História Abnegação - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto, Tasogare Otome x Amnesia
Tags Crosso, Death, Naruto, Yuuko
Exibições 40
Palavras 3.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Cross-dresser, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, é uma nova história, para aqueles que gostaram de Obsessão, Tales, e que gostam do meu novo jeito, essa história, está na medida.

Capítulo 1 - Abnegação: Encontro.


Fanfic / Fanfiction Abnegação - Capítulo 1 - Abnegação: Encontro.

Acredite na lenda, ela é real.

Pois sou eu que está afirmando isso.

(...)

Acreditar em alguma coisa que não existe mais, talvez possa fazer com que essa coisa, torne-se existencial em algum momento novamente, talvez. Afinal de contas não existe nenhuma regra universal que diga o contrário, eu quebrarei essa regra com todas as provas que minha imaginação fez se tornar existente.

Mas se tem algo que minha mente não fez se tornar real foi um pequeno livro, de poucas páginas, que poucas mãos chegaram a tocá-lo, quanto mais virar suas páginas velhas que eu mesmo fiz.

Não se sinta mal por estar lendo isso justo agora, eu imagino que sua mente possa estar gritando ‘’ você demorou demais para perceber tudo. ‘’ Mas é natural. Não se culpe apenas se culpe se você não ler o livro.

Desistindo de tentar entender a sua nova situação, ele apenas se sentou na poltrona, em frente à pequena mesa, a emoção tomando conta dele mais do que nunca, como não estaria extasiado? Depois de tudo o que uma simples aposta fez...

Seus olhos apenas se fixavam no pequeno livro em suas mãos. Tomou ar fundo, seus dedos tremiam.

A capa verde ficou em contraste com uma pequena linha dourada ele não conseguiu traduzir naquele momento o que estava escrito e juntou as letras para formar as palavras.

Mementote vos got

Foi tudo o que ele conseguiu ler antes de cair no solo de sua própria imaginação.

Pois existem livros que não podem ser lidos, tem que ser imaginados.

Como todos já me conhecem, gosto de expressar a mim mesmo em minhas histórias.

E como de praxe, não esperem rosas.

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Um estrondo, uma queda, um punho e uma... aposta... perdida?

Mais uma vez, ele havia perdido.

Ele só conseguiu ouvir as risadas de seu colega. Não se podia fazer nada agora, só restava ir em frente. Ele teria que...

- Há! – gritou seu colega para ele, expressando nada mais do que um sorriso vitorioso pela quebra de braço favorável pra ele mesmo. – Naruto-san, terá que ir mais uma vez para lá. – seus outros colegas o ajudaram a colocar mais pressão do que deveriam.

- Eu já fui lá muitas vezes, nada aconteceu! – ele esboçou irritado. – Droga Kurishima! Eu nunca ganho de você! – se levantou do chão, batendo em suas roupas na esperança de tirar um pouco da poeira do chão, afinal, eles estavam eu lugar que já havia sido parcialmente destruído. – Não é justo...

Kurishima riu de seu amigo. – Se não acha justo, vá para academia, pode não estar acima do seu peso ideal, mas também está igual um aspirante de pó vivo! Agora vá para lá, esperaremos aqui quando você voltar, com a garota das histórias, quem sabe você não namora ela? Hahahaha!

Naruto mostrou-lhe o dedo e um olhar zangado, odiava ter que pagar com esse tipo de tratamento, ele era praticamente obrigado a fazer a única coisa que não queria fazer, ir a um lugar onde há quase cem anos houve a história mais bela, porém a mais triste de todas com certeza não era seu fetiche atual.

Se afastando do pátio da escola, ele teria que percorrer um bom trajeto até chegar onde estavam os prédios mais antigos da escola, era uma surpresa ela ainda não terem sido demolidos, por ele tudo podia ir ao chão naquele momento!

- Inferno... – ele disse logo após avistar a entrada de um dos prédios, totalmente interditada com placas e faixas dizendo estritamente para não entrar, era a coisa certa a se fazer, não entrar, sabe se lá se apenas um estralo poderia colocar tudo a baixo. E ele entraria lá, era um bom dia para morrer, possivelmente. – Por onde vou entrar? – ele olhou ao redor da parte da frente do prédio, haviam várias janelas obstruídas com madeiras em volta dela, ele não tinha força para quebrar isso, olhou para baixo da janela, uma pequena passagem escondida pelos arbustos e da grama mais do que excessivamente alta. Seria por ali, com certeza.

Aproximou-se calmamente, seus olhos se pregaram em um ponto fixo, onde jurou ter visto um pé passar, sentiu arrepios sobre sua coluna inteira passar em um segundo, quase desistindo de entrar ali, ele seguiu. Não sabendo pelo motivo de seguir exatamente, ele simplesmente podia dizer que estava fechado, e se ninguém o acreditasse poderia mostrar a entrada totalmente coberta e as janelas também. Ele engoliu em seco, mas resolveu entrar, colocou a cabeça no buraco( cambada de...) olhou ao redor e percebeu que...

Não havia nada ali, era simplesmente um lugar abandonado, com portas de salas abertas e varias classes e cadeiras atiradas ao redor do corredor. Nada demais, era só mais um lugar abandonado certo, quando ele passou completamente pela abertura, ele jurou ter sentido um toque simples em seu ombro, e uma risada quase inaudível, mas isso bastou para ele se arrepiar por inteiro.

- Tem alguém aí? – ele tentou não perguntar muito alto, mas sua voz parecia mais um enorme eco. Ele se arrepiou com o próprio eco da sua voz, ele era tão medroso assim? A resposta era sim, pois uma cadeira que estava apoiada na parede subitamente ficou com todos os pés no chão, levantando uma incrível quantidade de poeira em seus olhos. Mas quando consegui me acostumar com isso, no final daquele corredor, havia uma porta corrida, por um milésimo de segundo, jurei ter visto um único olho vermelho, me observando pelo vidro da porta, aquilo me causou um arrepio, um arrepio que escorreu pelo meu corpo inteiro, me sentiu mal, não conseguia dar um único passo adiante, eu queria voltar, mas se eu voltasse estaria provando para todos os meus colegas que eu estava com medo, medo de algo que não existe, fantasmas, monstros, nada disso existe, nada, são apenas frutos de nossa imaginação. – É obvio que não tem nada ali, o que você esperava? Uma garota com uns peitões?

Ele engoliu em seco mesmo assim, e foi em direção a porta corrida, ela parecia tão velha quanto tudo dali, não, aquele lugar em especifico, era mais velho ainda, parecia ter uma atmosfera diferente. Mesmo assim, ele continuou. Afinal, ele havia acabado de dizer que essas coisas estranhas, não existiam, não é mesmo?

- Vamos Naruto... – ele disse para si mesmo. – Mova-se, é só a porra de uma porta! – dizendo isso em voz alta ele ganhou confiança, apenas para toda ela sumir quando ele ouviu outro barulho estranho, dessa vez algumas classes atrás dele começaram a se moverem um pouco, ele caminhou até a porta, olhando para as salas dos corredores, tão abandonadas quanto uma cidade fantasma, ou uma cidade vazia. – Que novidade... Mais poeira... Aqui é um lugar bem distante... Pergunto-me se é aqui que os garotos trazem as garotas para... Hm... Deve ser aqui mesmo. – só de pensar nisso já ficava constrangido, onde estavam os valores étnicos?

Ele chegou até a porta. E simplesmente abriu, ele ficou surpreso por alguns instantes, dois sofás, um de três lugares e um de dois, uma pequena mesa de madeira no centro, uma janela coberta de ramos e de árvores tampando a vista de fora, ele olhou ao redor, até que ele viu um vidro.

Seu coração congelou.

Ele se lembrou da lenda que os terceiros anos passavam para os primeiranistas. Aquele espelho, se você imaginasse um fantasma, ele apareceria exatamente da forma que você pensou, ele engoliu em seco, havia casos décadas atrás até mesmo de morte por pessoas que viram através do espelho o fantasma tomar a forma que eles imaginavam, ele tencionou se ele queria o mesmo destino, mas ele tentou rir, mesmo que sua risada tivesse saído seca demais para alguém descrente nisso. Ele engoliu em seco e foi em direção ao espelho. Mas quando ele chegou lá, tudo o que ele viu foi seu próprio reflexo.

Ele suspirou aliviado.

Isso significava que era simplesmente invenção, que tolice, ele realmente estava com medo de um lugar desses? Riu cínico, agora que ele já havia checado tudo isso, poderia voltar e esfregar na cara de todos que aquilo era simplesmente uma maluquice. Que fantasmas não existem realmente, ele pensou nisso por um segundo.

Que tipo de fantasma ele teria imagino aparecer se fosse algo verdadeiro? Um monstro? Um ser grande e negro? Ou uma garota bonita alva e cabelos negros? Típico clichê não é? Mas era o que ele teria pensado.

Ele virou seu rosto, rindo de si mesmo mais uma vez, Kurishima engoliria pregos quando ele voltasse.

Mas ele...

Estancou no lugar quando virou seu rosto.

Ele podia sentir seu rosto quase trincar de tamanha tensão, pavor, medo, descrença e vergonha. Uma garota estava ali, com um uniforme diferente dele, muito diferente.

 

 

Aquela garota ficou olhando para ele, com um sorriso nos lábios finos, olhando de cima para ele, como se isso fosse divertido, ele estava tremendo, ele sentiu gotas de suor cair sobre ele. Por que ela estava ali? Isso era para ser um lugar abandonado não era? Então... O que trazia ela ali? Será que ela era alguém que estava ali espionando para Kirishima? Pensando nisso, tudo fazia sentido, era a única explicação, ele mordeu os lábios e se levantou, olhando irritado para ela. A garota pareceu notar isso.

- Já entendi! – Naruto disse irritado. – Você está aqui para falar pro Kirishima que eu corri de medo do fantasma não é mesmo? Pois seus planos acabaram! Eu olhei através do espelho e provei que não tenho medo! E também provei que fantasmas NÃO EXISTEM!

A garota ficou confusa por um segundo. – Que rude. – ela disse simplesmente. – Está dizendo que eu não existo? – ela perguntou confusa. – Fantasmas existem, pois eu sou um!

Ela apontou o dedo para si mesma, quase que orgulhosamente, mas o sorriso era simples, ela falava isso como se fosse um fato que ele não poderia mudar.

Naruto não deu ouvido, para ele era simplesmente um truque para ele se assustar. – Não adianta moça, pode avisar pro Kirishima que eu venci a aposta!

Ela girou sua cabeça para o lado confusa. – Aposta? – ela perguntou para si mesma. – Você veio até aqui simplesmente por uma aposta? – ela começou a rir de minha cara, me senti verdadeiramente irritado com isso. – Me desculpe. – ela disse vendo a reação do loiro. – Eu acho raras as pessoas virem para cá, ainda mais por um motivo tão frívolo.

- Fique quieta! – disse o loiro. – Não quero ouvir sermão de alguém que queria caçoar de mim para meus colegas! Já pode tirar esse uniforme velho e colocar o nosso uniforme normal! Você e os outros não vão me fazer desistir! Eu ganhei a aposta!

Novamente, ela parecia mais confusa, porém ela riu saudosa. – Você tem um senso de humor estranho. – ela disse para mim, mas de um segundo para o outro, ela parecia mais séria. – Não é seguro vir na casa dos outros sem ser convidado, pode ser que você não saia mais.

Ele engoliu em seco. – É uma ameaça? – ele perguntou, se retirando dali. – Pois bem, fique aqui com seus arbustos velhos e esse lugar empoeirado, vocês combinam de certa forma.

Ela simplesmente o viu passar por ela com o mesmo sorriso de antes.

Quando ele iria sair de dentro daquela sala, ele sentiu uma mão forte e fina segurar seu calcanhar. Quase que como uma sombra de alguém o segurasse. Ele viu cenas em sua mente, uma escada, uma garota morta, um corpo ossado, um grito, e duas meninas iguais, porém diferentes, um menino loiro quase igual a ele, e sons de batimento cardíaco parando.

As imagens eram tão intensas que ele não resistiu e desmaiou. Ele não conseguia entender o que eram aquelas imagens, mas parecia a história... A história de alguém que ele acabou de conhecer.

Quando ele acordou, ele estava sobre um lugar confortável, macio... Ele sorriu ao pensar que estava no colo de alguém, mas quem que daria um colo para ele? Ele era estranho; Ele resolveu abrir seus olhos, e a primeira coisa que ele viu foi um par de olhos vermelhos, olhando fixamente para os seus azuis.

A primeira coisa que ele ouviu foi:

- Você é muito fácil e interessante de se tocar, sabia? – parecia estranha a primeira vista. Mas era exatamente isso que ela queria dizer.

- Isso é algo que se diga para alguém que desmaiou? – ele se lembrou disso. – Ei! Por que eu fiquei inconsciente?

Ele se levantou e ficou de pé. Ela simplesmente deu de ombros e tocou seu braço novamente, dessa vez, Naruto pensou ter visto uma figura negra olhando para ele. Ele estava começando a achar que algo estava estranho com aquela garota.

- Você parece não gostar que as pessoas te toquem. – ela riu. – Ou simplesmente uma garota nunca tocou você assim? – ela começou a rir levemente da cara dele. – Desculpe. – ela disse suavemente. – Novamente, não foi minha intenção te ofender.

- Tenho a impressão que isso vai ser costume. – ele deu as costas. – Eu vou ir garota, cuidado para os fantasmas que não existem não pegarem você enquanto tenta me assustar a mando dos outros.

Ele estava no corredor daquele prédio, indo em direção ao pequeno buraco ali. Mas antes dele chegar ali, ele sentiu os braços finos e seus seios encostarem nele, ele sentiu todo seu corpo arrepiar pelo toque, ela era tão fria que parecia gelo.

- Como fantasmas podem assustar outros fantasmas? – ela perguntou curiosa. – Nunca ouvi falar que fantasmas assombravam outros. Se bem que seria interessante.

- Quando você vai parar de brincadeira? Você não é um fantasma. – disse Naruto. – E se fosse como eu posso te tocar? Nos filmes fantasmas não podem ser tocados, pois não existem nesse plano terreno.

Ela ficou confusa. – Deve ser uma nova explicação para as coisas, isso sempre acontece quando eu resolvo conversar com as pessoas que vem aqui. A última que veio disse que estavam começando a criar coisas chamadas telefones, para falar com parentes à distância.

Naruto esbugalhou seus olhos, já fazia mais de 30 anos que os telefones existiam. – Quando que essa pessoa veio para cá? Você não pode estar esperando as pessoas tanto tempo nesses prédios abandonados, você tem minha idade aparentemente.

- Hmm. – ela o soltou e caminhou a sua frente, parecendo pensar. – 1921? Acho que é esse o tempo que estou aqui.

Naruto ficou surpreso, essa data batia com um incidente de uma garota que havia morrido na inauguração da escola, nunca acharam o corpo dela. E se não se enganava seu nome era...

- Mudando de assunto, ainda não nos apresentamos. – ela disse simplesmente. – Gostaria de saber com quem que estou falando dessa vez.

- Meu nome é Naruto. – disse o loiro. – E o seu?

- Que bom que perguntou. – ela respondeu. – Me chamo Yuuko Kanoe.

Naruto ficou mais branco que papel, esse nome... Era o nome da menina da história, mas essa história já tinha mais de 120 anos, era o mesmo nome, não era possível, ela só podia estar brincando. A garota estava brincando com a morte dos outros, isso era imperdoável.

- Pela última vez, você não vai me assustar, fantasmas não existem. – ele caminhou até ela e se abaixou até a saída pela parede, mas quando ele ia sair, novamente, uma mão o segurou, porém dessa vez, foi à mão dela, era fraca, porém fria.

- Você parece ver coisas quando te toco, não é mesmo? As pessoas que vieram aqui antes de você sempre diziam que vinham imagens estranhas quando eu as tocava no começo, mas era apenas no começo. – ela virou o rosto dele para ela. – Imagino se eu fizer algo que mantenha um contato por alguns segundos, seja mais eficiente provar algo pra você, não concorda?

- Mas o que diabos você q. – antes que ele pudesse terminar de falar, novamente, imagens estranhas apareceram dessa vez, ele viu Yuuko, andando com três pessoas, duas meninas, uma garota com os cabelos azuis exóticos, uma loira, e o mesmo garoto que ela viu, mas o uniforme dessa vez parecia ainda mais antigo. Ele também viu correndo pelos corredores, e ninguém a olhando, ninguém a xingando por correr ali. Quase como se não conseguissem vê-la passar.

Ele só parou de ver as imagens, quando ela retirou os lábios de sua testa. – O que você fez?

- O mesmo que eu já fiz para as pessoas que nunca acreditaram que eu era um fantasma. – ela disse. – Eu mostrei para elas.

- Mas... Se você é um fantasma, onde está seu corpo? – ele perguntou.

Yuuko deu de ombros. – Eu não consigo me lembrar de muitas coisas sobre mim, a única coisa que eu me lembro, são meu nome, e que eu estou morta há 120 anos. – ela respondeu, sorrindo para ele. – Ei, quando uma garota veio aqui, e quando eu provei para ela que eu era um fantasma, você sabe o que ela fez?

Ele negou.

Ela sorriu quase que tristemente, a expressão levemente abatida, mas o sorriso ainda ali.

- Ela também se tornou um espírito.

Ele engoliu seco. – Você a matou? – ele perguntou.

Ela riu de sua ingenuidade. – Eu não posso tocar nas pessoas tão facilmente, só posso tocar naqueles que acreditam que eu existo. Ela podia me ver, mas ela me via de uma forma diferente dessa que eu possuo.

- O que quer dizer? Que o espelho realmente funciona?

- Você me viu com peitos não é mesmo? – ela apertou os braços para dar mais volume. – E aquela menina me imaginou como um monstro, então eu apareci daquela forma para ela.

- Eu não consigo entender. – disse honestamente, era confuso demais.

Ela novamente riu. – Sabe, eu não consigo me lembrar de quem, mas eu já conversei com alguém parecido com você. Eu expliquei a mesma coisa para ele há muito tempo atrás.

- O que?

Ela desfez o sorriso. – Fantasmas são coisas que não devem existir, mas se você pensar que existem, e imaginá-los de algum jeito, é dessa forma que eles irão aparecer para você. – ela pegou a mão dele e colocou em um de seus peitos. – Você sente? Você vê? – ela perguntou. – Ironicamente, eu também tenho a sensação de que alguém já conseguiu me imaginar nessa forma, fico me perguntando quem era... Mas essa é minha real forma, parabéns por ter me imaginado assim.

- Você... Você é louca...

- Loucura é ver uma coisa que não existe e fugir dela simplesmente por não conhecer. – ela se levantou e estendeu a mão para ele. – Vamos conversar um pouco Naruto-san? Posso te contar mais coisas que eu me lembro.

Ele aceitou a mão dela. – Você não disse que não se lembrava de nada? – ele perguntou de supetão.

Ela ficou quieta por alguns instantes, até rir novamente. – É verdade, mas quando eu toco em você, eu também sinto que minhas memórias brincam comigo, como se quisessem me empurrar coisas que eu expulsei de mim mesma, anos atrás... É uma sensação estranha...

Naruto riu disso e a seguiu, fantasma ou não, era uma bem estranha.

Quisera ele, tempos depois, ter simplesmente ido embora quando tinha a chance. 


Notas Finais


e foi isso, o que acharam? comentários, opiniões, etc, obrigado!
Ah, e se não conhecem o outro anime do cross, cara... Só assista, 12 episódios, ou 47 capítulos de manga, melhor manga ever


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