História Abracadabra - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 2.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, galerinha! Sim, eu não paro quieta e não me decido.
Resolvi reescrever a história, e acho que está ficando bem melhor agora. Continuo postando no tumblr, e tenho alguns capítulos já prontos, então não demorarei a atualizar. Desculpem o transtorno, juro juradinho que não mudo mais nada.
Beijossssssss da tia raposa.
(depois eu mando o tumblr)

Capítulo 1 - Peter Storm Party.


Fanfic / Fanfiction Abracadabra - Capítulo 1 - Peter Storm Party.

                                                         02 de Novembro. 1968 | 01:35 a.m | Londres, Inglaterra.

Abracadabra não estava nem um pouco nervosa. Para variar, estava achando divertidíssimo. Apagou seu milésimo cigarro – daquele dia – no cinzeiro ao seu lado, e tornou a dedilhar sua guitarra feita especialmente para canhotos. Suspirou ao olhar para o lado e ver a loira surtar. Para Abra, aquilo era entediante.

Nanny McDermott, sua colega de banda, estava nervosa. Abra não entedia. Além do fato de quase todos os famosos mais influentes estarem na parte de baixo da mansão da banda mais “focada” da Europa, era apenas a festa de Peter. O irritante e petulante segundo guitarrista e principal vocalista.

– Você fará um buraco no chão em pouco tempo. – a morena disse observadora. Nanny a encarou com a raiva transbordando em seus pequenos olhinhos azuis escuros.

– Você tem noção de que não podemos fazer feio? Todos estão aí, Abra! Os melhores somente. – Nanny disse revirando os olhos.

– Os melhores sempre estão nessa casa. Moramos aqui, garota. – Abra respondeu voltando distraída com algo em seus saltos enormes.

Em sua mão esquerda, sua guitarra. Na outra, seu inseparável cigarro. Abra desceu as escadas com seu perfeito e alinhado sorriso, por trás de um batom vermelho impecável. Nanny estava atrás dela. Era notável a expressão de desespero e vergonha de McDermott, contrastando com a confiança de Abracadabra.

– Pensei que ficariam lá para sempre. – Storm, o guitarrista, disse quando as meninas se aproximaram dele.

– Vamos tocar ou não? – Abra disse com a língua entre os dentes. Aquela era sua marca registrada.

Abracadabra fazia mágica com a guitarra, mesmo com unhas grandes e pintadas de vermelho. Era impressionante como alguém podia ser tão durona, e ao mesmo tempo sexy.

Abra cuidava de si mesma. Passava horas se olhando no espelho, tratando de seu corpo e especialmente de sua mente. Nunca estava desarrumada, e sempre fez questão de comer alimentos saudáveis. Seu único vício era o cigarro. Tal qual era melhor amigo, que a fazia esquecer de todos os problemas, no caso, a loucura que a fama lhe trouxe em poucos meses, e sua própria loucura. Bem, e a bebida. Mojito, para ser exata. E mais um milhão de coisas. Sua vida era feita de vícios, e excessos.

– Vocês foram bem! – Abra ouviu uma voz atrás de si mesma. Virou instantaneamente, dando de cara com um David Bowie visivelmente embriagado. Ela deu graças á Deus, ao ver que Nanny não estava por perto. Nanny surtaria e com certeza a faria passar vergonha.

– Obrigada, Bowie. – ela lhe lançou um sorriso encantador. Digno de inspiração para qualquer música romântica de sucesso.

– Os caras querem a conhecer. Estou com os Stones. – ele sorriu.

Abra permitiu que seu coração batesse um pouco mais forte. Tratava-se dos Rolling Stones. Tratava-se de conhecer Keith Richards. Segundo ela, um guitarrista do caralho. Ela assentiu dando um sorriso contido e o seguiu pela enorme sala da mansão da banda de maior sucesso europeu durante o final dos anos 60, e começo dos 70, a sua, Follow The Focus.

Os “caras” estavam sentados em grupo na varanda da casa, que tinha uma bela vista para a cidade, por conta de ser em uma colina.

– Trouxe a guitarrista premiada, dona de A Horse With No Name. – Bowie disse assim que chegou perto deles com Abracadabra. A garota sorriu ao ver David Bowie proferir com orgulho o nome de sua música de sucesso.

– Uau. Tenho que admitir, ela é linda mesmo. – Mick Jagger disse cutucando Keith Richards com o cotovelo. Keith estava sentado completamente largado, com um cigarro na boca. Novidade.

– Lhe disse. – Keith disse, com sua maneira debochada e arrastada de sempre. Abra revirou os olhos.

– Trouxe-me aqui para isto? – ela perguntou diretamente para Bowie. – Pensei que falariam da maneira que eu toco, e não da maneira que minha mãe me trouxe ao mundo. Eu sei, sou bonita. E além de tudo, toco bem.

Modéstia não era com Abracadabra. Talvez fosse pelo fato de ter nascido no dia primeiro de agosto, tornando-a uma leonina dos pés a cabeça. A morena cruzou seus braços olhando diretamente para Keith. Ela esperava uma resposta, que ele não deu. Keith apenas sorriu de lado. Um sorriso completamente cafajeste.

Abra virou as costas, indo em direção á festa novamente.

– Espere! – ouviu.

Virou para trás vendo Keith em pé.

– Sim? – perguntou.

– Você toca bem. – ele disse.

– Como eu disse, eu já sei. – ela sorriu o deixando embasbacado.

Keith Richards não era de se impressionar. Keith era frio, calculista, irônico e completamente cínico. Tudo na medida certa. Abracadabra ultrapassava, era oito ou oitenta. Era fogo, e gelo ao mesmo tempo. Conseguia ser impulsiva demais, e refletiu seriamente em como não voou no pescoço de seu ídolo.

– Espere. – ela ouviu novamente, junto de um toque na parte superior de seu braço.

– Sim? – ela repetiu olhando para Keith, agora sério.

– Gosto do seu jeito. – ele disse sorrindo novamente. Abracadabra constatou: o sorriso de Keith Richards a irritava.

Abra passou seus olhos pelos amigos de Keith, percebendo que eles não prestavam atenção nos dois, e sim, conversavam entre si.

– Obrigada. – ela sorriu. Ela amava quando elogiavam o jeito dela, o quê não acontecia sempre. Abra sempre teve uma personalidade muito forte, fazendo-a bater de frente com todos. Nem sempre gostavam disso. Ela tinha seus dias.

– Sente-se conosco. – ele disse. – Vamos! – ele praticamente implorou puxando os braços de uma Donna desconfiada.

Abra se sentou ao lado de Keith no sofá que havia na parte de fora da casa, junto com os Stones. Mick parou imediatamente sua conversa com Bowie para observar Abra, agora com outro cigarro na boca.

– Conseguiu trazê-la, garanhão? – perguntou cutucando Keith.

– Não duvide de minha capacidade. – Keith disse e Abra o olhou, incrédula. Ele estava certo de que levaria um esporro, ou até um tapa. Mas nada. Donna apenas riu revirando os olhos.

– De me fazer sentar para conversar com alguém como Mick Jagger? Não precisa de esforço para isso. – Abra disse sedutora.

Keith arregalou os olhos com raiva. Como assim, ela estava ali por Mick? Mick apenas ria junto á Bowie, que era seu companheiro inseparável. Keith cruzou os braços novamente, ignorando-a.

– Desculpa amigão. – Mick disse para Keith, em seguida, piscou para Abra.

Abracadabra não havia sido sincera. Sem querer desmerecer, a lenda Mick Jagger, ela não estava ali por ele. Estava ali por Keith Richards. Ela se sentiu curiosa pelo interesse repentino daquele cara de vinte e quatro, com uma menina de apenas dezessete.

Donatella Noel Baldwin – Abracadabra –.

                                                           02 de Novembro. 1968 | 13:14 p.m | Londres, Inglaterra.

Meu corpo doía, e eu nem me arriscava a abrir os olhos. Deveria ser mais de uma da tarde, disso eu tinha certeza. Eu me virei na cama, dando de cara com Nanny. Revirei os olhos.

Levantei-me devagar, reparando em minha blusa. Eu estava com a blusa de Keith Richards. Lembrei-me da noite anterior, quando Bowie derrubou sua bebida em minha blusa e Keith me emprestou a dele. Sem motivo algum, afinal, eu estava em casa e poderia pegar qualquer outra em meu quarto. Exibido!

Desci as escadas nem me importando se eu estava apenas com uma blusa amassada, cabelos despenteados e maquiagem borrada. Fui direto para a cozinha passando pelos convidados jogados pela sala dormindo, entre eles, os Stones.

Eu realmente não acordava de bom-humor, e eu sabia que neste fatídico dia eu estaria insuportável. Uma certa data chegando, acompanhada de uma ressaca não era uma boa pedida.

Abri a geladeira, vendo todos os alimentos naturais que eu comia pela manhã. Mas, consequentemente, pela noite de ontem, eu estava um pouco enjoada. Optei por um iogurte e uma fruta apenas. Sentei-me no balcão e comecei a comer.

– Bom dia. – ouvi a voz de Storm. Ele estava péssimo.

– Você está horroroso. – disse o olhando de cima a baixo, e voltando a atenção para minha comida.

– E você está linda com esse cabelo de vassoura e a blusa do Richards. – falou revirando os olhos e abrindo a geladeira. – Vou tomar um desses seus iogurtes horrorosos e sem gosto. – disse.

– Você vai tomar no seu rabo, isso sim. Não toque na minha comida. – falei. Eu odiava quando Storm ou Luke pegavam minhas comidas naturais. A única com quem eu aceitava dividir era Nanny.

– Egoísta. – ele disse pegando um pedaço de pizza velho.

– Para quem come essas coisas, não darei meu iogurte mesmo. Você não sabe apreciar o quê há de melhor. – reclamei.

– Você é chata demais! Custa deixar-me tomar o iogurte? É só um iogurte! – ele fez birra. Storm de ressaca conseguia ser pior do que eu mesma.

– Toma a porra do iogurte e não fala mais comigo! Que saco! – gritei.

– Não grita, menina! Tem gente dormindo ali na sala. – ele revirou os olhos.

– Nem percebi. Juro por tudo que há de mais sagrado que não vi um bando de marmanjo babando no meu tapete. – disse irônica.

– Você tá chata hoje... Está naqueles dias? – Storm disse fazendo uma voz feminina.

– Peter, cale a boca. – disse respirando fundo. Storm abraçou-me voltando para a sala.

– Está naqueles dias mesmo? Os planos de Keith foram por água á baixo. – ouvi uma voz vinda da porta. Eu me virei para encarar Mick Jagger com um cigarro na boca.

– Deus, mais um não! – falei olhando para o teto.

– Qual é, não sou tão chato como o Storm. Não pedirei um iogurte, se é o quê te preocupa. – ele disse sorrindo. Revirei os olhos sorrindo também.

– Desculpe. Eu acordo meio irritada. Juro que sou mais legal que isso. – falei meio sem graça.

– Keith vai ter trabalho. – ele disse rindo, o olhei incrédula.

– Não vai ter trabalho nenhum. Não quero nada com ele. – falei.

– Por pouco tempo. Aquele ali quando quer algo... – Mick sorriu. – Deixe-me fazer uma pergunta: aqui tem piscina? – ele perguntou e eu o olhei assustada, quase embasbacada.

– Você está de brincadeira? Você estava do lado da piscina ontem. – disse e ele pareceu pensar.

– Estava? Eu me esqueci. – ele disse rindo.

– Bom dia. – Keith disse entrando na cozinha com uma voz preguiçosa.

– Deixem-me fazer uma pergunta agora: quantos astros do rock tem na minha sala? – perguntei.

– Nenhum. – Keith deu de ombros. – Eu estou na cozinha. O resto é só conhecido.

– Qual é, cara! – Mick disse ofendido.

– Fiz uma pergunta aos dois. – repeti.

– Bom, os caras do The Who estão largados pelo chão. Acho que Brian dormiu no banheiro, não tenho certeza. Bowie fez a gentileza de dormir na varanda, e está agarrado naquele cachorro preto. O resto eu... – Mick dizia.

– Pare, pare! – falei calma. – Quem tá dormindo no meu banheiro?  – perguntei. Keith riu.

– O Brian. – Mick disse. – Esse iogurte deve ser gostoso.

– Por que acha isso? – perguntei.

– Não é não. Não tem gosto de nada. – Keith disse botando o pote vazio – que acabara de beber – em cima do balcão.

– Você tomou meu iogurte? E ainda fala mal? – perguntei me levantando, ficando exatamente em sua frente.

– Você tomou o iogurte dela, cara! – Mick disse. Ele realmente parecia me defender. Ele ainda estava chapado ou algo assim?

– Você fica quente com a minha camisa. – Keith disse me olhando dos pés a cabeça.

– Eu sei. Tenho espelho no meu quarto. Da próxima vez que for tomar meu iogurte, pelo menos finja que gostou. – o olhei de cima a baixo, assim como ele fez comigo. Porém, em meu olhar havia desprezo, e no dele: malícia.

Saí da cozinha pela porta de trás sendo seguida pelos dois. Aquilo estava me irritando. Era Mick Jagger, e era Keith Richards, eu sei. Mas naquele momento me pareciam dois pentelhos me irritando.

– Vai para onde? – Mick perguntou.

– Piscina. – respondi simples.

Tirei a blusa de Keith tacando para ele, ficando apenas de lingerie. Eu tinha mania de nadar todos os dias, assim que eu acordava. Não sabia viver sem água, e uma das minhas exigências quando compramos essa casa, era ter uma enorme piscina.

A casa era nova. Havíamos compramos tinha apenas um mês, e depois de mobilhar, resolvemos dar a festa de Peter aqui para inaugurar. Era uma bela mansão em Londres, no meio de tudo, exatamente para facilitar a nossa ida ao estúdio, e aos demais pontos que encontrávamos na capital. Outro detalhe, é que somos de Londres. Nossas famílias moravam perto, deixando tudo mais fácil. A mansão era mais para darmos festas, porque ainda morávamos com nossos pais. Qual é, o mais velho da banda, no caso Roger, o baterista, tinha apenas vinte e dois aninhos.

Mergulhei com tudo, voltando para a superfície segundos depois que ouvi outro impacto na água. Keith havia entrado, enquanto Mick tomava um pouco de sol. Revirei os olhos pela milésima vez naquela manhã – ou tarde – quando vi a calça de Keith jogada ao lado da piscina.

– A água está uma delícia, não acha? – ele perguntou se apoiando na borda.

– Maravilhosa. – disse.

– Você fica sexy de cabelo molhado. – ele disse me observando.

– E você é um cara de pau. – disse mergulhando novamente para abafar minha risada.

– Fala sério, Abra. – disse sorrindo cafajeste.

– O quê? – perguntei parando em sua frente.

– Para que se fazer de difícil assim? – ele disse chegando perto de mim.

– Quem disse que estou me fazendo de difícil? Realmente, só não tenho interesse em você. Um garanhão de mais de vinte anos que se acha.

– Essa doeu em mim. – Jagger gritou. Keith só fazia sorrir.

– Você é tão fria. E eu sou tão quente por você. – ele disse sorrindo. Revirei os olhos sorrindo junto.

– Você é um cafajeste. – falei.

– Talvez você goste. – ele disse chegando mais perto.

– Talvez. Nunca irá saber. – falei.

– Só tem uma maneira de saber. – ele disse.

– E qual seria? – perguntei.

Keith não era de se jogar fora. Ele apenas era um cafajeste. Mas eu tinha apenas dezessete, e o quê eu menos queria era um príncipe encantado. Eu estava no auge da minha carreira, e alguém ao meu lado só me atrapalharia. Ele me entendia, com certeza.

– Quer mesmo saber? – senti sua mão apertar minha cintura por baixo da água. Ele era rápido.

– Estou curiosa. Odeio ficar curiosa. – falei.

Keith me puxou com cuidado para mais perto dele. Olhou de canto para Mick, vendo o amigo entretido demais com algo em sua blusa. Normal de Mick Jagger.

Seus finos lábios foram de encontro aos meus, em um selinho rápido. Mesmo assim, deu para perceber o gosto de vodka misturado com cigarro. Novamente ele olhou para Mick. O amigo continuava sem perceber nada.

Keith botou as mãos em minha nuca, e a outra continuou em minha cintura. Então, ele me beijou direito, me apertando contra seu corpo. Coloquei minhas mãos em seus ombros dando impulso, fazendo com que Keith me pegasse pelas coxas, e me encostasse na beira da piscina.

Cruzei as pernas em sua cintura, fazendo com que tivéssemos um contato quase íntimo. Keith suspirou enquanto me beijava, e achei que aquela fosse á hora de acabar com a palhaçada. Parei de beijá-lo, e ele me olhou com aquele sorriso.

– E então? – ele perguntou.

Eu não gostei. – sorri.



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