História A Winter's Gift - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~lewandowska

Postado
Categorias Bastian Schweinsteiger, Benedikt Höwedes, Lukas Podolski, Mats Hummels
Personagens Personagens Originais
Tags Família, Hömmels, Jonas Hector
Exibições 77
Palavras 3.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Nem preciso dizer o quanto eu e a Brenda estamos COMPLETAMENTE animadas em escrever essa fic, ainda mais depois de toda aceitação e principalmente com todas as reviews e os favs que a fic recebeu <3 Mesmo com a volta das aulas dela, bem como o encerramento das minhas (tô formando gentche, que emoção <3), nós estamos num ritmo intenso de escrita, pois sério, tá muito amor e a gente quer muito compartilhar com todxs vocês.
Bem, vou parar por aqui pq né, a tia aqui se empolga demais e eu sei que vocês querem a continuação, então tenham uma boa leitura e espero que vocês gostem da chegada do menino Jonas na família Hömmels lol
PS: Os capítulos são intercalados pelos POVs do Mats e do Benedikt, e seguindo a lógica, o POV desse capítulo é do Bene

Capítulo 2 - A Warm Welcome


Fanfic / Fanfiction A Winter's Gift - Capítulo 2 - A Warm Welcome

O relógio ao meu lado marcava cinco e quarenta e oito da manhã e eu me lamentei mentalmente pelo fato de não ter descansado por míseros minutos. Sei que em doze minutos meu despertador soaria insistentemente até que eu me levantasse, mas mesmo assim eu preferi me manter na mesma posição que estava para não acordar Mats que finalmente descansou e dormia abraçado junto a mim, após passarmos a madrugada toda acordados. Meu marido, assim como eu, estava ansioso, inquieto e ao mesmo tempo completamente animado. E em meio a nossa afobação, durante a madrugada fizemos diversos planos para o nosso filho.

    Nosso filho.

    Para mim, pensar que faltavam exatamente oito horas e quarenta e dois minutos para que Jonas estivesse em nossos braços e pudéssemos com isso o chamar de nosso filho parecia um sonho. O mesmo sonho que se iniciou quando eu e Mats nos casamos, decidimos adotar uma criança e entramos no processo de adoção de Jonas.

Desde o começo sabíamos que a caminhada seria longa e difícil, muitas noites eu passei em claro com medo de que a nossa chance de ter um filho fosse negada, mesmo apresentando boas condições para criar uma criança, o fato de sermos dois homens já podia ser considerado um motivo para não sermos os escolhidos, mas toda vez que eu e Mats íamos visitar o garoto, eu sabia que todo o esforço e esperança de tê-lo conosco valeriam a pena. E de fato valeu. O garoto logo estaria correndo pela nossa casa, rindo, brincando, colorindo as paredes e só de imaginar, eu ficava com vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.

    Quando olhei para o relógio mais uma vez, me surpreendi ao ver que faltavam menos de três minutos para o mesmo despertar e decidi me levantar. Afastei gentilmente o braço de Mats que envolvia meu corpo e acariciei seu rosto brevemente antes de ir até a cozinha e preparar um café para mim e de praxe deixar algo preparado para ele que costuma acordar um pouco mais tarde do que eu.

    Liguei a TV e deixei num canal que passava o primeiro noticiário matinal do dia, mas não consegui prestar muita atenção em uma única palavra que o jornalista dizia e com isso desliguei a mesma assim que concluí meu café e voltei para o quarto para tomar um banho.  

    Mesmo que não quisesse, eu teria de ir trabalhar e então, sem mais delongas, vesti a minha rotineira roupa social - camisa, calça, paletó, gravata e sapato - e me aproximei de Mats, selando rapidamente nossos lábios em despedida.

 

    ─ Eu te amo! - Sussurrei baixinho e sorri quando ele murmurou um “eu também” como resposta e me peguei imaginando mais uma vez em como seria quando Jonas estivesse ali, certamente dormindo entre nós dois.

 

    O caminho até a empresa onde trabalho, por sorte, naquele dia estava tranquilo e logo eu estava de frente para o meu notebook, analisando e respondendo e-mails, verificando relatórios e projetos, assinando documentos e tomando decisões, como bom chefe de departamento de engenharia de uma construtora que sou.

    Diferente de Mats, meu trabalho era totalmente fora das câmeras e da mídia. Talvez eu não suportasse a rotina de gravações que ele tinha, bem como ele não suportaria a loucura da rotina de meu trabalho. Pertencemos a mundos diferentes, mas de qualquer forma eu não me via mais sem Mats ao meu lado.

 

 ─ Você está no décimo copo de café e não são nem 10 da manhã, ─ Manuel Neuer, meu colega de trabalho e grande amigo fora da empresa disse ao se sentar na cadeira em minha frente, ─ Sim, eu contei, confesso.

─ Não consegui dormir essa noite, ─ comentei sem ao menos olhar para ele, visto que toda minha atenção estava em uma planta de uma nova construção, ─ Mas não estou com sono… Na realidade eu estou nervoso.

    ─ O que aconteceu? Não vá me dizer que você e Mats…

    ─ Daqui a poucas horas eu e Mats seremos oficialmente pais.

    ─ O processo de adoção deu certo? ─ Manu, como eu o chamava, perguntou animado e quando eu respondi com um largo sorriso, ele se levantou e veio na minha direção, me abraçando em seguida. ─ Eu sabia que daria certo, eu sabia!

    ─ Finalmente a minha família estará completa, ─ Eu disse com a voz levemente embargada e pigarreei na tentativa de me recompor. ─ Eu estou tão feliz…

    ─ Eu imagino! ─ Meu amigo voltou a se sentar na cadeira encarando o provável sorriso bobo que estava estampado em meu rosto. ─ Você chegou tão calado, nem por um momento imaginei que finalmente a adoção deu certo.

    ─ Você sabe que nem todos aqui sabem que eu sou casado com outro… Homem, ─ Abaixei o tom de voz, enquanto Manuel em minha frente concordava com a cabeça. ─ Não faria muito sentido eu chegar gritando aos quatro ventos que serei pai.

 

    Manuel riu e concordou mais uma vez.

 

    ─ Vocês darão uma festa, certo? Quero conhecer esse garotão, quem sabe ele não seja o futuro goleiro do nosso time, huh?

    ─ Primeiro trabalharemos na adaptação dele em nossa casa, mas assim que tudo estiver correndo bem, nós certamente marcaremos uma festa do jeito que ele e nós merecemos.

    ─ Eu estou muito feliz por você, ─ Disse sorrindo. ─ Agora volte pra casa, fique com Mats e vão buscar esse garoto… Eu cuido de tudo por aqui.

    ─ Obrigado Manu! Acho que hoje não estou tão eficiente.

    ─ Nem é para estar, ─ Meu amigo riu mais uma vez. ─ Agora vá e pode ter certeza que não deixarei ninguém daqui te ligar para falar de assunto profissional enquanto você estiver com Jonas.

    Ainda rindo das palavras de Manuel, eu desliguei meu notebook e não me preocupei em deixar a minha mesa arrumada como fazia todos os dias antes de ir embora. Naquele dia eu simplesmente peguei minha maleta e meus pertences e com um sorriso bobo eu sai dali e procurei voltar o mais rápido possível para casa.

xxxx

 

    ─ Acho que nós não vamos conseguir comer nada, ─ Comentei com Mats depois de reparar que nenhum dos dois havia conseguido comer nem metade do que nos servimos assim que sentamos à mesa.

─ Nossa, eu mal consegui comer de manhã, ─ Ele riu, ─ As horas estão passando devagar demais e o pior de tudo, quanto mais eu penso, mas eu fico apavorado! Amor, você acha que vamos ser bons pais?, ─ Mats pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos

    ─ Nós vamos, ─ Sorrio ao ver nossos dedos entrelaçados, ─ E você vai ser o pai mais lindo desse mundo. ─ Brinquei, na tentativa de fazê-lo sorrir e não pensar muito sobre aquela questão.

─ Lindo é você, ─ Mats me olhou nos olhos, ─ Eu te amo

    ─ Eu também te amo, Matsi, ─ Roubo um beijo rápido e me levanto, ─ Está tudo certo com seus documentos? ─ Pergunto, mesmo sabendo que nós dois juntos já havíamos checados nossos documentos e toda a papelada necessária pelo menos quatro vezes desde a hora em que eu havia voltado para casa.

─ Estava tudo certo, pelo menos nas últimas 100 vezes que eu conferi, ─ Mats soltou uma risada nasalada, ─ O quarto eu já fui outras 100 vezes para ver se está tudo arrumado. Sabe, eu acho que nunca fiquei tão nervoso na minha vida, me sentindo tão despreparado. Que loucura!

    ─ Nem me diga! Eu também estou muito nervoso, parece que meu coração vai sair pela boca a qualquer momento. Olhe para as minhas mãos… ─ Mostrei-lhe as minhas mãos completamente trêmulas. ─ O mais perto que cheguei disso foi no dia do nosso casamento.

─ Aww!, ─ Mats se levanta e vem até mim, envolve meu pescoço com as mãos e cola nossas testas, ─ O Jonas vai ser a criança mais sortuda do mundo por ter dois pais que se amam tanto!, ─ Ele colocou os lábios nos meus e se afastou um pouco depois, não sem antes me dar um lindo sorriso, ─ Vamos? Estou morrendo de medo de chegar lá atrasado, não quero passar uma má impressão logo agora

─ Vamos! ─ Levantei-me e busquei rapidamente os meus pertences, aproveitei para pegar os de Mats e o entreguei. ─ Só espero que o trânsito colabore com a gente, pelo menos hoje.

 

    Fui o primeiro a sair de casa e logo destravei o carro, verificando rapidamente o banco de trás. Chequei se estava tudo bem com o cinto de segurança, bem como todos os detalhes que garantisse a segurança e o conforto de Jonas em sua vinda para sua nova casa.

Entrei no carro e esperei que Mats se aconchegasse no banco do passageiro e sorri bobamente pela enésima vez naquele dia. Podia parecer bobagem, mas eu não via hora de poder me deparar com Jonas pelo reflexo do retrovisor central.

Não demorou muito para que logo estivéssemos no nosso caminho até o orfanato e mesmo adiantados, eu já podia sentir todo o nervosismo, enquanto minhas mãos já suadas seguravam o volante com certa força desnecessária. O silêncio foi o nosso maior companheiro durante o trajeto. Eu sabia que Mats também estava completamente nervoso, principalmente quando de relance eu o via estalar os dedos ou então checar a hora pelo celular.

Quando nós chegamos, tive a sorte de encontrar uma vaga extremamente próxima da entrada do orfanato e quando estacionei, encostei minha cabeça no assento do banco e fechei meus olhos, enquanto procurava a mão de Mats para segurá-la.

 

─ Chegou a hora, Mats.

─ Aw, sim! Oh deus, Bene, eu esqueci de te contar! O Jonas não sabe que ele vai pra casa com a gente hoje!

─ Ele não sabe? ─ Entreguei-me a risada,. ─ Vai ser o dia mais especial para ele assim como tá sendo pra nós dois, ─ Olho para Mats antes de continuar, ─ Vamos? Acho que o processo é bem longo ainda.

─ Vamos!, ─ Mats respirou fundo e então começou o caminho para o prédio principal

─ Lembra de quando nós viemos aqui pela primeira vez? Nós não sabíamos o que fazer direito e nem se encontraríamos o nosso filho aqui. ─ Comento enquanto andávamos até a recepção.

─ Eu nunca vou me esquecer do que senti quando vi o Jonas pela primeira vez, ─ Mats fala e por fim me olha de relance, ele ostenta um enorme sorriso nos lábios

─ Lembro que ele estava pintando um desenho enquanto mantinha a linguinha de fora, ─ Dou risada e aceno para a secretária que logo vem ao nosso encontro, ─ Boa tarde, nós viemos falar com a sra. Lena Baumann.

─ Vocês devem ser o sr. Höwedes e o sr. Hummels, certo?

─ Sim, ─ Sorrio e olho para Mats que também sorri.

─ Vou anunciar a chegada de vocês, podem aguardar aqui que ela irá chamar em breve.

─ Obrigado! ─ Encaro a mulher sumir do nosso campo de visão e solto uma risada nasalada. ─ Ok, agora eu estou muito mais que nervoso

─ Vamos pensar que a parte mais difícil já foi, hm?, ─ Mats então me surpreende ao segurar em minha mão e entrelaçar nossos dedos

─ Obrigado por fazer parte dos melhores momentos da minha vida, ─ Digo e encosto minha cabeça no ombro dele que acaba rindo de meu ato, ─ Primeiro foi o dia em que nos conhecemos, depois o nosso casamento e agora o nosso filho. Eu não poderia ser mais feliz.

─ Eu posso dizer exatamente o mesmo de você, Bene, ─ Mats apertou um pouco mais a minha mão, ─ Sem você, nada disso existiria

─ Olá sr. Hummels e sr. Höwedes, como estão? ─ a sra. Baumann logo apareceu com um sorriso gentil nos lábios.

─ Muito nervosos, ─ Respondo automaticamente e com extrema sinceridade.

─ Acredite, isso é normal, ─ Ela disse ao rir de minha resposta, ─ Por favor, me acompanhem.

 

Logo estávamos sentados nas mesmas cadeiras onde estivemos quando demos entrada ao processo de adoção de Jonas, porém a sensação era totalmente diferente. Se da primeira vez estávamos nervosos com a incerteza de que seríamos aprovados como pais, naquele momento, o nervosismo se resumia a simplesmente assinar todos aqueles papéis e levar o garoto para casa. Como Mats já havia dito, a parte mais difícil já havia passado e só nos restava aproveitar os bons momentos que nos aguardavam.

 

─ Bom, para começar, ─ Ela começa a dizer, chamando tanto a minha atenção quanto a atenção de Mats, ─ Nós ficamos muito felizes toda vez que achamos pais que podem dar todo o carinho, amor e assistência possível para uma de nossas crianças. Sei que é um processo longo, cansativo e até mesmo desgastante, mas podem ter toda a certeza que será recompensador, ─ Eu mordo meu próprio lábio e olho de relance para Mats que apertava mais a minha mão na medida em que ela continua a proferir suas palavras, ─ Gostaria de dizer que estou muito satisfeita com o perfil que vocês tem como casal e principalmente como pais que no caso é o mais importante. A estrutura que vocês oferecem tanto na questão psicológica como financeira para o menino é algo admirável, além da idoneidade que ambos apresentaram e apresentam desde a primeira entrevista realizada, ─ Ela retirou alguns papéis de um envelope e nos entregou, ─ Preciso que vocês assinem esses papéis… São os termos de guarda e responsabilidade…

Retiro uma caneta de meu paletó e prontamente assino os papéis e entrego para Mats que faz o mesmo. Noto o quanto ele ainda está trêmulo e sorrio.

─ Aqui está um comprovante da formalização do pedido da troca de sobrenome do Jonas e aqui está a nova certidão de nascimento dele onde consta o nome de vocês como pais dele e seu novo nome… ─ Ela retira o papel de outro envelope e lê em voz alta, ─ Jonas Hector Höwedes Hummels.

 

Ao ouvir aquilo, sinto uma vontade imensa de chorar, de abraçar Mats e até a sra. Baumann, além de sair gritando que finalmente Jonas é nosso filho.

O nosso garoto.

 

─ Além disso, aqui estão todos os novos documentos dele, ─ Ela entrega um novo envelope para Mats junto da certidão, ─ E eu gostaria que vocês assinassem que receberam os documentos dele, bem como coloquem o número do documento de vocês.

 

Enquanto assinávamos o que nos foi proposto, ela pegou o telefone e discou para um número.

 

─ Por favor, traga Jonas Hector até a minha sala, ─ Ela sorri ao ver que eu a encarava, ─ Os pais dele estão o aguardando.

─ Nós vamos poder contar a novidade pra ele?, ─ Mats subitamente perguntou

─ Sim, ─ Antes que eu diga mais alguma coisa, a porta atrás de nós se abre, revelando o garoto que abriu o seu maior sorriso ao nos ver

─ Mats, Bene!, ─ Jonas diz nossos nomes, fazendo com que eu sentisse mais ainda a vontade de chorar em vê-lo ali, ─ O que vocês estão fazendo aqui?!, ─ O pequeno vem em nossa direção e nos envolve em um abraço desajeitado, mas que não deixa de ser o melhor abraço da minha vida

─ Viemos te ver, pequeno, ─ Mats disse enquanto bagunça o cabelo do Jonas, ─ Está feliz por nos ver?

 

Eu vejo Mats segurando-o no colo e também brinco com seu cabelo.

 

─ Nós estávamos com muita saudade de você, ─ Complemento a fala de Mats, ganhando toda a atenção do garoto.

─ Eu também senti saudade de vocês!, ─ Jonas disse de um jeito tão sincero que eu duvido que tenha alguém nessa sala que ainda não tenha se derretido

─ Nós temos uma coisa para te contar, não é Bene?, ─ Mats me olhou ao dizer meu nome, ele sorria como nunca

─ Sim, pequeno, ─ Olho para Mats, ─ Você conta?

─ Conta o quê??, ─ Jonas perguntou com sua voz fina fazendo todos os ali presentes rirem

─ O que você acha de ir pra casa com a gente, pequeno?

─ O QUE?, ─ O pequeno Jonas então abre um enorme sorriso, o maior que já vi, ─ Vocês vão ser os meus papais?!

─ Sim, ─ Respondo emocionado e o garoto praticamente se joga em meus braços, fazendo todos ali rirem mais uma vez, ─ Você é nosso filho

─ Eu não acredito que eu vou ter dois papais! Eu não tinha nenhum e agora tenho dois!, ─ Jonas agora se joga nos braços de Mats

─ Awn, meu filho!, ─ Mats diz com a voz já embargada

─ Nós já podemos ir?

─ Temos algumas recomendações para fazer, mas temos tudo por escrito, ─ A sra. Baumann diz e acena para a assistente social entregar para Mats uma pasta com recomendações de alimentação, atividades e lazer e afins, ─ Gostaria de ressaltar que faremos visitas constantes, além de entrevistas com vocês e com Jonas até que a adoção complete um ano. Em seguida as visitas ainda ocorrerão, mas não com tanta frequência, apenas para sabermos como está sendo a convivência, como está o andamento dele no início de sua vida escolar e coisas do tipo. Vocês têm alguma dúvida?

Eu nego com a cabeça e Mats faz o mesmo.

─ Então eu espero que vocês sejam felizes e que façam Jonas muito feliz também, ─ Ela se levanta e nós fazemos o mesmo, ─ Qualquer dúvida é só entrar em contato comigo, está bem?

─ Não sei como agradecer, ─ Digo para ela que sorri

─ Agradecerão cuidando do garoto. Nada mais é tão gratificante quanto isso.

─ Não se preocupe quanto a isso, ─ Mats diz enquanto se levanta ainda com Jonas no colo, ─ Ele terá tudo o que precisar, principalmente amor

─ Eu quero doces!, ─ Jonas diz e faz com que todos riam novamente

─ Papai Bene vai te dar todos os doces que você quiser, ─ Sussurro no ouvido do garoto que ri enquanto seus olhinhos brilham.

─ Não pensem que eu não ouvi isso, ─ Mats tenta parecer sério, mas está tão feliz que logo ele está rindo conosco

 

Ao sairmos da sala da sra. Baumann, deparo-me com uma pequena mochila que pertence a Jonas. Pego a mesma e coloco nas costas, fazendo com que os dois riam de mim.

 

─ Acho que vou trocar a maleta que uso no trabalho por essa mochila. O que acha, Matsi?

─ Eu acho que a moda vai pegar rapidinho entre os engenheiros. Manu mesmo vai ficar ótimo de mochilinha de super herói

─ Que que é engenheiros?, ─ Jonas perguntou

─ É a profissão do papai Bene, ─ Respondo, ─ Quando você for maior você vai entender, mas… Sabe esses prédios? Papai ajuda a construir, ─ Explico e o garoto me encara encantado.

─ O que parece muito chato quando comparado ao que eu faço. Você conhece o Gündogan, o jogador?

─ Claro, papai, ─ Jonas falou e eu vi o imenso sorriso que Mats abriu ao ser chamado de papai pela primeira vez

─ Papai trabalha com ele! Papai conhece váaarios jogadores de futebol!

─ Mentira!!, ─ Jonas parecia impressionado

─ Jogo baixo, Hummels, ─ Interfiro, mas dou risada, enquanto destravo o carro para que Mats pudesse colocar Jonas no banco

─ Shh, Höwedes, ─ Mats diz enquanto coloca o pequeno Jonas no banco de trás. Assim que ele mesmo se senta no banco da frente, se vira para nosso filho, ─ Para qual time você torce, pequeno?

─ Pro Colônia!

─ Uau, ─ Respondi surpreso, pra não dizer decepcionado ou chocado com aquilo. A minha próxima meta como pai, seria fazer Jonas torcer para o Schalke. Era uma questão de honra

─ Que?, ─ Mats não disfarçou tanto quanto eu e eu não pude deixar de rir, ─ Mas por que, pequeno?

─ Era o time do meu outro papai

─ Ah… Um bom time! Eu tenho um amigo que é o maior fã do Colônia que existe, sabia?

─ E eu achando que era o único… ─ Comento, recebendo um leve tapa de Mats, ─ Mas agora o Colônia tem dois grandes fãs, viva!

─ Tudo bem eu torcer pro Colônia, papais?

 

Eu que já estava sentado no banco do motorista, olhei para Mats e quis rir.

 

─ Claro! Veja só o seu pai Hummels, ele torce pro Borussia Dortmund, tem coisa mais horrorosa que isso? Não tem…

─ A gente conversa sobre isso depois, Höwedes, ─ Mats diz diretamente pra mim com um certo brilho desafiador no olhar e então se volta novamente para Jonas, ─ Não liga para o seu outro pai quando o assunto é futebol, o especialista aqui sou eu, tá, filho? O que o papai Bene sabe? Torce pro Schalke 04 o coitado…

─ O papai Mats em certos aspectos pode até entender mais de futebol do que eu, mas se não fosse casado comigo, eu poderia duvidar de seu péssimo gosto, ─ Pisco para o meu marido, entrando no seu jogo.

─ O curioso é  que eu poderia dizer exatamente a mesma coisa sobre você, engraçadinho

─ Curioso por que?, ─ Jonas pergunta sem entender nada e nós rimos

─ Nada, filho. Está com fome?!

─ Simmmmm!, ─ Jonas abre um enorme sorriso

─ Que tal passarmos num fast food e comermos um lanche gigantesco e um milkshake maior ainda?

─ Höwedes!, ─ Recebo um olhar recriminador de Mats

─ Eu quero, eu quero milkshake!

─ Aw Matsi, é só hoje, ─ Pisco pro meu marido e me viro pro garoto, ─ E que tal muita batata frita?

─ Só hoooje, papai! Por favooor!, ─ Jonas juntou os lábios formando assim um biquinho pidão completamente irresistível

 

Aproveito e imito a feição de Jonas, enquanto encaro Mats, segurando a risada.

 

─ Ok, ok… Mas só hoje, hein?, ─ Mats divide o olhar entre Jonas e eu, por fim ele sorri, sabe que foi vencido

─ Bate aqui, campeão, ─ Estendo a mão na direção de Jonas que prontamente dá um high five.

 

Logo eu dei partida no carro e nos dirigimos até o primeiro fast food que encontrei no caminho.

Finalmente eu e Mats tínhamos um filho.

Finalmente éramos uma família completa.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo <3


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