História A Winter's Gift - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~lewandowska

Postado
Categorias Bastian Schweinsteiger, Benedikt Höwedes, Lukas Podolski, Mats Hummels
Personagens Personagens Originais
Tags Família, Hömmels, Jonas Hector
Exibições 57
Palavras 4.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello, hello, hello!
Como vocês estão?
Um beijo grande pra todas que comentaram no capítulo anterior, nós amamos ler os comentários <3 Beijão também para vocês lindas que favoritaram e até pra quem só está lendo <3 To distribuindo amor hoje e pra provar meu ato aqui vai mais um capítulo amoréco pra vocês!

Eu e a Ana desejamos que vocês gostem tanto quanto a gente! Algumas coisas desse capítulo vocês vão ver durante o restante da história, fica a dica hahaha
E outra coisa: o próximo capítulo é apenas um dos meus favoritaçossss!

PS: o POV é Mats <3

Capítulo 3 - The Right Nanny


Fanfic / Fanfiction A Winter's Gift - Capítulo 3 - The Right Nanny

Eu acordei, me virei para o lado e foi impossível não abrir um enorme sorriso ao ver Bene e Jonas abraçados. Me segurei para não encher os dois de beijos, mas eu não queria acordá-los agora, então me levantei com o máximo de cuidado que eu consegui. Coloquei minhas pantufas e fui até a cozinha. Como era a primeira manhã com nosso filho, resolvi fazer algo especial para o café, por especial eu quero dizer panquecas e bacon. Peguei a bandeja de ovos na geladeira, leite, manteiga e o bacon; no armário peguei vinagre, farinha de trigo e açúcar. Enquanto eu misturava os ingredientes secos, comecei a relembrar da noite passada. Paramos em um fast-food e pedimos tudo o que tínhamos direito e Jonas comia e ria como se nunca tivesse feito nada daquilo antes. Talvez nunca tivesse feito mesmo.

Voltamos para casa sem conseguir nem viver de tão cheios que estávamos. Em outros tempos eu e Bene teríamos ficado jogados no sofá por horas, mas agora somos pais e tínhamos responsabilidades. Fui até o banheiro e abri a torneira para encher a banheira, Bene tinha algumas coisas do trabalho para resolver, então eu me encarreguei do banho do Jonas. Eu já estava colocando o pequeno para dormir quando Bene apareceu e se sentou ao meu lado na cama. Ele tinha um livrinho infantil nas mãos e começou a ler. Se eu já não fosse completamente louco por ele, eu certamente teria me apaixonado nesse momento.

No meio da noite Jonas apareceu no nosso quarto. Eu sei que isso não pode virar um hábito, ele tem que aprender a dormir sozinho, mas… Que mal tem fazer isso vez ou outra? Eu e Bene abrimos espaço, nosso pequenino deitou no meio e rapidamente se aconchegou embaixo das cobertas.

Hoje Bene não iria para o trabalho, ficaria sozinho com o Jonas pela manhã enquanto eu iria para o estúdio e durante a tarde teríamos a difícil tarefa de acharmos uma babá. Eu detestava a ideia de ter que contratar alguém para cuidar do meu filho, mas precisaríamos de alguém pelo menos pela manhã. Quando ele começasse a ir para a escola seria mais fácil, mas por agora precisaríamos de alguém. Liguei para a minha mãe ontem de noite e ela ficou de selecionar algumas moças, como ela vai fazer isso eu não sei.

Coloquei um pouco de massa na frigideira. Logo o cheiro doce subiu… Do outro lado o bacon fritava e a cozinha não poderia estar mais cheirosa neste momento. Olhei rapidamente para o relógio que ficava na parede e foi impossível não suspirar com pesar, eu já, já teria que me arrumar para ir para o estúdio. Claro que já passei por muitas manhãs em que eu não queria ir para o trabalho, mas hoje está absolutamente insuportável saber que vou ficar por no mínimo cinco horas longe do Jonas, ainda mais que Bene não irá trabalhar, um milagre que só poderei presenciar pela metade.

Arrumei a mesa e dias como esse me faziam ter certeza que eu nunca venderei essa casa. Uma das paredes da sala é de vidro, dali da mesa de jantar dá para ver como o céu está azul e a neve reluzente. Eu adoro dias assim. Fui até a geladeira buscar a jarra de suco de laranja, peguei também o bule de café e quando já estava tudo organizado, fui até o quarto, eu não tinha tempo para esperá-los acordar naturalmente.

Quando eu cheguei lá, encontrei uma cena tão linda quanto quando o Bene leu a historinha ontem. Os dois estavam acordados e conversavam animadamente.

 

— Papai Mats!, — Jonas gritou e balançou os bracinhos em minha direção, fui até ele e o peguei no colo

— Posso saber o que os dois estavam fofocando?, — Perguntei e em seguida baguncei os cabelos castanhos do Jonas

— Segredo meu e do papai Bene

 

Eu então me fiz de chocado e magoado, mas não consegui manter meu personagem quando Jonas me abraçou.

 

— Vamos tomar café-da-manhã? Quem quer panquecas?

— Eeeeu!

— Levanta, amor, — Falei enquanto olhava para Bene

— Panquecas?, — Bene perguntou ao se levantar da cama e me beijar rapidamente nos lábios, — Quem chegar por último é a mulher do padre, — Ele praticamente gritou e saiu correndo

 

Eu fui atrás do Bene correndo, Jonas ainda agarrado no meu pescoço. Nosso filho gargalhava quando enfim chegamos na mesa. Eu o sentei na cabeceira. Me sentei de frente para o Ben, sorri para ele que olhava como um bobo para o Jonas. Eu servi os três pratos com a panqueca enquanto Bene distribuía o bacon.

 

— Bom, eu vou ter que comer rapidinho porque preciso trabalhar

— Você já vai, papai?, — Jonas me perguntou com sua vozinha fina

— Mas volto pra gente almoçar junto! Você vai ficar bem com o papai Bene

 

Nós então tomamos café-da-manhã e foi com certeza um dos melhores da minha vida. Infelizmente tive que deixar os dois na mesa para tomar meu banho e vestir qualquer coisa; ainda tinha bastante estrada pela frente. Quando reapareci na sala, os dois estavam vendo um programa infantil que eu nunca vi. Provavelmente daqui algum tempo eu vou conhecer todos. Me despedi dos dois com um beijo em cada e fui para o carro. Felizmente o trânsito estava fluindo e não demorei tanto para chegar ao estúdio. Bastian já estava lá, aproveitei que estávamos sozinhos no camarim para dar as boas novas.

 

— Eu imaginei que o Benedikt ia virar um babão, mas até tu, Hummels?

— Você diz isso, mas eu já vi como você olha pro Louis!

— E quando eu vou poder conhecer o grande pequeno Jonas Hector Höwedes Hummels? Meu deus, quanto h em um só nome!, — Bastian riu e eu o acompanhei

— Que tal marcarmos algo pro final de semana? A gente pode ir esquiar, sei lá. Eu ainda não sei muito bem o que crianças fazem

— Esquiar pode ser uma boa. Eu vou falar com o Luki

— Pronto!

 

Depois disso Ilkay chegou e logo estávamos dentro do estúdio para gravar mais um Tor Zeit. Assim que terminamos, me despedi do pessoal e corri para o carro. Claro que peguei trânsito para chegar em casa…

Quando enfim cheguei, já encontrei o almoço pronto, ou pelo menos era o que o cheiro indicava.

 

— Papaai!

 

Jonas correu ao meu encontro com os bracinhos estendidos; o peguei no colo e deixei um beijo na bochecha dele.

— Amor?, — Chamei enquanto caminhava até a cozinha

— Oi, amor!, —  Bene sorriu ao me ver, — O almoço está quase pronto… Acabei me atrasando um pouco, — Ele riu enquanto se atrapalhava levemente com as  panelas que estavam no fogão, —  Mas tudo dará certo, pelo menos eu espero que dê

— O cheiro está bom!, — Caminhei até ele, ainda com Jonas agarrado ao meu pescoço, e depositei um beijo estalado em seus lábios, — Minha mãe ligou?

— Ligou, receberemos pelo menos umas seis babás ao longo dessa tarde… Aw meu dedo, —  Resmungou ao queimar o dedo numa das panelas e levou o mesmo até a boca, rindo em seguida, —  Sua mãe queria participar das entrevistas, mas eu achei melhor não, espero que você não se importe

 

Coloquei o Jonas no chão e pedi pra ele ir desligar a televisão. Abracei meu marido por trás e deixei um beijo em seu pescoço. Aspirei um pouco do perfume dele antes de começar a falar:

 

— Fez o certo, acho que nós devemos escolher sozinhos mesmo

—  Foi o que pensei, —  Ele disse, —  Bom, acho que está pronto. Me ajuda a levar até a mesa?

— Só depois que você me der um beijo

—  Posso dar até dois se você quiser, —  Riu e me abraçou, encostando seus lábios nos meus

— Ewwww! Vocês estão se bei-jan-do! Beijos são nojentos!, — Jonas disse fazendo um bico birrento que me fez rir no mesmo instante

— E como o senhor sabe que beijos são nojentos, hein?

 

Me afastei de Bene e fui até o Jonas, baguncei os cabelos dele e ele continuou com o biquinho.

 

— As panelas, eu esqueci, — Bene corre até o fogão e desligou tudo, — Ok, não queimou — Disse aliviado, — Quase que o almoço não sai mesmo, — Riu mais uma vez, — E beijos não são nojentos, Jonas, sabe o por quê? — Se aproximou do garoto, — Vou te bombardear de beijos… — Agarrou o nosso filho e distribuiu beijos pela bochecha dele, fazendo-o gargalhar

— Aaaai, papai!, — Jonas disse enquanto tentava se esquivar dos beijos de Bene

 

Eu logo me juntei ao Bene na sessão de beijos no Joninhas. Paramos só quando vimos as bochechas vermelhas da criança que gargalhava alto.

 

— Ok, ok, vamos comer? Vamos ver se esse almoço que o papai Bene fez presta…, — Eu disse enquanto me voltava para o fogão para pegar uma das panelas, em seguida levando a mesma até a mesa já posta

— Talvez não esteja tão bom como os pratos que você faz, mas eu tentei fazer o tal macarrão com almôndegas, — Sorriu ao passar por mim com uma travessa e por a mesma na mesa, — Espero que esteja no agrado de vocês, senhores, — Disse assim que ajudou Jonas a se sentar no lugar dele e o servir. Em seguida, ele me serviu e se sentou.

Sorri para o lindo loiro ao meu lado e peguei a primeira garfada.

 

— Hmmmm! Não está delicioso, Jonas?!

— Simmmmm!, — A esse ponto Jonas já estava com a cara suja por conta do molho avermelhado das almôndegas

— Olhe para Jonas, — Bene comentou aos risos, pegando um guardanapo e limpando o rosto do garoto, — Vocês gostaram mesmo? Acho que vou mudar de profissão, — Brincou

— E quem te disse que a gente quer compartilhar você com as outras pessoas?

— Vou ter que esconder o meu talento?

— Eu não diria esconder, eu diria focalizar seu talento apenas para seu marido lindo e seu filho mais lindo ainda, — Abri um sorriso divertido e logo peguei mais um pouco do macarrão

 

Jonas nem prestava atenção na conversa, estava completamente distraído com o prato a sua frente. Não tinha como ser mais adorável!

 

— Acho que não existe outra criança tão perfeita para nós como Jonas é, — Meu marido comentou com um sorriso abobado… Espero que encontremos uma boa babá para ficar com ele

— Não mesmo, — Falei enquanto olhava de um jeito bobo para Jonas, — Amor, a que horas as meninas vão chegar para as entrevistas?

 

Ele olhou para o seu relógio de pulso e me encarou, mordendo o lábio

 

— Menos de meia hora

— Ok, ok, dá tempo de terminar de comer tranquilamente

 

E foi o que fizemos. Terminamos o almoço e Bene lavou a louça enquanto eu fiquei com a tarefa de limpar o Jonas que havia sujado não só o rosto mas também a roupa com o molho de tomate. Voltamos para a sala pouco antes da campainha tocar. Fui até a porta, abri a mesma e meu sorriso se transformou em algo perto de uma careta quando eu me deparei com a garota que estava na minha frente. Os cabelos completamente negros, super lisos e longos tinham como acompanhamento um piercing no nariz e um na sobrancelha, além de um look completamente preto. O batom roxo era a “cereja do bolo” juntamente com os olhos marcados. A garota entrou e pude ver o cenho do Bene se franzir ao vê-la, mordi o lábio pra não rir e por fim fechei a porta.

 

— Quer me dar seu casaco?

— Obrigada

 

A garota abriu o casaco preto e… Também usava roupas pretas por baixo. Não que eu esteja surpreso. Pendurei o casaco dela e enquanto isso Bene a convidou para se sentar no sofá. Jonas estava sentado no colo dele, caminhei até lá e me sentei ao seu lado.

 

— Então, você é a…?

— Marthina Krösmeier

— Oi, Marthina, — Forcei um sorriso, — Eu sou o Mats, este é o Benedikt e este é o pequeno Jonas!

 

Bene ainda a encarava com o cenho franzido e a minha vontade de rir aumentava cada vez mais.

 

— Você tem quantos anos?

— Faço 19 semana que vem

 

Cutuco Bene para que ele diga algo.

 

—  Ahn… E você já trabalhou como babá? Tem alguma experiência, alguma recomendação? —  Perguntou após encarar as anotações que ele mesmo havia feito num pequeno bloco de notas.

— Sim, — Ela abre a bolsa e tira uns papéis, ela rapidamente se levanta e me entrega, são as recomendações e experiências dela

— Uau, são muitas experiências para alguém tão jovem…, — Eu digo enquanto passo os olhos pelas muitas linhas

 

Foi então que eu notei o Jonas, ele estava meio encolhido enquanto Bene apertava o abraço ao redor dele.

 

— Filho? O que foi?, — Eu pergunto enquanto acaricio seus cabelos mas ele apenas se encolhe ainda mais nos braços do Bene. Eu volto a olhar a Marthina e forço o décimo sorriso dos últimos cinco minutos, — Ahn, qualquer coisa entramos em contato!, — Eu me levanto e meio relutante ela faz o mesmo, — Foi um prazer conhecê-la, — Apertamos nossas mãos sem muita veemência

— Meu casaco

— Ah sim!

 

Caminhei até o cabideiro e entreguei o casaco preto para ela, em seguida abri a porta e a observei se afastar. Fechei a porta e me virei para Bene que estava acalmando o pequeno Jonas. Eu queria rir, mas vi que não era o momento, então me aproximei dos dois e me ajoelhei no chão onde eles estavam.

 

— O que foi, amorzinho?

— A mo-moça, — Ele respondeu manhoso

— Ela já foi, meu anjo

— Até eu me assustei com essa garota, — Bene comentou

 

Estávamos esperando a próxima candidata a babá de Jonas, quando a campainha soou novamente.

 

— Pode deixar que eu atendo, — Ele se levantou e olhou para mim e para Jonas, — Que não nos apareça outra criatura como aquela… — Abriu a porta e rapidamente deu espaço para a nova garota entrar, — Olá, como vai?

— Estou bem e o senhor? — Olhei para a jovem e diferentemente da primeira candidata, esta não usava nenhum artigo preto e a maquiagem em seu rosto era bem básica. Suspirei aliviado, principalmente ao sentir Jonas relaxado ao meu lado.

— Estou bem também, — Meu marido sorriu para ela, — Seu nome é?

— Luisa Mann

— Bom, eu sou Benedikt e esse é meu marido Mat…

— Oh meu Deus, Mats Hummels! — Ela o interrompeu e veio em minha direção, me abraçando e ok, eu não estava esperando aquela reação, muito menos Jonas e principalmente Bene que não sabia se retirava a garota de cima de mim ou se ficava parado observando a cena, — Eu assisto ao Tor Zeit todos os dias, eu não perco um dia sequer, e nossa, você é muito mais  lindo pessoalmente, muito mais!

—  Uau! Er, obrigado!, — Eu respondi completamente sem jeito

 

Benedikt pigarreou incomodado, mas a jovem não parecia se importar

— Amo o seu jeito de abordar as matérias, seus comentários são sempre pertinentes e amo ver você com o Bastian, vocês são perfeitos juntos. Nossa, quem diria que eu viria na sua casa? E oh, esse é seu filho? Eu não sabia que você tinha filhos e eu te acompanho em todas as redes sociais, — Ela não parava de falar e eu só conseguia forçar um sorriso, enquanto Benedikt a fuzilava com o olhar

— Obrigado, Luisa!

— É, obrigado mesmo, pode se retirar, entraremos em contato, — Bene interveio

— Mas vocês não farão perguntas? Eu trouxe as minhas recomendações, adoro crianças, sei cozinhar muito bem e será uma honra para mim trabalhar para um astro da TV

— Muito bom, mas como já disse, entraremos em contato ok? Obrigado, — Não que Benedikt fosse um brutamonte, inclusive estava bem longe de ser um, mas posso dizer que ele praticamente arrastou a garota para fora, enquanto a mesma ainda pedia para tirar ao menos uma selfie comigo, — Da onde que sua mãe tirou essas pessoas? Do manicômio?, — Perguntou assim que fechou a porta e se certificou que a mesma havia ido embora, — Você e Bastian são perfeitos juntos… Essa é boa, — Comentou irônico

— Isso é ciúmes, Benedikt?, — Mordi o lábio inferior ao fim da pergunta

— Achava que você era perfeito comigo, — Usou do seu maior tom dramático ao sentar ao meu lado, — Mas parece que é só com Bastian

— Awnt quem é um menininho lindo e ciumentinho? Quem é?, — Fiz uma voz infantil que acabou fazendo o Jonas rir

— Quem é ciumentinho?, — Jonas perguntou

— O papai Bene, filho. Olha o biquinho emburrado que ele tá fazendo, olha

— Para Matsi, é sério, — De qualquer forma ele se entrega a risada

— Jonas, fecha os olhos

— Por queee?

— Coisa rápida, filho

 

Assim que ele fechou os olhos, segurei o rosto do Bene com minha mão livre, assim o trazendo para mais perto de mim. Sem demora colei nossos lábios, em seguida já pedindo passagem com a língua. Ele pareceu um tanto relutante no começo, ainda estava emburrado por causa da garota, mas acabou cedendo. Encerrei o beijo depois de alguns instantes, afinal eu não podia esquecer que não estávamos sozinhos. Deixei um selinho nos lábios dele antes de me afastar.

 

— Pronto, filho, pode abrir os olhos

— Vocês estavam fazendo aquilo, né?

— Aquilo o quê?, — Bene encarou nosso filho

— Se beijaaando!

 

Nós dois rimos da forma como o garoto disse, mas fomos interrompidos pela campainha.

— Podemos fingir que não tem ninguém?, — Bene perguntou baixo, — Depois dessas duas desvairadas tenho medo do que pode aparecer agora

— Só me prometa que não vai atacar a garota…

— Oooutra menina?, — Jonas disse e a reprovação na voz dela era tão óbvia que me fez rir

— A gente tem que achar uma moça legal para cuidar de você! Quer ir pro colo do papai Bene?, — Eu levantei o Jonas assim que ele assentiu com a cabeça, o coloquei sobre as pernas do Bene e me levantei, indo então abrir a porta, — Oi, oi, — Sorri ao ver que aparentemente era uma garota normal

— Oi, boa tarde, — Ela disse com um bonito sorriso

— Venha, entre, está frio

 

A loira entrou e tirou o casaco cinza que vestia, me entregou e fui pendurar o mesmo. Ela estava com uma calça jeans branca e um suéter rosa claro, botas marrons e cabelos soltos e longos. A convidei para se sentar e fiz o mesmo em seguida.

 

— Eu sou Mats, este é o meu marido Benedikt e este é o nosso filho Jonas

— Que linda família! Eu sou Cathy Uhse

— Olá, Cathy, — Bene a cumprimentou com outro sorriso forçado, enquanto Jonas envolvia seu bracinho no pescoço dele

— Quantos anos você tem, Cathy?

— 21

— E já teve outras experiências com crianças?

— Sim, eu amo crianças! Cresci em uma família grande, sou a mais velha então sempre cuidei dos meus irmãos menores, não demorou para eu começar a trabalhar como babysitter na vizinha aos 16 anos e desde então pode se dizer que eu nunca parei

— Uau, então já são cinco anos de experiência! Você faz faculdade?

— Eu estudo psicologia

 

Bene prestava atenção na garota e pude notar que sua feição estava mais relaxada.

 

— Nós precisamos de alguém que fique com Jonas durante um determinado período, mas terá dias que nem eu e nem Mats conseguiremos cumprir nossos horários e podemos nos atrasar, você tem a total disponibilidade para ficar com ele?

— Sim, claro, minhas aulas são durante a noite

 

Bene abriu um sorriso sincero e me olhou rapidamente antes de olhar para Jonas.

 

— Você tem algum curso de primeiros socorros ou algo do tipo?

— Oh, sim! Fiz o de primeiros socorros no começo da faculdade. Eu também sei cozinhar e costurar

— Nossa! Devo dizer que estou realmente impressionado, — Disse com total sinceridade, — Você dirige?

— Sim, vim com o meu carro, inclusive

— Hmm, é importante já que moramos longe do centro da cidade

— Se me permitem dizer, a casa de vocês é simplesmente incrível! A luz que entra por essa parede de vidro é absurda!

— Parece que temos uma boa candidata, — Bene comenta, — O que você acha dela, filho?

— Achei ela bonita!

— AH! Você também é um rapazinho lindo! Quantos anos você tem?

 

Jonas então esticou a mão mostrando os cinco dedinhos.

 

— Grande desse jeito?!

— Quase 6!

— Uma figura, né?, — Baguncei os cabelos do Jonas pela décima vez hoje e então sorri para Cathy, — Bom, nós entraremos em contato, ok? Foi um prazer te conhecer

— O prazer foi meu, — Cathy se levantou, — Tchauzinho, pequeno!

 

Jonas acenou para ela e não pude deixar de sorrir. Eu me levantei, peguei o casaco dela e a acompanhei até a porta.

 

— Tchau, tchau, — Ela disse por fim

 

Fechei a porta e voltei para o sofá.

 

— Ela é perfeita, — Eu disse

— Finalmente uma pessoa normal, até parece mentira, — Meu marido falou, — Ainda temos mais três para entrevistar, mas eu gostei dessa Cathy e Jonas também gostou

— Hmm. Você não a achou perfeita… Demais?

— Está desconfiando de algo?

— Não sei, mas sei lá, não acha nem um pouco estranho? Eu tenho um pouco de medo de gente assim

— Assim como, papai?

— Sabe robô? Então, mesma coisa

— Depois de uma que veio direto do cemitério e outra que é a presidente do seu fã clube, uma moça como essa seria mais que perfeita para a nossa situação, mas ainda temos mais gente para conhecer e não sendo como as duas primeiras, principalmente uma fã louca sua, já está de bom tamanho

— Você diz isso porque está com inveja por não ser um astro da TV como eu, — Lancei um sorriso desafiador para o loiro ao meu lado

— O que é um astro?, — Jonas me perguntou

— Bom, um astro é um corpo celeste que tem iluminação própria, mas nesse caso estamos falando sobre alguém famoso, no caso eu, — Falei cheio de mim para pirraçar meu marido

— O que é um corpo celeste, papai?, — Jonas estava claramente mais confuso agora do que antes da minha explicação

— Oh, me desculpe se sou um mero mortal, senhor astro da TV, — Bene disse ironicamente, — Por Deus, você tá confundindo o Jonas, — Riu enquanto brincava com os cabelos do nosso filho

— Um dia a gente vai no planetário e você vai entender o que é um corpo celeste, ok? E amor, eu te amo mesmo você não sendo tão famoso e incrível quanto eu, — Pisquei pra ele e ri em seguida

— Convencido!

— Lindo!, — Soltei um beijo pra ele no exato momento em que a campainha voltou a tocar, — Espero que não seja nenhuma louca

 

Dito isso eu me levantei e caminhei até a porta, abri a mesma e sorri ao me deparar com uma moça de cabelos curtos, escuros e lisos, pele morena e olhos um tanto puxados, mas não muito. A convidei para entrar e ela sorriu. Peguei o casaco dela e alguns instantes depois já estávamos sentados no sofá. Olhei rapidamente para o Jonas e sorri ao perceber a carinha entediada dele que agora mexia nos botões da camisa do Bene.

 

— Oi, você é a…?, — Perguntei

— Valentina Gallardo, senhor.

— Valentina? Olha só, que nome bonito! Você… Não é daqui, né?

— Não, eu sou do Chile, — A jovem sorriu tímida

— Chile?! Olha, Jonas, como a moça veio de longe! Isso não é legal?

— Onde fica o Chile, papai?

— Fica na América do Sul, filho, — Sorri para o Jonas e em seguida voltei meu olhar pra Valentina, — Já mora aqui há muito tempo? Seu alemão é muito bom

— Obrigada, senhor!, — Agradeceu ainda com um sorriso tímido nos lábios, — Tenho descendência alemã, mas cheguei a pouco tempo na Alemanha

— Ah é? Que interessante. Hmm, — Peguei o bloquinho onde Bene anotou as perguntas e dei uma lida rápida, — Trabalhou como babá lá no Chile?

— Sim, desde muito nova ajudava minha mãe que também trabalhou como babá e a partir dos 16 comecei a trabalhar sozinha, amo crianças e amo dedicar meu tempo a elas, elas nos ensinam muito

— E quantos anos você tem agora?, — Jonas perguntou, surpreendendo a todos e arrancando um sorriso da moça

— Tenho 22, mocinho, — Pediu permissão com o olhar para mim e para Bene para se aproximar de Jonas, — Você deve ter, hm, cinco aninhos, acertei?

— Oh! Como você sabiaaa?!, — Jonas tinha uma expressão de completo choque, mas me controlei pra não rir

— Sou uma fada, mas não conta pra ninguém, ok?, — Ela disse baixinho para Jonas que a encarou maravilhado

— Sua mãe mandou mais uma louca, — Bene comentou e eu o repreendi com o olhar

— Eu juuuro, não conto pra ninguém, ninguém!, — Jonas agora parecia subitamente animado

 

Valentina piscou para Jonas e voltou a olhar para mim, ainda sorrindo.

 

— Jonas me parece uma criança incrível, vocês com certeza devem sentir bastante orgulho dele

— Nós sentimos, — Sorri para meu filho e me voltei para a garota morena, — Bom, eu preciso conversar com meu marido agora, nós entraremos em contato, ok?

— Tudo bem, — Ela se virou para Jonas e piscou mais uma vez, — Obrigada pela oportunidade, tenham uma boa tarde, — A acompanhei até a porta, entregando seu casaco, — Tchau, foi um prazer conhecer sua família

— Tchaaau!, — Jonas gritou do sofá

— Bom, pode ver que também foi um prazer te conhecer, — Sorri para Valentina

— Parece que alguém aqui gostou da fada, — Bene disse, se referindo a Jonas assim que encostei a porta

— Você gostou da Valentina, filho?, — Perguntei assim que voltei para o sofá

— Ela é uma fada!, — Jonas disse como se isso fosse óbvio

— Será que essa casa tem estrutura o suficiente para um astro e uma fada?, — Meu marido perguntou sério para Jonas, me fazendo rolar os olhos e rir

— Não se esqueça que ainda tem um campeão morando aqui, — Eu disse me referindo a Jonas

— Um campeão, um astro, uma fada e… Eu, — Falou rindo, — Preciso verificar as estruturas da casa para ver se ela aguenta essa equipe de peso

— Você é o meu papai, ué!

— Tá vendo aí? Marido de um astro e pai de um campeão… No final você é o mais sortudo da casa

— E não se esqueçam que sou um ótimo cozinheiro também, — Se gabou, — É, acho que nossa casa aguenta, — Riu e se levantou, — Filho, eu preciso falar com o papai Mats, e acho que tá passando aquele desenho que você gosta, não?

— Peppa Pig!

 

Olhei surpreso para Bene por ele já saber a programação dos canais infantis. Aproveitei que o controle da televisão estava do meu lado e liguei a mesma, por sorte já estava no canal certo.

 

— Pronto, fica aí vendo a porquinha

— Porquinha, pai?, — Ele só tem cinco anos e já está me julgando, foi impossível não rir

 

Me levantei e Bene fez o mesmo.

 

— A gente já volta, se comporta

 

Seguimos corredor adentro e entramos no nosso quarto.

 

— E então?, — Perguntei assim que me sentei na cama

— Parece que Jonas gostou de Valentina, né?, — Sentou ao meu lado, — O que você achou dela?

— Você ficou tão calado enquanto ela estava aqui… Não gostou dela, amor? Eu achei ela ótima

— Eu não sei, — Respondeu, mexendo no meu cabelo, — Ela parece ser boa pessoa, mas eu fico um pouco… Não sei dizer, talvez receoso, eu só quero que nosso filho fique bem e seja o mais bem tratado possível

— Você não tem ideia de como eu te amo mais a cada instante em que você fala “nosso filho”, mas antes de eu me aproveitar de você já que estamos na cama, queria dizer que eu gostei da Valentina, ela parece ser divertida e o Joninhas gostou dela, fora que eu acho interessante ele ter contato com alguém tão diferente de nós

— Bom, se você acha que ela é a melhor opção… Eu confio em você, — Ele mordeu o lábio e me encarou divertido, — Mas sabe, achei interessante essa parte de você aproveitar que estamos na cama…

—  Bom, —  Me aproximei dele e levei uma mão até seu rosto, —  Agora que temos um filho pequeno em casa, temos que aproveitar esses momentos, não acha?

— Concordo, — Ele sorri, — Só espero que a porquinha esteja numa aventura eletrizante e deixe Jonas bem distraído…

 

Eu acabei rindo, mas o olhar dele me fez voltar ao foco, meus olhos logo desceram para seus lábios finos e quando me dei conta nossos lábios já estavam se tocando, daí pra começar um beijo foi rápido. Nossas línguas não precisavam mais de apresentação, podiam ir direto ao assunto de forma ágil, mas ainda assim muito prazerosa. Aos poucos eu fui deitando o Bene na cama e logo eu estava em cima dele. Interrompi o beijo e desci meus lábios pelo pescoço do Bene que agora enfiava as próprias mãos por baixo do meu suéter.

 

— A gente vai ficar com a fa…

 

Jonas interrompeu não só a fala dele, mas também o meu momento com o Bene. No susto eu me virei pro lado e olhei pro Jonas, minha respiração levemente desregulada.

 

— Ahn, o quê?, — Bene intercalou o olhar entre mim e Jonas, — Oi, filho, acabou o episódio da Peppa?

— Vocês estavam fazendo aquilo de novo, né?, — Ele espremeu os olhinhos de um jeito desafiador e eu teria rido se não estivesse ainda me recuperando do susto e do coito interrompido

— Nós? Não!, — Bene disse dissimulado, indo até o nosso filho e o pegando no colo

— Eu estava ajudando o papai, — Eu disse assim que me sentei, — Ele não tava conseguindo… Er, respirar direito

— Uhum, seeei

 

E foi assim que nosso filho de cinco anos nos interrompeu pela primeira vez. Poderia ter sido pior, devo dizer, mas bem que a Peppa Pig poderia ter cooperado com a gente.

 


Notas Finais


E então, o que acharam? E essa casa de RYCA? hahahaha

Beijos e até o próximo! <3


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