História About Us - Capítulo 39


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Exibições 144
Palavras 1.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 39 - Capítulo 39


POV Emma

Sinto que as coisas andam estranhas, Regina está estranha, antes nós dormíamos todas as noites “juntas” agora são raras as oportunidades em que ela me permite velar seu sono, aliás, depois que ela me mandou embora não pude mais compartilhar desse momento de paz. É verdade que em minha mente ainda vive a imagem dela frágil, debilitada jogada ao chão, como alguém que espera pela morte chegar, não quero nunca mais ter de vê-la daquela forma. Essa imagem ainda me perturba, mas o que mais me choca são as palavras duras e cureis que foram ditas a ela, minha menina, minha doce menina, como aquele mostro que ela tem como mãe pode ter coragem de proferir palavras como aquelas para ela?

Sei que já faz algum tempo, mas apenas o fato de ver com as palavras ainda estavam impregnadas nela quando ela me contou o que aconteceu já foi o suficiente para me marcar de uma forma inexplicável, imagina como não devem ter marcado ela, que estava lá que ouviu da boca da mulher que a colocou no mundo todas aquelas malditas palavras? Não consigo ao menos mensurar a dor que ela está sentindo desde então, quando somos crianças aprendemos que nossos pais são nossos heróis, principalmente a nossa mãe, eu não tive uma, mas meu pai fez muito bem o papel dos dois, não me deixou faltar amor de nenhum lado e eu serei infinitamente grata a ele por isso, acho que se algum dia eu tiver filhos quero deixar essa mensagem para eles, o amor cura qualquer ferida, por mais profunda que ela seja, eu pelo menos quero acreditar nisso, mas sinto que as coisas não funcionam muito bem assim, estive lá, a amei, mostrei todo o meu amor, ela me mandou embora, não contente sumiu, desapareceu, me deixou, abandonou-me, entendo que ela precise de um tempo, são muitas informações para se digerir de forma rápida, aconteceram muitas coisas intensas, a mãe, o ódio, nós, beijos, abraços, carinhos, machucados, marcas, tudo isso em um filme daria uma bela trama, uma pena ser apenas a vida real. Sempre quis proteger ela de tudo, dês do momento em que a conheci e não digo do momento em que ela se apresentou para mim, mas no momento em que ela me chamou para conversar, não sei como foi, não posso classificar como amor à primeira vista porque primeiro eu não acredito nisso, claro que acredito em amores clichês, para mim uma vez é amor, das outras você vai apenas se iludindo para não morrer na solidão, mas como classificar que desse vez é amor e não ilusão bom isso já é um pouco difícil baseado no fato de que as coisas as vezes saem um pouco do controle, mas uma moça amiga da minha mãe da qual não me lembro do rosto nem da voz, mas sinto que ela é especial para mim me disse palavras sábias que sinto que jamais conseguirei esquecer: “ Quando for amor, sim Emma você irá perceber, seu coração pode até parecer doer, mas a verdade e que ele já não é apenas seu e sim “nosso”, algo compartilhado entre duas pessoas, que tem o dom de deixar esse “nosso mundo” mágico. Quando se ama, seu coração muda-se de casa.” A verdade é que sim eu sinto e no momento em que a conheci eu pude sentir, as coisas saindo do lugar, ficando desconexas de cabeça para baixo, mas incrivelmente alinhadas da forma certa. É assim que me sinto com ela, fora do eixo normal, mas do nosso jeito torto mais certo.

Sei que a amo, como nunca imaginei amar ninguém, mas esse amor dói, me fere, a ausência dela me destrói a cada dia, já ouvi dizer que a pior solidão é aquela que se vive a dois, mas nunca imaginei que ela seria assim, esse mar de tristeza sem fim, me sinto engolida, imersa na minha própria tristeza. Será que é assim que ela se sente no auge da sua dor? Será por esse sentimento de vazio que ela busca formas de abstrair, extrair, extinguir tudo que sente? Será que é por isso que ela passa? Não quero pensar que seja, pois para mim é a primeira vez, imagina para ela que é sempre. Meu pai sempre me falou para me colocar no lugar do outro, mas quando penso em Regina não quero me colocar no lugar dela, quero tirá-la do lugar, desse lugar, quero mudar as coisas, transformar nas mesmas flores que vejo quando olho para ela, quero que ela veja flores em mim da mesma forma que eu vejo nela.

Não eu não posso deixar as coisas como estão, eu quero lutar a quero de volta, mas não sei como, sou covarde demais para qualquer ato impensado, se as coisas não forem totalmente calculadas eu não sei se serei capaz de fazer, quero não ter medo, mas em relação a ela tudo me apavora, como agora, pareço uma criança que chora por não conseguir falar, mas eu consigo, eu posso, eu falo, alias, grito, porém não sei se ela irá me escutar. Sei muito disso é drama banal, algo que talvez, realmente nem seria preciso pensar, mas eu não sei. De verdade não sei!

Estou cansada, quero descansar, mas sem ela minhas noites são vazias, minha cama já é grande demais, minhas cobertas já não esquentam tão bem a noite, os dias são muito longos, a vida, não sei, perdeu a cor o sentido, eu nunca tive muito um porque, com ela eu descobri que porque nunca foi a pergunta certa e sim parque, pra que esperar? Pra que não me trancar e esperar a vida passar? E tantos outros “pra ques”. Quando falo isso em voz alta soa como idiota, se encaixa mais o por que na frase, mas o por que é uma justificativa, o pra que é uma desculpa, não existe essa eu escolhi esperar, mentira, você tem medo, medo de sentir, medo de se jogar, medo de viver, medo de voar, medo de amar. E antes de conhecê-la era isso que eu dizia para mim mesma, um monte de desculpas esfarrapadas para assim mascarar o meu medo de ser rejeitada. MEDO! Acho que a palavra que gira em meus pensamentos agora é essa. Tenho medo do que está por vir, se eu disser que não é mentira, mas eu não sei o que esperar e o incerto me apavora. Quero minha pequena de volta, mas não sei como lutar para isso. É covarde da minha parte, sei que sim, mas eu não sei como agir. Somos humanos feitos para errar e esse é meu maior dilema. QUAL FOI MEU ERRO? Será mesmo que eu errei? Mais respostas para minha infinita lista de não sei.

Às vezes eu queria apenas ir e deixar tudo para trás, não lembrar mais, mas tenho medo de quando partir aí sim quebrar de todas as formas essa nossa ligação mágica que só nós temos. Meu subconsciente me alerta que eu jamais me perdoaria por tal ato, eu prometi que ficaria, mesmo que não houvesse motivos para ficar, mas pra que ficar? Sim quero uma desculpa, mas não preciso eu mesmo tenho a justificativa para não ir, prometi ficar até mesmo quando a porta em minha cara fechar e fechou! Ainda está fechada, mas por ela, por nós, vou vencer meu medo sentar e esperar até que ela se abra novamente para minha mim e me revele minha linda pequena e ela novamente me convide a entrar.

Amar é isso saber esperar. Eu esperarei, mesmo sem saber até quando. Mas por ela sei lá vale a pena arriscar.


Notas Finais


" ... E até quem me vê lendo jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei e ninguém dirá que é tarde demais que é, tão diferente assim do nosso amor a gente é quem sabe, pequena.."


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