História About You - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Manuel Neuer
Personagens Personagens Originais
Visualizações 239
Palavras 2.489
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!

O capitulo esta mais longo e com alguns recortes de tempo.
Espero que gostem,

bjs

Capítulo 38 - Capitulo 37


Fanfic / Fanfiction About You - Capítulo 38 - Capitulo 37

POV Marion

Eu não lembrava de muita coisa do que tinha acontecido. Flashes iam e vinham na minha cabeça, como eu indo para a casa de Anne e lendo os livros de registros. Depois dirigindo até Dachau e entrando nos arquivos, achando as plaquinhas de identificações dos militares e assim caminhando até os trilhos de trem. E quando acordei, tinham duas enfermeiras em volta de mim, numa cama de hospital, com uma leve concussão na caixa craniana, uma dilaceração no fígado causada por um ferimento de arma de fogo e a perda do bebe.

 

- Aniol, devagar – Manu me ajudava com um cardigã depois de cinco dias de internação.

- Eu estou bem – respondi sob os olhares do goleiro e de Anne e Robert – Quero sair daqui, quero tomar sol, ver as pessoas.

- Trabalhar só daqui a quarenta e cinco dias – Anne me advertiu e eu revirei os olhos – Já falei com Professor Fischer, seu vice reitor, levei todos seus atestados, exames e obviamente ele compreendeu a situação. Todos na universidade ficaram chocados com o acontecido.

- Não faça movimentos bruscos – Robert também me advertiu quando arrumei o cabelo – Você vai ficar na minha casa por um tempo... Consequentemente você também ne? – ele olhou para Manu que abriu um lindo sorriso.

- Obviamente…Já estou com a lista de remédios e recomendações, podemos ir – Manu sorriu pegando minha bolsa.

Assim que sai do quarto, fiz questão de ir até o posto de enfermagem agradecer aos cuidados que recebi antes de ir embora, não sem antes Manu e Robert fazerem as fotos com que ainda não tinha feito. Também fomos fotografados quando saímos na porta do hospital, pois ainda tinham alguns repórteres e torcedores esperando para ver os ídolos. E eu, consequentemente.

 

- Marion, posso entrar? – Manu bateu na porta do banheiro, pouco tempo de termos chegado na casa do meu irmão.

- Sim, está destrancada – respondi ligando o chuveiro – Preciso de um banho de verdade.

- Vou ficar aqui, caso você precise de ajuda – ele sorriu tirando a roupa e entrando no box – Eu nem acredito que estamos em casa – Manu me abraçou.

- Foi tudo tão confuso né? – abracei seu corpo deixando a agua cair sobre nós dois.

- Não sabia que você tinha feito o teste de gravidez – ele disse baixo.

- Foi alguns minutos antes de eu sair de casa – respondi.

- E os livros de arquivos...Aquelas pessoas – Manu passou a mão pelos meus cabelos – E as plaquinhas de identificação, o que vai fazer com elas? Elas ainda estão na minha jaqueta.

- Vou devolver ao arquivo. São propriedade do governo não nossa – respondi – Eu as peguei e caminhei pelo campo, tentando achar alguma explicação plausível. E então meu coração pesava e eu chorava. Manu, como eu chorei aquele dia! – contei emocionada.

- Calma – ele dizia cada vez mais baixo – Eu estou aqui com você e estarei sempre.... Já passou.

- Nos arquivos, tem um cara que se parece com você – tentei não assustá-lo.

- Eu acabei vendo esses arquivos – ele se desencostou de mim e me encarou com seus olhos cheio de ternura, carinho e compreensão – E também vi um arquivo de uma linda moça de olhos escuros, cabelo preso e lábios desenhados, chamada Lily...Cujo mesmos olhos me lembram tanto mulher da minha vida.

- General Beckenbauer e Major Schwarz – sorri quando lagrimas escorreram dos meus olhos – Peter e Lily.

- Peter e Lily – Manu riu e me beijou, segurando-me em seus braços.

 

                                                              αΩ

 

- Tem certeza que vocês vão morar lá? – Robert perguntou depois de dez dias da minha saída do hospital – É tão longe daqui!

- Fica só a meia hora de Munique – falei pela milésima vez enquanto Manu carregava nossas malas.

- Lewan, Tegernesse é calmo, tranquilo, o ar é bom...Só vai fazer bem a Marion – Manu explicou de novo.

- Mas e quando Lukasz nascer? – ele perguntou.

- Nós só vamos praticamente dormir em Tegernesse – falei firme – Meu emprego continua aqui, o de Manu, você, Anne, Lukasz. Não vamos abandonar vocês.

- Sei.... – ele cruzou os braços no peito – Vocês vão ficar enfiados naquele chalé na montanha…Manu você vai ficar se pegando com ela o tempo todo e longe dos meus olhos!

- Você prefere que eu faça isso aqui? – Manu o encarou segurando a risada- Porque para mim não tem problema nenhum…Posso fazer isso em qualquer lugar.

- Imbecil, não foi isso que eu quis dizer – Robert ralhou e eu o abracei.

- Eu te amo, sempre vou te amar. A você, a Anne, o Lukasz – beijei-lhe o rosto – E outra, você sabe que quando a vida apertar, eu vou voltar correndo para você! Já me despedi de Anne, ela estava no banho, então podemos ir.

- A gente se fala no treino amanhã cunhadão!! – Manu riu abraçando meu irmão – Tenho que levar sua irmã para o meu chalé no meio da montanha.

- Filho de uma.... – Robert começou a dizer quando entramos no carro rindo.

Robert não mudava, parece que o instinto protetor dele estava cada vez mais aflorado com a gravidez e o incidente no campo de concentração. E parece que ele sempre esquecia que eu era a Lewandowski mais velha. Só quatro anos, mas mesmo assim, mais velha.

- Não me diga que já é Lewandowski? – Manu riu quando ouviu meu celular tocar – Só saímos a quinze minutos!!! Nem chegamos em casa ainda.

- Ele mesmo!! – ri vendo a foto de Robert fazendo uma careta no visor do meu telefone – Fala Bro!! Já deu saudades??

- Volta Marion!!! – ele disse nervoso.

- Como volta...Nem cheguei! – ri.

- Volta!!! Anne está tendo contrações! Pelo amor de Deus, volta!!! – ele disse nervoso.

- Estamos voltando – respondi e desliguei – Pode voltar Manu!! Nem Lukasz vai suportar nossa mudança de casa. Nosso afilhado está vindo ao mundo!!!

- Meu Deus do céu!!! Esses Lewandowski! Não conseguem viver longe um do outro! – ele riu procurando um retorno na estrada.

- Anne estava mesmo meio estranha hoje cedo. Quieta, com a barriga dura e ficou um bom tempo na banheira – contei.

- Eu achei que era porque Lewan estava a enchendo por causa da sua mudança – Manu comentou.

- Mas não era…Era o pequeno polonês querendo vir ao mundo!!! – sorri emocionada.

 

 

Então lá estávamos nos, quinze dias depois de tanta dor, entrando novamente no hospital de Munique, mas agora por um motivo bem maior e mais feliz. Lukasz Bauer Lewandowski havia decidido vir ao mundo com um mês de antecedência.Duas horas depois de ter dado entrada na maternidade, Robert saia do centro cirúrgico pálido, ainda com as vestes cirúrgicas, anunciando que seu filho era forte, saudável e sua cara.

- Cadê aquela tese que diz que filho homem é a cara da mãe? – Anne dizia meio sonolenta quando voltou ao quarto – Lukasz é a cara de Robert!

- Vamos ter trabalho – sorri passando a mão no cabelo da minha cunhada – Estou ansiosa para vê-lo.

- Então sua ansiedade acabou – uma enfermeira entrou no quarto seguida por outra, empurrando o berço da maternidade.

- AI meu Deus do céu!!!! – ri – Deixa eu pegar essa coisa fofa!!!!!!! – fui em direção ao berço.

- Calma, você tem pontos ainda – Manu me advertiu quando Robert pegou o bebe.

- Não é como se eu fosse carregar uma foca...É só um bebe!!! – ralhei.

- Senta – Robert apontou o sofá – E aí te dou ele – então fiz o que ele pediu, quando meu sobrinho veio para os meus braços.

- Lukasz!! Eu te amo tanto.... E de pensar que podia nem ter te conhecido...Obrigada Deus por permitir isso...Lukasz...Lukasz…– sorri emocionada vendo o bebe que realmente tinha as características do pai. Era um bebe de pele branca, cabelo negro e, quando abriu levemente os olhos, pude ver um tom azulado em suas íris – Quem é o amor da vida da tia Marion?! – disse segurando em suas mãos pequenas e fofas.

- É o tio Manu! – o mesmo respondeu sentando do meu lado – Seja bem-vindo Lukasz. Espero que você puxe a sua mãe e a sua tia…Não o maluco do seu pai.

- Vai puxar a mim sim!! – Anne retrucou – Já não basta ter a cara de Robert, ainda vai ter que ter o psicológico dele? Nem pensar!! – ela disse quando todos rimos e eu continuei olhando para o meu sobrinho e só imaginando como seria se eu não tivesse perdido o meu bebe. Aposto que ele também puxaria Manu, com o rosto redondo, os olhos azuis transparentes, o cabelo quase branco e a boca desenhada. E com a minha sorte, também teria o perfeccionismo do pai.

Só que nunca saberemos, pensei quando senti meus pontos latejarem.

 

 

                                                                             αΩ

 

Quando eu voltei a trabalhar, cinquenta dias depois do incidente e recebendo total atenção e solidariedade de todos na Universidade, ainda continuei com o projeto dos dissidentes de guerra, preparando-me para a exposição que aconteceria dali um tempo, Anne e Robert decidiram batizar Lukasz na parada de final de ano do time, em Varsóvia.  E depois, partiríamos para Masuria, a região dos lagos no meio do pais, onde passaríamos o natal na casa de veraneio de Robert.

Como Dona Iwona Lewandowski falava o necessário com o filho desde que descobrira que ele seria pai, não fora convidada para esse momento na vida do neto. Apenas estavam presentes os padrinhos, o casal Muller, o casal Hummels e os pais de Anne. E era suficiente. Éramos poucos mas com a essência do amor verdade em volta do pequeno herdeiro Bauer Lewandowski.

Lukasz havia sido batizado dia vinte e três de dezembro, na catedral de Varsóvia, com o mesmo sacerdote que batizara Robert.

 

 

- Marion, acorda – Manu me chamou bem cedo na véspera do Natal – Acorda, temos uma coisa para fazer.

- Não, o sol nem nasceu ainda – apontei a fresta da janela.

- Marion, é importante – ele insistiu indo para o banheiro – Em dois minutos quero você embaixo desse chuveiro comigo.

- Manu!!! A gente faz isso depois…Quero dormir! – retruquei.

- Quem disse que é isso que vamos fazer? – ele riu e me deixou intrigada, então fui obrigada a levantar e ver que realmente só tomamos banho juntos.

- Você está esquisito – o encarei enquanto comíamos na bancada da cozinha – O que está acontecendo?

- Nada, não posso querer fazer um passeio matinal com você? – ele sorriu.

- Matinal não, madrugal né – ralhei e tomei um gole do cappuccino quando Anne entrou na cozinha.

- Bom dia – ela sorriu – Aproveitem o passeio, nos vemos em Masuria.

- Como nos vemos em Masuria? Minhas coisas nem estão arrumadas! Manu, quando tempo esse passeio vai durar? – perguntei porque sairíamos para a casa de campo na hora do almoço.

- Marion, confia em mim? – Manu me encarou – Agora vamos.

- Mas…Mas!! – exclamei confusa.

- Aproveite o passeio – Anne riu e me beijou – Eu levo suas coisas.

Então Manu chamou um taxi que nos levou até o aeroporto de Varsóvia, onde um avião particular nos esperava.

- Não estou gostando disso…- suspirei.

- É uma surpresa –Manu sorriu indo até o fundo do avião – Toma, vai precisar – ele me entregou uma mala de mão, que abri sem pensar.

- Botas de neve? Luvas de snowboard?  Casaco térmico? – perguntei olhando as coisas dentro da caixa – Eu já estou com roupa de inverno.

- Acredite em mim, vai precisar dessas coisas – ele sorriu e me beijou – Apenas confie que vai ser bom.

Pousamos num pequeno aeroporto de uma área mais afastada da última cidade que vi pela janela do avião e identifiquei aquela área.

 - Não acredito que estamos aqui – sorri.

- Quando eu te conheci – Manu disse mexendo no celular – Você me contou com extrema felicidade sobre as montanhas Tatra. E aqui vamos nos, divisa da Polônia com a Eslovênia – ele sorriu quando um jipe com um motorista chegou para nos buscar. Começamos a subir a montanha completamente tomada pela neve até o ponto que veículos eram permitidos, então o restante do caminho, fizemos a pé, com os instrumentos de caminhada da neve que Manu havia trazido.

- Obrigada pelas botas e todo o resto – respirei fundo quase no topo.

- Eu disse que era para você acreditar em mim – ele deu de ombros quando pegou a lateral da montanha e eu o segui – Chegamos – Manu abriu os braços na frente de onde um jovem rapaz enchia um lindo e colorido balão de ar quente.

- O que...??? – perguntei impressionada.

-  Vamos sobrevoar as montanhas – Manu disse orgulhoso e me estendeu a mão – Olá Josef – ele cumprimentou o rapaz.

- Bom dia Neuer – o rapaz apertou a mão dele – Senhorita Lewandowska – ele me chamou pelo nome que eu era conhecida – Estamos prontos, a hora que vocês quiserem.

- Então vamos já...Não vamos esperar mais nenhum minuto – Manu disse e o jovem assentiu – Josef, tudo o que acontecer aqui...

- Certamente...Não sairá daqui – o jovem afirmou colocando um banquinho para que entrássemos na cesta do balão.

Então lentamente começamos a subir, com o ar quente sobre nossas cabeças e a neve ficando bem abaixo dos nossos pés.

- Seu pais é lindo – Manu me abraçou por trás enquanto eu olhava admirada o bosque coberto pela neve.

- É mesmo…Deus como eu amo esse lugar – suspirei.

- E como eu amo tanto você – Manu me virou para ele, tirando as luvas – Aqui, nos céus da sua amada Polônia, preciso fazer uma coisa – ele disse com as bochechas vermelhas quando o rapaz que conduzia o balão, virou-se de costas para nós – Marion Novak Lewandowska – Manu disse calmamente, remexendo o bolso da jaqueta – Por tudo o que passamos, o que vivemos, por todas as vezes que você me salvou da minha própria vida. Por todo o medo que eu tive de te perder. Por toda a vontade de ter uma família que você despertou em mim. Por todo o amor que tenho por você e por não imaginar mais como podem ser os meus dias se eu não tiver você comigo, eu gostaria que se cassasse comigo – ele suspirou e abriu a pequena caixa de veludo com um anel brilhante em branco e azul.

- Casar? – respondi incrédula.

- Sim, como os verdadeiros senhor e senhora Manuel Neuer – ele sorriu nervoso.

- Senhor Manuel Neuer e Senhora Marion Novak Lewandowska Neuer? – perguntei rindo e ele assentiu, quando tirei as minhas luvas – Aceito – disse e estendi a mão direita para que ele colocasse o anel no meu dedo.

- Prometo te amar, te respeitar e te proteger por todos os dias da minha vida – Manu disse ao beijar minha mão e meus lábios – Espero que eu seja tudo o que você esperava.

- É tudo muito mais do que eu esperava- disse quando ele me apertou em seus braços.

- Eu ia fazer isso há uns meses atrás – ele disse passando a mão pelos meus cabelos – Mas aí veio o incidente, depois Lukasz, depois você voltou a trabalhar e aqui estamos nós. Nos comprometendo oficialmente por toda a eternidade nos céus de sua amada Polônia.

 


Notas Finais




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