História Abismo do Amor - Capítulo 5


Escrita por: ~

Exibições 123
Palavras 4.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLAAAA, ENTRO NO SITE E TINHA NOTIFICAÇÃO E VEIO CORRENDO PRA CA GRITANDO UM: ALELUIAAAAAAA?? ENTÃO APROVEITA QUE EU CAPRICHEI NESSE CAP!!!

BOUA LEITURA MORZINHOS!!



TRADUÇÃO DO CAP: ACORDO DE PAZ

Capítulo 5 - Peace Agreement


Fanfic / Fanfiction Abismo do Amor - Capítulo 5 - Peace Agreement

Acordo ouvindo algo se quebrar, como um copo se estilhaçando no chão. Abro os olhos lentamente á espera de uma claridade mas não havia nada, o quarto estava escuro por conta da cortina grossa que tampava a janela, deixando apenas um pequeno fio de luz entrar no cômodo.

Com muita preguiça, eu me viro para o outro lado tentando ver onde eu estava.

‑ AAAAH!! – Dou um grito agudo ao ver alguém do meu lado virado de costas, a pessoa se levanta com tudo e me olhar assustado.

- Que merda mano. Para que caralhos gritar a essa hora? – Ele passa as mãos no rosto.

- Bieber? – Deduzo ser ele pela voz e pelas tatuagens presentes em seu corpo, mas que porra.

- Surpresa, princesa? – Ele olha para mim com cara de deboche.

- Que merda que eu fiz? – Pergunto a mim mesma forçando minha mente a lembrar de alguma coisa, algum requisito da noite anterior.... mas nada, eu não me lembrava de absolutamente nada, e pensar nisso fazia minha cabeça latejar.

- Não é obvio? Você teve a melhor noite de sua vida. – Ele se volta para a cama com as mãos atrás da cabeça. Como ele consegue ser tão idiota?

- Você não presta. – Falo me levantando, e começo a procurar pelo meu vestido.

- E por acaso você presta? Você é tão fodida quanto eu, então abaixa a bola aí. – Ele se levanta e vai se vestindo conforme encontra as peças de roupas atiradas pelo chão.

Ignoro seu comentário, eu já tinha problemas demais logo pelo começo da manhã. Arrumo as alças do vestido em meus ombros e dou uma ajeitada no cabelo. Pego meus saltos na mão e saio daquele local.

Quando saio vejo umas pessoas jogadas no chão, supostamente desmaiadas com garrafas na mão. Desvio dos corpos e encontro vadias arrumando o local que estava uma bagunça.

Ignoro os olhares delas em mim e vou até a porta de saída, assim que a atravesso sinto uma mão firme segurar meu braço, fazendo eu dar um passo para trás.

- Onde pensa que vai? – Bieber começa a me puxar em direção, ao que aparentava, seu carro.

- Onde VOCE pensa que ta me levando? – Pergunto travando meu pé no chão. – Eu vim de carro, com o MEU carro e eu vou voltar com ele. – Puxo meu braço e me solto dele, caminhando apressada.

- O que te faz pensar que eu você pode perambular por ai? Entra logo na merda do carro. – Ele pega novamente no meu braço, dessa vez com mais força. Resolvo entrar, não estava muito afim de discutir no momento.

Ele abre a porta e me joga no banco, bufo irritada e arrumo meus cabelos que haviam caído no meu rosto. Endireito-me no banco e coloco o cinto de segurança, vendo o banco do motorista ser ocupado.

Bieber tira o carro do lugar e começa a dirigir rumo à sua casa, apoio minha cabeça no meu dedo indicador sentindo minha cabeça latejar. Ele para no sinal vermelho e fico o encarando.

- Você não vai andar não? – Pergunto a ele.

- Não, o sinal ta vermelho. – Ele me responde como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

- Mas, a rua ta deserta. – Aponto para a rua e não havia nem sinal de carros, talvez por conta do horário e essa rua também não é muito movimentada

- Garota, quem ta dirigindo a merda do carro sou eu, e eu não estou com pressa. – Ele bate a mão no volante com força, então ele está com raiva? Como eu estou entediada irritar ele vai ser uma boa distração.

- Pois fique sabendo que você dirige muito mal. – Falo em tom entediado.

- Garota, se eu quisesse saber da sua opinião de como eu dirijo eu te perguntava, então engula sua opinião e morra engasgada. – O sinal abre e ele acelera com o carro, e dava pra ver seu maxilar travado enquanto dirigia.

- Meu Deus, sua aparência fica pior ainda com essa cara de bosta que você ta fazendo. – Comento a ele.

- Merlyn, cala a porcaria da boca.

- Não leve as coisas tão a sério assim, Bieber. Estresse dá rugas. – Passo a mão em seus cabelos loiros, descontraindo com ele.

- Serio, quantos anos você tem? 10? – Ele me olha e eu apenas dou de ombros.

Volto a olhar para frente esperando chegar na casa dele e me deitar, alias... to morrendo de fome.

(...)

Bieber larga o carro de qualquer jeito no quintal e pede para um segurança estaciona-lo na garagem.

Entro dentro da casa e não encontro uma alma viva na mesma, vou até a sala e ninguém ali também.

Sinto meu corpo ser puxado, tento me equilibrar para poder me soltar, mas eu estava tropeçando nos meus próprios pés. Sou jogada para algum cômodo escuro e vejo Justin na porta me encarando.

- Que merda é essa Bieber? – Olho para o lado e vejo que aqui era o mesmo local que eu estava quando cheguei a essa casa.

- Isso vai ser por você ter saído ontem sem nenhuma permissão... e por você achar que pode me enfrentar quando quiser e eu ouvirei calado. – Ele se aproxima de mim lentamente – Não pense que eu sou bobo Merlyn, não pense que você é superior à mim. Porque como eu disse, quando eu quiser acabar com a brincadeira aqui, eu vou acabar. – Ele segura meu maxilar com força e o joga para o lado em seguida.

Apenas o observo ir em direção a porta, me levanto e tento avançar nele, mas a porta havia sido fechada.

- JUSTIN DREW BIEBER, ABRE A MERDA DESSA PORTA, SEU OTARIO!!– Comecei a dar socos na porta. – IDIOTA, BABACA, ESPERO QUE QUEIME NO INFERNO! – despejo chutes atrás de chutes, eu não vou parar tão cedo de tentar derrubar essa porta.

 

P.O.V. Justin Bieber

Pego um cadeado e prendo na porta, essa garota finalmente vai ter uma lição, ela precisa de limites.

- Cara, que barulho é esse? – Vejo Chaz descendo as escadas junto com Chris e Ryan, todos com uma cara de quem acabou de acordar.

- Que merda ta acontecendo aqui? – Dessa vez que se pronuncia é Ryan.

- O que vocês acham? – Pergunto retoricamente.

- PUTA QUE PARIU, VAI SE FODER BIEBER. EU TE ODEIOO!!! – Reviro os olhos, que garota escandalosa da porra, a porta era esmurrada e chutada, mas ela não iria conseguir abrir.

- Solta ela, Bieber. – Chris fala e eu o encaro.

- Por que raios eu faria isso? – Pergunto indignado.

- Por que VOCE está fazendo isso? – Ryan se intromete.

- Você está protegendo ela? Não perca o foco Ryan, esse era o plano desde o início. – Respondo apontando para a porta em movimento.

- Mano, ela está tão foda-se pra tudo, então não tem o porquê de deixar ela presa, cara.

- Prestem atenção todos, ela não vai sair daquele quarto enquanto eu não liberar, ela só vai ficar ali pra receber uma lição e tirar a moral dela, mas quem tirar ela dali irá se ver comigo. – Dou um último aviso olhando para cada um, uma certa fúria subiu por mim. O que esses meninos têm? Fizeram laços de amizade rápido demais com essa garota.

Deixo eles e subo para o meu quarto, eu precisava de um banho.

 

P.O.V. Barbara Merlyn

Fazia horas que eu estava trancada nesse quarto, eu estava com muita fome e uma sede do caralho. Estou com tédio, eu procurei por algo nesse quarto mas a única coisa que achei foi o interruptor que liga uma lâmpada amarelada.

Assim que desisto de arrombar a porta me encosto na parede e escorrego até o chão. É inútil continuar tentando.

Fecho os olhos e começo a pensar em mil maneiras de como irei matar o filho da puta do Bieber, até ele me aplaudiria de pé se soubesse como pretendo acabar com sua vida.

Depois de muitos suspiros, ouço a porta fazer um barulho de tranca, resolvo nem me levantar, estava com preguiça e nem mesmo o Bieber merece o meu esforço.

Quando a porta se abre tenho a surpresa de ver três patetas na porta, e Ryan estava com uma bandeja em mãos.... ele estava levando a sério o nosso acordo, que bom porque eu não estava brincando.

- Que situação precária em. – Chaz chega e se senta ao meu lado.

- Como prometido... – Ryan se abaixa e me entrega uma bandeja bem caprichada, eu estava morrendo de fome, aquilo estava tão bom!

- A dona Marcia tem uma mão cheia. – Digo me referindo à empregada, eu estava comendo um pedaço do paraíso.

- “Dona Marcia”? Quem te garante que foi ela quem cozinhou? Eu tenho meus talentos. – Ryan protesta cheio de charme e eu rio dele.

- Você pode até ter seus “talentos”, mas com certeza não está incluindo cozinhar.

- Ryan tem talento? – Chris comenta rindo muito. – Não sei do que, esse garoto é tão lerdo. – Eu e Chaz apenas o acompanhamos na risada, deixando Ryan com uma cara de puto.

- Lerdo é você que eu já fiquei sabendo que perdeu na tal “Forbidden Game”. – Ele retruca se referindo a noite anterior, aquele nome não me era estranho, me lembro de a gente ter feito um jogo ou algo do tipo.

- Cala a boca, Ryan. – Chris comenta emburrado.

- O Bieber ta ai? – Pergunto mudando o rumo da conversa.

- Não, ele saiu faz um tempinho. – Chris me diz

- Estamos em uma missão hiper secreta de te alimentar. – Chaz faz graça da situação.

-  E isso é pra você. – Ryan me entrega uma caixinha de comprimidos – Para a ressaca que você deve estar sentindo. – Pego um comprimido e engulo junto com o suco que havia na bandeja, eu realmente precisava disto

- Por falar nisso... Barbara, eu tenho que admitir que você manja de mais em drogas. – Chaz comenta comigo.

- Eu sei que manjo, apesar que eu só lembro de alguns flashbacks da noite anterior. – Confesso, retirando a bandeja de cima do meu colo.

- Bom, então eu só te digo uma coisa: eu salvei tua vida das mãos do Bieber. Mereço algo em troca. – Ryan diz se gabando.

- Pra alguém me salvar do Bieber não é preciso muito esforço, Ryan. – Comento fazendo graça.

- Então ao que tudo aparenta você é bem fraca, Merlyn. – Olho para frente e Bieber estava de braços cruzados na porta, os meninos se viram assustados ao ouvirem uma voz atrás deles já sabendo quem era. – Eu sabia que vocês não iam aguentar deixa-la aqui como eu mandei.

- Porra Dude, a garota estava aqui a horas, sem comer nada o dia inteiro, você queria o que? – Chaz se manifesta.

- Queria que vocês me ouvissem, eu iria abrir essa porta na hora certa. – Bieber responde todo carrancudo.

- Justin, a Barbara é de boa e não vejo motivo para tentar manter ela aqui dentro presa. – Dessa vez é Ryan que se pronuncia. Acho que é mais difícil pro Bieber ouvir isso do Ryan do que de qualquer outro dos meninos, pois o Ryan ta com ele a mais tempo e é nele que o Bieber mais confia.

- Ryan, eu tenho meus motivos de manter ela aqui, ela precisa se por em seu devido lugar. – Retruca entre dentes.

- Por que? Porque ela é igual a você? – Ryan fala e até eu o encaro surpresa, não precisei passar muito tempo nessa casa para saber o quão unido eles são.

Me sinto um pouco incomodada por perceber que estou quieta enquanto os meninos me “protegem”, nunca gostei de ser a covarde que não enfrenta seus problemas, mas eu não estava com paciência nenhuma para isso.

Porém, ver o Ryan praticamente quebrando sua parceria com o Bieber falando o que ele falou me faz intrometer no assunto. Posso até ser sem coração, mas odeio ser motivos de separação. Eu me apeguei um pouco a Ryan, como se ele pudesse substituir o lugarzinho do Henrique.

- Eu quero falar a sós com o Bieber. – Falo para todos, sem tirar os olhos do Justin, que até então encarava Ryan.

Todos saem do cômodo, deixando apenas nós dois, ele fecha a porta ainda meio inconformado. Respiro fundo, eu sinceramente não sabia o que falar, eu só disse aquilo pra calar a boca do Ryan pra ele não fazer mais besteiras que eu sei que mais tarde ele irá se arrepender.

- Feliz? – Ele diz olhando para mim depois de um tempo em silencio.

- Esse lugar é muito caidinho pra mim ficar feliz. – Respondo irônica olhando as paredes do cômodo

- Pelo menos uma vez na sua vida Merlyn você poderia levar as coisas a sério? – Ele me pergunta passando as mãos no cabelo.

- Vou tentar. Seja especifico com o “feliz” – Falo fazendo aspas com os dedos.

- Não se faça de boba, eu aposto que era isso que você planejava desde o começo, fazer os meus amigos ficarem contra mim. – Ele apontava o dedo para o seu próprio peito com uma certa ignorância.

- Talvez até eles estejam cansados de sua atitude.

- Quem é você pra falar de mim, Merlyn? Fala como se você fosse diferente.

- E eu sou, acredite se quiser. Eu não trato meus amigos como se eles fossem meus seguranças que eu mando e desmando, não os trato com autoridade, e eu já percebi que você faz muito disso. Quer me colocar no meu “lugar”, quando você não sabe nem diferenciar os seus empregados com seus amigos. – Falo e eu o vejo me encarar com chamas no olhar.

Mas ele não me responde, não retruca e nem ameaça vir pra cima de mim. Eu sei o quanto ele odeia ser contrariado e talvez seja por isso que adoro contraria-lo sempre que posso, sou pirracenta.

Espero alguma reação dele, que ele grite, solte palavrões, surte, arranque os cabelos, soque a parede ou chutasse algo nem que fosse apenas a poeira do chão, mas ele não faz nada... e isso de certa forma me aborrece.

- Você pode sair. – Ele abre a porta e sai pela mesma. Fico parada por um segundo um pouco surpresa com tal ato inesperado.

Saio daquele inferno e vou para o outro, na sala o Ryan olhava Bieber de lado e o mesmo retribuía o olhar, assim que apareço na sala Justin sobe as escadas. Clima chato da porra.

Me jogo no sofá ao lado de Ryan, que estava com a cara fechada e braços cruzados.

- Até quando pretendem ficar nessa palhaçada? – Pergunto a ele.

- Justin ás vezes não aguenta ouvir a verdade. – Ele responde.

- Eu sei bem disso. – Digo rindo.

- Mas com você é diferente, você gosta de esfregar a verdade na cara dele e o provocar...

- Isso é verdade mesmo. Vai lá e conversa com ele, não tenho paciência pra esse tipo de coisa, não sou a favor da piedade então aproveita meu bom humor. – Comento, fazendo o mesmo dar uma leve risada.

- Bom humor depois de passar o dia inteiro naquele quarto? Larga de ser estranha, garota. – Ele diz e percebo que estava tentando mudar o rumo da conversa, bufo estressada e sem mais nem menos me levanto do sofá. Como eu já disse, odeio ser motivo de discussões.

Subo as escadas e vou em direção ao quarto do Bieber, entro por lá com tudo o assustando.

- Puta que pariu garota, você não ta na sua casa pra sair entrando nos quartos assim. – Ele reclama e nem dou atenção. – Agora saí daqui que eu não estou com um pingo de paciência.

Vou até a sua cama onde ele estava jogado cobrindo os olhos com o braço.

- Me poupe Bieber, agora que eu já entrei eu vou falar.

- Ta vendo aquela porta por onde você entrou? – Ele aponta para a porta. – Então, ela também serve para sair, pode ir. – Depois sou eu quem não levo as coisas a sério.

- Porra Bieber, eu to pouco me fudendo pra você, só estou aqui por causa do Ryan. Agora levanta dessa cama e desce lá embaixo pra conversar com ele e fazer as pazes nessa caralha que eu sei que você quer acabar com isso mas não quer assumir que esta errado. – Falo tudo de uma vez sem paciência alguma.

- Eu não vou fazer nada, muito menos porque você ta “mandando” – Ele me responde.

- É incrível como você não passa por cima do seu orgulho por nada, eu sei que você não quer ficar nesse clima com ele. Pra que tanta enrolação? – Falo já agoniada.

- Isso não é dá sua conta. – Ele se levanta e fica sentado na cama.

Abro a boca para o responder, mas um movimento me chama a atenção, Bieber estava de costas para a grande janela do seu quarto então eu pude ver algo se movimentando nas moitas do jardim.

- O que foi? – Bieber me pergunta olhando para o mesmo rumo que eu olhava.

Me levanto e me aproximo devagar da janela, olhando para todos os lados possíveis, já que a janela impedia um pouco o meu campo de visão.

- Tem alguém lá fora. – O respondo sem tirar a atenção do lado de fora.

Ouço seus passos atrás de mim procurando o mesmo que eu, e de repente um tiro é mirado em nós, dou um pequeno grito de susto mas eu não cheguei a ser baleada, o vidro era a prova de balas.

- Vidro protetor? Otima ideia. – Falo com a respiração cortada enquanto saiamos correndo para o andar de baixo.

E então começaram os tiros, me agachei um pouco para não ser um alvo tão fácil e encontro os meninos atrás do sofá o usando como escudo.

- Quem são esses merdas? – Justin pergunta assim que chegamos na parte de tras do móvel, enquanto pegava sua arma da cintura.

- Eu sei lá, a gente só ouviu os tiros não vimos quem são, eles desligaram nosso sistema de câmeras. – Chris o responde voltando a atirar contra.

Fico irritada, eu não posso fazer nada porque não tenho uma arma em mãos.

- Bieber, me dá uma arma. – Tentar não custa nada.

- Nem pensar.

Puta que pariu, tomara que morra com uma bala perdida.

É torturante ficar aqui agachada vendo os meninos ocupados em algo que parece muito divertido, e tudo isso por causa do Bieber. Mas apesar de parecer uma eternidade os tiros cessam.

- Já? – Chaz pergunta ao perceber o silencio.

- Foi rápido demais. – Comento mais para mim do que para os outros.

- Justin Bieber, pode sair da toca – Ouço uma voz familiar do lado de fora da mansão, Bieber me olha e eu o encaro de volta. O destino nunca foi o meu aliado mais forte.

Era meu “pai”.

- Não saia daqui, entendeu? – Ele olha pra mim e eu apenas assinto em afirmação entediada.

Bieber se levanta junto com Chaz, Chris e Ryan que caminham para fora. Ainda agachada começo a andar de fininho até um local perto da porta onde nem Bieber e nem meu “pai” conseguem me ver.

- Marcos, que surpresa desagradável. – Bieber diz assim que chega no jardim, que agora se encontrava cheio de corpos, eu conseguia sentir o aroma doce de sangue de longe. – Ao oque devo a honra?

- Não se preocupe, Bieber. Não estou aqui para te matar, pelo menos não hoje. Eu só quero o que me pertence! – Espero que ele não esteja falando de mim como um objeto.

- Aqui não tem nada seu, Merlyn. – Bieber responde ao meu pai.

- Não minta para mim. – Marcos aumenta seu tom de voz, provavelmente se irritando aos poucos. – Eu quero a minha filha de volta. – É, ele estava se referindo a mim como um objeto.

“Minha filha”? Até parece que ele se importa, nunca deu a mínima para mim agora quer dar uma de pai protetor? Me poupe, não sou obrigada a continuar ouvindo as besteiras que saem de sua boca então resolvo sair pra fora da casa fazendo com que Marcos me olhasse e Bieber seguisse seu olhar. Ou eu vou acabar com a palhaçada ou eu vou piorar a situação

- Resolveu ser o pai do ano, Marcos? – Pergunto a ele enquanto eu ainda caminhava em direção aos meninos.

- Eu não mandei você ficar lá dentro? – Justin diz entre dentes.

- Você ainda não percebeu que eu não obedeço ordens? – Retruco.

- Barbara saia de perto dele e entre no meu carro agora. – Ouço a voz firme de Marcos me chamar.

- O que te faz pensar que eu vou voltar com você? – Pergunto cruzando meus braços.

- Você é sangue do meu sangue, e filha minha não convive com um Bieber. – Ele me responde com desgosto ao pronunciar o nome “Bieber”

- Pois eu estou muito bem aqui, até café da manhã eu ando recebendo. – Falo me gabando.

- Barbara Merlyn – Ele praticamente estava soletrando meu nome. – Chega de brincadeira e vem logo aqui, caralho.

- Sabe o que é “papai”? Não estou afim de voltar a morar no mesmo teto que você, então acho que vou ficar por aqui mais um tempinho. – Apoio meu braço no ombro do Bieber o que faz meu pai me fuzilar com os olhos.

- Você é MINHA filha e vai fazer o que eu mandar. Ou você irá sofrer consequências, então não me obrigue. – É engraçado como Marcos fica vermelho quando está com raiva.

- Eu escolho as consequências. – Falo por fim com um pequeno sorriso no rosto, eu o enfrentava a cada palavra que saia de minha boca.

Uma coisa que eu sei com bastante clareza é que Marcos odeia ser enfrentado, principalmente quando é enfrentado verbalmente, mas ele criou um monstro dentro de mim que nunca mais voltará a ser o que era antes, então agora aguente o monstro.

- Irá se arrepender, Barbara. Todos vocês – Ele diz e faz um sinal com a mão.

Olho para o lado e um homem surge ao lado do Bieber, o vejo apontar a arma para nós e puxar o gatilho, me sinto ser puxada para baixo e era Bieber, para que eu não fosse atingida. O tiro é soltado e por um momento as coisas passaram em câmera lenta, eu pude ver a reação de meu pai, os guardas voltarem a se movimentarem, as rodas do carro girarem para trás, os veículos saírem portão a fora, e eu ali estática agachada ao lado de Bieber, eu conseguia até ouvir as balas caindo da arma entrando em contato direto com o chão.

Quando me levanto vejo que alguns dos seguranças de Marcos acabaram ficando para trás.

- Hey Merlyn – Bieber me chama enquanto corríamos para trás de um dos carros para nos protegermos – Não faça eu me arrepender. – O olho sem entender e ele esticava uma arma pra mim.

- Valeu. – Pego a arma de suas mãos com um sorriso e começo a fazer algo de útil. Miro e atiro em cada um que se atrevia atirar em nós e Bieber me acompanhava. A cada corpo que caia era um sorriso maior em meu rosto, ainda mais quando o motivo de estarem no chão era por minha causa.

Não fiz esse tipo de coisa muitas vezes na minha vida, porque Marcos me conservava muito em casa e não me levava em suas missões, mas a sensação é boa, é mirabolante pra ser mais exata.

Não havia sobrado muitos então acabou bem rápido, olho para os lados em busca de mais algum inimigo e não sobrou nenhum para poder contar história, uma sensação de vitória me consome.

- Se nem o seu próprio pai te aguenta eu acho que terei um infarto em uma semana com você – Justin diz se levantando junto comigo.

- No fundo eu sei que você me curte. – Falo socando seu ombro.

- Eu quero entrar em um acordo com você. – Ele diz de repente chamando minha atenção. – Eu vou me esforçar pra não te matar a todo momento em que eu olhar na sua cara se você me ajudar a ferrar a vida do teu pai. É meio que um acordo de paz que se você negar é porque tu é muito burra.

- Primeiro: Marcos não é o meu pai. Segundo: esse seu acordo ta muito mole. – Falo cruzando os braços abaixo dos seios.

- O que você sugere? – Ele levanta as sobrancelhas esperando minhas sugestões, o que é até estranho já que Bieber gosta de sempre ter a razão.

- Bom, pra começar você vai ter que me deixar sair mais da sua casa e acabou essa palhaçada de sensores, isso me irrita.

- Okay, não vejo problema nenhum nisso. Sensores cancelados.

- Ta, eu também quero que você me leve nas reuniões do casarão. – Fala de modo pidão.

- Tá bom. – Ele responde bufando.

- E quero que você me leve em um assalto ao bando. – Peço animada.

- Pra que? – Bieber me pergunta enrugando sua testa.

- Ah deixa vai, eu nunca assaltei um banco, desse ser tão empolgante. – Começo a imaginar a cena, eu ali no centro de um banco e as pessoas encolhidas de medo, temendo a própria sombra enquanto eu rio da situação.

- Você nunca assaltou um banco? – Ele me pergunta e eu nego com a cabeça. – Depois eu chamo de metida e ainda acha ruim.

- Ah cala a boca – Reviro os olhos.

- Tudo bem, eu posso dar um jeito de conseguir isso pra você, mas alguma coisa? – Eu percebo que ele está começando a ficar entediado com a situação.

- Só mais uma, vem comigo. – O pego meu cotovela puxando o mesmo para dentro da casa, onde encontro os 3 meninos jogando suas armas em cima de uma pequena mesinha que tinha ali.

- Ryan, me acompanhe. – Pego em sua mão, eu os direciono até um canto distante da sala.

- Pra que isso? – Bieber pergunta emburrado.

- Não se façam de idiotas, vocês sabem porque estão aqui. – Reviro os olhos entediada. – Anda, peçam desculpas um ao outro e façam as pazes.

- Eu não vou pedir desculpas, eu não fiz nada de errado. – Ryan levanta as mãos em rendimento. Pensando bem é verdade, até porque a única coisa que ele fez foi me defender.

- É verdade, Bieber peça desculpas.

- Oque?? Olha aqui, primeiro que você não manda em mim e segundo que eu não vou me humilhar. – Justin responde como um garotinho de 10 anos.

- Primeiro que no fundo eu sei que você quer se reconciliar e segundo que pedir desculpas não é se humilhar, é crescer. Agora anda logo com essa palhaçada porque eu to querendo ir la na cozinha comer alguma coisa. – Comento mudando totalmente o foco da conversa.

Espero por alguma resposta mas não vem nada, um encarava o outro esperando ver quem dava o primeiro passo, que vontade te dar um tapa na cara deles. Reviro os olhos, estava prestes a desistir mas Ryan acaba dando o braço a torcer.

- Desculpa. – Ele fala tão baixo que mal deu para ouvir. – Eu não devia ter falado daquele jeito com você, é que ás vezes você esquece que a gente esta no mesmo time e chega uma hora que as coisas saem do controle.

- Eu também não agi certo com você hoje, nem nesses últimos dias. Tu é meu irmão, e prometo que arranjo uma vadia “daquelas” bem rabuda pra você como forma de desculpas. – Bieber diz abraçando Ryan, e o mesmo retribui o ato dando alguns tapinhas nas costas um do outro.

- Eu vou cobrar em. – Ryan comenta rindo se referindo a tal “vadia”

- Eu vou esperar por isso. – Eles desfazem o abraço. – É horrível ficar brigado com você.

- Nem me fale. – Ryan o responde.

- Olha se rolar beijo eu juro que vomito. – Comento fazendo os dois rirem, mal sabem eles que eu estou falando sério. – Me retiro.

Saio de onde eles estavam para ir até a cozinha onde faço algo simples para comer, mas uma coisa martelava em minha cabeça.

A ameaça de meu pai eu nem estava levando tão á sério, até porque apesar de tudo ele nunca me mataria. O caso principal era esse acordo de paz que o Bieber me fez, ele aceitou tantas coisas, praticamente estou livre.

É de se estranhar, mas concordar com esse “acordo de paz” não quer dizer que eu vou confiar nele, pelo contrário, essa história e aceitação dele ta tão.... normal que eu vou procurar alguma falha nisso tudo.

Minha vida me ensinou que nada no mundo é calmo, pode até parecer e se você tiver sorte você conseguira minutos de uma vida sem problemas mas isso não quer dizer que a turbulência passou. E nesse momento a normalidade está presente, o que me falta é esperar a turbulência chegar, e essa turbulência tem nome e sobrenome: Justin Bieber


Notas Finais


GENTE, PODEM FALAR, DEU ATÉ PREGUIÇA DE LER NEH?? KKKKKK EU COMECEI A ESCREVER E QUANDO EU VI TINHA DADO QUASE 5.000 PALAVRAS!!!!!!!!!!!!!!

MIL PERDOES PELA DEMORA, E EU JURO QUE NAS FÉRIA VOU COMPENSAR VCS, E ADIVINHA QUEM JA PASSOU DE ANO NO TERCEIRO BIMESTRE E TERÁ AS FERIAS TODA PRA VCS?????? EUUUUUU

OBRIGADA PELO +130 FAVORITOS E PELOS VARIOS COMENTARIOS EM CADA CAPITULO, O QUE DIZER A VOCES?? SAO FODASTICAMENTE FODAAAAS!!!

BJAAAO GENTE!!! <33


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...