História A Wolf's Tale (Wolves Trilogy Book 1) (REESCRITA) - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~DanonePerdido

Postado
Categorias Ashley Benson, Chord Overstreet, One Direction
Personagens Ashley Benson, Chord Overstreet, Liam Payne, Personagens Originais
Tags Amor, Caçadores, Lobisomens, Misterios, Passados Perturbadores, Perda, Sobrenatural, Vilões
Exibições 9
Palavras 3.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem. O maior até agora.

Capítulo 11 - Capítulo 10 - Enterro


A relação de Ashton e Cristopher não ia lá muito bem. 

O garoto só passou a acreditar verdadeiramente nas palavras do pai quando Cristopher o levou para passar um dia com Os Nove, nome que a princípio Ashton achou ridículo mas acabou se acostumando. Ashton achou que não iria rolar nada demais, até que Robert chegou. O homem era velho, na verdade todos eles eram, todos aparentavam ter a idade de Cristopher, mas nem Ashton sabia exatamente a idade do pai.

Robert disse que tinha um presente para Cristopher, e o homem deu um pequeno sorriso. Eles caminharam até um galpão no meio da floresta e quando Ashton entrou no local, pôde reconhecer vários objetos de tortura. Um homem pálido se encontrava acorrentado na cadeira. Cristopher e Robert começaram a conversar, mas Ashton não conseguia tirar a atenção do homem sentado na cadeira.

Quando finalmente o homem o olhou, Ashton deu um passo para trás, seus olhos eram vermelhos intensos, seus dentes caninos eram maiores que de um humano normal e ele estava... Sorrindo.

- Pai. - Ashton chamou engolindo em seco e só então se deu conta do erro que tinha cometido. - Cristopher. - Ele tentou consertar o erro sem que ninguém notasse, mas estava se odiando no momento.

- Ash, esse é um modelo clássico de vampiro. Encontramos ele aos arredores da cidade caçando. Infelizmente, uma jovem de apenas quinze anos perdeu a vida, e todo seu sangue. - Robert comentou, em seu habitual tom explicativo, e Ashton sentia vontade de socar a cara do vampiro que estava em sua frente, mas se conteve, pois sabia que apanharia.

- Ash... Lindo nome. - O vampiro comentou, a voz lenta. - Por que está com medo? - Ashton sentiu os pelos da nuca se arrepiarem e encarou o vampiro, era estranho ouvir ele dizer tantas palavras sem nenhum traço de respiração.

- Eu não estou com medo. - Ashton comentou engolindo em seco pela segunda vez, com pavor.

- Sim, está. Posso ouvir seus batimentos. - O vampiro comentou com um sorriso malicioso no rosto. Ashton se virou para procurar Cristopher mas o homem não estava mais no mesmo lugar.

Um barulho alto ecoou pelo galpão. Ashton deu um salto voltando a atenção para o vampiro mas ele já não estava completamente lá, sua cabeça tendo sido arrancada por um facão. Cristopher segurava a faca com um sorriso no rosto, e Ashton deu um grito assustado por não ter nenhuma gota de sangue.

- Robert, coloque fogo. - Cristopher disse enfiando a ponta da faca na testa do vampiro. Ele se aproximou do filho e dou dois tapinhas em seu ombro. - Você ainda não viu nada.

*

A partir desse dia, Ashton sempre ia para a cabana dos Nove depois do trabalho. Ele andava evitando Elliot cada vez mais, e se jogava por completo no mundo sobrenatural. Aprendeu sobre como diferenciar uma criatura de um humano e várias formas de matar essas coisas. Mark foi um dos caras que mais ficava ao seu lado, ele não falava muito, apenas dizia que Ashton deveria sair da teoria e começar a praticar o que estava aprendendo. Ashton discordava totalmente, ele estudava pois era divertido, então, simplesmente lia as anotações dos Nove.

Cristopher entrou na cabana com a camisa ensopada de sangue. Ashton levou sua atenção até o homem e não se assustou muito como nos primeiros dias, ele estava começando a se acostumar.

- Acho que dessa vez não foram vampiros. - Mark comentou com um sorriso no rosto.

- Pois é, lobos. - Cristopher disse retirando o tecido sujo.

- Tem lobos por aqui? Que demais. - Ashton comentou rindo.

- Sim, lobos convivem com você quase todos os dias e você ainda não notou. - Cristopher disse um pouco baixo. Ashton engoliu em seco vendo o homem se retirar do cômodo e voltou sua atenção para os papéis.

*

Finalmente o dia do enterro de sua mãe havia chegado. Elliot e Ashton resolveram esse assunto sem se falarem. O enterro havia demorado mais dias do que o esperado, com todo aquele assunto dentro do necrotério, a polícia não poderia liberar o corpo. O dia amanheceu com a cara que deveria; frio e chuvoso. Ashton terminou de se arrumar e sentou no sofá esperando por Elliot, ele queria resolver toda essa situação com o amigo. Alguns minutos depois, Elliot apareceu, já arrumado e com os olhos vermelhos, o que não era muito diferente de Ashton.

- Ué... Achei que já tinha ido. - Elliot comentou se aproximando, suas feições estavam acabadas, todo brilho em seu olhar tinha sumido.

- Não... Eu quis te esperar. A gente podia ir junto, o que acha? - Ashton disse, tentando compensar por seu comportamento, se levantando e ajeitando o casaco enquanto esperava a resposta do amigo.

- Acho uma boa ideia, comprei alguns CDs novos, posso colocar no último volume. Fica mais fácil para você me ignorar como fez nos últimos dias. - O tom de voz de Elliot foi sarcástico e amargo.

- Eu não te ignorei, Elliot... - Ashton tentou se justificar mas chegou à conclusão de que isso não adiantaria de muita coisa. - Tá legal, eu tentei te ignorar. Mas eu estive ocupado.

- Sim, Ash, você esteve ocupado com seu pai. E eu não quero mais ficar nessa situação estranha com você. - Elliot se sentou no braço do sofá. - Eu não quis ir pra New York porque...

- Elliot, não começa, esse assunto já acabou faz tempo. - Ashton disse cortando o amigo.

- Não, Ash, eu quero falar. Eu não quis ir pois eu me preocupo com você, poxa, olha quantos anos a gente estudou junto, não quero quebrar isso agora. Você anda tão distante, cara, eu já estou indo para faculdade a alguns dias e você nem deu sinal de vida. - Elliot disse por fim o que fez Ash pensar um pouco. Ele estava jogando seu futuro fora por algo que não acreditava completamente ainda.

- Vou recuperar as aulas perdidas. Desculpe. - Ash disse em um tom baixo e eles se encaminharam para a porta.

- Está tudo bem? Você sabe, estamos indo para o enterro da sua mãe e... -Elliot parou de falar dando um tapinha no ombro de Ash.

- Eu estou sim. - Ashton respondeu seguindo até o carro, o que não era verdade, ele estava com tanto medo que não conseguia respirar, a cada segundo ele se perguntava se poderia viver em paz outra vez algum dia.

O caminho até o enterro foi um pouco tenso, Elliot mostrou cada CD que tinha comprado, Ash disse que era um lixo e que o amigo não sabia escolher uma música que prestava. Eles conseguiram se distrair um pouco, mas quando se aproximaram do cemitério o clima tenso invadiu o carro outra vez.

Ashton fez questão de cumprimentar cada uma das pessoas que foram ao enterro, alguns amigos, família, vizinhos, alguns que ele nem conhecia. Quando a cerimônia iria começar Ashton notou a presença de uns homens vestidos de preto. Não é que seja diferente até porque quase todos no local usavam preto, principalmente ele, mas aqueles homens não eram familiares. Ashton se aproximou e reconheceu Cristopher e Robert, rapidamente ele ligou os pontos e descobriu que Os Nove estavam no enterro de sua mãe.

A cerimônia foi tranquila, ninguém tentou pular dentro do caixão ou começou a gritar, Ashton até tentou fazer ambas as coisas mas Elliot o impediu segurando em seu braço. Quando o enterro finalmente acabou Ash chegou à conclusão de que não tinha mais água em seu corpo. As lembranças de sua mãe atacaram seu cérebro; ele imaginou como ela riria de toda aquela cerimônia e diria que era totalmente desnecessário. Mas ele tentou ignorar esses pensamentos para não desmoronar. Os Nove se aproximaram do garoto e Ashton apertou a mão de cada um deles, mesmo não conhecendo todos.

- Como você está? - Cristopher perguntou quando soltou a mão do filho.

- Estou bem e você? - Ashton respondeu com um tom irônico, Cristopher apenas deu um sorriso forçado.

Elliot estava do outro lado do cemitério conversando com algumas pessoas, Cristopher se aproximou do filho e ambos começaram a andar até a saída.

- Ashton, eu quero que tenha cuidado. - Cristopher sussurrou e Ash olhou para o pai sem entender o que ele queria dizer com isso.

- Como assim? - Ash parou de andar e se virou para olhar melhor o pai, ele não estava de brincadeira.

- Acho que a mesma pessoa que... Que matou sua mãe, pode estar atrás de você. - Cristopher finalmente disse e deixou um suspiro alto escapar após suas palavras.

- Uma pessoa? Você não viu as garras? Foi um lobisomem, cara, agora tudo isso está explicado. - Ashton comentou olhando ao redor e viu Elliot andando em sua direção. Cristopher notou a presença do garoto, então mudou de assunto.

- Claro, filho, qualquer novidade eu te ligo. - Cristopher comentou e se afastou, fez um breve cumprimento enquanto passava por Elliot e sumiu no meio dos Nove.

Ashton se perguntava o que mais poderia acontecer de louco em sua vida.

*

Estava tudo um caos, a casa estava completamente em chamas, as paredes começavam a ceder. Ashton não conseguia respirar, seu peito queimava mas ele sentia que não poderia sair do local. Do outro lado da casa se encontrava uma mulher, seus olhos lacrimejavam mas mesmo a metros de distância Ashton conseguia sentir que ela não estava com medo. De repente um som ensurdecedor tomou o local. Ashton se virou a tempo de ver uma parte do teto cair por cima da cama em chamas. Quando voltou sua atenção para a mulher ela já não se encontrava lá, ele correu até o local à procura dela. Seu peito começou a queimar cada vez mais e ele foi invadido por uma crise de tosse. Ashton se preparou para correr pra fora do quarto, quando um borrão passou correndo por ele e o jogando no chão. Ashton levantou o olhar a tempo de ver alguém fechar a porta do quarto. Não deu tempo do garoto ver seu rosto, apenas aquele sorriso demoníaco, em poucos segundos, todo o quarto estava em chamas, inclusive Ashton... 

Ashton acordou de um pesadelo, sua respiração estava ofegante e sua cama ensopada de suor. Ele olhou as horas e viu que ainda demoraria um pouco para amanhecer, como sabia que não conseguiria voltar a dormir, levantou e tomou um banho quente na tentativa de se esquecer daquele sonho mas as cenas ainda voltavam para sua mente. Alguns minutos se passaram quando ele finalmente saiu de casa, o sol estava nascendo ainda. Ele caminhou até a padaria na esperança de que abriria logo já que todos daquela cidade pareciam querer ficar ricos. O garoto decidiu pegar um caminho diferente do habitual, virou em uma rua mais deserta e seguiu seu caminho.

- Precisamos conversar, loirinha. - Uma voz chamou sua atenção, Ashton parou de andar e engoliu em seco. Ele se virou procurando de onde tinha vindo a voz.

Do outro lado da rua um homem se encontrava parado em frente à uma casa de madeira, ao seu lado uma garota loira estava o encarando, ela se encontrava de costas para Ashton mas o garoto a reconheceria em qualquer lugar... Aisha Parker.

Rapidamente ele se abaixou atrás de uma moita e começou a ouvir a conversa.

- Toda vez que eu te vejo parece mais que você cortou esse cabelo com uma faca de caça. Diz aí para mim, foi isso mesmo que você fez? - O homem voltou a falar, Ashton reprimiu uma vontade de socar a cara dele.

- Vai dizer o que veio fazer aqui ou não? - A voz de Aisha preencheu o local, Ashton nunca tinha visto ela tão impaciente, esse cara devia ser muito idiota.

- Vim falar com você. Você ouviu falar do assassinato daquela mulher? - Outra mulher foi assassinada? Como assim?

- O que isso tem a ver com o que quer que você veio falar? Foi um assassinato comum. - Ela deu uma pausa. - Quer dizer, se você considera assassinato uma coisa comum. - Ela se atrapalhou dizendo.

- Não foi comum. A causa do morte foi facada, mas meu pessoal descobriu que o corpo tinha marcas de garras, como as de um lobo. E o legista responsável pelo corpo morreu misteriosamente depois. Prenderam um cara, que você foi vista com, mas não acho que ele tem alguma coisa a ver com isso. Mas isso não é exatamente por isso que vim aqui, embora seja estranho alguém ter tentado confundir tudo com essas marcas. Vim por causa do que essa morte trouxe para a cidade.

Ashton sentiu sua respiração parar por um instante, ele realmente não sabia como reagir a tudo isso.

- Já ouviu falar dos Nove? - O homem tornou a falar.

- Os Nove estão aqui? Em Banesville? Por causa da morte de uma simples humana? - Como Aisha poderia dizer  "uma simples humana" quando se tratava da mãe de Ashton?

- Talvez ela não seja tão simples assim. - Realmente, ela não era tão simples.

Ashton levantou e fez uma careta sentindo o cheiro horrível que a planta tinha deixado em suas roupas. Rapidamente ele voltou a andar como se nada tivesse acontecido, voltou pelo caminho que tinha vindo e seguiu seu instinto. 

*

Cristopher acordou com o toque de seu celular e abriu os olhos lentamente vendo o nome de Ashton brilhando na tela, rapidamente ele atendeu a ligação.

- Pai?

- Ash?

- A gente pode conversar? 

- Claro, que horas tem?

- Sei lá.

- Tá tudo bem, filho? - Cristopher pôde identificar um tom de medo na voz de Ashton.

- Não.

Cristopher continuou a conversa com o seu filho por alguns minutos até que eles marcaram de se encontrar em uma padaria perto da casa dele e de Elliot. Cristopher se arrumou o mais rápido que pôde e em alguns minutos já se encontrava na padaria sentado de frente para Ashton.

- O que aconteceu? - Cristopher perguntou enquanto Ashton bebia mais um gole de café com as mãos trêmulas. O garoto não tinha dito uma palavra desde que Cristopher chegara, e ele já estava ficando um pouco impaciente com isso, embora pudesse ver que o assunto era sério.

- Qual... Qual é a probabilidade de alguém, alguém humano saber que os lobos, Os Nove, tudo isso existe? - Ashton perguntou. Cristopher não saberia onde essa conversa iria dar, mas decidiu ser sincero.

- É quase uma em um milhão. - Cristopher suspirou e se encostou na cadeira esperando pela próxima pergunta.

- E se uma humana saber sobre lobos, Os Nove, e ter um amigo interessado na morte da mamãe? - Ashton perguntou e Cristopher entendeu onde a conversa chegaria.

- As chances dessa pessoa ser humana é muito pouca. Nós estamos falando de quem? - Cristopher perguntou mas ele sabia que Ashton estava se referindo à Aisha.

Cristopher já sabia sobre os dois a alguns dias, o jeito como o filho ficava quando estava com a garota. Ashton não notou, mas Cristopher estava do outro lado da rua na noite em que Ashton foi solto por causa da fiança paga pela garota. Cristopher sabia que o dinheiro não vinha dela, ele estava começando a investigar a garota por conta própria, sabia que não poderia contar com a ajuda dos Nove para resolver problemas pessoais. 

- Muito pouca tipo um? - Ashton quis saber e Cristopher negou com a cabeça.

- Muito pouca tipo zero. Olha, Ashton, você tem se dedicado a estudar tudo isso, eu me orgulho por você estar fazendo isso, mas eu concordo com Robert, você tem que começar a praticar. Você tem capacidade de reconhecer se alguém é humano ou não. - Cristopher disse, incentivando o filho, ele não queria se envolver nos assuntos de Ashton, mas sabia que a forma como Aisha olhava para Ashton também era assustadora. Ash poderia descobrir que Aisha se tratava de um lobisomen, jogar isso na cara dela, mas Aisha não levantaria um dedo contra ele, ele era bom em ler pessoas e isso fazia Cristopher se sentir mais aliviado, sabia que podia relaxar um pouco quanto à segurança do filho.

- Tudo bem. Valeu, pai. - Cristopher se levantou e colocou o dinheiro do café sobre a mesa.

- Você só vai encontrar, quando saber o que está procurando, não se esqueça disso, Ash. - Cristopher se afastou deixando o filho sozinho naquela mesa com seus próprios pensamentos.

*

Cristopher tinha marcado uma reunião com Os Nove, todos estavam sentados em seu sofá.

- Chamei vocês aqui para pedir um favor, por nossa amizade e não por nosso trabalho. - Cristopher disse, se levantando.

- Claro, pode falar. - Jack comentou com um sorriso no rosto.

- Aisha Parker... Não encostem nela. - Cristopher disse olhando para os amigos.

- Como assim? O que ela é? - Mark perguntou, um pouco incrédulo.

- Lobisomem. - Cristopher disse abaixando o olhar.

- Você só pode estar de brincadeira, você sabe de uma lobisomem na cidade e não a matou? - Peter se levantou com um olhar furioso.

- Nós só matamos as criaturas que atacam pessoas, não se esqueça disso, Peter. - O tom de Cristopher foi levemente ameaçador.

- Nós não encostaremos nela. - Jack afirmou respondendo por todos.

- Posso saber o por quê? Como vai nos impedir? - Peter interviu outra vez.

- Por que é pela amizade, e não pelo trabalho. - Robert disse encerrando o assunto.

*

Ashton voltou para a casa de madeira onde tinha visto e ouvido Aisha conversando com um homem. A frase de Cristopher flutuava em sua cabeça, ele só precisava esperar o momento certo para pôr em prática. Enquanto se aproximava da casa ele vestiu uma máscara em seu interior, ele precisava ser o cara que Aisha conheceu, ele passou o dia todo com seus pensamentos, se preparando para esse momento, para não deixar transparecer o que ele sabia. Ashton caminhou até a parte do jardim e pisou um pequeno galho fazendo um barulho quase inaudível. Se Aisha era mesmo sobrenatural, ela ouviria, já que Ashton sabia que ela estava fumando no telhado.

De repende Aisha se encontrava em sua frente, Ashton deu um passo pra trás, ele realmente tinha se assustado, e sorriu por vê-la.

- O que está fazendo aqui? - Aisha perguntou, Ashton levou a atenção até seus olhos e engoliu em seco como se estivesse assustado.

- Você... Você acabou de pular do telhado? Isso é muito alto. - Ashton pareceu surpreso, olhou para o telhado e em seguida para a garota. - Você me assustou. Tudo agora parece mais assustador pra mim desde que... Minha mãe morreu. - Ashton disse, completando "desde que descobri sobre o sobrenatural", mas não disse nada, e se sentiu um pouco culpado por usar a mãe como distração, mas a sensação logo sumiu. - Eu vim te ver. - Ele voltou a falar, o que era óbvio, o que ele iria fazer na casa de Aisha se não fosse para ver Aisha.

- Como você sabe que eu moro aqui? - Aisha perguntou e Ashton franziu as sobrancelhas, ele tinha passado essa pergunta em sua mente por milhares de vezes.

- Só estava passando e te vi. - Ashton comentou com a atenção nos lábios de Aisha.

- Você me seguiu? - Aisha perguntou e Ashton repreendeu o medo que crescia em seu peito, a garota seguia o roteiro para lobo. Ouviu o barulho, pulou do telhado, adivinhou quando ele estava mentindo.

- Não. - Ashton disse um pouco envergonhado, o que era verdade, ele não seguiu Aisha, ele apenas ouviu sua conversa, foi embora e voltou depois, isso não era seguir.

- Por que veio a essa hora? - Aisha quis saber. Ela já tinha provado que a possibilidade de ser humana passou longe, mas ela estava quase acabando com o disfarce do garoto, então Ashton teve que improvisar.

- Quer parar de fazer as perguntas? Eu sou o futuro policial aqui. - Ashton disse na intenção de fazer Aisha baixar a guarda. 

- Bom, eu não teria que agir assim se você não tivesse aparecido há essa hora em minha casa. - Ashton se assustou um pouco até que um leve sorriso se formou em seus lábios, o garoto ainda estava com os olhos fixos nos lábios de Aisha, se ela fosse mesmo humana, eles já estariam em um nível... Um pouco mais quente.

- Não se preocupe comigo. - Ele respondeu. - Sou inofensivo. - Ashton sentiu uma vontade de completar a frase com "ao contrário de você" mas reprimiu seus próprios pensamentos.

Eles conversaram por mais alguns minutos, dessa vez, sem máscaras, sem regras, apenas Ashton e Aisha. Alguns minutos depois, Ashton se afastou com um encontro marcado, estava feito, ele iria sair com uma garota lobisomem.


Notas Finais


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