História A voz do Silêncio - Capítulo 8


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Categorias Magnus Chase e os Deuses de Asgard
Personagens Alex Fierro, Annabeth Chase, Blitzen, Hearthstone, Magnus Chase, Mallory Keen, Mestiço Gunderson, Personagens Originais, Randolph Chase, Samirah "Sam" al-Abbas, T.J.
Tags Alex Fierro, Blitzen, Blitzstone, Boy Love, Escolar, Hearthstone, Lemon, Magnus, Yaoi
Visualizações 46
Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Há! Consegui!
Lembrei de postar o capitulo!
Sem falta C:

O dia de hoje ta sendo tão legal '^'
Varias novidades rolando
(E algumas tretas tbm @[email protected])

Capítulo 8 - Muita informação em apenas um dia


Blitzen

 

Que maravilha, a última coisa que ele precisava era de um encontro com Malcon e seus amigos bobocas estando tão longe de casa.

- O que você quer dessa vez Malcon?

Malcon cruza os braços na frente do corpo e olha para os dois de cima a baixo, demorando ainda mais em Blitzen, fazendo um arrepio cruzar sua espinha. Por um instante ele sentiu como se não estivesse usando roupa alguma, que estava totalmente exposto àqueles olhos de víbora. O ruivo parece notar o desconforto de Blitzen, pois seus olhos brilham e um sorriso malicioso surge em seus lábios.

- Você está me devendo algo Blitz. E não estou me referindo apenas a surra de outro dia.

Aquele papo outra vez, ele nunca esqueceria daquilo.

- Eu não devo nada a você. Talvez umas dicas de moda.

Por enquanto tudo ainda estava indo bem, não havia tirado o garoto do sério.

- A moda que se lasque, ela não me serve de nada. - para quem se vestia feito um hippie dos anos 80, não mesmo. - Olha Blitz, eu só quero que você faça aquela coisinha... Como nos velhos tempos, minha casa não é longe daqui e... Nós dois estamos com o tempo livre.

O ódio fervilhava dentro de Blitzen, queria ter comprado algo realmente pesado para poder tacar na cara de Malcon e entortar aquele maldito nariz. Ele realmente achava que ainda tinha o direito de pedir uma coisa daquelas? Depois de tudo!

Respirando fundo e ele olha para Hearth que tinha uma sobrancelha levantada, aparentemente totalmente avulso a conversa.

"Fique pronto" mexeu os lábios sem emitir nenhum som e evitando que Malcon pudesse lê-los. Em seguida virou-se para o ruivo.

- Malcon, com todo o amor que eu tenho por você. - que no momento era mais do que nada. - Vá a merda! E garanta que essas roupas vão com você!

E ali estava a deixa para que Malcon ficasse irritado e Blitzen repensasse sua vida, porque ele sempre acabava irritando a pessoa errada no momento errado?

- Então, por hoje, vai ser só a surra. - ele trava os olhos em Hearth. - Vá para casa surdinho, isso não é com você!

Hearth não ficou nem um pouco contente com o apelido, demonstrando sua raiva mostrando o dedo do meio para Malcon.

- Hoje eu quebro esse dedo em dois. - ele estrala os dedos pronto para a briga. - Vou dar a chance de correrem.

Não foi preciso dizer duas vezes, os dois garotos já estavam correndo antes mesmo de Malcon terminar a frase.

Eles estavam a um bairro longe da casa de Blitzen, seriam pegos antes de chegarem perto, com toda certeza. Sua mente tentava bolar algum plano para ajudar na fuga.

Em meio ao desespero de sua mente, sentiu algo agarrar seu pulso e o puxar, por sorte era Hearth que virara numa esquina qualquer.

- Para onde estamos indo?

Por um segundo ele esqueceu que não tinha como descobrir o plano do loiro no momento, a única coisa que ele podia fazer era confiar nele.

Apesar disso Blitzen tentava descobrir para onde o loiro estava o levando. Eles tinham entrado no bairro nobre, mansões e mais mansões iam surgindo a sua volta, ficando ainda maiores conforme eles adentraram mais o bairro.

Eles chegaram a uma parte onde apenas uma mansão era visível de um dos lados da rua, o terreno dela parecia ocupar todo o quarteirão, se não mais espaço. Nesse ponto, Malcon e seus amigos estavam bem próximos.

Virando uma esquina Blitzen finalmente foi capaz de avistar o enorme portão de entrada para a mansão e Hearth estava indo direto para ele.

Um dos guardas parado na frente da propriedade encarou os dois rapazes, parecendo realmente surpreso, na mesma hora Hearth ergueu os braços abanando-os em um pedindo de socorro, que aparentemente foi compreendido pelo homem de uniforme. Em seguida o loiro se virou para Blitzen e agarrou seu pulso novamente o puxando portão a dentro assim que ele foi aberto.

Quando se viu dentro da propriedade Hearth parou de correr e se apoiou nos joelhos, enquanto Blitzen olhou para trás feliz ao ver o enorme portão fechado na cara de Malcon e seus amigos.

- Ei! Abram essa geringonça! - o ruivo gritou se agarrando as grades e tentando chacoalhá-las.

- Se afaste do portão jovem, você está entrando em propriedade privada. - o guardinha de antes falou.

- E aqueles dois intrusos?

O guarda olha para Blitzen analisando-o de cima a baixo, depois volta seus olhos para Hearth e sorri de forma amigável.

- Bom dia Hearthstone! - ele usava linguagem de sinais enquanto falava. - Chegou cedo hoje.

Hearth responde algo, mas Blitzen só recolheu um dos sinais feitos "Bom dia..." O resto não fazia sentido.

- Amigo da escola hum? – o homem pareceu surpreso, mas feliz do mesmo jeito. - Posso enxotar esses daqui então?

"Por favor!"

O guarda se vira para Malcon e seus amigos.

- Saiam daqui, antes que eu solte os cachorros! Não quero vê-los por essas bandas nem pintados de preto!

- O que? Sério que ele mora aqui?

- Algum problema com isso?

Mesmo querendo ficar ali e assistir o desaforo de Malcon, Blitzen se pôs a seguir Hearth, que ia para os fundos da propriedade.

Cada vez mais Blitzen ficava estupefato pelo tamanho do lugar, só o Jardim da frente parecia do tamanho de um campo de futebol, além de parecer o pedaço mais bem cuidado, com todos os arbustos bem podados, a grama bem aparada, nenhuma erva daninha a vista entre as pedras do chão e as fontes pareciam brilhar de tão limpas, mas as coisas iam mudando de forma conforme eles iam adentrando mais no lugar. Folhas secas espalhadas por todos os lados, arbustos mal tratados, as fontes estavam cheias de musgo e lodo, só a grama parecia estar bem cortada.

Quando finalmente pararam estavam na parte de trás da enorme casa, dali era possível ver uma piscina, com churrasqueira e uma ampla área de lazer, cercada por um pequeno bosque. Hearth parece conferir se não havia ninguém ali, antes de se virar para Blitzen.

"Você precisa ir, o murro de trás é de concreto, feito para entregas, se sair por lá basta seguir a rua até o final para sair do bairro."

- Mas e Malcon e seus amigos?

"Provavelmente estão pensando numa maneira de pular o murro, se o fizerem vão se dar muito mal."

- Certo, mas e você? Não precisa sair para trabalhar?

Ele começa a digitar algo, mas o celular vibra o fazendo parar e arregalar os olhos.

Pela terceira vez naquele dia ele puxa Blitzen pelo pulso guiando-o pelo meio das árvores até um galpão de ferramentas enorme ali escondido, onde acabam entrando. Na mesma hora Hearth tira o cachecol do pescoço e a jaqueta de couro jogando-os numa cama num dos cantos junto a sacola no exato momento em que uma luz branca acende.

No segundo seguinte ele abre a porta do armário de ferramentas indicando que Blitzen entrasse.

- Entrar? - Hearth confirma.

"Por favor"

O desespero nos olhos do amigo faz com que Blitzen não pensasse duas vezes antes de se enfiar ali dentro, Hearth pega um cinto de ferramentas pendurado num gancho antes de fechar a porta.

Ainda era possível ter a visão do lado de fora por uma pequena fresta que havia entre as tabuas da porta, ele vê Hearth digitar algo no celular e logo em seguida o celular de Blitzen vibra.

 

Hearth: Não saia daí! De maneira alguma!

 

No segundo em que terminou de ler aquelas palavras a porta do galpão se abre e Blitzen tem que se conter para não gritar ao ver um dos caras mais poderosos do mercado, o Sr.Alderman.

 

Hearthstone

 

Claro que o dia não podia acabar sem nenhuma confusão, sempre tinha que ter aquela coisinha que leva toda a sua felicidade para o fundo do poço. Não dava para ter um dia de visita bom ao lado de Andiron sem que ele fosse perseguido por idiotas ou seu pai aparecesse para fazer alguma reclamação.

“Esta atrasado!”

“Cheguei no horário. Levo de cindo a dez minutos só para atravessar o terreno”

“Não crie desculpas esfarrapadas.” Seus olhos ficam duros e ásperos. “Como está Andiron?”

“Muito bem, não teve nenhuma complicação durante toda a semana.

“Uma noticia boa ao menos.” a carranca sempre estampada em sua cara parece ficar mais suave com a notícia, mas durou pouco, uma rápida olhada pelo ambiente e ela se intensificar novamente. “Termine logo de se arrumar e vá terminar seu trabalho. As luzes dos postes do jardim da frente precisam ser trocadas, assim como as da área da churrasqueira. O coreto precisa ser arrumado com antecedência e o jardim a sua volta também. Quero tudo pronto até amanhã de tarde.”

“Claro, cuidarei de tudo depois de tirar as colméias.” Como se ele tivesse escolha de recusar.

Seu pai lança um ultimo olhar ao ambiente, como se alguma coisa ali o estivesse incomodando, talvez Blitzen tivesse feito algum barulho que estava incomodando o homem, não tinha como saber. Quando ele finalmente sai, Hearth se aproxima da porta abrindo uma pequena fresta e acompanhando seu distanciamento.

Só depois da luz do sensor acender ele vai até o armário tirando Blitzen de lá de dentro. O moreno estava pálido.

“Tudo bem?”

“Não!” ele leva a mão a testa e suas bochechas coram. “Aquele homem é assustador!”

Hearth dá de ombros, ele sabia muito bem daquilo. Agora que o perigo havia passado, ele fica mais calmo quanto a se arrumar, pega a jaqueta jogada na cama e a pendura no encosto da cadeira, jogando o cachecol por cima.

Ia pegar o celular para falar para Blitzen que o levaria até o murro de trás, quando o moreno se antecipou, tocando-lhe o ombro. Sua expressão estava séria.

“Acho que estou um pouco confuso aqui. Será que poderia me explicar algumas coisas?”

“Eu trabalho para o magnata do Sr.Alderman, não precisa de muita explicações.”

“Não haja como se eu fosse idiota Hearth.” Seus olhos estão carregados com uma pequena nevoa de raiva. “Eu percebi de longe que ele é o seu pai.”

Claro que ele perceberia, Blitzen não era cego.

“Acho que não vai adiantar eu pedir para você fingir que não viu nem ouviu nada do que aconteceu aqui né?” o moreno nega e cruza os braços na frente do corpo. “Blitzen é complicado explicar tudo, eu não estou pronto ainda para revelar essa parte da minha vida para os outros, nem sei se um dia estarei.”

“Conte o que pode contar.”

Hearth suspira, aquilo iria demorar um pouco. Blitzen apenas observa enquanto os dedos de Hearth andam pelo teclado tentando simplificar o máximo possível.

“Meu pai me culpa por um incidente de anos atrás que acabou destruindo nossa família. Ele me faz trabalhar para consertar tudo, como uma espécie de castigo.”

“Isso tem a ver com o tal de Andiron que você foi visitar hoje?”

Hearth aperta os lábios, Blitzen era muito bom em juntar os pontos.

“Sim, tudo a ver.” O moreno faz uma expressão estranha, como se seu cérebro estivesse fritando dentro da cabeça. Mesmo que não fizesse por mal ele não iria desistir até juntar todos os pontos até que eles fizessem sentido. “Andiron é meu irmão mais novo, ele está internado num hospital psiquiátrico aqui perto. Eu sou responsável por pagar todas as despesas que ele venha a ter. Por isso preciso do trabalho.”

Aquilo parece resolver um pouco mais do quebra cabeça, Blitzen suspira e encara o chão com uma expressão nada contente.

“Então, você é o faz tudo.” Hearth confirma. “Porque não procurou outro emprego?”

“Eu pensei nisso, mas gera muitas despesas. Aqui eu só preciso me preocupar com conseguir terminar meu trabalho a tempo e ir para a escola.” Ele não conta a parte de pagar uma pequena taxa para poder ficar no galpão.

Blitzen parecia travar uma batalha interna, uma que Hearth já desistira a tempo de batalhar. O moreno anda em círculos tentado absorver a tudo aquilo parando no meio do galpão e respirando fundo varias vezes.

“Isso está errado... O que aconteceu para ele te culpar dessa maneira? Fazendo você dormir nesse lugar, trabalhar feito um condenado!” Hearth começa a digitar o pedido para que ele não o forçasse, mas Blitzen se antecipa novamente. “Não precisa me contar. Não agora.” Ele passa a mão no rosto suspirando. “Já me intrometi demais.”

Hearth sente um pequeno alivio por ele não forçá-lo a contar toda aquela história.

“Eu só...” ele aperta a sacola de compras com força entre os punhos. “Não importa o que tenha sido, isso é errado!”

“Poderia ser pior...”

Sempre havia um jeito de piorar tudo. Hearth poderia estar na rua ou não ter onde dormir, poderia não ter a chance de completar seus estudos ou Andiron poderia estar morto.

“Eu ainda quero ir lá e socar a cara de seu pai. Mas agora acho que a melhor escolha que posso fazer é deixá-lo terminar seu trabalho...” Hearth confirma com a cabeça. “Não tem nada que eu possa fazer para ajudar?”

Ele gostaria de dizer que sim, mas nega com a cabeça e digita.

“Só, continue sendo um bom amigo...“

Durante todos aqueles anos Hearth passará por todos os seus problemas sozinho, mas naquela semana, mesmo não conhecendo o loiro muito bem Blitzen se dispôs a ajudá-lo, ele só havia recebido aquele apoio dos funcionários da casa.

“Pode contar comigo sempre que quiser, virei correndo para ajudar.”

“Obrigado.”

Ele sente vontade de abraçar o moreno, mas se contem e coça a parte de trás do pescoço um pouco sem jeito.

“Vou levá-lo para a saída.”

“Claro...”

Eles atravessam o terreno até o murro de trás.

“Se tiver tempo me mande uma mensagem a noite.” Blitzen pede.

“Vou tentar”

“Até amanhã”

“Até amanhã, e... obrigado pelo cachecol...“

O sorriso que surge nos lábios do moreno faz o coração de Hearth dar um loop no peito. Ele responde em linguagem de sinais sem se desfazer do sorriso.

“De nada”

Quando ele se vai, Hearth permanece alguns segundos ali parado um pouco confuso, seu coração estava acelerado demais e doía um pouco. Seria aquele o sintoma de alguma doença? 


Notas Finais


E ai, o que estão achando da história?
Deixem nos comentarios
Pode deixar alguma receita de cupcake, ou de bolo (eu amo bolo)

Até Terça, quando tentarei postar um capitulo novo
Próximo capitulo promete momentos super amozinhos e uma pequena treta
Aguardem ='w'=


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