História About You - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Manuel Neuer
Personagens Personagens Originais
Visualizações 254
Palavras 2.612
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!
Mais um fim de historia!
Agradeço a todos imensamente, muito mesmo....voces nao imaginam o quanto sao importantes!!!
No capitulo é citado Obatzda , que é uma comida tradicional da baviera, que consiste num creme de queijo com cebola roxa. Muita cebola por cima ...( eca para a cebola, mas o creme é muito bom)

Bjs para todos!
Obrigada!!!!!

Capítulo 40 - Capitulo 39


Fanfic / Fanfiction About You - Capítulo 40 - Capitulo 39

Um ano e meio depois

POV Marion

- Meu Deus.... – Manu riu tirando seu corpo de cima do meu – Amanha tenho semifinal da Champions e transamos três vezes.

- Acha ruim? – perguntei ofegante – Posso fazer isso sozinha.

- Não! – ele respondeu rápido – É que ultimamente, a gente se encosta e isso acontece. No tapete da sala, na bancada da cozinha, dentro do carro na garagem, na banheira, na casa do seu irmão quando fomos ficar com Lukasz para ele e Anne tirarem uns dias de folga.

- E daí? – o encarei.

- Olhe isso – ele disse e colocou a mão sobre meu peito esquerdo – Antes faltava um espacinho para preencher a minha mão...Agora eu seguro tudo.

- Além de reclamar que estamos transando muito, você está dizendo que eu engordei? – tirei a mão dele de mim – Você enche essa casa de nutella e ai eu não posso engordar???? – levantei a voz – Era só o que me faltava!!! – bradei e me enrolei no lençol, indo para o banheiro, deixando- o nu na cama.

- Marion - – Manu bateu na porta – Outro dia você comeu toda a cebola roxa do seu Obatzda ...Ate Lewan reparou, porque voce odeia cebola....

- Eu estava com fome – respondi – Vai regular o que eu como?

- Não é isso! Abre – ele bateu novamente.

- Não!!! – respondi.

- Marion, para e pensa – ele pediu – Eu notei suas mudanças de humor também...

- Eu estou com muita coisa na Universidade...Organizei a vinda de dois cursos de graduação novos, acha que isso é fácil? - respondi – Ou além de me chamar de gorda, safada, acha que sou bipolar???

- Marion – Manu bufou – Se você não abrir essa porta, eu vou abrir por eu mesmo, porque eu tenho que falar com você! Eu andei lendo umas coisas... – ele ameaçou e eu respirei fundo.

- O que mais você tem para falar Manuel Neuer? – abri a porta, o encarando-  Que está reparando em outras menos cheinhas ou menos estressadas? Eu sempre usei jeans quarenta e seis!!

- Marion – Manu me pegou pelos ombros – Por que eu não tive que passar na farmácia às pressas, nas últimas semanas, para comprar absorvente fora de hora???? – ele perguntou calmamente e eu arregalei os olhos.

- Porque...Porque – gaguejei tentando na me atentar a esse detalhe – Porque eu ando estressada e minha menstruação nunca foi um relógio de exatidão e ....

- E .... – ele tentou sorrir – Marion, talvez...- Manu me abraçou.

- Vou achar um laboratório para fazer um exame de sangue – suspirei quando ele me abraçou apertado.

- Ok e eu vou tentar dormir sem pensar na possibilidade de ter um lindo e saudável bebe aqui – ele passou a mão na minha barriga antes de me beijar.

 

 

E assim, depois de ter passado por uma consulta medica e um exame de sangue, sentei-me nas arquibancadas do Allianz Arena junto com Anne e Lukasz, porém sem nem enxergar o jogo contra o Atlético de Madrid.

- Vinte e quatro horas demoradas né – Anne me abraçou enquanto comentávamos sobre meu exame de sangue.

- Sim... Não quis fazer o exame de farmácia porque não queria ser vista comprando um teste assim. E o de sangue é mais confiável – suspirei segurando Lukasz.

- E se você estiver gravida, vamos não vamos repetir o erro que comentemos com Lukasz – ela me encarou – Né meu polonesinho, não vamos enche-lo de bolas e chuteiras.... Como é a palavra mesmo? Não mamãe nem papai....

- Bola – meu sobrinho bateu palmas.

- Você vai ver, não vai demorar muito para que  Lukasz grite : “Chuta pra mim, eu to livre, porra!!! “– Anne imitou a voz do meu irmão.

- Se eu estiver gravida, as primeiras frases do meu bebe serão: “Fecha Boateng! Porra Hummels, olha na esquerda!!! Quero quatro na barreira!” – ri lembrando dos chiliques de Manu com seus defensores.

- Tomara que eu ouça essas frases…. – Anne riu quando Robert abriu nosso placar e o estádio foi à loucura.

- Papa!!! Bola!!! – Lukasz gaguejou pois mesmo quando não era o pai marcando o gol, para ele sempre seria Robert Lewandowski, o goleador. Afinal, era isso que ele mais ouvia do pai.

 

Mesmo que o time bávaro tivesse garantido sua vaga na final da competição mais importante do futebol europeu, a casa do goleiro ainda estava inquieta. Não houve sono ou tranquilidade em Tegernesse na noite após o jogo, apenas a ansiedade para que o dia amanhecesse rápido e estivéssemos com o resultado do exame de sangue em mãos.

- Eu te ligo – disse quando deixei Manu no centro de treinamento para o treino de recuperação.

- Certo – ele assentiu ansioso – Não vai esquecer.

- Não ne – suspirei mais nervosa que ele – Manu e se … – disse quando ele deu a volta no carro para me beijar pela janela.

-Marion – ele segurou meu rosto – Não importa o que aconteça, vamos continuar tentando se não for dessa vez. Lembre-se que eu te amo, por toda a eternidade.

- Eu também – o beijei e cada um seguiu o seu caminho.

 

 

- Vamos lá – entrei no carro no estacionamento do laboratório – Não vou conseguir esperar até chegar na Universidade - resmunguei e abri o exame, com as mãos tremulas e o coração aos pulos – Paciente Marion Novak Lewandowska Neuer ...bla bla bla... Oh meu Deus – respirei fundo e peguei meu celular, fazendo a ligação que tocou incessantemente.

- Oi! – Manu atendeu a vídeo chamada – Eu deixei meu celular no bolso de Toni, disse que hoje era realmente importante...Por que esses olhos vermelhos? Marion, qual foi o resultado? Pais ou não pais? Fala comigo!!!!

- Manu – suspirei quando lagrimas escorreram dos meus olhos – Pais! Gravidez de sete semanas. Parabéns!

- Mein Gott – Manu piscou várias vezes – Pai e mãe!! Acho que vou desmaiar de alegria...

- Não pelo amor de Deus! – pedi – Daqui a alguns meses, nos dois seremos três.

- Sim!  - ele respirou fundo – Uma família... E dessa vez, nada de pesquisas, exposição de dissidentes, muito menos campo de concentração!

- Sim senhor Capitão Neuer! – respondi – Eu te amo, mas tenho que ir trabalhar...E você também, dedique-se muito, afinal agora você tem um filho para criar.

- Com maior orgulho - Manu riu entre uma ou outra lagrima teimosa que escorreu dos olhos – Agora dirija devagar, não se esforce e mantenha-se calma.

 

 

Com muito esforço, conseguimos segurar a família para não contar que eu estava gravida, uma das coisas mais difíceis nesse momento, já que meus sogros queriam sair contando para os amigos, os vizinhos, para todos que iriam ser avós, sendo a notícia divulgada somente depois do quarto mês de gestação. Pedi que Manu não fizesse um desses anúncios oficiais, coisa que também não era o perfil dele, porem minhas fotos com uma barriga proeminente, não deixaram duvidas do herdeiro que vinha pelo caminho, embora houveram muitos comentários que eu nunca estive em total forma atlética. Não vou dizer que passei ilesa por esses comentários, mas essa era eu, com ombros e quadris largos, cintura fina, coxas roliças e seios redondos. Porém, o comentário que mais me fez rir, e me preocupar, foi a designação que deram ao nosso bebe.

“Bebe Lewandowski Neuer: o verdadeiro herdeiro do futebol alemão!”

Nem sabíamos se era menino ou menina e já estava sugestivamente o caminho do nosso filho. Então a partir disso, decidi não saber o sexo antecipadamente, para evitar um quarto de recém-nascido cheio de bolas e chuteiras, como foi o de Lukasz. Embora o do nosso bebe ia ter o adicional luvas de goleiro.

Mesmo contrariado com a minha decisão em não saber, Manu acabou concordando em esperar o parto, pois muitos comentários sugiram a partir da manchete com o sobrenomes, principalmente quando os amigos diziam que “Lewandowski Neuer” parecia que Manuel Neuer ia ter um filho com Robert Lewandowski, quase uma pessoa que ia marcar e defender o gol ao mesmo tempo.

 

                                                                                αΩ

 

Quando o aniversário de trinta e três anos de Manu chegou, eu estava no meu sexto mês de gravidez e com todas as proibições de ir a jogos que ele havia imposto, eu estava realmente entediada, então no dia vinte e sete de março, teríamos uma jogo contra o Leipzig em Munique e eu estava doida para ir. Mas precisava amansar o pai do meu bebe.

- Para você vestir isso, a vontade de vir para o estádio deve estar de descomunal – Anne riu.

- Din..da.... Lin..da – Lukasz passou a mao no meu rosto.

- Deixa seu pai ouvir isso – eu ri.

- E ver isso!! – Anne riu alto – Vamos mandar uma foto para ele, acho que dá tempo dele ver antes do jogo – ela pegou o celular e fez a foto, enviando para o marido.

E a resposta veio em segundos, para o meu celular:

“Traidora” – Robert respondeu assim que me viu usando a camiseta de Manu.

E enquanto eu escrevia o quanto ele era importante para mim, outra mensagem chegou no meu telefone.

“Hoje eu já disse que eu te amo?  E que você fica linda de preto, vermelho, com esse sobrenome nas costas? Você devia usar mais vezes essa camisa em público...Mas se quiser continuar usando-a só para mim, eu continuarei me sentindo muito excit…Lisonjeado ;)” – Manu enviou uma mensagem, provavelmente depois de Robert ter mostrado a foto.

 

 

                                                                                            αΩ

 

Eu não podia reclamar da minha gravidez. Tirando os enjoos, crises de choro e vontades do primeiro trimestre, foi tudo normal de uma gravidez. A não ser a extrema proteção que durou desde o momento do exame de sangue até agora, quando entrei na maternidade do hospital de Munique.

Lembro- me da parceria entre Manu e Robert quando eu tinha que dirigir até Tegernesse sozinha, onde eu tinha que ligar quando saísse de Munique e quando chegasse em casa, então eles saberiam se andei numa velocidade segura ou não. Também quantas vezes Manu teve que ir buscas Obatzda fora de hora. E todos os presentes neutros que recebemos para o nosso bebe, assim como o quarto, que recebeu decoração em tons de vermelho com ovelhas, típicas da região montanhosa em que morávamos.
 
           - E lá vamos nós – Manu sorriu quando se sentou ao meu lado no centro cirúrgico – Que nosso bebe venha com saúde e tranquilidade.
            - Amem – sorri quando ele beijou minha testa.
             - Já tem nome? – uma enfermeira perguntou.
             - Estamos querendo ver o rostinho, para decidir – ele lhe explicou – Nem sabemos se será menino ou menina.
             - De qualquer maneira, será um bebe muito bonito – ela sorriu – Pronta mamãe?
            - Sim – disse quando lagrimas involuntárias escorreram dos meus olhos.
          - Eu espero estar pronto – Manu passou a mão no meu rosto – E se eu não conseguir lidar com as fraldas e banho? Ou não conseguir segurar direito? E também tem que fazer arrotar ne? Senão pode acumular ar no esôfago e ele sufocar... E também...
           - Calma ta? – pedi.
         - Papai e mamãe – a enfermeira nos chamou quando ouvimos um chorinho leve e Manu desencostou sua testa da minha bochecha – Vocês são pais de uma garotinha. Parabéns.
          - Uma menina!!! – Manu riu – Uma linda menina – ele disse quando ela nos mostrou a garotinha de pele branca e olhos e cabelos escuros – Ela se parece com você.
               - Mas a boca é sua – ri – Olá minha filha, seja bem vinda.
             - Vamos limpa-la e logo ela estará com vocês – outra enfermeira disse e assentimos.
             - Parabéns mamãe – Manu me beijou.
 
 
 
 
 
             POV Manu
           Eu nunca pensei em ser pai. Sempre tive um bom relacionamento com as crianças da ONG, com os torcedores, com os pequenos atletas da base. Mas, eu mesmo, sendo responsável por um criança, nunca foi uma ideia que passou pela minha cabeça. Nunca foi até eu descobrir que seria pai, agora em definitivo.
           Marion teve uma gravidez tranquila, perdendo roupas, ganhando alguns quilos, chorando mais do que o normal e tenho algumas aflições quando o bebe mexia. Tudo era muito novo para mim, como por exemplo, saber que um pacote de fraldas de recém-nascido não dura nem dois dias. E que aquelas roupinhas fofas, rosas e cheia de laços que minha mãe deu na semana passada, provavelmente não servira mais daqui vinte dias.
           Mas nossa filha é linda. Com exceção da boca que se parece com a minha, todo o restante é a cópia de Marion. Seus olhos, seu cabelo, o formato da mão, a forma como me olha. Como disse Annelise, “Manu, estamos perdidos, esses Lewandowski vão dominar o mundo”. E falando no meu cunhado, ele fala o tempo todo com a minha filha e com Lukasz, ensinando o próprio filho sobre a priminha, sobre como proteger e como respeitar as mulheres, muito provável porque o pai dele não tenha feito isso. Lukasz é completamente apaixonado pela prima. Para um garoto de dois anos, ficar parado do lado de uma bebe de algumas semanas, apenas admirando-a, deve haver um sentimento muito profundo ali. Ele só sai de perto quando chega a hora das fraldas e do banho. Ele balbucia as palavras, já querendo a ensinar, a todo momento dá uma pequena bola de pano para ela, faz carinhos nos pezinhos e nos cabelos da bebê, ouve com atenção quando Marion diz que eles serão os melhores amigos para sempre, como ela e Lewan.
 
 
              Então essa era só mais uma das madrugadas onde nossa filha acordava para mamar. Marion deixava algumas mamadeiras prontas para que eu pudesse ajuda-la nessa tarefa, já que eu passava o dia todo fora. Olhei Marion dormindo com a minha camiseta de pijama e me levantei sorrateiramente, indo até o carrinho com a nossa filha ao lado da cama.
           - Olá – sorri para aquele pedaço de gente – Está com fome ne? – a peguei com todo o cuidado do mundo, pois meu medo de derruba-la ainda era enorme – Vamos em silencio para a sala, tomar uma mamadeira e deixar a mamãe dormir mais um pouco – falei baixo e ela parou de resmungar, talvez já tenha entendido que a mãe se dedica muito a ela, a mim e , de longe, a Universidade – É minha filha, sua mãe é muito boa....Aprontei cada uma e ela ficou lá, firme, do meu lado, então ela merece um descanso – sorri para a minha bebe que prestava atenção em casa gesto que eu fazia – Sabe, quando você crescer é obvio que sua mãe e sua tia Anne vão lhe contar tudo – continuei falando e coloquei a mamadeira no banho maria – E você vai rir ouvindo tia Anne contar sobre a vaca dos grampinhos, porque ela vai lhe contar isso – ri – Tia Anne nunca me perdoou por certas coisas – peguei  a mamadeira e levei a pequena boca rosada da minha filha – E quando você crescer, vai estudar como sua mãe....Não vai parar os estudos como eu – caminhei até a sala – Vai fazer todo o colégio e faculdade e todos os estudos que quiser – falei baixo vendo-a tomar os poucos mililitros de leite e a colocando no ombro sem camisa – Sua mãe diz que você gosta de sentir o calor da pele e ouvir o coração. E eu fico muito feliz quando você se aquieta comigo assim – deixei a mamadeira na mesa de canto e me aproximei da imensa vidraça da sala que dava para o lago de Tegernesse e lá do outro lado, podia ver a igreja em que eu e Marion nos casamos, para fazer nossa filha arrotar e depois faze-la dormir– Porque você ouve o meu coração e eu ouço a sua respiração. A respiração de uma linda, saudável e amada bebezinha. Minha filha, nada no mundo tem tanto valor quanto ter você nos meus braços e sua mãe do meu lado, por toda a eternidade. Espero que você seja muito feliz, Lily Novak Lewandowska Neuer.
 

 


Notas Finais


Personagens

1a. fase - 2ª.fase

Lily Schwarz - Marion Novak

Peter Beckenbauer - Manuel Neuer

Evellise Brüder - Annelise Bauer

Lukaz Kubiak - Robert Lewandoswky

Ted Schmidt - Thomas Muler


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