História About monochromatic, morbid and my cancer - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags 2seok, Boy, Drama, Hopekook, Hoseok, Jeon Jungkook, Jhope, Jihope, Jimin, Jin, Junghope, Jungkook, Namjoon, Namseok, Park Jimin, Rap Monster, Romance, Seokjin, Sope, Suga, Taehyung, Taeseok, Unilateral, Vhope, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 31
Palavras 1.207
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem ❤️

Capítulo 1 - Capítulo Único - Tentando Não Me Confundir



Os sonhos são como pessoas, alguns crescem e tomam forma, outros apenas morrem. 

Meus sonhos não eram muito fortes no início, mas só de imaginar você, Hoseok ali, sempre ao meu lado, era como se eles conseguissem se manter de pé por algumas semanas. 

Hoseok, você é um cara muito bom, de corpo e alma, cuidou muito bem de mim enquanto eu estive doente. Sabe aquela época em que as coisas parecem querer desmoronar e você não consegue segurar toda a barra sozinho? Era por isso que eu passava. 

Eu sempre odiei hospitais, remédios e todas aquelas agulhas em meu corpo, mas você era gentil e pedia desculpas quando furava meu braço com o objeto pontiagudo, mesmo que depois de um tempo isso tenha se tornado muito irritante de sua parte.

O dia mais assustador foi quando uma veia estourou, não era uma veia muito importante, considerando que eu não senti nada além de um incômodo quando isso aconteceu. Dizem que há dias que é mais difícil “achar a veia certa”, creio que esse não era um dia de veias fáceis, eu não sei como aconteceu, só lembro de uma dor em meu braço, sangue e você, mais uma vez, pedindo desculpas enquanto limpava meu membro ensanguentado. Não evitei sorrir. 

Hoseok, aos poucos, você se tornou um bom amigo, apesar de eu achar que estava sendo gentil porque era a função sua como enfermeiro, apenas fazer com que eu me sentisse melhor. 

Eu passei a odiar menos os dias de tirar sangue, de aplicar o soro, ou qualquer coisa que envolvesse uma agulha em meu corpo. 

Você sempre estava lá, isso tornava a sensação menos agonizante. 

Hoseok, você era realmente legal comigo, escutava sobre as minhas reclamações da comida e, em momentos raros, reclamava da gelatina com gosto de nada. 

Costumava rir das minhas piadas, tapava a boca e ficava vermelho. Eu nunca ouvi sua risada, Hoseok, você sempre a abafava, afinal, "estávamos em um hospital, não em uma mesa de bar."

Eu percebia quando você estava cansado, apesar de continuar "do mesmo modo", seus olhos eram mórbidos, eu simplesmente ficava quieto nesses dias, fingia que estava cansado de mais para falar. 

Tudo me deixa cansado ultimamente, menos você, Hoseok. 

As energias que, constantemente, eram levados junto com meu cabelo após a quimioterapia, eram renovadas pela sua voz, Hoseok, desejando-me bom dia. 

Era fofo o modo como abria as janelas e me colocava em uma cadeira de rodas para que eu pudesse ir tirar o sangue e ver como estava a minha saúde. 

Você ficava junto a mim durante todo o processo, distraia-me com suas conversas longas sobre filmes de ação, ou o preço absurdo de algum produto no mercado, acho que você se esquece que eu não me importo com os preços lá fora, eu nunca sairia daqui. Mas ver você falar dos preços exorbitantes, dava-me a impressão de que eu poderia sair dali alguma hora. 

Depois de tirar todo o sangue para a análise diária, nós voltávamos para o cômodo monocromático e conversávamos sobre a sua faculdade de enfermagem, estava quase completa, como o seu estágio. 

O maldito estágio. 

O único motivo pelo qual eu te conheci, se você não tivesse deixado o estágio para a última hora, você provavelmente não estaria aqui e, provavelmente, não nos conheceríamos. Se minha mãe continuasse se negando a pedir ajuda ao meu pai, eu estaria em um hospital público e eu, com certeza, não te conheceria.

Efeito borboleta. 

Muitas coisas podem ser evitadas, muitas coisas podem não acontecer. De quem você cuidaria se não houvesse me conhecido? Uma boa pergunta, não acha? 

Mas, como tudo na vida, essa relação de encanto acabou tão rápido quanto começou. Foi instantâneo. 

Eu deveria esperar que isso acontecesse, afinal, você é um homem adulto de vinte e poucos anos, tem uma vida toda pela frente. E eu sou apenas um pirralho prestes a completar vinte anos e dez destes anos foram passados no hospital, começou com poucas visitas, aumentando a frequência, depois a doença foi embora e, então, ela voltou. Pior que a primeira vez.

É lógico que você não se apaixonaria por um pirralho, nunca. O que eu conheço? Algumas teorias da conspiração, acho que conversar sobre: “Avril Lavigne morreu e foi substituída”, não te interessaria. Me perdoe por ter criado expectativas. 

Mas é que quando estamos em um hospital, cercado de pessoas culpadas e te tratando como um incapaz e apenas por dó, meio que ficamos “vulneráveis” e poucos atos nos tornam adolescentes bobos e apaixonados. Perdoe-me. 


Eu te vi, com alguém, um namorado pressuponho, ele era bem bonito e tinha um carro bonito, te vi pela janela. Lembra de quando você me deixou na cadeira de rodas “para me dar liberdade”? Então, se você me deixasse na cama, como todos os dias, eu não teria te visto com seu namorado. 

Eu ouvi sua risada, bem alta e clara. Acho que eles não tem regras contra risadas no lado de fora do hospital. É bem bonita, melodiosa, eu fiquei triste por não ser eu provocando-a, mas feliz em finalmente ouvi-la. Que risada linda, Seokkie. 

Eu tenho certeza de que eu nunca irei escutar outra risada parecida a sua. Eu sentirei falta dela. 

Fico triste pelo seu estágio acabar mais cedo, perdoe-me por não suportar, não se culpe. 

Eu sei que sou frágil e se você tivesse me deixado na cama, como fazia todos os dias, eu não teria me aventurado pelos corredores largos e vazios do hospital, sei que eu tenho essas crises de epilepsia, mas não foi culpa sua. Eu poderia ter ao menos ficado na cama e não ter insistido para que me deixasse livre, mas se isso acontecesse eu não ouviria a sua risada alta e teria que esperar mais por isso. Eu teria que ficar quieto no quarto, sei que te prometi isso, mas eu estava me sentindo sufocado. Eu resolvi sair. 

Me desculpe, eu deveria ter tomado cuidado. 

E, tão rápido quanto você chegou, eu fui. 

Se você não tivesse pegado esse maldito estágio, se eu não tivesse implorado ajuda ao meu pai, eu não veria as cores que o branco me proporcionava. 

Hoseok, você é colorido. Sua risada é amarela, seus toques são vermelho, sua presença é azul (porque azul é a cor mais quente). Você todo, em qualquer lugar, de qualquer modo, em qualquer dia, é branco. 

Sim, branco. 

Aquela cor "sem graça". 

Mas você é branco porque a somatória de todas as cores são brancas, Hoseok. 

Você me proporcionou uma palheta de cores, que juntas formavam o branco. Formavam você. 

É, eu acho que eu te amei, ou apenas me apaixonei pelo seu branco diferente, pelo seu branco vivo.

Me apaixonei pelo seu jeitinho, pelos seus sonhos, eu os adotei, todos, cada um. Do mais fácil de se realizar ao mais difícil. 

Eu soltei-me das pequenas algemas e me joguei sem paraquedas em um poço sem fundo. 

Um poço chamado você. 

Me desculpe por ser fraco, por ter esquecido seu nome algumas vezes, por repetir piadas um milhão de vezes. 

Obrigado por me dizer seu nome todos os dias, obrigado por rir um milhão de vezes das minhas piadas. 

Desculpe-me por achar demais. 

Mas acho que eu não suportaria viver sem o seu monocromático jeito de ser. 



Notas Finais


Comentem e favoritem ❤️


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