História About You - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Manuel Neuer
Personagens Personagens Originais
Visualizações 258
Palavras 2.770
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente linda!
Esse é o penultimo capitulo!
Obrigada sempre!
bjs

Capítulo 39 - Capitulo 38


Fanfic / Fanfiction About You - Capítulo 39 - Capitulo 38

POV Marion

Quando as festas de fim de ano passaram, Manu, Robert e o time se preparavam para ir a Doha, enquanto eu ficaria na casa do meu irmão, ajudando minha cunhada com aquela coisa fofa que era Lukasz.

- Nem acredito que teremos um casamento de verdade!!- Dona Marita disse.

- Isso se o noivo não der no pé de novo – Marcel riu olhando Lukasz no carrinho.

- Não se preocupe irmão, nesse eu fico até o fim. Serei o último a sair da festa – Manu respondeu seco para o irmão.

- Eu já estou me preparando psicologicamente para todos esses comentários – Robert suspirou – E se você fugir alemão, eu juro que acabou com essa sua raça loira de olhos claros.

- Já disse que vou ser o último a sair da festa! – Manu ralhou.

- Marion – senhor Peter me chamou – Para quando vocês pretendem casar?

- Não sei…Talvez ano que vem? – olhei Manu que arregalou os olhos.

- Logico que não…Seis meses é o tempo máximo para arrumarmos tudo – ele respondeu.

- Não sei se consigo em seis meses…- respondi.

- É Manu, quem arruma casamento a jato assim é aquela que não deve ser mencionada.... A vaca dos grampinhos– Anne interviu.

- Marion, oito meses chutando alto – Manu veio perto de mim e segurou minhas mãos- Isso é o máximo.

- Então, já que tocamos nesse assunto – respirei fundo – Eu...Eu...

- Você o que? – Manu me encarou enquanto Anne segurou a risada, afinal já tinha conversado com ela sobre meus planos matrimonias.

- Eu gostaria de casar em dois lugares- falei baixo e rápido, segurando o riso.

- Ai meu Deus!!! – Marcel exclamou alto – Eu já vi esse filme !!! – ele riu – Quem vai ficar de guarda no noivo?

- Cale a boca! – Manu bradou – Como casar em dois lugares? – ele me perguntou.

- Eu sempre quis casar na Basílica de Santa Maria, na verdade em Cracovia, porque acho ela linda…Mas também acho linda a igrejinha de Tegernesse, e como nunca sonhei com um casamento grande, seriam poucas pessoas e tem o lago e....– soltei todo o ar preso.

- Ai...- Manu suspirou passando a mão pelo rosto – Marion.... Eu já quase tive dois casamentos e isso não dá certo!

- Ei!  Foi você quem fez as cagadas e os outros não tem culpa disso – Dona Marita o advertiu.

- E que cagada! – Marcel disse erguendo as sobrancelhas.

- Eu sei que sou só o sogro, mas posso dar uma sugestão? – Senhor Peter disse calmamente e assentimos – Por que vocês não se casam no Cartório de Cracovia, nos aqui podemos ser as testemunhas – ele olhou para nossas famílias ali reunidas – Depois assistimos uma missa na Basílica de Santa Maria. Assim, as suspeitas são mínimas, afinal, seremos só uma família numa missa. E pelas leis, ninguém de um cartório pode sair divulgando quem casa ou não. Depois, vocês se casam no religioso, na igrejinha de Tegernesse, com seus amigos próximos e fazemos uma festa na casa de vocês.

- Eu gostei!! E você Manu?! – sorri.

- Ta...Se for assim, ok – ele cedeu e eu abracei meu sogro.

- O senhor é o melhor pai do mundo – beijei-lhe a face que corou no mesmo instante – Desculpe Robert, eu preferia ter sido filha do senhor Neuer.

- Tudo bem...Eu entendo – meu irmão suspirou.

- Eu só quero ver vocês bem e felizes. Com os sonhos realizados – senhor Peter sorriu tímido.

- Então, enquanto vocês vão para Doha – Dona Marita apontou os jogadores – Vocês vão trabalhar – ela se dirigiu ao marido e ao filho – Eu, Marion, Anne e Lukasz – ela pegou o bebe no carrinho – Vamos começar os preparativos de dois casamentos. E você mocinho – ela encarou Manu – Se aprontar dessa vez, com essa moça- ela me olhou – Eu juro pela minha mãe morta, que te mato com as minhas próprias mãos.

- Eu vou ser o último a sair, ok?! – Manu bufou e me beijou, antes dele e Robert saírem para encontrar o time.

 

 

Naqueles quarenta e cinco dias que se seguiram entre dar a entrada dos papeis no cartório de Cracovia até a quarta feira pela manhã, o dia que nos casaríamos, eu virava meu anel de noivado com a pedra para baixo, enquanto estava em público. Não que tivesse vergonha dele, muito pelo contrário, só não sabia o quanto estava preparada para ser alvo de comentários sobre a primeira tentativa de casamento de Manuel Neuer.

Na quarta-feira pela manhã, voamos num avião particular até Cracovia, indo diretamente ao Cartório, onde entramos por uma entrada lateral, para nos tornamos marido e mulher perante a lei.

- Perante a lei – o oficial do cartório disse – Eu os declaro marido e mulher, senhor Manuel Peter Neuer e Senhora Marion Novak Lewandowska Neuer, podem assinar aqui – ele apontou a linha no final da certidão de casamento.

- Senhora Neuer – Manu sorriu e eu prendi a respiração, vendo-o assinar.

- Com todo respeito – o homem me disse – A senhora tem o nome mais poderoso do futebol alemão, Lewandowska Neuer.

- É – Robert interferiu – Mas Lewandowski é melhor porque é esse que marca os gols.

- Mas o Neuer é o que tem os prêmios Fifa – Manu rebateu sorrindo enquanto eu assinava e simplesmente não sabia como encaixar o novo sobrenome no meu.

- Parem os dois – Anne cortou a pequena picuinha – Mas é Novak que manda na maior universidade do sul do pais. Então, nem comecem – ela advertiu e eu sorri em agradecimento – Sempre foi e sempre vai ser Novak. Ou o que ela bem entender!

Assim que saímos do cartório, voamos de volta para Munique e voltaríamos no fim de semana, depois do jogo de sábado, para a missa no domingo de manhã. E é claro que dessa vez, não passamos despercebidos, pois a família Neuer e a família Lewandowski na missa do domingo na Basílica de Santa Maria em Cracovia, não era algo que as pessoas viam todos os dias, então nossas fotos foram parar rapidamente nas revistas de fofocas, com muitas delas dizendo que agora, até a igreja Manu ia.

- Eu tenho muito o que agradecer – ele disse baixo quando a mãe lhe mostrou os comentários.

 Manu segurava o tempo todo em minha mão direita, camuflando o anel virado e, quando fiquei com Lukasz para que Robert e Anne pudessem fazer suas orações, disfarçamos minha mão com o xale bordado do meu sobrinho.

- Eu te perdoo por esconder seu anel – Manu disse baixo no final da missa – Se você jurar que vai entrar na igreja de Tegernesse, usando um vestido branco, um véu cumprido e uma coroa nos cabelos.

- Serio? – perguntei abismada com tantos detalhes.

- Sim, quero que você seja uma noiva completa. A minha noiva – ele sorriu tímido.

- Eu nunca tinha pensado num véu...- respirei fundo rindo baixo.

- Mas eu já...- ele beijou de leve meu rosto.

 

 

 

POV Manu

Cinco meses depois de ter me casado no civil, dessa vez sem nada armado, sem imprensa, sem roupas ridículas, sem carruagens, mas com a mulher da minha vida, acordei no meio da noite que antecedia o casamento na igreja, sozinho na cama. Mais o que depressa, levantei e vi as luzes da cozinha acesa, com vozes que eu conhecia bem.

- Ta com medo que ele fuja é? – escutei Lewan dizer a Marion, enquanto ela preparava um chá e ele esfriava uma mamadeira.

- Não ne…Só estou sem graça porque vão ter fotos e.... – ela respirou fundo.

- E comentários – ele completou – Eu já disse que eu te amo e me orgulho muito de você? – Lewan disse calmamente – Sabe, naquele momento na Itália, eu tive vontade de te bater...De perguntar o que você estava fazendo da vida.... Mas algo me disse que eu tinha que te apoiar. Que você é meu sangue, minha irmã, a pessoa que estará comigo no futuro....

- Minha mãe dizia: devemos ser grato as decisões que tomamos, pois são elas que nos fizeram ser quem somos… E se ela visse a minha decisão aquele dia, ela diria:  “Vai na frente que eu arrumo suas malas!”  – ela riu baixinho – Com certeza ela nos ajudaria na fuga.

- Eu agradeço ás suas decisões. A sua decisão de vir para Munique comigo e hoje, agradeço à sua decisão de ter tirado Manu da Itália. E também sou grato a decisão de Manu de te abraçar, te apertar, não te soltar dos braços dele até te colocarem dentro da ambulância dos paramédicos no campo de concentração…- Lewan disse e eu respirei fundo lembrando da dor e do medo que senti aquele dia – Porque foi essa decisão dele que salvou sua vida. E se a sua decisão não fosse de tirar ele fugido da Itália, dificilmente ele estaria no campo de concentração para te salvar.

-  Eu agradeço por você ter insistido na minha mudança para Munique. Obrigada por me amar e por ter me dado Lukasz – Marion respondeu choramingando – Eu te amo também.

- Logico, eu sou lindo, polonês, bom de bola, bom de papo...Quem não me amaria? – Lewan riu e então eu voltei para a cama antes dela.

 

- Pelo menos ela não desistiu – ri sozinho.

 

 

Quando o dia amanheceu, acordamos com a voz de Anne entrando no quarto.

- Se alguém estiver sem roupa, saiba que eu estou entrando – ela disse rindo – Bom dia noivo.... – ela sorriu abertamente – Agora vaza! Esse quarto é só da noiva.

- Bom dia Annelise – a cumprimentei bocejando.

- Só mais meia horinha – Marion remexeu cobrindo o rosto com o lençol.

- Nem pense!! – Anne a repreendeu – Quem mandou marcar o casamento para as onze da manhã? Já são sete horas!!!  Tchau Manu! E obrigada por dormir vestido hoje – ela disse quando me levantei da cama.

- Te vejo mais tarde – beijei Marion que só resmungou – Tchau madrinha – ri e beijei o rosto de Anne.

Anne e Robert representariam os pais de Marion e Thomas e Lisa seriam seus padrinhos. E do meu lado, junto com meus pais, estariam Rafa e Claudia, já que ele jogava comigo desde o Schalke e que me ajudou muito na volta ao time, mas como Claudia, assim como todos os outros, não suportava a outra pessoa que estava comigo, estávamos afastados. Mas agora não mais.

 

 

 

- Ela vem ne?! – perguntei para Thomas e Rafa, pela quinta vez, na sacristia da igreja.

- Sim, só deve estar tentando chegar. Tem um mar de gente, fotógrafos, torcedores ai fora – Rafa me acalmou – E todos do time estão aí.

- Nesse todos vieram ne? - rí nervoso.

- Logico!!! – Rafa concordou.

- Olhem as notícias: “Fomos pego totalmente desprevenido dessa vez! Manuel Neuer se casa em Tegernesse! E sem divulgação antecipada!!!” – ele riu e eu revirei os olhos – E esse comentário: “Espero que ele não fuja dessa vez, afinal vai ser difícil de encarar o amigo nos vestiários…” Rafa, você tem que ouvir as piadas de Marcel sobre isso....

 - Cacete! Pare de ler isso – ordenei.

- Falando em fuga...Nenhuma notícia da outra lá? - Rafa perguntou.

- Só sabemos que ela está em Berlim e compete em adestramento de cavalos porque Lisa me conta…- Thomas disse -  E ela é muito ruim – ele riu – Fica sempre depois do decimo lugar.

- Marion chegou! – minha mãe entrou sorridente – Vamos querido?!

- Chegou!! Graças a Deus!! – disse ouvindo os risos dos meus amigos.

 

Então assim que a música orquestrada começou, entrei de braços dados com Dona Marita Neuer, usando um belíssimo vestido azul claro, seguido por meu pai com Anne, Thomas e Lisa e Rafa e Claudia. E assim que outra música começou, a porta se fechou e pude ouvir algumas palmas e assobios lá fora.

- Eu já a vi... Ela está linda – minha mãe cochichou.

-  Acho que vou desmaiar mãe – cochichei de volta ouvindo meu pai rir baixo quando a porta se abriu.

Marion usava um vestido branco, de mangas compridas, com bordados na parte de cima e sua saia balançava tranquilamente a cada passo que ela dava. Seus cabelos estavam soltos e ondulados. Em sua cabeça tinha uma fina tiara que prendia um longo véu e em suas mãos, flores brancas. Ela veio caminhando de braços dados com Lewan, ambos sorrindo para todos os nossos amigos, ou seja, todo o time, alguns diretores da Universidade e seus amigos da Polônia.

- Manuel, aceita Marion como sua legitima esposa, para ama-la, conforta-la, respeita-la protege-la na saúde e na doença, na riqueza ou na pobreza, na saúde e na doença, por todos os dias da sua vida, até que a morte os separe? – o padre perguntou após dizer as costumeiras palavras sobre o amor.

- Sim, por toda a eternidade- respondi olhando nos olhos brilhantes de Marion.

- Marion, aceita Manuel como seu legitimo marido, para ama-lo, respeita-lo, conforta-lo, protege-lo na saúde e na doença, na riqueza ou na pobreza, na saúde e na doença, por todos os dias da sua vida, até que a morte os separe? – o padre se dirigiu a Marion e meu coração deu um salto.

- Sim – ela sorriu tímida – Por todo o sempre.

- As alianças – ele pediu e então meu irmão veio do fundo da igreja, pelo corredor principal, trazendo Lukasz em seus braços e nas mãos pequeninas do nosso afilhado, estava a caixinha com nossas alianças.

- Obrigado – sorri para meu irmão rezando para que ele não fizesse nenhuma piada idiota nesse momento.

- Obrigada – Marion também agradeceu e pegou nas mãos fofas de Lukasz, as beijando.

- Eu os declaro, marido e mulher – o padre finalizou assim que colocamos os anéis.

- Por todo o sempre – Marion disse quando nós viramos para sair da igreja.

- Por toda a eternidade – respondi segurando em sua mão.

Quando saímos, sob os aplausos e assobios da pequena multidão que se aglomerou na porta igreja, seguimos até nossa casa, onde um almoço seria servido aos nossos amigos.

 

 

 

 - Está tudo maravilhoso – Marion disse enquanto a sobremesa estava sendo servida e ela estava com Lukasz em seus braços – E você está aqui ainda!!! – ela riu – Não fugiu!!!!

- Nossa Marion...- suspirei – Acho que você anda passando tempo demais com meu irmão.

- Brincadeira – ela me beijou – Mas fala sério, a melhor coisa do mundo foi eu ter tido um ótimo plano de fuga naquele dia.

- A melhor coisa do mundo seria você ter fugido comigo antes – rebati.

- Não…- ela estalou a língua para Lukasz – A tia não é uma fujona né meu amor lindo?! Esses olhos azuis, esse cabelo preto...Sua mãe vai enlouquecer quando você crescer! – ela falava com o bebê.

- E o nariz? Totalmente Lewan! – concordei rindo mas por dentro já imaginando como seria se o nosso bebe estivesse entre nós. Se teria meus olhos claros e o cabelo escuro da mãe. Mas que puxasse a simpatia e a inteligência dela.

- Boa tarde – minha mãe disse no microfone chamando a atenção de todos – Podem abaixar um pouquinho a música? – ela teve seu pedido atendido na hora.

- Ai – gemi baixo – Ela odeia atenções…O que está fazendo lá? Será que bebeu muito champanhe?

- Como todos sabem, eu sou a mãe do noivo – ela disse arrancando alguns risos – Agora, mãe do marido. E se Marion quiser, posso ser como uma mãe. Não substituirei a sua, mas posso me esforçar .... – ela disse e os olhos de Marion encheram de agua -  Eu só quero dizer algumas palavras. Primeiro agradecer a todos por estarem aqui, vocês são muito importantes para Manu e Marion e nossas famílias – ela respirou fundo – Mas eu queria contar sobre Akai Ito ... – ela disse e Marion me olhou curiosa.

- Eu não faço ideia do que seja isso – respondi.

- Akai Ito - minha mãe continuou - Ou o fio vermelho do destino. Se trata de uma lenda de origem chinesa e, de acordo com este mito, os deuses amarram uma corda vermelha invisível, no momento do nascimento, nos tornozelos dos homens e mulheres que estão predestinados a serem almas gêmeas. Deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, essas duas pessoas que estiverem interligadas fatalmente irão se encontrar! Desse modo, Marion veio parar em Munique e Manu cruzou-lhe o caminho através de Robert – ela olhou meu cunhado abraços as costas da esposa – Porque só isso explica tantas idas e vindas e estarmos todos aqui, celebrando o amor dessas duas pessoas. Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se…Independentemente do tempo, lugar ou circunstância, de estádios, centros de treinamentos, universidades ou campos de concentração …O fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir, estará sempre ... Eu amo vocês – ela terminou sobre muitas palmas.

 


Notas Finais




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