História About a Girl. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Frances Bean Cobain, Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Automultilaçao, Saudade
Exibições 138
Palavras 1.628
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá galera! Bom, essa é a minha primeira one shot no site, então espero muito que gostem.

Antes de tudo, não posso deixar de dar alguns avisos básicos:

• A fanfic foi inspirada na música About a Girl (Sobre uma garota) do Nirvana;

• Pra não perder o costume, o personagem principal é o Justin Bieber;

• Gabe é a Frances Cobain (Filha do Kurt Cobain);

• Plágio é crime! Seja criativo e faça a sua própria estória;

• Ta vendo que capa foda? Foi feita pela @MS2Fanfics . Obrigado!

• Escrevi-a pensando nas pessoas que nos deixam pra trás e depois aparecem como se nada tivesse acontecido. Tenho certeza que muitos aqui vão se identificar com algum dos personagens.


BOA LEITURA 

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction About a Girl. - Capítulo 1 - Capítulo único.



                                                                                      
                                                               “Vou aproveitar enquanto você me  pendurar para secar
                                                           mas eu não posso vê-la todas as noites livre, eu preciso”.



                Sento-me no colchão macio e gélido. Passo a mão pelo tecido de seda quadriculado e percebo o quanto aquele quarto é vazio sem ela. Observo cada detalhe, sem deixar passar qualquer coisa, inclusive as suas fotos espalhadas pelas paredes do quarto, e os desenhos do meu rosto que ela insistia em fazer no seu caderno preto.

                Atravesso o quarto e paro em frente á alguns daqueles rabiscos perfeitos. O jeito que ela reparava em cada traço do meu rosto, sem ignorar um detalhe se quer. Lembro-me que adorava quando ficava irritado e travava o maxilar. Ela dizia que era uma das minhas poses mais bonitas.

                Confesso que admirava a forma que ela me enxergava. Nem mesmo eu me via daquela forma, tão inocente, alegre e bonito. A forma que me olhava deixava claro o quão importante eu era para ela, e ela para mim. Mas agora, olho para mim mesmo e só consigo ver raiva, angústia, tristeza e solidão.

                É apenas isso que vejo quando olho para o meu reflexo todas as manhãs quando acordo. Eu não sou mais o mesmo sem ela ao meu lado.

                 Arranco um dos desenhos e pressiono contra o peito. Mas imediatamente me arrependo quando o sentimento que se tornou meu grande amigo durante esses anos retorna: A saudade. Eu sentia vontade de beijá-la, tocá-la, senti-la... Pelo menos mais uma vez.

                  Esse era um dos pedidos que eu sempre fazia antes de me deitar. Gabe nunca foi fã de religião, confesso que eu também não, mas eu estava optando por qualquer coisa que aliviasse a dor que ela me causou quando se foi.

                   Passo a mão pela sua pequena cômoda ao lado da cama e não deixo de notar seu inseparável cinzeiro, juntamente com as cinzas do seu cigarro, as únicas coisas concretas que podem provar que ela realmente existiu e que não era apenas um fruto da minha fértil imaginação de adolescente.

                     Por que acho isso? Bom, Gabe era perfeita, parecia até que eu tinha feito-a por encomenda. O único problema é que ela não se via dessa maneira. Sempre colocava os problemas na frente de tudo, seus medos, suas decepções.

                     Ela sempre foi assim, e talvez ainda seja. Lembro-me de dizer á ela como estava linda pela manhã, de como ela era perfeita para mim.

                     Gabe sempre enxergava o lado positivo das pessoas, nunca via ninguém como um monstro, mas sempre se denominava como um. Na frente dos outros ela era a amiga perfeita, a garota perfeita de olhos claros como o azul do mar e cabelos negros, mas por trás, quando estava sozinha pensava coisas horríveis de si mesma.

                Sempre teve a mania de pensar apenas em si mesma, seu egoísmo e seu ego sempre foram pontos fortes da sua personalidade, mas também sempre tentava solucionar o problema dos outros, e às vezes esquecia os seus.

                Seu quarto continuava do mesmo jeito de sempre. A bagunça do local era apenas uma analogia de como ela sempre foi por dentro. Uma bagunça arrumada. E pra melhorar, ela não se contentou em bagunçar apenas a própria vida e apareceu na minha, virando tudo de cabeça para baixo.

                Seus olhos azuis penetrantes reconheciam-me de uma forma que alguém jamais conhecerá um dia. Nossas brigas, nossas transas, nossos toques... Era tudo único. Ela era única.

                Deito-me em sua cama, sentindo os resquícios do seu cheiro ainda existente ali e me entrego ás lembranças que sempre insistiam em retornar, memórias de que um dia eu fui feliz.


                   Flashback on.

                     Continuei sentado sobre a sua cama, e ela observara a janela enquanto tragava toda a nicotina do seu cigarro. Estávamos a mais ou menos uma hora desse mesmo jeito, sem ao menos trocar uma só palavra. Sem ter muito que fazer, começo a tamborilar meus dedos pela pequena cômoda ao lado da cama.

                   Depois de alguns minutos, como previsto, virou-se para mim, irritada. Sua pouca paciência era uma das características mais presentes no nosso relacionamento, e eu não era tão diferente.

                   — Será que dá pra parar? – Ela grita, apagando o cigarro na cômoda, perto dos meus dedos.

                  — Então me diga por que fez isso de novo. – Puxo seu braço magro, liberando as cicatrizes presentes em seus pulsos. Ela havia feito isso de novo, ela estava machucada por dentro, e não queria me dizer o que a machucava tanto á ponto de obrigá-la a se ferir dessa maneira. – Eu não suporto te ver assim, Gabe.

                  Ela abriu a boca, e pude notar seus olhos cheios de lágrimas prestes á escorrerem por seu rosto delicado e pequeno. Eu não suportava a dor dela, e ela não me deixava entender a dor. Sempre estive ao seu lado para segurar seu mundo quando preciso, mas ela me impede de ultrapassar as muralhas que construiu em volta do seu coração.

                 Gabe se desvencilha de mim e corre para o banheiro, trancando-se lá. Rumei em  direção á porta e bati ali milhares de vezes, mas ela não abriu. Grito seu nome até perder o fôlego.

                 Sempre fui medroso. Eu era aquela típica criança que tinha medo dos bichos embaixo da cama, de se perder da mãe no supermercado... E hoje, como um adolescente de apenas dezessete anos eu tenho medo de perdê-la, pra sempre.

                 Finalmente, a porta se abre e meu coração se acalma. Levanto da cama e vou até ela, observando sua maquiagem forte completamente danificada pelas suas lágrimas pesadas. Seus olhos azuis como o mar traziam-me calma, mas naquela noite não.

                 — Eu não posso fazer isso com você, Justin. – disse dentre a voz abafada e aveludada.

                — Fazer o que? – Arqueio a sobrancelha, tentando entendê-la. – Gabe, deixe-me te ajudar, você precisa de mim e eu de você.

             — Eu não posso continuar te forçando á participar da merda da minha vida. Eu sou como uma granada sempre prestes á explodir, e só você é capaz de me desarmar. Mas eu não posso, não posso estragar o futuro brilhante que você tem pela frente.

                — Meu futuro só é brilhante se for ao seu lado.

                — Mas eu não posso estar nele, Justin. Eu não suporto vê-lo preso á mim enquanto poderia estar com alguém melhor. Eu sou depressiva, penso todas as noites em me suicidar e me livrar da dor que sinto aqui. – Ela pega a minha mão e coloca em seu peito. – E a ultima coisa que eu quero é te fazer sofrer quando eu decidir que não dá mais.

                — Gabe, eu posso te ajudar. – pego seu braço e beijo suas cicatrizes, sentindo o gosto do seu sangue em meus lábios. Seus cortes recentes em sua pele pálida me feriam por dentro.

                — Não. Não pode. Eu não posso ser salva de mim mesma, mas você pode. – Ela se distancia de mim, pegando seu caderno, seu maço, alguns CD’s do Nirvana e a chave do seu carro.

                Com calma, vira-se para mim, e uma lágrima contorna seu rosto. Corro na sua direção, mas ela consegue ser mais rápida e desce as escadas de madeira. Assim que ela para na porta, virou-se para mim novamente e abre um breve sorriso afetado, desaparecendo ali.

                 
 Flashback off.


                    E foi assim que tudo acabou. Sempre combinamos de não impedir o outro de tomar as suas decisões, e Gabe – como sempre egoísta demais – decidiu ir embora ao dividir sua dor comigo.

                    Procurei explicações para sua partida durante três anos.

                  Talvez o amor dela não fosse meu, mas eu queria tê-lo. Procurei por ela durante todos esses anos, juntamente com a sua família, mas os únicos vestígios esquecidos por ela foram às cinzas dos seus cigarros e a dor que restou dentro de mim.

                Por que ela me deixou sozinho? Se o mundo dela era confuso, o meu se tornou mais ainda quando ela se foi. Não tinha mais sentido para viver, acordava todas as manhãs e me sentia vazio, como se estivesse oco por dentro. Mas seu egoísmo era maior do que o que sentia por mim, então preferiu se fechar com as suas dores do que compartilhá-las e viver ao meu lado.

                Gabe não pensou em mim quando se foi. Quando me disse que teria um futuro brilhante sem ela, não imaginava que meu futuro inteiro durante três anos fosse esperando a sua volta. O meu mundo era aquela garota, e ela simplesmente me abandonou.

                Não que a culpa fosse dela, mas as coisas só pioraram depois da sua partida. Tudo desmoronou em cima das minhas costas e eu não pude fazer nada. Quando meus pais brigavam dentro de casa, ela era meu ponto de paz. Eu recarregava minhas forças para continuar quando á encontrava. Mas ela preferiu assim, preferiu me deixar para se salvar da culpa de não poder se matar de uma vez por medo de me levar junto.

                    Sinto muito, Gabe, mas você me matou quando saiu por aquela porta.

                     A campainha me força a despertar dos pensamentos. Levanto da cama e desço as escadas, mas antes de abrir a porta, observo a lua brilhante que iluminava a noite e percebo que até isso me faz lembrar ela. Gabe era a luz que iluminava a minha escuridão.

                      Pego na maçaneta gelada, e giro a chave, abrindo a porta. Encaro seus olhos azuis e seu sorriso dentre o batom vermelho. Seu cabelo ainda era o mesmo, seu semblante ainda era como eu me recordava.

                       — Eu sabia que te encontraria por aqui. – Escuto sua voz e fecho os olhos, sentindo-a penetrar pela primeira vez durante anos pelos meus ouvidos. – E ai? Como está se sentindo? – Ela passa por mim e entra na casa como se não tivesse passado anos sem dar notícias de vida.


                              “Estou de pé na sua frente, eu espero que você tenha tempo eu espero.”

                                
 


Notas Finais


Bom galera, espero que tenham gostado.

Como eu falei ali acima, vocês vão se identificar com um dos personagens, e no meu caso eu me identifiquei com o Justin, já que as pessoas entram e saem da minha vida com muita facilidade. Sei que muitos de vocês são como a Gabe, que somem e aparecem como se nada tivesse acontecido OIAHOSIHAOIGS

Comentem qual dos dois vocês são na vida, e favoritem pra dar aquela força!

OBRIGADO E ATÉ A PRÓXIMA ONE!

XOXO DA TIA JU.


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