História Abracadabra - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Hot Stuff.


Fanfic / Fanfiction Abracadabra - Capítulo 3 - Hot Stuff.

Donatella Noel Baldwin – Abracadabra –.

                                                    11 de Dezembro. 1968 | 15:36 p.m | Londres, Inglaterra.

– Eu ainda te mato, Donatella! – Alex gritava. Eu não podia fazer nada a não ser abaixar as orelhas e aguentar a bronca por ter me atrasado. – Por sua culpa, a Follow The Focus ainda vai se dar mal! Você não tem responsabilidade alguma. Fica por ai fazendo besteira, e nem com a música consegue ser séria.

Ela tinha uma pitada de razão. A culpa não era minha. A vida era grande demais, e responsabilidade não combinava comigo. Eu poderia até fazer uma carinha de cachorro abandonado, mas com Alex não funcionava. No fundo, bem no fundo, eu sabia que ela me amava.

– Ela deve ter uma boa desculpa para isso! – Roger tentou me defender. Luke apenas abafou o riso voltando a dedilhar seu baixo.

– Pior é que eu não tenho. – fiz careta.

– Assim fica difícil te defender, Abra! – Nanny murmurou se levantando para buscar uma garrafa d’água.

– Enfim. – Alex suspirou. – Ele adorou, e falou para colocarmos no disco sim. Falta apenas uma música para fechar o disco, e Ryan marcará uma turnê nos Estados Unidos. Ele conversou com Peter Grant, e vocês irão intercalar com o grupo chamado Led Zeppelin. Conhecem?

– Sim! Conheço o guitarrista, ele era do The Yardbirds com o Jeff. – Storm disse.

– Enfim, quando o disco estiver pronto, eu vou trazer os detalhes direitinho. Tudo bem? Tratem de compor uma música nova pra fecharmos e gravarmos essa e a nova. – Alex disse saindo do estúdio.

– Agora pode dizer o porquê de ter se atrasado. – Nanny disse.

– Dormi com Keith Richards. – despejei de uma vez. Luke largou seu baixo imediatamente em seu colo e olhou para Peter com um olhar cúmplice que eu infelizmente conhecia.

Peter se desatou a rir, enquanto Nanny e Roger me olhavam incrédulos. Luke já estava roxo de tanto dar risada com Storm, que parou de rir em menos de um milésimo de segundo, e me olhou com raiva. Ih...

– Abra. – ele disse com firmeza. – Você era virgem. Esse palhaço tirou a sua virgindade? – ele perguntou se levantando do sofá que estava jogado.

– Vamos calcular. Eu era virgem. Dormi com ele. Acho que sim né.

– Como é que é? Ele vai se ver comigo! Quem ele acha que é? Dormir com a Abra assim, sem mais, nem menos? Ela... Ele... – Storm já estava de pé, passando as mãos freneticamente por seus fios negros.

– Ela tá tendo um ataque de pelanca. – Luke constatou me fazendo segurar o riso.

– Tá zoando, Luke? Ele tirou a virgindade da Abra! Dessa criatura na nossa frente. – apontou para mim. Luke pareceu pensar por um momento e se levantou também.

– Ele está certo. – Luke disse. – Você deixou isso acontecer, Abra?! Você ainda é praticamente um neném! Um neném e dos pequenos!

– Eu não sou um neném pequeno. – murmurei emburrada.

Era sempre assim. Nanny e Roger assistiam minhas brigas com os dois mongóis que se diziam meus irmãos mais velhos. Peter e Luke amavam bater de frente comigo o tempo inteiro. Por que eles não podiam ficar calados como Nanny e Roger? No fundo, eu sabia que chegaria um dia que eu iria agradecer por todas as broncas.

– Donna-Jo. – Peter me chamou pelo meu apelido de infância, e eu olhei para ele. – Eu só me preocupo. Eu sei que você não é nenhuma criança, mas eu ainda me preocupo. É um mundo novo que estamos entrando de cabeça, e você fez dezessete anos há poucos meses. Só toma cuidado com que anda aprontando por ai, tudo bem? – assenti.

Peter me deu um beijo na testa, antes de sair da sala bufando como um touro. Apenas suspirei e voltei minha atenção para Luke, que ainda estava com os braços cruzados como se quisesse uma explicação.

– Não tem beijinho na testa para mim? – perguntei para ele que revirou os olhos azuis me dando um beijo na testa também.

– Você é bem chata, Donatella. – ele disse rindo.

Era tão fácil contornar Luke. Luke era a pessoa mais alto-astral que eu conhecia. Ele estava sempre animado, querendo saber das festas, e era um rapaz muito bonito e galanteador. Por dia, Luke ficava com mais meninas do que muitos homens na vida inteira. E, oh! Como ele se gabava por isso.

Peter poderia ser como ele. Mas não. Peter Storm era a pessoa mais chata e protetora do mundo quando se tratava de mim. Obviamente, ele não economizava no sarcasmo e no deboche, mas ele não deixava com que outra pessoa me irritasse daquela maneira. Por um lado, eu até achava bom. Só odiava quando ele passava dos limites.

– E vocês me amam. – sorri. – Eu vou sair. Vou direto daqui para a casa dos meus pais, e vou ver como minha mãe está. Alguém quer carona?

– Não, Abra. Obrigada. – Roger sorriu. Beijei sua bochecha, e abracei dei um beijo na testa de Luke, que voltou a dedilhar seu baixo, a fim de criar algo novo.

– Depois quero detalhes. – Nanny sorriu maliciosa. Como?

– Você sabe que eu não vou dar. – a abracei.

– Eu sei, Abracadabra. Eu sei.

Saí do estúdio meio... Confusa. Eu deveria estar feliz por ter finalmente perdido minha bendita virgindade e poder entrar de cabeça em um novo mundo, mas... Eu estava estressada. Estressada, e irritada com Keith. Para ser sincera, eu estava até com um pouco de nojo. Talvez fosse normal devido á...

Minha lerdeza. Sim, devido á minha lerdeza. Acabei tampando a cara em algum pobre coitado que resolveu se meter no meu caminho enquanto eu fazia uma viagem bem longa em meu pensamento. Levantei os olhos para pedir mil desculpas, e acabei encontrando Mick. Sim, Mick Jagger.

– O que faz aqui? – perguntei desconfiada.

– Oh, bom te ver também, Abra. – ele debochou.

– Desculpe. – ri baixinho. – Que bom te ver, Mick. – o abracei e ele retribui rapidamente. – O que te traz aqui?

– Você. – ele disse fazendo-me arregalar os olhos.

– Como é?

– Você. Vim te chamar para sair. Keith me disse que vocês fizeram uma música juntos e queria pedir sua ajuda para uma coisa que eu estou fazendo.

Eu poderia recusar? Eu não poderia recusar. Quando alguém me pedia ajudar para compor era como... Um pedido de um copo d’água. Não se nega. Assenti sorrindo, e disse que o encontraria na noite do dia seguinte. Finalmente pude seguir para a casa dos meus pais.

Às vezes, me fazia falta uma amiga confidente da qual eu pudesse falar baboseiras de meninas. Mas infelizmente, esse era o caminho que eu havia escolhido. Eu tinha Nanny, mas não era a mesma coisa. Relacionamentos não tinham a mesma magia, e um encontro não era algo de outro mundo. Era trabalho, e mais trabalho.

                                                          11 de Dezembro. 1968 | 18:16 p.m | Londres, Inglaterra.

– Mãe? Pai? – perguntei assim que abri a porta da sala com a minha chave.

De primeira, vi aquele homem de quarenta e um anos, com cabelos castanhos claros, um pouco grisalhos, mexendo em um toca discos. Ele murmurava alguns palavrões, e era óbvio, que o toca discos estava dando uma surra nele. Era o meu pai.

Paul Baldwin era o meu herói. Ele conseguia manter a cede da empresa dos meus avós em Londres um sucesso, e conseguia ser um pai incrível ao mesmo tempo. Ele nunca havia deixado a família de lado para focar no trabalho, e mesmo assim fazia um trabalho incrível. Sem contar o bom-humor admirável que aquele homem possuía 100% do tempo.

– Cheguei, pai. – sorri me sentando perto dele, que tirou os óculos retribuindo o sorriso.

 – Olá, filha. – beijou minha bochecha. – Como estão as coisas?

– Tudo bem. Eu compus uma música maneira com o Keith.

– Vou ter que me acostumar com isso. Minha filha, que até ontem era uma criança, trabalhando com um Rolling Stone. Se sua mãe escuta isso... – ele disse rindo.

Pattie Santini era minha mãe. Uma mulher italiana de muito boa índole, e beleza esplendorosa. Cabelos loiros, olhos azuis claros, em completo contraste com os castanhos do meu pai. Minha mãe não concordava completamente com essa história de estar em uma banda. Por ela, eu estaria em uma universidade cursando direito.Graças à Deus o meu pai mantinha a cabeça na lua, e me apoiava com todas as suas forças.

– E, ah! Como me esqueci? Gravamos a última música ontem, e agora Rickmann está dando os últimos ajustes, e logo teremos o disco nas lojas. Não é demais? – perguntei.

– Filha! – ele praticamente gritou me assustando. – Isso é mais que demais! Eu mesmo comprarei uns quinze. Minha filha fazendo discos, oh meu Deus, o mundo entrou nos eixos! – ele levantava as mãos para o céu em sinal de louvor, fazendo-me rir.

– Onde está a mamãe? – perguntei curiosa.

– Na cozinha fazendo aquele negócio amarelo que você gosta de beber.

– Suco, pai. – disse incrédula. – O nome do negócio é suco! – revirei os olhos.

Levantei antes mesmo de oferecer minha ajuda para botar o toca discos para funcionar, e fui para cozinha atrás do meu suco. Observei pela fresta da porta, minha mãe, com sua barriga de cinco meses. Mamãe estava grávida de um menininho, e esta era a maior novidade para mim, já que eu só tinha uma irmã mais nova, que deveria estar dormindo, ou vendo desenho na TV de seu quarto.

– Olhem só, a grávida mais bonita de Londres. – sorri entrando no cômodo.

– Olá querida. – ela beijou minha bochecha. – Seu pai avisou que você viria, fiz um suco de abacaxi com hortelã para deixar na geladeira. Quer um pouco?

– Quero sim, mãe. Obrigada. – sorri me sentando no banco alto que havia perto do balcão.

– Como está o pequeno Peter? Ele nunca mais veio aqui nos visitar.

– Mãe, Storm não é mais pequeno. Ele não vem porque estamos trabalhando muito no disco, sabe... – frisei a parte do disco, lançando um olhar significativo para ela. A danada não entendeu. – Eu mal venho aqui também.

– Isso de música toma muito seu tempo, querida. – ela disse dando de ombros.

– É o que eu amo fazer. – falei mexendo no suco.

– Tudo bem, Donatella. – ela suspirou. – Me conta como foi o dia no estúdio, o que você fez, e como anda o disco. – ela disse e meus olhos se arregalaram de felicidade.

– Foi incrível, mãe!

Esta havia sido minha noite. Contando para os meus pais, e para minha pequena irmã Faith, a quantas andava o disco da minha tal falada banda.

                                                    12 de Dezembro. 1968 | 19:19 p.m | Londres, Inglaterra.

Aquele era um dia em que eu estava com preguiça de viver. Saí da casa dos meus pais pela tarde, e fui à mansão da banda me arrumar. Claro que todos que estavam em casa, ficaram pertubando a paciência para saber onde eu estava indo. Mas se eu contasse que iria sair com Mick, o inferno estaria formado, e era capaz de Storm e Luke se meterem a ir comigo.

Pois bem, estava em um trânsito infernal, á caminho da casa de Mick. Eu estava com preguiça de ir á um restaurante, porque teria que me arrumar muito. E para mim, comida e negócios não combinam.

Depois de quase quarenta minutos, cheguei á casa dele. Estacionei em frente á porta, e bati com pressa. Aquilo não deveria demorar muito mesmo.

Alguns segundos depois, a porta foi aberta. Olhei com os olhos semicerrados para aquele ser de cabelos penteados – lê-se lambidos –, e com um laçarote no pescoço. Deus. O que eu fiz para merecer?

– Mick. – suspirei entrando em sua casa. – Que porra de laço é esse no seu pescoço?

– Eu não... Laço? Tem um la... Laço?! – ele perguntou puxando o tal laço azul de seu pescoço. – Droga... Eu... Ah, Abra, era pra ser uma surpresa!

– O que? Você? – perguntei assustada. – Ou... O laço? – aquela história estava estranha.

– Não... – ele riu. – Eu te comprei um presente, e estava tentando embrulhar.

– Ai você se embrulhou? – perguntei risonha.

– Parece que sim. Venha, vou te mostrar. – ele me puxou pela mão até uma sala cheia de livros.

– Mas por que você me comprou um presente? – perguntei sentando-me em um sofá vinho que estava por ali.

– Deu vontade. Eu estava te olhando esses dias e... Vi você com uma dessas, e decidi comprar uma para você. – ele pegou o caixa e me entregou.

– Tudo bem... – eu sorri desatando o laço da caixa. Meus olhos brilharam quando vi a caixa de sapatos em meu colo. – Eu amo sapatos, Mick! – gritei dando ênfase no “amo”.

Quando abri a caixa, meus olhos brilharam. Era uma sandália de salto preta, parecia ser de camurça. Algo de muito bom gosto. Aberta na frente, e com aquelas coisinhas para de amarrar no tornozelo. Fechei a caixa novamente com muita calma, e coloquei ao meu lado.

– Você não gostou? – ele perguntou parecendo estar tímido. Só parecendo, porque eu conhecia muito bem Mick Jagger.

– Você só pode estar brincando... Mick, eu amei. Amei. Essa sandália é simplesmente perfeita! Sabe de uma coisa? Amanhã eu tenho uma conferência para divulgar meu disco novo que em breve será lançado, e eu vou com essa sandália! Imagina o look? – desatei a falar e a gesticular pulando animada. Mick apenas me olhava sorrindo.

– Que bom que gostou, Lady Abra. – ele disse.

– Sério, Mick, você é um fofo. – apertei suas bochechas.

Mick me surpreendeu acariciando meu rosto. A vida foi engraçada para mim. Quem poderia imaginar que Mick Jagger poderia ficar sozinho em uma casa com uma garota, sem fazer nada além de acariciar seu rosto, lhe presentear, e lhe dar bolo de morango? Pois é. A vida tem dessas. Essa foi minha noite. Com muita música, muita cantoria, e muita torta de morango.


Notas Finais


Sem querer dar spoiler, mas já dando, Led Zeppelin no próximo capitulo tcham e pa


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