História Abrindo um coração - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Lésbico, Orange, Originais, Original, Romance, Sexo, Yuri
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Palavras 2.964
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Josei, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura pra vocês!

Capítulo 21 - Conhecendo Cassandra part 2


Consegui perceber naquele momento que o melhor lugar do mundo era dentro do abraço de Cassandra, nele me sentia querida, podia sentir seu carinho, sua vontade de estar perto de mim e de me proteger. Me sentia ao mesmo tempo um lixo por ter duvidado da minha deusa ruiva, de ter jogado palavras ofensivas a culpando por algo que ninguém tinha culpa, fazendo ela sofrer as consequências de coisas que ela nem tinha feito e talvez nunca faria, ao mesmo tempo me sentia feliz pois sabia que dentro desse abraço se encontrava meu perdão e que dessa vez eu poderia me redimir. Respirei fundo e senti o cheiro de seus cabelos, como era possível eu ter tanta saudade desse cheiro se eu tinha sentido ainda hoje mais cedo?

Meus pensamentos foram interrompidos por um chorinho sofrido vindo da região da minha barriga, apesar de na hora do abraço eu ter jogado o meu quadril para trás para tentar proteger o pobre cachorro de ser esmagado, seu chorinho dava fortes indícios de que eu tinha fracassado, ao ouvir o chorinho Cassandra se afastou olhando curiosa para aquele serzinho que tinha muita carinha de dó.

-    Ohh, meu Deus. - Cassandra olhava para o cachorro e depois para mim. - Geralmente as pessoas trazem flores, chocolate, cartões, você realmente me surpreendeu. - ela sorriu enquanto acariciava a carinha do cachorro.

-    É… - Eu estava tão sem graça - Será que eu posso entrar? Está um pouco frio aqui… - olhei para suas roupas, ela estava de pijamas cumpridos, mas provavelmente também estava com frio.

-    Claro que pode, você sempre será bem vinda aqui Helô. - Ela deu passagem para que eu entrasse em sua casa e eu fiz, em seguida ela entrou e fechou a porta.

-    Me desculpe pelo horário, eu precisava vir falar com você e me desculpar apropriadamente, acho que eu não podia esperar até amanhã para isso. - mordi os lábios e fiz uma careta, Cassandra tirou o cachorrinho do meu colo e me apontou o sofá para que eu sentasse, assim que eu sentei ela se sentou de frente a mim.

-    Sabe Helô, o que eu queria mesmo era te responder friamente, queria ser a sua chefe e não a Cassandra que se apaixonou por você, queria te colocar pra correr daqui, assim eu também posso evitar de entrar na roubada que é amar alguém, eu queria fazer você engolir tudo que me disse hoje mais cedo e realmente queria que você estivesse errada sobre tudo, mas você estava certa. - Franzi o cenho, como assim eu estava certa? Então ela realmente não tinha intenção de ficar comigo? ela continuou como se estivesse lendo meus pensamentos - Você estava certa quando disse que eu era covarde, mas estava errada quando insinuou que eu estivesse alí por pena de você ou por obrigação. Agora vejo que tudo o que eu pensava que eu queria estava errado, não… eu não quero te botar para correr, nem falar coisas para que você fique triste, muito menos cuidar de você por dó, eu cuido de você porque gosto muito e me importo muito. Por isso tenho um pedido a fazer, se não for pedir demais, não me expulse da sua vida novamente ok?

Eu sorri.

Impossível não sorrir com essas palavras, eu apenas confirmei com a cabeça, já sentia meus olhos lacrimejando, não queria chorar, mas nunca fui boa em engolir o choro.

-    Sabe Helô. - Ela continuou - Antes de você aparecer na minha vida eu tive um relacionamento que durou quase 3 anos, ela roubou tanta coisa de mim, me tirou tanta coisa que eu nem consigo lembrar sem sentir meu estômago revirar. - Ela falava acariciando o filhotinho que ainda estava em suas mãos. - Eu não posso e não vou contar mais do que o necessário agora, só queria que você soubesse que tudo que eu fiz pra você, todas às vezes que eu tentei te atacar, era parte de mim querendo atacar ela, era meu medo me impedindo de amar você, quando vi que a moça linda que dormiu comigo e me fez ter uma noite inesquecível, me fez esquecer de todo o sofrimento que eu senti nos últimos meses era minha funcionária...eu não podia simplesmente acreditar, sabe? Não podia acreditar que se sentir vivo e feliz seria tão fácil assim. Busquei informações e descobri que você trabalhou para a minha ex, então não tinha como não desconfiar de você.

-    Sua ex? - Eu estava me sentindo meio confusa, eu tinha ido até a casa de Cassandra para pedir desculpas, mas eu estava ouvindo às suas desculpas, ouvir Cassandra falar de sua ex namorada não me deixava confortável, apesar de que pelo que ela disse a mulher era uma vadia, mas ouvir ela dizer que não confiava em mim me deixou mais frustrada ainda com essa visita. - Cass, escuta uma coisa. - me aproximei dela e me ajoelhei apoiando meus braços em suas coxas, tirei o filhotinho de suas mãos e o coloquei no chão, acredita que ele rosnou pra mim?, segurei as mãos dela e olhei firme em seus olhos - Eu não sei quem é a sua ex e eu juro que eu não faria nada para magoar você.

-    Agora eu sei, meu anjo - ela falou com um sorriso manso e uma de suas mãos em meu rosto, quando senti a carícia não pude deixar de fechar os olhos e aproveitar um pouquinho desse carinho. - Adriana era sozinha, não tinha amigos, apenas um “irmão” - Ela falou mostrando aspas com as mãos. - Eu não sei como eu nunca desconfiei de nada. No seu caso você tinha muita coisa a favor e eu estava lutando contra todas essas coisas para tentar me afastar de você.

-     E o que seriam essas coisas?

-    Bom, minha melhor amiga namora uma das suas melhores amigas, você tem pessoas ao seu redor, não é sozinha como Adriana era, seria muito difícil você me dar um golpe e sair ilesa.

 

Flashback Cassandra on

1 ano e 6 meses

Eu estava com muitas dores de cabeça, já fazia alguns dias que eu estava assim, todos os dias era a mesma coisa, Adriana agora estava dormindo lá em casa, eu me sentia feliz por ter ela mais perto de mim, acordávamos juntas, ela preparava o nosso café da manhã enquanto eu tomava banho e me arrumava, algumas horas depois que chegávamos na empresa eu sentia fortes dores de cabeça. Os médicos falaram que era por causa da intolerância a lactose, mas eu não estava comendo nada derivado de leite, estava evitando mais ainda por causa das dores de cabeça.

Deixei de trabalhar por dois dias e às papeladas ficaram acumuladas, estava sentada na mesa olhando aquela pilha de papéis que eu precisava organizar, ler, assinar, coloquei às mãos na testa sentindo às dores que vinham como se estivesse pulsando, às vezes eu sentia umas pontadas muito doloridas, Adriana entrou linda e sorridente me fazendo esquecer um pouco.

-    Oi amor, infelizmente tem mais documentos para você ver.

-    Ah, eu não sei se vou conseguir. - Falei fazendo caretas.

-    Está com dor de cabeça novamente, meu bem? - Assenti, ela pareceu observar os papéis e me olhar.

-    Vamos fazer o seguinte - ela disse- ainda sou sua secretária e sei tudo sobre você e essa empresa, eu posso ler para você e separar os que estão ok e os que precisam de correção, assim você só olha eles e me mostra às alterações necessárias e assina os que estão ok.

-    Ah, não sei Adri, é muita coisa e é um trabalho que sempre fiz questão de fazer aqui, uma das coisas que meu pai praticamente me obriga a fazer é olhar certinho esses documentos.

-    Poxa Cah, você não confia em mim? Não vai ter problema nenhum, como te falei, eu conheço muito bem você e conheço muito bem essa empresa, meu sogro que se acostume com a idéia de eu te ajudar aqui. - Ela fez uma linda careta que não me deixou dizer não.

-    Seu sogro é? - sorri e dei um beijo nela. - tudo bem, eu deixo a minha amada cuidar de mim e de minha empresa, mas não se esforce muito, preciso de você com muita energia hoje a noite. - soltei uma risada malandra.

-    São só alguns papéis, vá descansar um pouco, mais tarde estarei aqui com eles separados.

No final da tarde Adriana voltou com os papéis que eu precisava assinar e que eu precisava analisar as alterações, aquilo foi uma mão na roda pra mim.

-    Muito obrigada amor, não sei o que seria de mim sem você, acho que podemos fazer assim com todos, assim posso cuidar de outras partes que precisam da minha atenção.

-    Pode confiar em mim amor, você não vai se arrepender. - beijou minhas bochechas.

-    E o meu cunhado, como esta indo, esta gostando de trabalhar aqui?

-    Esta amando, muito obrigada por isso amor.

Sorri pra ela e voltei a atenção para os documentos.

FlashBack Cassandra off


 

-    Cass… Casssss. CAAAASSS - Eu estava balançando a mão na frente do rosto dela, a Cassandra estava fora de órbita agora.

-    Que? - Ela voltou a vida. - Desculpa, o que você disse?

-    Eu disse que Você disse que eu trabalhei para ela, mas nunca tive uma chefe chamada Adriana… Tem certeza que eu trabalhei para ela?

-    Você não trabalhou para uma telefonia chamada Fox? - Assenti com a cabeça, saí de lá 8 meses antes de entrar nesse emprego atual, eles não pagavam bem e eu não estava exercendo a minha profissão, depois que saí de lá passei os meses apenas fazendo freelas. - A empresa era nova, ela construiu no primeiro ano em que namorávamos, provavelmente com o meu dinheiro, só descobri depois que terminamos.

-    Ohhh, sim, eu trabalhei algum tempo lá, mas eu não tinha nenhuma chefe com esse nome. - Fiquei pensativa tentando me lembrar de algo, Cassandra também estava calada. - Cass… ela te roubou? - Ela confirmou com a cabeça. - Ela te roubou muito?

-    Cem milhões, que eu consegui identificar, mas o dinheiro não foi a coisa mais importante que ela tirou de mim. - Eu engasguei com aquela informação.

-    O que?? Meu Deus Cassandra, quanto dinheiro você tem?? Caraca, é muita grana, nem em 4 vidas eu acho que conseguiria tudo isso… - Ela gargalhou, era bom ouvir ela rir assim.

-    Nós temos os maiores clientes do mercado na Creativa e eu tenho outras empresas que meu pai deixou pra mim e para a minha irmã, você me via o tempo todo na Creativa por que eu sempre ia lá pra ver você, mas o Eduardo cuida de tudo para mim, só preciso estar lá uma ou duas vezes por semana para resolver as burocracias necessárias.

-    Uau -  eu ainda estava em choque, não imaginava que a Cassandra fosse podre de rica, agora algumas coisas faziam sentido para mim, ela estava tentando se proteger, imagino que muitas pessoas devem se aproximar dela por causa do dinheiro - Como você descobriu que estava sendo roubada? Ela está presa?

-    Bom, mentiras tem pernas curtas, mais cedo ou mais tarde você tropeça nelas e cai, no caso da Adriana posso dizer que ela levou uma rasteira, assim como me traiu também foi traída, mas ela era muito esperta... tenho um investigador na cola dela, mas ainda não consegui provar nada… - ela fechou os olhos - Céus, ela foi no enterro do meu pai, me deu apoio, falou que ia ficar tudo bem, era tudo falso….Ela chorou pelo meu pai.

-    Hey… está tudo bem agora. - Abracei Cassandra como ela merecia.

-    Eu sei que está. - Sorriu - mas agora que você sabe mais de mim, quero saber de você também, o que eu fiz para te deixar tão insegura hoje cedo.

Soltei das mãos de Cassandra e sentei ao seu lado.

-    Eu não me sinto a vontade para contar tudo, algumas coisas são difíceis de ser colocadas para fora. Ja que você me pediu algo, eu também quero pedir - Ela me escutava atenta - da próxima vez que eu te expulsar da minha casa, não importa o que eu falar, apenas não vá, ok?

Ela sorriu e me trouxe para perto em um abraço.

-    Ok, eu prometo.

-    A primeira menina que gostei se chamava Julia, eu tinha 13 anos e guardei isso pra mim, tinha medo pois quando você tem essa idade não sabe direito das coisas, eu não sabia que eu era lésbica, ninguém é criado para ser gay - ela concordou com a cabeça - então com 15 anos contei para Emília e ela me apoiou, me ajudou com a Julia, conseguimos ficar próximas, Emília me incentivou a falar para ela o que eu sentia, pois de acordo com ela a Julia era uma menina legal, quando eu decidi falar ela prontamente me rejeitou, se afastou de mim e contou para todos da escola, ela foi o meu primeiro coração partido, alguns dias depois a Emília encurralou ela em um canto e deu uma surra nela, o que resultou na expulsão dela do colégio. - Eu ri de lembrar da Emília toda machucada rindo pra mim e contando tudo enquanto eu esperava com ela a chegada de seus pais, Cassandra também me observava sorridente, o nosso clima já não estava tão pesado, a conversa ficava mais tranquila, decidi pular uma parte da minha história, não queria pesar o clima novamente. - Então com 20 anos eu conheci a Samanta, fiquei apaixonada por ela depois de um elogio que ela me fez, nos aproximamos e rapidamente começamos a namorar, mas eu fugi, dispensei ela uma semana depois de começarmos a namorar, com 22 comecei a namorar a Sarah, ela era muito inteligente, terminei com ela em tempo record, 3 dias, decidi que não servia para essas coisas, romances não era pra mim. - Olhei para Cass que ainda me observava atenta. - Com 25 conheci a Cassandra. - Sorri pra ela e ela me sorriu de volta - Diferente das outras foi amor à primeira vista e olha que eu nem acreditava nisso, diferente das outras eu senti minha barriga gelar no primeiro beijo, diferente das outras eu queria ver ela todos os dias, diferente das outras eu sentia que conhecia ela de outras vidas, mas essa eu botei pra correr sem nem mesmo começar a namorar, posso dizer que botei ela para correr em 6 horas de paz que tivemos, mas diferente das outras…. - toquei em seu rosto me aproximando - eu precisava dela perto, precisava que ela não desistisse de mim e nem fosse embora de verdade. - nossos lábios se tocaram, senti suas mãos abraçarem minha cintura, ouvi seu gemido quando nossas línguas se tocaram, os movimentos delicados estavam em sincronia, eu sentia que ia explodir de felicidade, passei às mãos em seus braços fazendo carinho, a pele dela era macia e estava arrepiada, nos deitamos no sofá sem desgrudar nossas bocas, ela agora acariciava meus cabelos, nos separamos no beijo terminando com selinhos, ela depositava um selinho em cada parte do meu rosto, ficamos ali em silêncio por um tempo, até sermos interrompidas pela chorinho do cachorro. Me sentei e comecei a procurar ele, localizei o bichano atrás da escada.

-    ohh, menino, eu me esqueci de você, me desculpa, você deve estar faminto, né? - Perguntei como se ele fosse me responder.

-    Onde você encontrou ele? - Cassandra apareceu atrás de mim - O que são essas bolinhas no corpo dele?

-    Eu encontrei ele em uma pracinha próximo da sua casa, acho que às bolinhas são por causa das formigas que estavam atacando ele.

-    Oh, tadinho, acho que estão inflamados, é melhor levarmos ele para um veterinário amanhã. - concordei com a cabeça - O que você vai fazer com ele?

-    Bom, no primeiro momento eu pensei em tirar ele de lá para encontrar um dono, mas com essa cara de dó não vou conseguir dar ele.

-    Mas o seu apartamento é muito pequeno, você não sabe o tamanho que ele vai ficar….

-    Mas às pessoas criam cachorros em apartamentos, posso fazer isso também.

-    Faz o seguinte, deixa eu ficar com ele? - Olhei sorridente para ela - Por favor, ele gostou de mim e até rosnou pra você quando você o tirou do meu colo. - Mostrei a língua para ela. Como essa mulher era perfeita, tenho certeza que ela estava fazendo isso por mim, seria realmente difícil criar ele na minha casa.

-    Ok, mas ele vai ser meu também, tá? - Falei para Cass enquanto ela tirava o cachorro das minhas mãos e dava de costas para mim levando ele para algum lugar.

-    NAOOO ACREDITO!!!!!!!!!!

-     Que foi Cassandra? - Levei um susto com o grito dela, ela parou no meio do caminho e começou a gargalhar, eu me aproximei e vi um chinelo havaianas pela metade. - Olha o que ele já fez?? Não tem nem tamanho! O que eu faço com você?? - ela falou para o cachorro.

-    É, parece que ele já se sente em casa.

-    Vamos, Helô, vou te mostrar minha casa e arrumar um cantinho para ele, vou preparar uma jantinha também, ele deve estar com fome, assim como você.

Apenas confirmei com a cabeça e segui ela.

-    Como você vai chamar ele? - Perguntei para Cass que apenas deu de ombro, enquanto caminhava para algum lugar da casa dela enchendo o mais novo integrante da família de beijos.

 


Notas Finais


Agora vocês tem uma missão, precisamos de um nome para o puppy. o//

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Não falta muito para a fic acabar, pelas minhas contas faltam no máximo 12 capítulos.
Preciso saber o que estão achando, é muito bom ler comentários por aqui, eles dão um pouco mais de inspiração para continuarmos, então obrigada se você leu até aqui e obrigada pra você que sempre comenta o//

Aguardo o nome do puppy,
bjus no cérebro


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