só não via isso. Ele não acreditava que tinha muita coisa a oferecer.

Ele ainda não tinha se aberto para mim sobre o dia em que perdeu seus pais, e eu não tinha perguntado novamente. Eu queria desesperadamente saber o que tinha acontecido com ele, mas queria esperar até que ele se sentisse seguro o suficiente para me dizer.

"O que você está pensando?" Ele perguntou, erguendo uma sobrancelha.

Eu sorri. "Você" Eu disse. "Eu estava pensando em como agradecer minha estrela da sorte todos os dias por ter acabado por aqui... bem aqui, com você."

Ele deu aquele sorriso doce, que fez meu estômago tremer e disse, "Eu também" Em seguida, ele franziu a testa e desviou o olhar.

"O quê?" Eu perguntei, pegando o queixo dele e virando o rosto de volta para mim.

"Você vai ficar Dulce?" Ele perguntou. "Você vai ficar aqui comigo?"

Ele parecia um menino naquele momento, e eu percebi o quanto ele precisava que eu lhe dissesse que não iria embora como todos os outros em sua vida tinham feito.

Eu balancei a cabeça. "Sim" Eu disse. "Sim" Quis dizer com todo meu coração. Minha vida era aqui... Agora - minha vida era este homem. O que quer que isso significasse - eu não ia a lugar nenhum.

Ele olhou nos meus olhos, como se tentando decidir se eu estava sendo completamente honesta e parecia estar satisfeito com o que viu. Ele assentiu com a cabeça e puxou-me para ele, me abraçando forte.

Ele não disse que me amava e eu não tinha dito a ele também. Mas naquele momento percebi que estava apaixonada por ele. Tão profundamente apaixonada que quase borbulhava à superfície dos meus lábios e eu tinha que fixar fisicamente a minha boca fechada para não gritar. Mas, acho que eu precisava esperar que ele dissesse isso. Se ele estivesse se apaixonando por mim também, eu queria que ele visse essa conclusão por conta própria. Christopher tinha vivido uma vida tão desprovida de bondade, de toque e atenção. Deveria ter sido esmagador para ele. Não falamos sobre isso, mas eu tinha visto isso em seus olhos, quando nós fizemos coisas simples na semana passada, como deitar no sofá e ler, comer uma refeição juntos ou andar na margem do lago, e era como se ele estivesse tentando organizar todos os pensamentos e sentimentos em sua cabeça – se atualizando em dezesseis anos de emoções. Talvez nós devíamos ter falado sobre isso, talvez, poderia tê-lo ajudado, mas por algum motivo, nunca fizemos. Por dentro, minha mais profunda esperança, era de que meu amor fosse suficiente para curar seu coração ferido.

Após um minuto ele me soltou, sentou-se e olhou para mim. Ele tinha um pequeno sorriso no rosto. "Eu tenho um favor para pedir à você" Ele disse.

Eu franzi minhas sobrancelhas. "Ok" Eu disse, dando-lhe um olhar desconfiado.

"Ensina-me a dirigir?"

"Como... sim! É claro! Você quer dirigir?"

Ele acenou com a cabeça. "Meu tio tinha uma pick-up. Eu a mantenho em uma garagem na cidade. Eles ligam de vez em quando... e andam por aí. Eu sempre quis vendê-la, mas nunca tive tempo para isso, nunca... não sabia exatamente como eu faria isso. Mas agora talvez seja uma coisa boa."

Eu estava animada e praticamente saltei para cima e para baixo no sofá. Esta era a primeira vez de verdade que Christopher tinha indicado em seu próprio tempo que ele queria fazer algo que o tiraria de propriedade — e que não era ir a mercearia.

"Está bem! Quando?" Eu perguntei. "Não tenho que trabalhar amanhã."

"Ok então, amanhã" Ele disse sorrindo e eu agarrei-me a ele.

E assim, Christopher estava ao volante de um pedaço de lixo, chamado de pick-up, enquanto eu ficava no banco do passageiro tentando ensinar-lhe as regras da estrada e como operar uma marcha. Nós tínhamos escolhido um grande espaço aberto, algumas milhas abaixo da estrada, perto do lago.

— Sente isso? — Eu perguntei. — É o cheiro da queima de embreagem. Calmamenteeeeeee solte-a.

Depois de cerca de uma hora de prática, Christopher tinha, com exceção de alguns solavancos, que me fez pisar no meu freio imaginário, rindo alto.

Ele sorriu para mim, seus olhos vagando até as minhas pernas. Eu segui seu olhar e cruzei as pernas, subindo minha saia apenas um pouco no processo e então olhei para ele. Seus olhos estavam dilatando, ficando escuros e inclinando-se ligeiramente. Oh Deus, eu amava aquele olhar. Aquele olhar significa muito, coisas muito boas para mim.

— Dirigir é coisa séria, Christopher — Disse provocativamente. — Deixar sua atenção vaguear da tarefa pode ser perigoso para todos os envolvidos — Eu sorri lindamente, colocando meu cabelo atrás da orelha.

Ele levantou suas sobrancelhas, diversão enchendo sua expressão e virou-se para o para-brisas. A pick-up avançou para a frente, Christopher acelerou e trocou para a segunda marcha facilmente. A área de terra que estávamos não era tão grande que Christopher praticaria até a quarta marcha, mas ele mudou-se para a terceira e guiou-nos em círculos amplos.

Atravessei as pernas na outra direção e passei um dedo na minha coxa, só parando na bainha da minha saia. Dei uma olhadela em Christopher e seus olhos estavam focados no meu dedo. Ele olhou pelo para-brisas brevemente e continuou dirigindo em círculos amplos.

Eu estava distraindo-o, mas não havia perigo aqui.

Deixei meu dedo continuar a trilhar até a minha coxa, levantando minha saia, até que a minha calcinha de bolinhas rosa estivesse aparecendo.

Dei uma olhadela em Christopher, seus lábios estavam separados ligeiramente e seus olhos estavam com fome quando olharam para ver o que eu faria em seguida. Verdade seja dita, eu nunca tinha feito nada assim antes. Mas Christopher trouxe coisas em mim, que ninguém nunca tinha me feito sentir – experiente, sexy esegura. Ele me fez sentir mais viva do que nunca em toda minha vida.

Enquanto eu observava, ele engoliu pesadamente e olhou pelo para-brisas antes de voltar a olhar para mim.

Alcancei com meus dedos a frente da calcinha e inclinei minha cabeça de volta no banco, fechando os olhos e gemendo baixinho. Ouvi a respiração de Christopher parar na garganta.

Eu arqueei meus quadris para cima quando meus dedos deslizavam ainda mais, finalmente alcançando a umidade escorregadia entre minhas coxas. Eu trouxe um pouco disso até minha pequena protuberância, ondas de prazer irradiando para fora do meu próprio toque. Eu gemia novamente e a caminhonete balançou.

Eu usei meu dedo para acariciar-me, rajadas de puro prazer me fazendo suspirar e pressionar para cima, para a minha própria mão.

De repente, eu estava sendo empurrada para a frente quando a caminhonete veio a uma parada brusca, Christopher nem mesmo fez o procedimento correto, só tirando o pé do acelerador para que ela batesse e parasse. Meus olhos se abriram a tempo de ver Christopher puxar o freio de mão e me empurrar suavemente de costas sobre o assento quando ele engatinhava em cima de mim.

Olhei para ele quando me girou para que minha cabeça estivesse na porta do lado do passageiro e ele deslizou de volta. O olhar em seu rosto era tenso e primal, e fez minhas entranhas se contraírem. Ele inclinou e beijou minha barriga quando eu emaranhei meus dedos em seu cabelo macio e gemi.

Inclinou-se brevemente para retirar minha calcinha e eu arqueei meus quadris para cima, para que ela passasse sobre minha bun/da e pernas. Meu corpo inteiro estava vibrando com a necessidade, um pulsar intenso entre minhas pernas.

Christopher inclinou para trás, abriu minhas coxas e olhou para mim por alguns segundos antes de inclinar-se no meu sexo e apenas inalar. Eu engasguei com a sensação do seu nariz esfregando meu clitóris e seu hálito quente em minhas partes mais sensíveis. — Por favor — Eu gemia, apertando meus dedos em seu cabelo novamente.

Christopher tinha me dado prazer de muitas maneiras durante a semana passada, mas isso era algo que ele não tinha feito ainda. Eu esperei, segurando minha respiração e quando o primeiro golpe de sua língua tocou minhas pregas, eu pressionei para cima gemendo baixinho. A pulsação em meu clitóris ficou mais forte, minha emoção subiu quando ele começou circulando a pequena protuberância com sua língua, como eu fazia com os dedos. Movia-se cada vez mais rápido, a umidade quente, os golpes da língua pairando sobre mim e sua respiração quente saindo contra minhas pregas, com as mãos agarradas as minhas coxas, segurando-me aberta para ele. Oh Deus, era excelente. O começo de um orgasmo brilhava ao meu redor mim em belos pulsos de luz antes de eu quebrar completamente, empurrando para a boca do Christopher e gritando o nome dele. — Christopher, Christopher, Oh Deus, sim.

Eu voltei a mim quando senti sua respiração quente contra minha barriga e o senti sorrindo contra minha pele.

Eu sorri, acariciando seus cabelos e ainda incapaz de formar palavras.

De repente, um barulho batendo soou na janela e Christopher e eu nos assustamos, pânico me inundou. Que diabos? Coloquei minhas pernas para baixo com Christopher sentando-se e limpando a boca em sua camisa, eu me atrapalhando com a calcinha nas pernas e arrumando a saia para baixo.

As janelas estavam embaçadas - obrigada Deus. Ou talvez não. Ah não.

Constrangimento me cercou quando olhei para Christopher, e ele acenou e apontou para a manivela da janela. Eu a rolei para baixo, e Alfonso estava ali de uniforme, um olhar firme no rosto enquanto eu rolava a janela e nos olhávamos.

O cheiro de sexo estava pesado no ar da pequena cabine. Eu fechei meus olhos muito brevemente, cor enchendo meu rosto e então abri. — Oi, Alfonso — Eu disse, tentando sorrir, mas fazendo careta em vez disso.

Alfonso olhou de um para o outro, entre Christopher e eu, antes dos seus olhos caírem em mim, mudou-se para baixo para o meu colo e balançou até meus olhos. — Dulce — Ele disse.

Nem um de nós falou por um segundo, seu rosto ficou mais tenso. Eu olhei para a frente, sentindo-me como uma menina que estava prestes a ser expulsa pelo diretor.

— Recebi uma ligação sobre uma caminhonete parada aqui — Ele disse. — Eu estava perto na área, vim para ver se podia ajudar.

Limpei minha garganta. — Oh, bem... — Olhei para Christopher que estava em silêncio por um segundo enquanto eu o observei, ele estava sentado casualmente, uma mão apoiada no volante na frente dele, parecendo como o gato que comeu o canário. E neste caso, eu era definitivamente o canário.

Uma pequena risada histérica borbulhou até minha garganta, mas eu puxei para trás, e em vez disso, estreitei os olhos para ele. Seu olhar presunçoso só aumentou. — Eu estava dando a Christopher uma aula de direção — Eu disse, voltando para Alfonso.

Alfonso ficou em silêncio por um segundo. — Uh huh. Ele tem carteira de motorista? — Ele perguntou levantando as sobrancelhas, sabendo muito bem que não tinha.

Soltei um suspiro. — Alfonso, estamos aqui num espaço aberto, sujo. Eu não vou levá-lo na estrada, ou qualquer coisa.

— Não importa. Ele ainda precisa de uma licença de aprendiz.

— Vamos, Alfonso — Eu disse suavemente. — Ele só quer aprender a dirigir.

Alfonso estreitou os olhos e falou lentamente. — Ele pode fazer isso, mas precisa seguir as regras da sociedade — Ele olhou para Christopher. — Acha que você pode fazer isso, mano? — Ele levantou uma sobrancelha.

Olhei para Christopher e o olhar presunçoso foi substituído por um irritado, seu maxilar esta cerrado. Ele levantou as mãos e sinalizou, "Você é um babaca, Alfonso."

Eu ri nervosamente... E olhei para o Alfonso. — Ele disse, claro, não tem problema — Eu disse. Percebi que Christopher notou a mudança do que eu disse.

— Enfim — Continuei, levantando a voz. — Nós estaremos indo embora agora. Obrigada por ser compreensivo, Alfonso. Vamos ver o que podemos fazer sobre essa licença antes de termos mais aulas. Eu vou dirigir para casa, está bem? — Eu sorri, o que eu esperava que fosse docemente. Era uma situação totalmente embaraçosa, apesar do fato de que eu ainda estava bastante brava com Alfonso pelo que ele fez para Christopher com o cenário todo do clube de strip.

Alfonso ficou atrás da caminhonete quando eu escalei o corpo grande do Christopher. Eu senti a mão de Christopher na parte de trás da minha coxa nua quando mudou-se debaixo de mim e quando olhei para ele, vi que ele estava olhando na direção de Alfonso. Eu soprei um hálito e sentei no banco, girando a chave na ignição.

Eu olhei pela janela para Alfonso trocando de marcha e ele tinha o mesmo olhar tenso e ligeiramente irritado em seu rosto. Christopher ainda tinha a cabeça virada, olhando para ele também. Eu sorri firmemente e afastei-me.

Quando voltamos para a estrada, olhei para Christopher.

Ele olhou para mim e desviou o olhar novamente. Depois de um segundo, olhei para ele e seu corpo tremia com riso silencioso. Ele sorriu por cima de mim e disse: "Eu gosto de dirigir."

Eu ri e balancei a cabeça. — Sim, eu aposto que você gosta — Então levemente dei um soco em seu braço e disse: — Eu gosto quando você dirige. Mas devemos ir a um local mais privado da próxima vez — Eu levantei minhas sobrancelhas.

Ele riu silenciosamente, seus dentes piscando e aqueles vincos sexy formando em suas bochechas.

Eu considerava um belo perfil de Christopher quando ele, alegremente, olhava pelo para-brisas. Ele estava feliz com o que tinha acontecido entre nós, mas feliz por Alfonso ter nos pego também. Eu mordi meu lábio, pensando sobre aqueles dois e como Christopher provavelmente não tinha muitos motivos para tripudiar sobre nada em sua vida. Depois de um minuto, eu disse: Christopher, espero que saiba que você não tem que competir com Alfonso. Espero ter deixado claro que eu escolhi você. Só você.

Ele olhou para mim, seu rosto estava sério. Ele atravessou todo o assento, agarrou minha mão e apertou. Então olhou pela janela.

Eu apertei a mão dele e segurei, dirigindo com uma mão, todo o caminho de volta para sua casa.

No dia seguinte no trabalho foi um dos mais movimentados que eu tive há algum tempo. Por volta de uma e meia, quando finalmente diminuiu, Melanie e Liza entraram, sentaram-se no balcão onde ficaram na primeira vez que eu as conheci. — Ei vocês! — Eu sorri quando as vi.

Elas cumprimentaram-me de volta, sorrindo grande. — Como vai amiga? — Melanie perguntou.

Eu cedi contra o balcão. — Ugh. Dia de... — Eu deixei minha voz como um sussurro. —Inferno. Estive correndo como uma galinha com a cabeça cortada.

— Sim, fica mais movimentado nessa época do ano porque todas as pessoas que trabalharam do outro lado do lago durante todo o verão agora, passam mais tempo aqui. Norm falou sobre contratar alguém para o turno do jantar e manter a lanchonete aberta depois das três, mas acho que eles decidiram não fazer isso. Claro que com todos os planos de expansão, não se sabe o que vai dar, e então, quem pode culpá-los — Ela deu de ombros.

— Hmmm, eu não sabia disso — Eu disse, franzindo a testa ligeiramente.

Liza acenou e isso me fez voltar à realidade. — Então o que desejam meninas?

Ambas pediram hambúrgueres e chás gelados, e eu me virei para a máquina de e chá gelado atrás de mim e comecei a pegar suas bebidas. Alguns segundos depois, ouvi a campainha na porta e logo Melanie soltou. — Pu/ta merda, que lindo! — E a voz de Liza atrás sussurrou. — Uau.

Deixei cair um limão em cada copo. Um silêncio parecia cair sobre o lugar. O que diabos era isso?

Minhas sobrancelhas desceram ligeiramente e virei com um pequeno sorriso confuso, perguntando o que estava acontecendo. E foi quando o avistei – Christopher. Dei um suspiro e um sorriso que, imediatamente, se espalhou sobre o meu rosto. Seus olhos estavam concentrados exclusivamente em mim enquanto estava na porta, parecendo... Oh Deus, ele estava lindo. Ele tinha obviamente comprado alguns novos jeans que lhe cabiam perfeitamente, mostrando as pernas muito musculosas e um simples casaco preto com mangas compridas e uma camiseta cinza, aparecendo debaixo do colarinho.

Ele estava recém barbeado e seu cabelo estava perfeitamente penteado, mesmo que ele tivesse sido cortado numa cadeira de cozinha por uma garota que estava tão excitada, que ela mal conseguia ver direito. Eu sorri mais. Ele estava aqui.

— Quem é esse? — Ouvi a senhora Kenfield dizer em voz alta de uma mesa perto da porta. Ela tinha de cerca de 1.000 anos de idade, mas ainda assim. Rude. Sua neta adulta, Chrissy a mandou se calar e sussurrou alto ao lado da boca dela. — É Christopher Uckermann, vovó — E então mais calmamente. — Santo inferno

— O garoto mudo? — Ela perguntou e Chrissy gemeu e atirou a Christopher um olhar apologético antes de voltar para sua avó. Mas Christopher não estava olhando para ela, de qualquer forma.

Eu coloquei os chás gelados, e estava segurando em cima do balcão, meus olhos nunca deixando Christopher e limpei minhas mãos nas laterais dos meus quadris, meu sorriso ficando ainda maior.

Eu dei a volta ao redor do balcão e depois que fiz isso aumentei a velocidade, meio correndo e meio andando o resto do caminho até ele e rindo alto antes de pular em seus braços. Ele me pegou com um sorriso parecendo de alívio se espalhando em seu rosto bonito, antes de colocar o nariz na curva do meu pescoço e me apertar firmemente.

Se houve um momento para deixar alguém saber o que eles queriam, era esse.

Enquanto estava lá, me segurando nele, ocorreu-me que nem todos os grandes atos de coragem são evidentes para aqueles que olham do lado de fora. Mas eu vi neste momento que ele foi - um menino que nunca se sentiu procurado em qualquer lugar, aparecendo e pedindo aos outros para aceitá-lo. Fez meu coração voar com orgulho com o lindo ato de bravura que Christopher Uckermann teve entrando neste restaurante de cidade pequena.

Você poderia ter ouvido um alfinete cair ao nosso redor. Não me importava. Eu ri novamente e trouxe minha cabeça para trás, olhando para o rosto dele. — Você está aqui — Eu sussurrei.

Ele assentiu com a cabeça, os olhos movendo-se sobre meu rosto com um sorriso nos lábios. Ele me colocou no chão e disse: "Estou aqui para você."

Eu sorri. Eram as mesmas palavras que ele tinha falado no dia que me conheceu do lado de fora do restaurante várias semanas antes.

— Eu estou aqui por você, também — Eu sussurrei, sorrindo de novo. Eu quis dizer em muitos aspectos, e sequer eu conseguiria enumerá-las todas.

Olhamos nos olhos um do outro por vários longos segundos quando percebi que o restaurante ainda estava tranquilo. Eu limpei a minha garganta e olhei ao redor. As pessoas que estiveram olhando para nós, alguns com pequenos sorrisos em seus rostos, outros parecendo perplexos, olharam de volta para ver o que eles faziam. As conversas no café lentamente começaram de novo, e eu sabia exatamente sobre o que era a conversa.

Peguei na mão de Christopher, levei-o para o balcão e dei a volta para o outro lado. Melanie e Liza olharam para ele, substituindo suas expressões ainda um pouco chocadas com grandes sorrisos.

Melanie estendeu a mão para ele. — Sou Melanie. Nunca nos conhecemos corretamente.

Ele pegou na sua mão e sorriu com um pouco de cautela pra ela.

— Christopher — Eu disse. — Essa é Liza, irmã da Melanie. — Liza se inclinou e aproximou-se de Melanie para apertar a mão de Christopher também.

Ele assentiu com a cabeça e depois olhou para mim. — Me dá só um minuto? Eu preciso cuidar de alguns clientes e já volto.

Dei-lhe um cardápio e ele acenou quando fui entregar a comida que tinha acabado de chegar a janela e voltei a encher algumas bebidas. Quando voltei, as comidas de Liza e Melanie estavam prontas e então as peguei e coloquei seus hambúrgueres na frente delas, e então virei-me para Christopher.

"Com fome?" Eu acenei.

"Não. Eu estou guardando meu apetite para o jantar com uma garota especial" Ele sorriu. "Só..." Ele olhou ao redor, atrás de mim para as máquinas de refrigerante.

"Leite com chocolate com um canudinho?" Eu perguntei, levantando uma sobrancelha.

Ele riu silenciosamente. "Café" Ele disse piscando para mim.

— Deus, isso é sexy — Disse Melanie. — É como se vocês dois estivessem falando sacanagem na frente de todos.

Christopher sorriu para ela e eu ri. Eu balancei minha cabeça. — Talvez vocês deveriam aprender sinais então, então poderiam se juntar a nós — Eu sorri.

Liza e Melanie riram. Virei-me, peguei o pote de café e derramei para Christopher um copo e depois observei quando ele derramou creme nele.

Maggie veio ao meu lado e estendeu a mão para Christopher. — Oi — Ela sorriu, olhando mais para mim rapidamente. — Eu sou Maggie. Obrigada por ter vindo.

Christopher timidamente sorriu-lhe e apertou a mão dela e acenou para mim.

"Por favor, diga que falei: é um prazer conhecê-la."

Eu fiz e ela sorriu. — Conheci você há muitos anos atrás, querido. Sua mãe costumava trazê-lo aqui quando você era uma coisinha — Ela parecia estar longe, como se estivesse se lembrando. — Sua mãe era a coisa mais doce, muito bonita. E Ah, ela amava você — Ela suspirou, voltando ao presente e sorrindo. — Bem, de qualquer forma, estou tão feliz por que está aqui.

Christopher a escutou com um pequeno sorriso no rosto, parecendo apreciar suas palavras. Ele assentiu e Maggie ficou lá, olhando para mim. — Então Christopher, esta menina aqui tem trabalhado muitas horas extras recentemente. Acho que ela merece sair um dia mais cedo. Acho que você pode ter algo para fazer com ela?

— Nossa, Maggie, isso soa sujo — Liza fez careta.

Christopher tentou não sorrir e desviou o olhar, pegando seu copo de café quando Maggie colocou suas mãos nos quadris e olhou para Liza enquanto nós ríamos.

— É sua mente suja que faz com que soe sujo — Ela disse, mas havia um brilho nos seus olhos.

Christopher olhou para mim. "Acha que nós podemos inventar algo sujo para fazer esta tarde?" Ele perguntou sorrindo para mim. Eu ri e então mordi meu lábio para parar.

— Veja! — Melanie disse. — Eu sabia que vocês estavam falando sacanagem. Estou totalmente querendo aprender a linguagem de sinais.

Eu sorri. — Ele só perguntou se eu gostaria de fazer um belo piquenique — Eu disse inexpressiva.

— Certo! — Liza disse rindo. — Um piquenique nua!

Eu ri e Maggie inalou, fazendo Christopher sorrir mais. — As pessoas estão bem. Agora, você, saia daqui — Maggie disse, me empurrando.

— Ok, Ok, mas e o meu sidework e as saladas...

— Entendi— Disse ela. — Você pode fazer as saladas de manhã.

Olhei para o Christopher. — Bem, então! Vamos lá!

Ele começou a tirar algum dinheiro do seu bolso para o café, mas Maggie o deteve, colocando a mão no braço dele. — É por conta da casa — Ela disse.

Christopher fez uma pausa, olhando para mim e então assentiu com a cabeça aceitando.

— Ok — Ela disse sorrindo.

Eu dei a volta no balcão, e nos despedimos de Melanie, Liza e Maggie e saímos pela porta da frente juntos.

Quando chegamos lá fora, olhei para outro lado da rua e vi uma figura familiar. Ruth Uckermann estava saindo de uma loja com uma mulher mais velha com cabelos escuros. Eu vi o momento em que ela nos viu, a temperatura naquela rua parecia cair cerca de 10 graus e um calafrio atravessou-me. Enrolei meus braços ao redor da cintura de Christopher, ele sorriu, puxou-me para ele e beijou do lado da minha cabeça, e tão rapidamente quanto isso, Ruth Uckernamm deixou de existir.

Mais tarde naquela noite, Christopher construiu uma fogueira embaixo na margem do lago e sentamos nas cadeiras de Adirondack velhas que ele me disse que seu tio tinha construído há anos. Trouxemos uma garrafa de vinho tinto e cobertores, já que o clima estava ficando mais frio, especialmente às noites. Christopher tinha uma pequena taça de vinho e eu uma maior e ele bebia a dele como se fosse algo forte. Tantas coisas que eu tinha certeza que eram tão novas para ele.

Nós ficamos em silêncio por um tempo, bebendo o vinho e vendo as chamas do fogo saltarem. Senti-me feliz e satisfeita, o vinho movendo-se através do meu sangue. Eu inclinei minha cabeça na parte de trás da cadeira de madeira e olhei para o seu perfil bonito iluminado pelo fogo. Por um segundo ele parecia um Deus, talvez do Sol, tudo dourado e bonito, sua própria magnificência suplantava isso das flamas dançantes. Eu ri um pouco para mim mesma, sentindo-me bêbada com meia taça de Merlot. Bêbada por ele, por essa noite, pelo destino, pela bravura, pela vida. Levantei-me, o cobertor no meu colo caindo para a cadeira e coloquei meu vinho na areia. Eu andei e sentei em seu colo e quando ele sorriu, peguei seu rosto em minhas mãos e simplesmente olhei para ele por um segundo antes de levar meus lábios nos seus, degustando o vinho tinto e Christopher, uma ambrosia deliciosa que me fez gemer e inclinar a cabeça para que ele assumisse o beijo e me desse mais de si mesmo. E assim ele fez, inclinando-se para mim e minha língua brincando com a sua quando me ajustei em seu colo e suspirei em sua boca. Ele respondeu ao meu suspiro, sua língua mergulhando lentamente em minha boca, simulando o ato sexual e fazendo meu sexo pulsar para a vida, quase que instantaneamente liso e molhado, pronta para ele me encher e saciar a necessidade profunda que me fazia sentir dor e contorcer em seu colo.

Ele sorriu contra minha boca, sabendo exatamente o que fazia comigo, e ele gostava disso. Era tão fácil me perder nele agora, a maneira que prestava atenção, o jeito que ele me olhava, como se me adorasse, a forma como a sua intensa sensualidade era natural e ousada e que ele mal sabia que tinha. Mas ele estava aprendendo e a maneira que eu sentia falta do homem inseguro que me olhava e perguntava como me dar prazer, para lhe dizer que eu o queria que fosse feito. Mas a minha outra parte exultava com sua confiança, da maneira que ele tomava conta do meu corpo e me deixava fraca com desejo.

Depois de alguns minutos eu me inclinei, ambos respirando fortemente, recuperando o fôlego. Eu o beijei levemente mais uma vez sua boca. — Você me deixa excitada muito rapidamente — Eu disse.

As mãos dele apareceram. "Isso é uma coisa ruim?" Ele perguntou e olhou-me nos olhos, era uma questão séria, não uma pergunta retórica.

Eu corri meu polegar em seu lábio inferior. — Não — Eu sussurrei, balançando a cabeça.

Eu peguei a visão da sua cicatriz com as chamas dançando, o vermelho da pele levantada à luz da fogueira, a pele brilhante e dourada, esticada. Eu me inclinei e beijei-o ali, e ele estremeceu ligeiramente. Passei minha língua, sentindo seu corpo tenso ainda mais.

Eu sussurrei contra sua garganta. — Você é lindo em todos os lugares, Christopher.

Ele soltou um suspiro e inclinou a cabeça para trás, muito ligeiramente, dando-me mais acesso, descobrindo a cicatriz para mim em um lindo ato de confiança.

— Diga-me o que aconteceu — Eu sussurrei, esfregando meus lábios e descendo na pele enrugada, cheirando seu perfume. — Fale-me sobre isso. Quero saber de você — Eu disse, inclinada para trás e olhando para ele.

Sua expressão era uma mistura de tensão e ponderação quando olhou para o meu rosto. Ele soltou um suspiro e trouxe as mãos. "Eu me senti... quase normal hoje. No restaurante" Ele fez uma pausa. "Não quero lembrar-me de como estou quebrado hoje, Dulce. Por favor. Só quero abraçar você aqui, e então quero levá-la para dentro e fazer amor com você. Eu sei que é difícil de entender, mas por favor. Deixe-me apreciar isso apenas por agora."

Estudei-o. Eu entendi. Eu estive lá também. Eu tinha tentado tanto voltar para um lugar de normalidade depois que meu pai morreu.

Eu tinha tentado tanto parar nas saídas perdidas da estrada que teria me levado milhares de vezes, tentei parar o olhar perdido para fora na mercearia, em frente as laranjas, só olhando para o espaço, tentando sentir algo - qualquer coisa que não fosse pura dor. E não importava quem me perguntasse, não importava o quanto me amassem, eu não poderia ter falado sobre isso até que eu estivesse 100% pronta. Christopher viveu com sua própria dor por um tempo, e nunca seria justo pedir-lhe para visitar aquilo novamente. Eu esperaria. Eu esperaria o quanto ele precisasse.

Eu sorri para ele, alisado o cabelo da testa e beijei suavemente novamente.

Quando me inclinei, eu disse: — Lembra-se de quanto você me disse que eu lutei a noite em que meu pai foi morto e fui atacada?

Ele assentiu com a cabeça, seus olhos escuros na penumbra apenas fora do alcance da luz da fogueira.

— Bem como você — Eu disse calmamente. — Não sei o que aconteceu, Christopher, e espero que um dia você vá me dizer. Mas o que sei, é o que essa cicatriz me diz é que você lutou para viver também — Eu corri meu dedo levemente até a pele enrugada de sua garganta e o senti engolir em seco. — Meu curador ferido, meu lindo Christopher.

Os olhos dele brilhavam para mim e depois de algumas batidas em silêncio, ele me pegou e me colocou para baixo por alguns segundos quando empurrou um pouco de areia no fogo. Então ele me pegou novamente quando eu ri, e eu me agarrei a ele, que me levou pela subida, indo para sua casa e sua cama. 

 



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