História A voz do arqueiro (Adaptação de Tate e Violet) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias American Horror Story
Visualizações 16
Palavras 747
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 6


TATE
7 anos, maio

Onde eu estava?
Tinha a sensação de estar mergulhando na piscina da Associação Cristã de Moços, a superfície da água a quilômetros de distância. Eu começava a ouvir barulhos e sentia dor no pescoço, quase como se estivesse com a garganta inflamada, tanto no lado de dentro quanto no de fora. Tentei lembrar como me machucara, mas só havia sombras dentro da minha cabeça. Eu as afastei.
Onde eu estava?
Mamãe? Eu queria a minha mãe.
Senti lágrimas, quentes e pesadas, escorrendo dos meus olhos fechados, pelas minhas bochechas. Tentei não chorar. Homens fortes não choravam. Homens fortes deviam proteger os outros, como fazia o meu tio Connor. Mas ele chorara. Chorara muito, gritando para os céus e caindo de joelhos no asfalto.
Ah, não. Ah, não. Não pense nisso.
Tentei mover meu corpo, mas era como se alguém houvesse amarrado pesos aos meus braços e pernas, e até mesmo aos dedos das mãos e dos pés. Pensei que talvez estivesse me mexendo só um pouquinho, mas não tinha certeza.
Ouvi uma voz de mulher dizer:
– Psssiu, ele está acordando. Deixe que volte a si lentamente. Deixe que faça isso no tempo dele.
Mamãe, mamãe. Por favor, esteja aqui também. Por favor, esteja bem. Por favor, não esteja deitada na beira da estrada.
Mais lágrimas quentes escaparam de meus olhos.
Era como se estivessem enfiando agulhas e alfinetes por toda a minha pele. Tentei gritar, pedindo socorro, mas acho que nem cheguei a abrir a boca. Ah, meu Deus! Meu corpo inteiro doía, como se um monstro ganhasse vida na escuridão sob a minha cama.
Depois de alguns minutos só respirando, apenas me aproximando do que podia sentir que era a superfície, abri os olhos e logo os estreitei, porque havia uma luz forte bem acima de mim.
– Diminua a luz, Meredith – ouvi alguém dizer à minha esquerda.
Abri novamente os olhos e deixei que se acostumassem à luz. Então vi uma enfermeira mais velha, com cabelos louros e curtos, me olhando.
Afastei os lábios. – Mamãe – tentei dizer, mas não saiu som algum.
– Psssiu – disse a enfermeira. – Não tente falar, querido. Você sofreu um acidente. Está no hospital, Tate, e estamos tomando conta de você direitinho, está bem? Meu nome é Jenny e esta é Meredith.
Ela sorriu com tristeza e apontou para uma enfermeira mais nova que estava atrás, verificando alguma coisa em uma máquina perto da cama.
Assenti com a cabeça. Onde estava a minha mãe? Mais lágrimas escorreram pelo meu rosto.
 – Muito bem, bom menino – disse Jenny. – Seu tio Nathan está aqui do lado de fora. Vou chamá-lo. Ele vai ficar muito feliz por você estar acordado.
Fiquei deitado, olhando para o teto por alguns minutos, antes que a porta fosse aberta e fechada novamente e tio Nate aparecesse em meu campo de visão, olhando para o meu rosto. – Seja bem-vindo de volta, pequeno soldado – falou meu tio.
Os olhos dele estavam muito vermelhos e parecia que ele não tomava banho fazia algum tempo. Mas tio Nate sempre tivera uma aparência um pouco estranha, de um jeito ou de outro. Alguns dias ele usava a camisa pelo avesso, em outros usava sapatos de pares diferentes. Eu achava engraçado. Ele me dizia que fazia isso porque seu cérebro estava ocupado com coisas mais importantes, que ele não tinha tempo para pensar sobre que roupas deveria vestir. Achei uma boa resposta. Além do mais, ele me dava furtivamente coisas boas como doces e notas de 10 dólares. Tio Nate me dissera para começar um pé-de-meia em algum lugar onde ninguém pudesse encontrar meu dinheiro. Ele dissera que eu lhe agradeceria mais tarde pelo conselho e piscara para mim, como se eu soubesse o que era esse “mais tarde” quando o momento chegasse.
Abri a boca novamente, mas Jenny e tio Nate balançaram a cabeça ao mesmo tempo, indicando que eu não deveria falar. Jenny pegou alguma coisa que estava em cima da mesa perto dela. Então se virou para mim outra vez e me entregou um bloco e um lápis.
Peguei o que ela me entregava e escrevi uma palavra:

MAMÃE?

Os olhos de Jenny se desviaram daquela palavra e tio Nate abaixou o olhar. Naquele exato momento, o acidente voltou inteiro à minha memória – imagens e palavras martelando em minha mente, me levando a desabar a cabeça no travesseiro e trincar os dentes.
Então abri a boca e comecei a gritar e gritar e gritar, mas o quarto permaneceu em silêncio


Notas Finais


Pobre Tate
Espero que estejam gostando ;)


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