História A Voz de Christopher - Adaptada Vondy - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Rebelde
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Rebelde, Vondy
Exibições 43
Palavras 1.212
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Capítulo 24 - Christopher


Eu estava na pia da cozinha bebendo um copo de água em grandes goles. Tinha acabado de voltar de uma corrida na praia com os cachorros. Eu não seria capaz de fazer isso por muito mais, uma vez que o tempo mudasse.

Eu fiquei ali pensando o que eu faria hoje, sentindo um peso na minha barriga que eu não tinha certeza de como lidar. Eu tinha me sentido assim antes de minha corrida também e pensei que o exercício pudesse arejar a cabeça. E não tinha feito.

Eu estava inquieto, puro e simples. E não era uma inquietação física, aparentemente. Era mental. Quando eu tinha acordado naquela manhã, o cheiro de Dulce nos lençóis enrolados, me senti feliz e satisfeito. Mas então quando percebi que ela tinha ido, levantei-me e tentei descobrir o que fazer com meu dia. Havia qualquer número de projetos que eu poderia trabalhar, mas nenhum deles me interessou. Eu tinha uma vaga sensação de que era um tópico que eu precisava considerar seriamente. O que você vai fazer com sua vida, Christopher?

Dulce abalara as coisas para mim e neste momento, tudo o que eu podia sentir era mal-estar. Nunca esperei que alguém entrasse e abrisse o mundo para mim, mas isso era o que ela tinha feito. E agora eu tinha possibilidades que não achava que tinha antes. Mas todas elas giravam em torno dela. E isso me assustou. Isso me assustou pra cara/lho.

Eu ouvi alguém bater na minha porta e coloquei o copo para baixo. Dulce teria vindo antes?

Eu andei para fora da minha casa em direção ao portão e Alfonso andava em minha direção.

Fiquei esperando-o se aproximar, me perguntando o que ele queria.

Ele pôs as mãos em uma pose simulada de "não atire em mim" e eu inclinei minha cabeça de lado, esperando.

Alfonso tirou um papel dobrado do bolso de trás e quando chegou onde eu estava me entregou. Eu peguei, mas não abri.

— Pedido de licença de aprendizagem — Ele disse. — Você apenas precisará levar sua certidão de nascimento e comprovante de endereço com você. Uma conta de água ou o que for.

Eu levantei minhas sobrancelhas, olhando para o papel. Agora, o que ele tinha na manga?

— Eu lhe devo um pedido de desculpas pelo que fiz com a coisa de clube de strip-tease... Foi imaturo e não legal. E estou feliz em ver que você e Dulce resolveram. Eu acho que ela realmente gosta de você, homem.

Eu queria perguntar-lhe como ele sabia disso – que ela gostava de mim, mas eu ansiava por ouvir o que ela tinha dito a Alfonso sobre mim. É claro que, mesmo se pudesse não seria uma boa ideia perguntar à ele, isso só iria mexer comigo, era o mais provável. Mas não sabia como falar sobre todos os meus sentimentos com Dulce. Eu sabia que sexo não é igual amor, então, como eu saberia se ela me amava, se ela não me falou?

E se ela não me disse, isso significava que ela não me amava? Eu era todo distorcido e não tinha ninguém para conversar.

E o inferno era que eu sabia que a amava - ferozmente e com todas as partes do meu coração, mesmo as partes quebradas, mesmo as partes que se pareciam indignas e sem valor. E talvez todas as partes.

— Então — Alfonso continuou. — Podemos fazer uma trégua? Tudo é justo no amor e na guerra? Você ganhou, conseguiu a garota. Não pode culpar um homem por tentar, certo? Sem ressentimentos? — Ele estendeu a mão para mim.

Eu olhei para ele. Confiar em Alfonso... Tanto quanto eu poderia jogar com ele, mas qual era o ponto em fazer algum tipo de guerra entre nós? Ele estava certo, eu tinha ganhado. Dulce era minha. Com o esse pensamento, uma feroz possessividade rugiu em mim. Eu estendi a mão e apertei a mão dele, ainda olhando para ele com desconfiança.

Alfonso descansou os polegares no cinto de arma. — Então, eu acho que você já sabe que os amigos da Dulce estão na cidade e vieram de sua cidade natal.

Franzi a testa, puxei minha cabeça para trás levemente e isso me entregou. Alfonso tinha um olhar no rosto do tipo "oh merda". — Merda, ela não lhe disse? — Ele perguntou. Ele desviou o olhar e depois de volta para mim. — Bem, tenho certeza que deve ser difícil para ela, quero dizer, aqui está, ela gosta de você e em algum momento terá que ir para casa, de volta à sua vida. É uma posição difícil para ela.

Casa? A sua vida? O que diabos ele estava falando?

Alfonso estudou-me, suspirou e passou uma mão pelo cabelo. — Por/ra meu, você não tem algum tipo de ilusão de que ela vai ficar aqui e trabalhar em uma lanchonete pequena da cidade o resto da sua vida, certo? Talvez venha viver neste pequeno barraco de tábuas que você chama de casa e ter muitos filhos que você não terá nenhuma maneira de suportar? — Ele riu, mas quando eu não, seu sorriso sumiu e foi substituído por um olhar de pena. — Oh diabo, isso é exatamente o que você espera, não é?

Sangue estava rugindo em meus ouvidos. Eu não tinha imaginado exatamente nada disso, mas o pensamento dela me deixando, fez o medo gelado correndo pelas minhas veias.

—Foda-se. Ouça Christopher, quando eu disse que você a ganhou, quis dizer por enquanto, por algumas noites quentes, umas escapadas em sua caminhonete. Quero dizer, bom para você, que merece isso, cara. Mas que merda, não comece a fantasiar sobre mais do que isso. Ela poderia dizer-lhe que vai ficar - ela vai provavelmente, mesmo que por pouco tempo. Mas uma garota como Dulce que foi para a faculdade, eventualmente quer uma vida. Ela está aqui para escapar temporariamente, para curar uma ferida e então vai embora. E por que não iria? O que você tem para lhe oferecer realmente? Beleza não, Dulce vai querer um cara que pode dar-lhe mais — Ele balançou a cabeça. — O que pode dar a ela, Christopher? Realmente?

Eu estava congelado na frente deste imbecil. Não fui tão estúpido que não vi o que ele estava fazendo. Ele estava jogando um cartão. Mas infelizmente para mim, ele estava jogando o cartão baseado na verdade. Ele tinha uma mão vencedora, e sabia disso. Isso era o que ele tinha vindo fazer, destruir-me com a verdade. Para me lembrar de que eu não era nada. E talvez fosse uma boa lembrança.

Nem sabia se ela queria mais. Talvez não. Mas agora ele estava jogando que eu não a teria também. Ele ganharia, de uma forma ou de outra. Eu vi isso – sabia disso. Uma vez, eu vi esse mesmo olhar na cara do outra pessoa. Lembrei-me o que significava.

Ele deu outra respiração profunda, parecendo um pouco embaraçado ou talvez fingindo. Ele limpou a garganta. — Mesmo assim — Ele apontou para o pedaço de papel na minha mão. — Boa sorte com a licença. Você não devia caminhar para onde precisa ir — Ele acenou para mim. — Se cuide, Christopher.

Então ele se virou e caminhou passando pela minha garagem e saiu pelo portão. Fiquei ali por um longo tempo, me sentindo pequeno, imaginando que ela desaparecia e tentando me lembrar de como continuar respirando. 

 



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