História About Us - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Tags Clarke, Clexa, Elycia, Lexa, The 100
Exibições 205
Palavras 2.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey pessoinhas...
Boa leitura e leiam as notas ok? <3

Capítulo 8 - Universe


Fanfic / Fanfiction About Us - Capítulo 8 - Universe

06

AGOSTO 2010

Lexa

Eu precisava me acalmar, mas tudo que eu conseguia fazer era torcer nervosamente os dedos, puxava e soltava o ar sentindo meus pulmões doerem pela força com que eu repetia o ato. Estava nervosa, nervosa não, desesperada.

- Droga Lexa, sua maldita covarde. – Praguejei enquanto me afastava pela milésima vez da porta, fechei os olhos e dei alguns passos na direção oposta, estalei os dedos e balancei os ombros. – É só um encontro sua idiota, porque está assim? Só um encontro, só uma garota. Quantas vezes já fez isso? 

Continuei meu monologo e abri os olhos fitando a parede à minha frente, o dia todo tinha sido banhado pelo nervosismo, eu não sei o que me fez abrir a boca e convidar aquela maluca (quase) suicida para sair, mas desde então eu não conseguia pensar em mais nada e as horas do dia pareciam ter se arrastado. Chequei o relógio no meu pulso: 19:58, eu havia marcado com ela às 20:00, mas o fato era que estava pronta a mais de uma hora depois de ficar horas em frente ao guarda roupas escolhendo uma maldita roupa.

- Você podia por um vestidinho. – Anya sugeriu parada na porta do meu quarto, uma colher na mão e o pote de sorvete na outra.

- Claro, não se esqueça do nariz vermelho para combinar. – Ela deu de ombros e levou mais uma colherada da massa colorida até a boca. Gemi frustrada e enfiei outra calça pelas pernas olhando em frente o espelho. – E essa?

- Lexa pelo amor de Deus essa calça ainda sai andando sozinha. – Anya respondeu ainda com a colher entre os lábios. – Você precisa de uma intervenção! – Ela me deu uma olhada divertida e eu estremeci. O pote de sorvete foi deixado de lado, milagre em se tratando da amiga, e a loira literalmente entrou dentro do meu guarda roupas.

- Tem coisas particulares ai. – Provoquei enquanto me livrava da calça ficando só de roupas íntimas, sentei na cama e aguardei pacientemente. Podia ouvir os suspiros e resmungos de “ como alguém tem coragem algo assim”, mas preferi ignorar.

- Ok veste isso. – Ela disse surgindo e me tacou algumas peças de roupas. – Não ouse reclamar, bom encontro. – A vi caminhar apressada até o sorvete e sair do quarto.

Olhei para as peças na minha mão e nada mal, nada fora do que eu estava acostumada a vestir. Calça justa preta, jaqueta da mesma cor e uma blusa de uma banda que eu gostava cinza.

- Ei Lexa. – Anya colocou a cabeça dentro do quarto e me lançou um olhar malicioso. – Troque essa calcinha, parece algo que sua vó usaria.

Agora parada ali no andar de Clarke olhei fixamente para os meus pés cobertos por uma bota sem saltos e pensei que talvez pela primeira vez na vida devesse ter ouvido Anya e usado um vestido. Mas eu queria que Clarke me conhecesse, que gostasse de mim por aquilo que eu era e não pelas roupas que usava. Droga, gostar? Que Diabos estou pensando, porque eu quero que a Clarke goste de mim? Bati com a mão na testa na tentativa de me livrar daqueles pensamentos e antes de me virar e bater na porta, suspirei uma ultima vez.

- Lexa, oi! – A loira abriu a porta com um sorriso lindo nos lábios e eu tentei retribuir a altura, ela saiu e fechou novamente a porta atrás de si. – Você é pontual.

- Me desculpa, é cedo demais? – Perguntei preocupada, será que ela não estava pronta? Será que eu fui cedo demais? – Eu posso esperar se não tiver pronta.

- Não não, eu gosto de pontualidade. – Ela disse ajeitando a alça da bolsa marrom pequena num dos ombros, só então olhei para o que ela estava vestindo e droga de novo. Ela era linda, incrivelmente linda. A jardineira jeans longa que Clarke usava lhe deu um ar jovial juntamente com as sapatilhas pretas e, apesar de coberta pela parte da frente da peça jeans, pude ver que a camisa branca que ela usava por baixo tinha figuras de um desenho antigo.  – Algum problema com as minhas roupas?

- Você está linda. – Admiti e pude ver suas bochechas corarem.

- Você também, Kings of Leon uh? – Apontou para minha blusa e eu sorri largamente.

- Sim, conhece? – Ela acenou com a cabeça e eu sorri de novo, ela não parava de me surpreender. Eu não conseguia parar de olhar o sorriso dela.

- Então a não ser que nosso encontro seja ficar conversando no corredor, o que acha de irmos? – Ela disse divertida e então franziu o cenho. – Não me diga que era exatamente isso que você tinha em mente, porque sério se for isso, eu tenho certeza que iria adorar passar horas aqui conversando.

Eu gargalhei com o seu nervosismo e pude sentir a minha tensão indo embora dando lugar a um sentimento de conforto gostoso, Clarke não se conteve e me acompanhou na risada.

- Não, definitivamente não. – Eu disse e apontei em direção ao elevador. – Vem comigo Griffin vou te mostrar como é um primeiro encontro com Lexa Woods.

(...)

 

Parei o carro em frente ao local e pude ver a surpresa nos olhos de Clarke.

- Certo agora você me surpreendeu. – Admitiu enquanto tirava o cinto e se virava para mim.

- Bom, uma das coisas que descobrimos ter em comum é a obsessão pelo céu então pensei, porque não? – Eu disse enquanto saia do carro e dava a volta para abrir a porta para a Clarke que sorriu com o meu gesto. Caminhamos juntas até o outro lado da calçada bem de frente a enorme estrutura de concreto, na parte de cima do lugar onde deveria ser plano havia uma forma redonda bem alta, parecia literalmente um planeta repousando sob o teto da construção.

- Lexa olha a placa. Está fechado para reformas. – Clarke apontou para o aviso amarelo colado nas portas de vidro da entrada, eu sorri para ela e vasculhei os bolsos da calça, estendi a chave no alto e sorri orgulhosa. – Mas como?

- Meus pais são grandes investidores desse lugar. – Revelei enquanto caminhava até uma porta menor, enfiei a chave e abri a porta dando lugar para Clarke entrar na frente. – Digamos que tenho alguns contatos com os donos e quando liguei eles não hesitaram em me fazer um favor.

- Se a intenção é surpreender Woods até agora você está indo bem. – Ela disse com um tom provocativo.

- Você ainda não viu nada. – Devolvi no mesmo tom e mesmo sob a pouca luz vi Clarke corar pela segunda vez na noite, descobri que gostava de vê-la daquela forma.

Caminhamos por entre os corredores e vez ou outra diminuíamos os passos quando uma de nós encontrávamos algo que nos chamasse a atenção, Clarke estava encantada e deduzi que ela nunca havia visitado o lugar, apontava e dizia coisas que eu já sabia, mas eu não ousei interromper, gostava do som da sua voz e da animação com que ela falava sobre os astros e as estrelas. Chegamos num lugar um pouco menos iluminado e paramos diante de uma porta.

- Feche os olhos. – Pedi, Clarke torceu o nariz e um bico se formou nos seus lábios, mas ela não tardou a obedecer. – Não os abra até eu pedir, certo?

Ela acenou e no lugar do bico pude ver um pequeno sorriso, usei uma das mãos para abrir a porta e com a outra segurei suavemente seu pulso guiando-a para dentro do cômodo.

- Essa é a parte em que você tira seu facão e tipo, me mata? – A loira perguntou ainda de olhos fechados enquanto caminhava, a posicionei bem no centro e ri.

- Francamente um facão? – Ela deu de ombros. – Eu preciso te apresentar a alguns filmes de terror.

- Vai sonhando Woods. – Balancei a cabeça e fui até o lado oposto do cômodo, escondido na escuridão estava um painel com vários botões. Monty, meu melhor amigo, havia conseguido um emprego no Planetário logo que meus pais se tornaram sócios e depois de visita-lo um dia aquele havia se tornado um dos meus lugares favoritos do mundo, graças a isso havia aprendido algumas coisas sobre a tecnologia daquela sala. Apertei um dos botões e o cômodo ficou escuro, nenhuma mínima luz adentrava, depois mexi em mais alguns e lá estava: o universo refletido nas paredes, tetos, chão e bem no centro dele Clarke.

- Você pode abrir os olhos agora. – Eu disse e permaneci no lugar, queria ver a sua reação. Clarke abriu os olhos azuis e a boca formou um pequeno “o” quando se deu conta da imensidão que a cercava. Os pequenos pontos de luz iluminavam a sala e ela sorriu genuinamente, virou o corpo passando os olhos por toda a sala até que seu olhar caiu sobre mim.

- Tem noção do quarto isso é incrível Lexa?

- Esqueci um detalhe. – Voltei até o painel e apertei mais dois botões, o primeiro fez a imagem refletida começar a se mexer, dando a impressão de que ela estava girando, em orbita. O segundo fez pequenos pontos de luz caírem como uma chuva, o sorriso de Clarke se alargou e achei divertido a forma com que ela tentava pegar um desses pontinhos. – São meteoros. – Expliquei e ela assentiu. – Ali tem as constelações. – Caminhei até ficar no centro junto com ela e apontei para o teto. – Acho que você as conhece melhor que eu.

- Eu gosto de te ouvir falar. – Ela admitiu ainda com os olhos fixos no teto. – Como eu não conhecia esse lugar?

- Estava as ruínas. – Balancei a cabeça e atrai seu olhar. – Eles iam fechar, até que um dia passei por aqui e fiquei maravilhada, conversei com meus pais e eles quiseram ajudar.

- Isso é lindo. – Me permiti olhar para ela e me perdi naquela imensidão azul, se havia algo mais imenso do que o infinito era aquele mar azul. – Esse lugar é lindo. Você é incrível.

- Olha ali. – Apontei para a parede oposta a elas, não queria fugir de Clarke, mas por outro lado não queria assustá-la e sabia que se a loira continuasse a me olhar daquele jeito eu definitivamente iria beijá-la. Seu rosto se virou para a direção que eu apontei. – A Constelação das Plêiades, sabia que para os gregos elas foram as filhas de Pleione e Atlas? Eram caçadas por ninguém menos que Órion que as perseguiu por toda a eternidade, sem êxito. Agora mova um pouco sua cabeça, um pouco para cima. – Clarke obedeceu e eu apontei num ponto mais acima da constelação. – Logo ali está Órion, viu?

- Sim. – Clarke sorriu maravilhada e apontou para a mesma direção que eu indicava. – Parece que elas ainda fogem dele, não é? – Acenei e Clarke riu divertida. – Algumas pessoas gostam mesmo de fugir.

- Clarke estamos falando de lendas, mitos e estrelas. – Eu disse como se fosse óbvio e ela girou os olhos, olhei para cima e sorri. – Olha ali, uma das minhas constelações favoritas.

- Ursa maior e menor? – Ela perguntou assim que ergueu a cabeça. – Então qual é a história?

- Segundo a mitologia grega, Zeus apaixonou-se por Calisto, a ninfa dos bosques e companheira de Ártemis. Ele ficou fascinado beleza dela a ponto de, para se aproximar dela, tomar as feições de Ártemis. Calisto acolheu Zeus sem desconfiança, mas quando reconheceu o seu erro já era tarde demais, e concebeu dele um filho, Arcas. Hera, esposa de Zeus, ficou furiosa e castigou Calisto, transformando-a numa ursa. – Expliquei e Clarke ouvia tudo atentamente, fez uma cara de horror eu fiz uma pausa, para logo depois recomeçar a falar. - Um dia, Calisto e Arcas encontraram-se. Calisto abriu os braços para acolher o filho, mas ele não a reconheceu e pensou que estava sendo atacado pela ursa, quando estava prestes a matá-la Zeus o transformou num pequeno urso, e arrastou ele e Calisto para os céus. Hera, uma verdadeira megera, empurrou os dois para perto do polo norte onde as estrelas são sempre visíveis, dessa forma eles nunca teriam descanso.  – Clarke murmurou um “que horror”. - Arcturo, aquela brilhante estrela bem ali ficou de guarda para que eles não se afastassem do polo.

- É uma história incrível. – Clarke disse, vi ela morder os lábios parecia estar no meio de uma batalha interna, fechou e abriu a boca algumas vezes. – Tem essa história sobre o universo, na verdade, sobre uma estrela em particular, eu li sobre ela tem um tempo já.

- Sim. – Eu disse na tentativa de encorajá-la a falar. – Se souber a localização, talvez a gente possa encontrar.

- Na verdade eu não sei. – Admitiu com um ar decepcionado. Ela levou uma das mãos até a nuca e coçou. – Não sei contar direito como você, mas, bem, enfim.

- Clarke. – Chamei e ela me olhou. – Eu vou adorar ouvir, da forma que for.

- Diz a lenda que havia uma comandante, ela era muito poderosa e protegia o seu povo com toda força que tinha dentro de si. – Seus olhos permaneciam fixos em mim enquanto ela falava. – Ela conseguiu unir os clãs que habitavam a terra e houve paz por algum tempo, até que um povo novo surgiu vindo do céu e desestabilizaram tudo aquilo que ela havia conseguido, a comandante chegou a pensar que isso arruinaria tudo, mas suas constatações vieram abaixo e, de certa forma, se confirmaram quando conheceu a líder deles. Ela a desestabilizou. Fez a comandante enfrentar seus medos, a fez travar batalhas internas e as perder, batalhas que ela não estava pronta para travar e mesmo assim o fez. – Clarke tomou fôlego antes de continuar. – Elas se uniram para manter o povo delas a salvo, governaram juntas durante um tempo, mas algumas pessoas ainda não gostavam da presença do povo do céu devido aos costumes serem muito diferentes daquilo que estavam habituados e então durante um ataque a comandante foi atingida. – Agora eu é quem estava de boca aberta. – A Lider do Povo do Céu tentou curar a ferida, mas não conseguiu, as pessoas que estavam próximas quando o espírito da comandante se foi dizem que elas fizeram um juramento de se encontrarem de novo um dia e então o espírito da comandante foi para junto do céu esperar pela sua amada. Esperar que um dia elas se encontrem de novo.

- Clarke, eu nunca havia ouvido essa história. – Balancei a cabeça, temendo que Clarke percebesse meus olhos marejados e me achasse estúpida. – O que houve com a Líder?

- Alguns dizem que ela continuou lutando pelo povo e se tornou a nova Comandante, mas quando morreu a líder de um dos clãs, que não concordava com a parceria com o povo do céu, deixou seu corpo congelar no gelo para que ela nunca tivesse paz e seu espírito permanecesse preso, assim ela nunca teria como subir até a outra.  Outros dizem que ela morreu tentando subir um monte na esperança de alcançar a estrela da comandante. Estrela Trikru, como ficou conhecida.

- Isso não é justo. – Eu disse indignada, como isso era possível? Não podia acabar assim. – A comandante merecia mais, a líder também.

- Gosto de pensar que elas estão juntas. – Clarke disse e seus olhos vagaram pelos pontos luminosos. – Que se reencontraram em algum lugar.

- Espero que elas se reencontrem. – Sorri enquanto a admirava foi ai que tive a certeza: iria me apaixonar por Clarke Griffin.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI, EU SOBREVIVI A SEMANA DE PROVAS
(BARULHO DE FOGOS)
Gente sério, eu pensei que fosse morrer, mas aqui estou na maior cara de pau pra pedir desculpas pela demora, vcs me perdoam? Não desistiram de mim?
Então para aquelas que me cobraram (eu adoro que venham falar comigo, sério) ai está o capítulo e pra quem não cobrou também...Eu confesso que queria que ficasse melhor, mas se eu for mexer demais to com medo de desistir dele e demorar mais ainda para atualizar.
Espero que vocês gostem, comentem por favorzinho isso dá um gás pra gente escrever que vocês nem imaginam, pode ser só um coração ou um oizinho que já fico feliz.
Vocês ja foram num planetário? Quem não foi pega a crush e vai, não vão se arrepender.
Só pra não perder o costume quem quiser brigar comigo e papear estamos aqui -> @cclexalovers
Beijors e até o próximo (que vai ter muitooooooooooooooooooooooooooooo sexo e muitoooooooooooooooooooooooooooooo ciumes, Ontari ou Costia? Hein, hein?)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...