História A Voz de Christopher - Adaptada Vondy - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Rebelde
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Rebelde, Vondy
Exibições 36
Palavras 2.459
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Capítulo 23 - Dulce


No dia seguinte, deixei Christopher enrolado nos lençóis de sua cama. Um cobertor mal cobria os globos musculares de sua bun/da e seus braços estavam enrolados no travesseiro debaixo da cabeça, de forma que suas belas costas com músculos duros e cumes estivessem totalmente expostos.Brevemente considerei acordá-lo para desfrutar de todos os músculos e os cumes novamente, mas eu sabia que Phoebe provavelmente precisava sair para fazer suas necessidades e infelizmente negligenciei minha casa e minha vida - que estava uma bagunça e não restava nenhuma calcinha limpa. Então me esforcei para ir fazer algumas tarefas necessárias, deixando um beijo de leve no ombro do Christopher. Ele estava cansado, tinha gasto muita energia na noite anterior. Eu apertei minhas coxas juntas com a lembrança e forcei meus pés para sair do pequeno quarto.

Quando cheguei em casa, deixei Phoebe sair rapidamente e tomei um longo banho quente.

Depois que me vesti, liguei meu telefone e vi que tinha umas mensagens de Natalie, ambas dizendo-me que o detetive que trabalhou na investigação do assassinato do meu pai tinha me procurado algumas vezes e que eu deveria ligar para ele. Eu respirei fundo e sentei-me. Eu tinha ligado para o detetive muitas vezes nos meses após o assassinato do meu pai e nunca tinha houve um pedaço de evidência. Depois que viajei, eu não tinha checado isso. Achei que não era necessário. Mas agora, de repente, havia algo novo? Por quê?

Eu disquei o número que ainda sabia de cor e quando o detetive McIntyre atendeu e eu disse-lhe quem era, ele me cumprimentou calorosamente. — Dulce, como tem passado?

— Eu estou bem, na verdade, detetive. Eu sei que não o vi por um tempo, e meu número de telefone mudou...

— Está tudo bem. Estou feliz que você me deu o número da sua amiga onde ficou hospedada após o crime — Notei que ele não disse "assassinato".

— Então nada de novo? — Eu perguntei, indo direto ao ponto.

— Na verdade, sim. Temos uma pessoa que pode ter relação com o caso.

Queremos que você dê uma olhada na foto — Ele disse suavemente.

Meu coração começou a bater mais rápido, e eu respirei. — Oh — E então fiz silêncio.

O detetive limpou a garganta. — Eu sei, é surpreendente, depois que tantos meses se passaram, mas na verdade temos esta informação de um pequeno traficante tentando se salvar de um tempo na cadeia.

— Tudo bem — Disse. — Quando preciso voltar?

— O mais rapidamente possível. Em quanto tempo você consegue estar aqui?

Eu mordi meu lábio. — Uh... — Pensei por um minuto.— Três dias?

— Se isso é o mais rápido que você pode estar aqui, então vai ter que funcionar. Senti-me um pouco dormente. — Ok, detetive, vou ligar para você assim que eu voltar para a cidade.

Nos despedimos e desliguei, fiquei na minha cama por um bom tempo enquanto apenas olhava pela janela, sentindo-me parecendo que uma bolha simplesmente tivesse estourado. Não sabia exatamente como classificá-la, porque sabia que eu estava feliz que poderia haver um avanço no caso do meu pai. Se uma prisão foi feita... Eu não teria que me preocupar mais... Finalmente me sentiria totalmente segura. E meu pai obteria a justiça que merecia.

Eu peguei meu telefone e disquei para Natalie e disse-lhe a notícia. Quando acabei, ela soltou um grande suspiro e disse: — Deus, Dulce, tenho medo de esperar demais, mas... Eu estou esperando tanto — Ela terminou em silêncio.

— Eu sei — Eu Disse. — Eu sei. Eu também.

Ela ficou quieta por um segundo antes de dizer. — Tenho uma ideia. E se eu voar até aí e voltar com você para fazer companhia?

Soltei um suspiro. — Você faria isso?

— Sim, claro que sim. Além disso, você sabe que minha mãe tem muitas milhas salvas de todas as viagens que ela faz. Não vai me custar nada.

Eu sorri. — Isso seria... Eu adoraria. Vamos ter um passeio de carro muito bom.

Eu ouvi o sorriso em sua voz quando ela disse: — É bom. Vou organizar isso. Você vai conseguir tirar uma folga no trabalho?

— Sim, tenho certeza que vai ficar tudo bem. As pessoas para quem trabalho são ótimas e quando eu lhes disser que é...

— Dulce, eles sabem que é apenas temporariamente, certo?

Eu fiz uma pausa e me deitei na cama. — Eu não disse isso a eles — Eu coloquei minha mão na minha testa. — E a coisa é, não é temporário, Nat. Eu meio que... Eu decidi ficar — Eu fechei meus olhos esperando a reação dela.

— O quê? Vai ficar? Está falando sério? Por causa desse cara que você mencionou?— Ela parecia surpresa e confusa.

— Na maior parte, sim. Eu só... É meio complicado. Eu vou contar sobre isso no caminho de volta, ok? Tudo bem?

— Ok, Ok, sim. Mal posso esperar para ver você, querida. Te mando uma mensagem com os detalhes do meu voo.

— Está bem. Muito obrigada. Eu te amo.

— Também te amo querida. Eu estarei em contato.

Desligamos e ali fiquei por alguns minutos, grata que minha melhor amiga estava vindo para fazer a viagem comigo. Seria tudo mais fácil. E então eu voltaria. Eu tinha dito que eu ia ficar permanentemente a Natalie. E dizendo em voz alta para alguém que não seja o Christopher, eu percebi como me sentia bem. Não havia nenhuma maneira de que estivesse voltando para Ohio. Minha vida estava aqui. Minha vida era com Christopher – o que quer que isso quisesse dizer, eu sabia que era verdade.

Na manhã seguinte no trabalho, hesitante eu disse a Maggie sobre a situação em Ohio e como precisavam voltar para lá. Eu não tinha compartilhado os detalhes da morte do meu pai com ela, mas ela foi simplesmente compreensiva e simpática como eu sabia que seria. Seu abraço quente e reconfortante e palavras acalmaram-me, tinham sido um tempo desde que eu fui ninada por qualquer pessoa.

Embora eu estivesse grata que houve uma pausa no caso, como eu sabia que era uma ocorrência rara, uma vez certa quantidade de tempo tinha passado, preocupava que simplesmente estar de volta em Ohio iria desenterrar meus sentimentos de desesperança e tristeza. Sentia-me segura em Pelion, eu me sentia segura com Christopher. Ainda precisava contar-lhe sobre isso. Eu tinha feito várias coisas em casa ontem e então adormeci por volta das sete horas, estava tão cansada. Odiava que eu não tinha uma maneira de me comunicar com ele quando não estávamos juntos. Mas eu sabia que era bom passarmos um dia separados aqui e ali. Ultimamente estávamos praticamente inseparáveis e a distância era uma coisa saudável.

Quando estava chegando o final do meu turno, o sino fez barulho e olhei para cima para ver Alfonso entrando, uniforme e óculos de sol aviador. Eu quase rolei meus olhos como ridiculamente bonito ele era, não porque isso por si só era adular, mas devido ao fato de que era tão óbvio que ele sabia disso.

— Alfonso — Eu disse, continuando a limpar os cardápios na minha frente.

— Ei, Dulce — Respondeu, seus lábios curvando-se no que parecia ser um sorriso sincero.

— O que deseja? — Eu perguntei.

— Café.

Eu assenti com a cabeça para ele e fui pegar uma xícara. Servi o café e coloquei-o na sua frente e me afastei.

— Continua zangada comigo? — Ele perguntou.

— Não zangada, Alfonso. Impressionada com a maneira como trata o seu primo.

Ele franziu os lábios. — Ouça, Dulce, ele é minha família e não nos comunicamos por muitos anos e eu posso ver que isso foi culpa minha, mas eu e Christopher... Fomos sempre competitivos quando criança. Talvez um pouco mais do que eu deveria quando você veio, mas levei adiante. Eu admito isso. Mas para ele também é um jogo, acredite.

— Competitivo? — Eu zombei. — Jesus, Alfonso — Levantei a voz ligeiramente, e algumas pessoas olharam e então desviaram o olhar quando eu dei-lhes um sorriso apertado antes de voltar para Alfonso. — Não acha que ele merece alguém para estar ao lado pela primeira vez na sua vida? Você não acha que ele merece alguém para torcer por ele, ao invés de competir contra ele? Não poderia você, ter tentado ser essa pessoa?

— Então, o que é isso para você, algo como pena?

Eu fechei meus olhos e respirei fundo para que eu não jogasse um bule de café quente em seu rosto. — Não, não tenho pena de ninguém. Ele é... Ele é incrível, Alfonso — Imaginei-o na minha mente, seus olhos gentis e a maneira que seu sorriso iluminava seu rosto quando ele estava verdadeiramente feliz. — Ele é incrível — Eu olhei para baixo, me sentindo um pouco envergonhada de repente.

Alfonso ficou em silêncio por um segundo. Ele abriu a boca para dizer alguma coisa quando o sino fez barulho novamente e olhei para cima. Meus olhos ficaram grandes.

Natalie estava ali, e nosso amigo Jordan estava ligeiramente atrás dela com as mãos nos bolsos, parecendo envergonhado.

Larguei o cardápio da minha mão e corri em torno do balcão. — Oh MEUS DEUS! O que você está fazendo aqui? — Eu gritei. Ainda estava à espera de uma mensagem dizendo-me quando o voo dela seria. Natalie caminhou rapidamente em minha direção e nos abraçamos, rindo.

— Surpresa! — Ela disse, abraçando-me mais uma vez firmemente. — Senti sua falta.

— Eu também — Eu disse, meu sorriso desaparecendo quando olhei para Jordan, que ainda não tinha se movido longe da porta.

Natalie olhou e depois olhou para mim. — Ele praticamente me implorou para trazê-lo comigo, então ele poderia se desculpar pessoalmente.

Eu soltei um suspiro e fiz um gesto para Jordan vir até nós. Alívio lavou seu rosto e caminhou para mim, abraçando-me com ele. — Eu sinto muito, Dulce — Ele disse com sua voz grave. Eu o abracei de volta. Eu tinha sentido falta dele também. Jordan era um dos meus melhores amigos. Eu, Jordan, Natalie e nossa amiga, Avery, éramos inseparáveis desde que estávamos na escola. Nós tínhamos crescido juntos. Mas Jordan também foi um motivo que me fez jogar minhas coisas em uma mochila e sair da cidade.

No auge da minha dor e perturbação emocional, eu o tinha como um amigo e ele me encurralou e me beijou, me puxando mesmo eu tendo resistido e dizendo que estava apaixonado por mim, implorando para deixá-lo tomar conta de mim. Foi muito, e era a última coisa que eu precisava no momento.

Natalie colocou seus braços em volta de nós dois... E todos nós rimos baixinho, finalmente nos separando. Dei uma olhadela no local ao meu redor e tinham só duas pessoas no restaurante e Maggie estava atrás com Norm, fechando a cozinha.

— Venham se sentarem no balcão enquanto eu termino — Eu disse sorrindo.

Natalie se sentou ao lado do Alfonso que olhou para ela e tomou um gole de café.

— Bem, olá! — Disse Natalie, lançando seu cabelo longo, louro e cruzando as pernas, quando rodou o banco para que ela estivesse meio de frente para ele. Ela deu seu sorriso de melhor glamour. Eu bufei. Ela me ignorou e Alfonso também.

— Alfonso Uckermann — Ele disse, sorrindo de volta e estendendo a mão para ela.

Eu balancei minha cabeça ligeiramente e apresentei Alfonso a Jordan.

Todos disseram oi e depois Alfonso se levantou, colocando uma nota de cinco no balcão.

—Dulce— Disse ele, olhando para mim. — Natalie, Jordan, desfrutem da sua estadia em Pelion. Muito prazer. Dulce, cumprimentos à Maggie — Então ele virou-se e fez o seu caminho para fora do restaurante.

Eu me virei para Natalie que ainda observava sua bun/da enquanto ele caminhava para a viatura policial do lado de fora. Ela se virou para mim. — Bem, não admira que você queira ficar aqui.

Eu ri. — Ele não é a razão pela qual eu quero ficar aqui.

Natalie olhou de relance para Jordan, que estava olhando para um cardápio.

Fiquei séria e mudei de assunto. Eu sabia há anos que Jordan tinha uma queda por mim, mas não tinha conhecimento de que ele pensou que estivesse apaixonado por mim. Eu o amava muito, mas não desse jeito... E eu sabia que nunca iria. Esperava que pudéssemos de alguma forma voltar para a amizade que tínhamos antes. Realmente sentia falta dele.

— Já comeram? — Eu perguntei. — A cozinha está fechando, mas faço a vocês um sanduíche ou algo assim.

— Sim, fast food, uma hora atrás — Natalie olhou para Jordan, olhando por cima do cardápio. — Você não está com fome novamente, está?

Ele olhou para cima. — Não, só olhando — Ele pousou o cardápio, obviamente ainda um pouco desconfortável. Limpei minha garganta.

— Deixe-me ir dizer a Maggie que vou embora e pegar minhas coisas.

Quinze minutos depois estávamos no meu carro, indo para minha casa.

Jordan ficou na sala da frente e Natalie trouxe as coisas para meu quarto e todos revezamos tomando banho e em seguida, ficamos na sala da frente, conversando e rindo das histórias da Natalie sobre o namoro com seu novo chefe. Jordan já parecia mais confortável e eu estava muito feliz em tê-los aqui.

— Vocês querem jantar na cidade? — Eu perguntei. — Eu vou até a casa de Christopher perguntar se ele gostaria de vir conosco enquanto vocês se arrumam.

— Por que não telefona? — Natalie perguntou.

— Bem, ele não fala, exatamente — Eu disse calmamente.

— Huh? — Ela e Jordan disseram ao mesmo tempo.

Eu disse-lhes sobre Christopher e como foi criado, um pouco mais sobre seu tio e o que sabia sobre o acidente, mesmo que ele não tenha me contado nada pessoalmente.

Ambos me olharam com os olhos arregalados. — Que merda, querida — Disse Natalie.

— Eu sei, gente — Eu disse. — A coisa toda é louca e nem sei de tudo ainda. Mas esperem até vocês conhecê-lo. Ele é tão doce e só... Incrível. Eu vou ter que interpretar para vocês, mas ele fala fluentemente a linguagem de sinais.

— Uau — Disse Jordan. — Então se ele realmente nunca saiu da propriedade todos esses anos e não fala, o que exatamente ele planeja fazer com sua vida?

Eu olhei para baixo. — Ele ainda quer descobrir o que fazer — Eu disse, me sentindo de repente defensora dele. — Ele irá descobrir. Ele está ainda trabalhando em alguns dos princípios básicos.

Eles olharam para mim e eu me senti envergonhada de repente por algum motivo. — De qualquer maneira — Eu continuei. — Eu vou dizer-lhe os nossos planos e espero que ele vá concordar em vir com a gente — Levantei-me e fui colocar meus sapatos e o casaco.

— Tudo bem — Disse Natalie. — Então aqui é do tipo de lugar de jeans e camiseta, ou devo ir de vestido?

Eu ri. — Definitivamente, jeans e camiseta.

— Acha que Alfonso vai estar lá? — Perguntou-me.

Eu gemi. — Oh pessoal, tenho tanto para dizer. Isto pode demorar um pouco. Eu estarei de volta logo, está bem?

— OK! — Natalie cantou, levantando-se. Jordan estava procurando algo em sua mala.

— Tudo bem — Ele disse, olhando de volta.

Eu saí, pulando no meu carro e fui em direção a estrada de Christopher. 

 



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