História A Winter Dream (Imagine GOT7) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Got7, Once Upon a Time, The Vampire Diaries
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Angst, Bambam, Doppelganger, Fluffy, Got7, Got7!au, Harem, Hybrid, Imagine, Jackson, Jaebum, Jinyoung, Longfic, Magia, Mark, Romance, Sobrenatural, Talvez Clichê Idk, Vampire, Youngjae, Yugyeom
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Palavras 2.666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Harem, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, tudo bom? Eu tô bem loca, postando capítulo quando dá na telha, ou seja, quase todo dia.
Minha intenção não é floodar -q *tosse*

Desculpe qualquer erro, vou revisar depois.
Love ya <3

Capítulo 8 - Ghosts of the Past


— Ei, ei, acorda.

Demorou um tempo até que a voz do Jaebum ficasse nítida e que eu sentisse as mãos frias dele segurando meu braço. Os ponteiros que marcavam os segundos no relógio da parede pareciam arrastar-se à medida que ia percebendo tudo à minha volta. O quarto estava pouco iluminado por um abajur na mesinha de cabeceira, e a cortina azul escura bloqueava a luz do sol ligeiramente. Nenhuma outra fonte de calor passava por aquele cômodo que mais parecia uma geladeira. Desde que eu e Jaebum chegamos aqui, uma das primeiras coisas que me incomodou foi o clima, mas por sorte esse inferno de gelo só vai durar alguns dias segundo o que dizia o noticiário que terminou depois das onze horas. Os meninos já tinham ido dormir e lá estava eu, plantada na sala vendo tv e remoendo as coisas que Yugyeom havia me contado. Às vezes tem coisas que é melhor a gente nem saber, então não arrisquei a continuar falando sobre o fato de ele ter me confundido com a namorada vampira dele. Só preciso encontrar a garota que o Bambam quer e ir embora desse lugar o quanto antes.

— Você tá queimando. E não parou de se mexer a noite toda... — continuou Jaebum. — Não levanta, eu vou falar com aquele moleque e ver se ele tem alguma coisa pra você se sentir melhor.

Jaebum saiu pela porta, e agora eu só precisava focar em duas coisas, uma delas era tentar levantar da cama da forma menos dolorosa possível. Era como se os meus músculos estivessem sendo amassados por crianças brincando com massinha de modelar. Eu vi isso no comercial ontem e acho que até sonhei com a musiquinha irritante. Mas se tivesse como controlar a dor, eu não estaria focada na segunda coisa, que era lutar contra a vontade de gritar até que as minhas cordas vocais doessem tanto quanto o meu corpo. Sem ter outra escolha, caminhei cuidadosamente até a porta.

— Ah fala sério! Você não ouviu o que eu disse? — reclamou Jaebum que abriu a porta antes de mim.

Meu coração acelerou um pouco com o susto. Jaebum colocou o copo de água e uma caixinha na mesa de cabeceira quando eu dei um passo pra frente, quase caindo na frente dele.

— Ai, não encosta! — retruquei, e ainda que tivesse a sensação de cada membro do meu corpo sendo cozinhado com sal, pimenta e alho, não conseguia ser mais mal humorada que esse embuste.

— Você ia cair em cima de mim e quer que eu não te segure? — disse irritado. — Tá aqui o remédio, se vira.

— Percebeu que você consegue ser legal só por cinco segundos?

Jaebum revirou os olhos e se afastou sem mesmo esperar que eu terminasse a frase.
 


 

"Arie, eu não vou deixar você ir sozinha", a voz que ecoava fez a minha pele arrepiar instantaneamente, e mesmo que não conseguisse ver de onde vinha, algo me chamou atenção naquele timbre tão familiar. Eu estava tão atraída pelo jeito que aquelas palavras soaram, era suave como chocolate derretendo na boca, mascarando a melancolia que eu sentia por dentro.

— Do que você tá falando...? — perguntei de maneira arrastada enquanto minha vista ainda estava em completo desfoque, mas que foi passando aos poucos e logo me dei conta de que estava na floresta, a menos de um palmo de distância dele. — Mark?

O garoto passava a mão delicadamente pelo comprimento do meu cabelo, e com a outra entrelaçava nos dedos. Quando o olhar apaixonado dele me roubou um suspiro, percebi que aquilo tudo estava errado, minhas reações não refletiam em nada do que realmente sentia. Era como se eu fosse uma âncora no fundo do oceano, pesada pela mistura de medo indefinido e a sensação crescente de déjà vu. Entretanto ele parecia calmo e seguro, leve como um dente de leão sendo varrido por uma brisa agradável, e mesmo sem entender o porquê, eu agia da mesma maneira.

Mal conseguia controlar meus pensamentos que davam nós em que eu continuava a tropeçar repetidas vezes, quem dera conseguisse ter controle algum dos meus movimentos. É como estar presa no "eu do passado" vendo as besteiras feitas virarem uma bola de neve cada vez maior e não conseguir fazer nada a respeito.

— ... Eu não ligo, e não venha com o discurso de "Porque isso é perigoso"...

— Não, Mark, me ouça pelo menos essa vez, você não pode... — minha voz foi ficando cada vez mais distante.

De repente o cenário mudou com um flash de câmera, e eu estava na sala da casa do Yugyeom, cômodo este que era em um tom de café claríssimo, combinando com os detalhes em madeira que davam um ar sofisticado e aconchegante à pequena casa, além de que aquela sala não possuía divisória com a cozinha. Alguns segundos se passaram com o meu olhar confuso pairando sobre o lugar, até que percebi Jaebum parado na minha frente, com as mãos sobre meus ombros e me olhando como se esperasse algo.

— Você me chamou de Mark — disse Jaebum com o cenho franzido. — Tá tudo bem?

Só concordei com a cabeça, e ele se afastou, sentando no outro sofá como se nada tivesse acontecido. Aquele sonho que tive, ou delírio, tanto faz, foi esvaindo-se da minha cabeça já que me parecia inútil e sem sentido.

Decorridos alguns minutos só olhando as horas no microondas e encostada no braço do sofá, me virei na direção do Jaebum, e comecei a falar quando ele me encarou de volta com o olhar frio de sempre.

— Eu vou te contar uma coisa agora, ok? Mas você não pode falar disso na frente de ninguém, principalmente do Yugyeom. Promete?

— Fala logo — suspirou entediado, com o braço deitado sobre o encosto do sofá.

— Ele me disse que a namorada dele é uma vampira. Deve ser por isso que o Bambam deu aquela bolsa pra a gente. Ele sabia.

— Então esse mundo tem magia. Eu tava certo — disse Jaebum com desdém, fazendo eu me odiar por ter puxado assunto. — O que mais ele te contou? Ah, e não me diga que caiu no charme de vampiro dele. Se bem que já é de se esperar que você tenha um péssimo gosto pra garotos.

— Por que você se importa tanto com isso? — perguntei, tentando esconder minha irritação, já que com certeza isso deve ser um prazer secreto e nojento desse garoto. — E o Yugyeom não é um vampiro. — suspirei, fazendo uma breve pausa antes de continuar. —  Essa namorada dele fala tudo pra ele, mas também o hipnotiza pra não contar pra ninguém. É como um super poder que essa garota tem. Sabe aquela verbena que a gente trouxe? Isso enfraquece vampiros e também não permite o controle mental, mas ela não deixa o Yugyeom usar.

— Mhm... então por que o babaca te falou essas coisas? — perguntou com um tom de acusação, me encarando como se pudesse arrancar qualquer reação suspeita com o olhar de raio x.

"O Yugyeom tá me contando tudo isso porque eu tenho coração dele..."

— Não sei. Deve ter algo a ver com ele pensar que eu sou... ela — respondi indiferente, e o garoto mal humorado não pareceu desconfiar.

— A gente não deveria estar aqui. Eu juro que se ele tentar alguma coisa pra cima de você de novo...

— Vai fazer o quê, huh? É melhor parar de agir desse jeito ou vou achar que você gosta de mim — interrompi na cara dura, cruzando os braços e com sorriso maléfico nos lábios. Estava achando graça daquilo afinal. Esse jeito dele tinha que ser estudado.

— Para de falar bobagem ou vou achar que você tá alucinando de novo — retrucou Jaebum com a cara mais fechada ainda. — Vai pro quarto descansar vai, depois a gente conversa.

Eu não iria dar o gostinho de continuar a briga que ele tanto queria, então respondi com um sorriso largo pra ver se o deixava confuso. Dono de más atitudes do que jeito que era, provavelmente o principezinho nunca fora feliz por um momento e nem deve saber o que isso significa. É, realmente, riqueza não compra felicidade, mas pensando bem não posso culpá-lo por isso, já que o próprio pai o forçou em um casamento arranjado.

Fiquei olhando o teto por um bom tempo depois que entrei no quarto e me deitei, pensando em tudo o que aconteceu nos últimos dias. "Ela realmente tirou sua memória". Essa frase foi a que mais grudou no meu subconsciente desde aquele primeiro encontro com Bambam. E agora entendo o motivo pelo qual Jackson me procurou. Nós realmente éramos amigos, e eu só queria não ter demorado tanto pra acreditar nisso. Tá explicada a insistência do garoto em me ajudar.

Depois de alguns minutos tentando acalmar minha mente, cochilei um pouco. Quando acordei vi que tinha um copo de suco e alguns biscoitos em um prato no chão, tentei controlar o riso quando percebi que foram colocados no meio do quarto, como se houvesse algum bicho de estimação na casa. Sabia que isso era feito do Jaebum e que a intenção era de me irritar, mas não iria me deixar levar por cada coisa mínima que ele aprontasse.

— Por que você fez aquilo? — perguntei quando cheguei na sala.

— Porque achei que você pudesse estar fome — respondeu Jaebum, sem tirar os olhos da tv.

— No chão? Sério? — debochei ao mesmo tempo que tinha uma cara fechada, dando atenção somente a ele, como se o mesmo tivesse um chifre de unicórnio na testa, mas com esse pensamento minha expressão quebrou e não consegui evitar o meio sorriso.

— Você quer que eu dê na sua boca também? — retrucou e depois continuou em um tom mais baixo. — Que chata.

— Espero que você não esteja tentando me envenenar. Se eu morrer, você vai ser assombrado pro resto da vida — falei, pegando uma almofada e jogando na cara dele.

— Infelizmente, o meu acordo é de te manter viva. Falando nisso, como você tá se sentindo?

— Certo. Eu tinha esquecido — respondi como se estivesse surpresa, e me sentei do lado dele no sofá antes de continuar. — Por mais estranho que pareça, estou bem melhor. Só tô entediada.

— E?

Jaebum tinha um olhar que implorava em nome dos deuses por um soco bem dado no nariz, mas como estou realmente cogitando a ideia disso tudo ser parte de um fetiche bizarro dele, vou ficar na minha.

— Eu não quero ficar aqui. A gente deveria estar procurando essa garota.

— Legal, então vai. Enquanto você estiver sendo atacada por um vampiro porque passou mal no meio da rua, eu vou estar aqui, usando toda a magia desse mundo pra criar uma cópia sua pro Bambam, só por segurança — debochou Jaebum com um sorriso sarcástico.

— Você é idiota. E vampiros não andam na luz do sol.

— E por acaso você perguntou pra aquele otário do Yugyeom se vampiros não andam na luz do sol? — disse, imitando o que eu falei.

Analisei bem cada vestígio de expressão que residia no rosto do garoto antes de voltar a falar, procurando qualquer fundamento pra aquela grosseria toda, já que não havia erguido meu tom de voz em nenhum momento. A cada dez palavras que saem da boca do Jaebum, onze são pra me atacar de alguma forma.

— Talvez seja o assunto que esteja te deixando tão mordidinho. Deixa eu pensar em outra coisa... — suspirei sem perceber o trocadilho ruim que acabara de fazer com mordida e vampiros, olhando pra tv como se estivesse em outro mundo "Pera, eu tô mesmo". — Mhm... O que te fez mudar de ideia sobre o seu casamento? Ou melhor, quem fez? Você sabe o que quero dizer...

— Não é justo que eu não possa escolher com quem vou ficar junto pro resto da vida. E não tem outra garota se é isso que tá pensando. Quer saber, você não deveria pensar nada em relação a isso. Não é da sua conta — respondeu ele sem olhar pra mim e abraçava a almofada que eu tinha jogado antes, mostrando uma leve carência por debaixo daquele semblante arrogante que quase me convenceu.

— Nós dois estamos presos aqui. Você poderia pelo menos fingir ser legal. E sério que é só isso que te fez mudar de ideia? Pensei que você não acreditasse nessa porcaria de amor verdadeiro tanto quanto eu.

— É, mas eu acredito. Então se for pra tirar sarro, pode voltar pro quarto — resmungou o garoto, e um silêncio tranquilo perdurou no cômodo enquanto eu admirava a pintinha perto do olho dele, mas o mesmo não me encarava de volta.

— Eu não vou... Só fiquei supresa — finalmente cortei o silêncio, sorrindo de lado. — Ei, mhm, você pode me chamar de Arie...

— Não — interrompeu Jaebum, me deixando sem reação por alguns segundos.

Assenti com a cabeça ligeiramente, indo ao outro sofá pra ficar longe do garoto que era muito talentoso em me deixar nos nervos. Aquele mau humor todo já estava começando a passar dele pra mim. Quando me deitei e ajeitei a cabeça na almofada, ele continuou, agora em um tom de voz não tão hostil.

— Se eu te chamar assim, nós vamos ficar amigos e não quero ser seu amigo... Isso é porque você vai embora e... eu vou ficar aqui.

Nós dois não dissemos mais nada. A maneira como ele falou deu muito bem a entender que o assunto deveria morrer ali. Fiquei imersa em pensamentos até que ouvi alguém tocar a campainha, e por um momento me animei pensando que fosse o Yugyeom, porém... "A) Ele não tocaria a campainha da própria casa, e B) O garoto estava na escola".

Jaebum foi atender a porta e voltou com duas embalagens que tinha pedido por telefone, e logo me chamou pra comer. Agradeci mentalmente pelas muitas coisas úteis que o Yugyeom disse sobre o mundo dele e como as mesmas funcionam, embora o garoto esteja sendo obrigado a ajudar, pois estou com o coração dele. Ainda me sinto desconfortável por pensar nisso, mas não me resta muitas alternativas.

Já era final de tarde quando Yugyeom chegou em casa com um olhar cansado.

— Por que você demorou tanto? — perguntei, seguindo ele até a cozinha.

— Eu tive que ficar mais tempo na escola hoje pra ajudar com as preparações pro desfile de Dia dos Fundadores amanhã. Tá muito legal. Você ainda tá animada pra ir?

— Ah eu não sei, Yugyeom...

— Nós vamos — afirmou Jaebum, antes que eu terminasse de falar.

Encarei ele como se gritasse "Jaebum!", e o mesmo arqueou uma das sobrancelhas como resposta, mas não demorou muito pra que eu entendesse. Essa seria uma ótima oportunidade pra encontrar a garota.

— Legal. Não esquece de passar na casa da sua tia Rose porque ela é quem vai te arrumar — disse Yugyeom todo atrapalhado com as coisas que tirava do balcão e colocava sobre a mesa.

— Mhm, ok...

"Agora mais essa".

Eu e Jaebum nos entreolhamos, e tudo fico em silêncio por alguns segundos. Yugyeom não se importou porque estava prestando atenção no lanche que estava preparando.

— Você tem... mhm... uma foto minha, Yugyeom? — falei hesitante, mas era algo que estive ansiosa pra perguntar o dia todo.

— Claro, só deixa eu pegar meu celular na mochila.

Quando Yugyeom voltou com o objeto em mãos, lembrei do Youngjae e dos outros. Não pude evitar ficar chateada por tê-los deixado na Floresta Encantada, mas logo meus pensamentos foram suprimidos pela voz afável do garoto que ainda me confundia com a namorada dele.

— Eu não entendo porque você iria querer isso mas... — disse, virando a tela do celular na minha direção.

A garota da foto usava o mesmo colar de pedra vermelha com detalhes em prata que Bambam me mostrou no dia em que viemos pra cá. Ver aquela imagem era como levar um soco no estômago. Entre a mistura incessante de sentimentos como raiva e surpresa, só conseguia me perguntar se havia algum limite pra insolência desse filho da puta... Ele não havia me contado. Bambam não mencionou nada sobre a garota, em cada minúcia de suas feições, se parecer exatamente... comigo.


Notas Finais


Coitada, a febre pegou ela de jeito ( ͡° ͜ʖ ͡°) se eu falar quem mais pegou vai ser spoiler asdjasdkas.


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