História AB negativo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk, Ken, Leo, N, Ravi
Tags Hyuken, Leobin, Navi, Sobrenatural, Vampiro, Vixx
Visualizações 9
Palavras 1.631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie voltei <3
Só isso mesmo, bye.

Capítulo 3 - O líquido laranja


 

 

- Hyorin?

- Diga. - ela se distraía arrumando algumas bagunças em nosso armário, estava entardecendo e sua blusa de manga comprida era puxada por seus dedos, a calça jeans de cor marinho era grossa, sabia que ela sentia friu.

- Sabe que a comida está acabando né? Se não nos alimentamos de sangue todo dia ao menos comer devemos. - estava um tanto aborrecido naquele dia.

- Sairemos esta noite, é só avisar a Wan. - seus olhos finalmente se direcionaram a mim. - A pasta de dente e papel também estão acabado.

Levantei-me da cama e segui para perto dela, a abracei pelas costas e depositei um beijo em seu ombro, gosto de me sentir seu protetor, e era mesmo. Nossas diferenças de idade são mínimas e isso faz com que nos aproximamos ainda mais.

 Ouvi um suspiro aliviado vindo de sua boca, ela parece mais relaxada com minha presença, e o mesmo para mim. A soltei depois de alguns minutos envolvendo sua cintura e segui para a porta, girando a maçaneta gélida pelo frio.

- Onde vai? 

- Não disse que deveria falar com Wan? Pois bem, irei fazer isto.

 Sai porta a fora e desci as escadas, não andei muito até chegar na sala de Jaehwan, aquele lugar parece um verdadeiro laboratório, fazem anos que nosso líder está tentando achar uma cura para os S7, mas acho que ainda está longe de a encontrar, porém não posso ser tão  realista assim, otimismo as vezes é bom, apesar de não gostar de dar falsas esperanças.

Nosso líder sabe o que faz e disso não posso discordar.

 Abri minimamente a porta e vi Wan junto a Hongbin, estavam conversando, o mais novo se mantinha em cima da mesa de frete para Wan, que trabalhava em algo.  Bati três vezes recebendo a atenção dos dois.

- Com licença.

- Toda. - os dois responderam em uníssono. 

- Wan, precisamos sair esta noite, o estoque de comida está acabando tanto quanto o de sangue.

- Sei disso, terei que passar novamente no hospital. - ele parece pensativo, continuava folheando o diário antigo do pai.

- Algum problema Wannie? - Hongbin se pronunciou.

- Estou pensando em como iremos nos dividir... me desculpe Hong, desta vez terá que ir sozinho, não poderei ir contigo.

- Não posso ir no hospital com você? - seu medo é evidente, apesar de ser forte e rápido Hongbin continua sendo muito frágil emocionalmente, e após quase ser morto uns meses atrás ele deve ter pego algum tipo de trauma.

- Sinto muito mas mesmo a noite aquele lugar fica cheio de pessoas, não posso correr o risco.. - o cortei de imediato.

- Mas e se ele for com Hyorin? Posso ir sozinho.

- Hakyeon, você e sua irmã são mais rápidos juntos e sabe disso. Sinto muito Hong, mas pode buscar coisas fáceis, sua rapidez é bem melhor se estiver só.

 Ele apenas concordou com a cabeça, tenho medo por Hongbin.

- Iremos de madrugada? - perguntei a Wan.

- Não, apenas quando escurecer, se tiver um imprevisto no meio de nossa missão ao menos teremos mais tempo para concertar, que nem da ultima vez...

 

                              *  *  *

 

- Não sei ao certo, perto do comércio será mais perigoso mas ao menos matarei algum sangue-suga.

- Lhe desejo sorte Ravi. - toquei seu ombro e o apertei de leve soltando em seguida.

- Ficará mesmo em frente aos hospitais? Terá inocentes lá e pode significar trabalho dobrado. Não quero que morra hoje amigo.

- Acho que meu grupo consegue matar e proteger ao mesmo tempo. - sorri para si. - Treinei hoje mais cedo e posso muito bem acertar a cabeça de um deles com facilidade. 

- Hyuk, qualquer coisa me dê um sinal pelo alque toque. 

- Dou sim. - olhei em meu relógio de pulso e verifiquei que já eram 17 horas, em pouco tempo iria escurecer e minha vida correria perigo.

 

                              *  *  * 

 

 Sim, eu estou morrendo de medo, mas tenho que acabar minha missão, se não conseguir Wan ficará decepcionado comigo e isso é a única coisa que não quero fazer, já havia passado por outras duas lojas, esta seria a terceira e última.

 A bolsa que levava já está quase cheia, faltava pouca coisa para finalmente fecha-la.

 Estava quase conseguindo abrir a fechadura e se fosse rápido poderei me encontrar com os outros na van, mas acho que meus desejos não estavam sendo concretizados naquela noite.

 Um barulho forte de balas se fez presente e parecia que não estava longe, comecei a me desesperar, tentei ao máximo abrir a porta para assim poder me esconder lá dentro mas meu braço foi atingido e uma dor muito forte veio junto a bala, meus sentidos não me respondiam, não conseguia ver após dois palmos a minha frente, tudo se embaçava, até que comecei a ficar tonto e sem poder me segurar cai no chão duro e desconfortável, naquele dia garuava então acima de tudo acabei me molhando.

Com a ponta das unhas tirei o pedaço de metal de meu braço e o joguei longe, os passos que antes ouvi estavam chegando rápido e pude observar que o lugar onde fui atingido estava com uma cor laranja fosforescente, nunca havia acontecido de levar um tiro e me sentir tão mal.

 Podia sentir que talvez morreria naquela noite, meus olhos pareciam pesados, estavam se fechando lentamente e eu apenas apaguei ali, em frente a porta de uma loja.

 

                              *  *  *

 

 Estava preocupado, como se algo de ruim fosse acontecer, algo no qual provavelmente não poderei evitar, mas agora tinha que me preocupar com esses dois brutamontes vindo em minha direção. Nesse exato momento estou na última sala daquele maldito hospital com cheiro de remédio, na minha mochila estava praticamente umas trinta bolsas de sangue. Sei que para um mero humano deve parecer errado roubar sangue de um lugar onde podem estar precisando. 

 Me sinto culpado por provavelmente provocar a morte de alguns necessitados, mas seriam poucos mortos em relação a se matasse um por dia, ao menos estou colocando menos corpos no cemitério. 

 O meu maior problema agora são dois soldados armados se aproximando da sala onde me escondia, olhei em volta e aquele pequena e escura lugar me deu ao menos um pouco de luz, a que vinha de uma janela, não seria tão preocupante sair por ela ao menos que tenha ainda mais soldados do lado de fora.

 E por ironia do destino, ao sair daquele estreito quadrado, percebi que estava coberto de razão, mais uma situação que poderei marcar em meu caderno de azar. A lateral do hospital dava para um beco sem saída, me escondi nas sombras que a parede formava, logo na rua a minha frente dois homens com uniformes de guerra se mantinhas parados observando o local, pareciam estar esperando por algo.

- Hyuk está na escuta? Câmbio. - o alque toque de um deles havia tocado, não estava muito distante de si para lhe ouvir.

- Fala Ravi, câmbio.

- Acabei de acertar um deles com uma das balas orange, mas parece que ele simplesmente desapareceu, não sei como conseguiu fugir, câmbio.

- Ele estava acompanhado de alguém? Câmbio.

- Sim, acho que uma mulher, estava com uma bolsa preta de atravessado no corpo, tinha cabelos negros e pele morena. Se o vir por ai, mate! Câmbio.

- Certo, cambio desligo. - Hakyeon...

 

                              *  *  *

 

- Por favor Hak, aguente firme.

 Segurava a mão do moreno a minha frente, ele parecia estar com febre, sua respiração descompassada estava me preocupando, tinha medo de perdê-lo. De sua perna atingida uma luz forte e laranja saia quase me segando, eu tremia de nervosismo, meus joelhos estavam começando a doer, minha posição não era uma das melhores, a cabeça de Hakyeon estava encostada em minha coxa e seu corpo deitado no chão da van começava a não responder mais.

- Nã-Não sinto mi-minha perna Hyo.

- Vai ficar tudo bem amor, Hongbin e Jaehwan já estão chegando. 

 Ouvi um barulho vindo da porta traseira, ao ser aberta pude ver nosso líder, sua face transparecia medo e apreensão, mas ele permanecia calmo, ao ver meu irmão caído no chão seu primeiro passo foi em direção a maleta médica.

- O que houve Hyorin?

- Uma bala, parece que nosso corpo não corresponde ao efeito dela.

- E onde está Hongbin? - ele retirou uma agulha que continha um líquido verde dentro, com as unhas rasgou uma parte da calça de Hakyeon e a injetou na perna esquerda do mesmo.

- Ele ainda não voltou. - ouvi gemidos de reprovação vindo do mais velho. - O que é isso?

- Essa bala é específica para o descompasse de sentidos, você fica fraco e sem autoridade sobre seu corpo, pode levar a morte ou desmaio se não for amenizada, nessa injeção eu coloquei um neutralizador de partículas que combate o tal líquido laranja como se fosse um anti-corpo humano.

- Agora traduz.

- Ele vai sobreviver... droga!

- O que houve? - senti o corpo de Hak se relaxar, ele entrou em um sono profundo, coloquei minha jaqueta por debaixo de sua cabeça e o deixei deitado no chão.

- Já  vai amanhecer, temos que ir.

- E Hongbin? - Wan pegou o celular e digitou alguns números, o viva-voz estava ligado então pude ouvir a chamada sendo iniciada. 

 Três, quatro toques e nada, até que uma voz desconhecida nos atendeu.

- Onde está Honbin? Quem é você? O que fez com ele? - Wan parecia estar com muita raiva, seus olhos chegava a ficar vermelhos sangue.

- Acalme-se, ele está bem, amanhã na saída 14. - e a ligação se encerrou, me deixando ainda mais frustrada, assim como Jaehwan.



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