História Absolution - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Tiffany
Tags Jessica, Jeti, Snsd, Tiffany
Visualizações 171
Palavras 1.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


então, eu não tenho muito o que falar aqui (como sempre) mas queria dizer que essa short fic vai abordar temas envolvendo religião, especificamente o cristianismo e provavelmente terá umas piadinhas sem noção e que alguns podem se sentir ofendidos com isso. caso não goste, não leia, ninguém tá te obrigando.

e queria abrir um parênteses aqui pra agradecer a @sigma_v pela capa linda e xeirosa, muito obrigada mesmo 💖

dito isso, boa leitura, espero que gostem (:

Capítulo 1 - Prólogo


O costumeiro ar rigoroso e frio da pequena cidade do interior não se fazia presente naquela manhã, apenas leves rajadas de vento que vez ou outra poderiam ser sentidas, embora o clima não se afetasse realmente por isso em momento algum. Graças a isso, algumas pessoas preferiam se aconchegar em suas residências enquanto tomavam suas respectivas bebidas que marcavam o amanhecer do dia. No entanto, a maioria dos habitantes mantinha seus costumes e suas crenças em dia e estavam todos ali reunidos na casa de Deus em mais uma manhã de domingo, preparados para prestar contas com sua fé após um sábado cansativo.

Pessoas estavam ajoelhadas em devoção, fechavam os olhos com força como se realmente sentissem a presença do Criador entre elas. Sua fé era indiscutível e claramente visível. Mas por outro lado, outras ainda aparentavam apáticas quanto à situação inteira, como se não passasse de mais uma obrigação a ser cumprida. E a menininha dos cabelos tão pretos quanto carvão que facilmente se distraía durante a missa era uma delas, ainda que não fosse sua culpa não se interessar por assuntos religiosos estando no auge de seus nove anos de idade. 

— "Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, Senhor, ao redor do teu altar. Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas!”

Stephanie fechou os olhos. O tom de voz em que ambas as frases eram pronunciadas não chegava nem próximo de ser agradável a sua audição, muito menos o que elas remetiam em questão de significância. O padre, absorto em suas próprias palavras e pregações, sequer notava o quão hipócrita estava sendo, ao menos a seu ver. A todo tempo dava-se um novo julgamento e mesmo assim lá estava ele; na frente de mais cristãos hipócritas, berrando a todos os seus pulmões o quão inocente ele era por seguir o Senhor, mesmo que esta fosse apenas uma leitura. Era esse mais um dos incontáveis motivos do porque não se sentia completamente confortável assistindo a uma missa; a hipocrisia presente em quase todas as palavras do padre, independente de qual padre fosse.

Na idade que tinha, não podia negar que a última coisa que gostaria de fazer em plena manhã de um domingo com um clima tão ameno quanto esse era ir para a missa e mesmo assim o fazia. Era nova demais para ir de encontro com sua mãe, que acreditava tão cegamente nas Leis Sagradas que facilmente se daria por uma fanática religiosa, e dizer a ela que não se sentia disposta muito menos confortável com a ideia de acompanhá-la à casa de Deus. Ele havia a abençoado com o dom da vida e ela tinha consciência de que Ele merecia o mínimo de gratidão que fosse, ao menos era o que sua mãe costumava dizer. E é claro, Stephanie o tinha, o fato era que desejava curtir sua infância muito mais do que lhe era proporcionado. Queria fazer amizades, queria se divertir sem restrições, mas sua mãe parecia prendê-la em correntes de ferro sempre que ela sequer mencionava o assunto.

Mas no fundo, ela não se incomodava tanto assim com o fato de ir a igreja. Em alguns momentos, até gostava das histórias da bíblia que o padre contava, parecia ser realmente fascinante, mas não naquela manhã. Aquela manhã especifica que deveria estar comemorando seu aniversário com seus amigos e parentes que realmente gostava seria completamente desperdiçado em momentos de oração e agradecimentos.

Stephanie suspirou de forma quase inaudível e balançou suas pernas no ar, já que por pouco ainda não alcançavam o chão pelo banco ser alto. Entediada já não era mais o suficiente para definir seu estado e o padre continuava a falar, berrar, reclamar e proclamar as palavras de Deus — do seu jeito errôneo, obviamente. Stephanie já havia desistido de prestar atenção, a vidraça colorida atrás do homem de estatura média atraía muito mais o seu foco do que suas palavras. O desenho de Jesus naqueles tons exorbitantes era o alvo de seus olhares admirados. As estátuas espalhadas pelo altar, as pinturas nas paredes e a arquitetura do lugar apenas davam ao lugar um ar mais religioso ainda. Stephanie estava encantada, era tudo belo demais, principalmente com a luz fraca do sol batendo na vidraça e iluminando todo o lugar.

— Stephanie!

A senhora Hwang estava no início da casa dos quarenta. Esposa apaixonada, mãe dedicada, uma dona de casa excepcional e completamente devota ao seu Deus. Eram esses alguns dos motivos que a faziam ser tão querida por todos na pequena cidade.

Poucos meses após seu casamento aos dezessete anos de idade com o rapaz de uma família bem respeitada por todos, descobrira que não poderia ter filhos devido às diversas tentativas, contra a sua vontade, que seu marido insistia em ter um herdeiro. Passara então a ir a missa todos os dias e ao se ajoelhar para pedir perdão, jurava sempre eterna devoção a Deus se ele a concedesse um desejo: o desejo de seu marido de ter um filho. Uma menina, especificamente. E prometeu fazê-la caminhar de acordo as Leis Sagradas ordenavam. Apenas dois anos depois, a senhora Hwang deu a luz a uma garotinha de cabelos tão negros quanto seus olhos e a nomeou de Stephanie, nome este que havia descoberto significar "coroada" através de terceiros. E Stephanie, ao menos ao olhar da mãe, realmente o fazia jus. Havia sido coroada pelo próprio Criador.

E lá estava ela, enrolando o enorme cabelo preto, distraída, até assustar-se com a voz de sua mãe tão próxima ao seu ouvido.

— Preste atenção na palavra de Deus, querida. - pediu suavemente, enquanto acariciava os ombros da menina.

Stephanie assentiu tímida por ter sido pega no flagra e tentou prestar atenção na missa, ao mesmo tempo em que sentiu suas bochechas corarem devido ao frio.

Sua mãe costumava dizer que a menina era uma bênção do seu Deus que nunca havia falhado com ela e para cumprir sua promessa, a mulher levava sua filha à casa de Deus todos os dias. Faria com que ela defendesse a Palavra de Deus onde quer que fosse. Faria o que fosse preciso para cumprir a promessa que fizera e afastaria Stephanie da perdição e dos pecados desse mundo sem fé. Stephanie teria um marido — que seria mandado pelo próprio Deus — e filhos.

Stephanie seria um exemplo de devoção ao Criador.


Notas Finais


caso tenha ficado confuso, a tiffany não gosta da missa nao pq nao acredita em Deus mas pq sente que a palavra de Deus eh pregada do jeito errado. paz

como já eh costume dizer, qualquer erro me avisem

não tenho certeza quando vou atualizar de novo, mas espero que nao demore muito, espero que tenham gostado
sz


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