História Absorto em você - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Absorto Em Você, Cá Estou Eu De Volta, Choi Youngjae, Im Jaebum, Saythename
Visualizações 452
Palavras 4.051
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


boa leitura!!

Capítulo 26 - Odd e Nora


Capítulo vinte e cinco

Odd e Nora

 

Youngjae estava nervoso no carro, não sabia exatamente se cantava baixinho junto com a música ou se tentava começar alguma conversa com Jaebum. Não fazia muito tempo que tinham saído da casa deixando para trás apenas Mark e Yugyeom — que em ordem de se reconciliarem estavam agindo como amigos e evitando um contato maior. Não que fosse seu primeiro compromisso com os pais de alguém que estava saindo, mas era obviamente bem diferente. O mais velho assegurara que tudo daria certo, contudo essa informação simplesmente não era processada por Youngjae na situação quase desesperadora que ele se encontrava. O Choi ainda estava muito sensibilizado pelos acontecimentos recentes e tivera alguns pesadelos em seus intervalos de descanso, então a situação toda era quase que compressível. Jaebum estava disposto a sacrificar alguns dias ao lado dos progenitores se isso fizesse Youngjae mais calmo e seguro, entretanto o mais novo não queria ser um fardo para o outro e decidiu apenas aceitar calmamente que em questão de alguns minutos estaria na companhia dos pais de Jaebum. Mark emprestara o carro tão rápido naquela manhã que pareceu certo continuar com sua decisão.

— Mark pretende pintar o carro de preto novamente — Jaebum comentou casualmente.

— Acho que a pintura não é o real problema a se lidar — Youngjae apontou para as janelas quebradas — Por que não pegamos um táxi?

— Porque na fazenda tem algumas peças, meu pai adoraria conserta-lo — sorriu — E se eu posso dirigir um carro desse, por que gastar dinheiro com o táxi?

— Você é tão pão duro — soltou uma risada alta, daquelas que arrancavam sorrisos de Jaebum — Esse carro está se arrastando e você continua fazendo tudo mais difícil para ele! Que homem horrível!

— Não aja assim, eu vou dar um jeito nele quando chegarmos — fez carinho no painel — Você vai ver, Mark mal vai perceber que capotou com ele.

— Diga isso para os horríveis cortes que ele tem — rolou os olhos — Oh, estamos chegando.

— Quase me esqueço que você esteve aqui anteontem — o Im murmurou procurando um lugar para estacionar — Não mencione isso com os meus pais, não quero que eles pensem que eu entrei para a vida do crime tão cedo.

Tão cedo? — estreitou os olhos.

Jaebum sorriu animado.

— Sempre tive o sonho de roubar um banco e depois desfrutar de uma vida cheia de adrenalina.

— Vamos sair desse carro antes que o espirito corredor de Mark impregne em você — Youngjae sorriu levemente, o mais velho por outro lado gargalhou — Estou começando a ficar cada vez mais assustado quando te conheço melhor.

— Você se acostuma — o Im piscou e ambos saíram do carro juntos, ele fez questão de roubar a mão de Youngjae para si na pequena caminhada até a casa principal.

Youngjae não tinha tido tempo o suficiente para prestar atenção nos detalhes de todas as construções das terras Im por conta da correria e ansiedade, mas agora que olhava melhor com ajuda da luz do sol percebia que ele vinha de uma família provavelmente muito rica. A casa principal não era uma mansão, mas era grande em medidas e muito sofisticada. As grandes janelas de vidro iluminavam os cômodos, a decoração simples do interior podia ser vista do lado de fora. Ao fundo da casa, onde o campo começava a se estender, estavam as enormes plantações de uva. Havia um espaçamento bom entre cada planta e elas formavam enormes fileiras, ao fundo a fazenda onde tinham se escondido estava formosamente estendendo ao sol. Alguns animais estavam descansando perto da fazenda, Jackson reclamou por vários minutos o quanto tinha medo de cavalos e porcos. Jaebum já tinha explicado antes sobre eles, dizia que seu pai gostava de cuidar de animais menos comuns, ao contrário de sua mãe, que tinha dois gatos e um cachorro. Youngjae agradeceu por ter se lembrado de tomar remédio para controlar sua alergia a felinos ao entrar na casa e sentir uma gata pequena se esfregar em si, ela já estava acomodada entre os sapatos na entrada.

— Nora! — Jaebum largou sua mão quase que imediatamente, pegou a gata no colo e começou a beija-la — Eu estava morrendo de saudades, Nora! Você engordou, está tão pesada, tão bonita!

— Você é tão manhoso — Youngjae soltou um risinho fraco, suas mãos instintivamente foram aos fios negros de Jaebum, fazendo carinho ali.

— Não me trate como um gato também, Youngjae-ah — o moreno resmungou com um bico.

O Choi sorriu abertamente, um sentimento de alívio tomou seu peito.

— Você parece um.

Um pigarreio chamou a atenção dos dois garotos, um homem magro e alto esperava próximo a eles. A semelhança de Jaebum com seu pai era quase imperceptível, mas os olhos de ambos escondiam alguma coisa parecida. Fora imediata a ação do mais velho de chamar o filho para um abraço, e Jaebum correu a eles como uma criança faz ao ganhar um presente. Foi um contato cheio de carinho, cheio de sentimentos de saudade e um pouco de nostalgia, por um momento Youngjae sentiu inveja da boa relação deles, mas já lidava com esse incomodo a tanto tempo que já não se importava mais com isso, apenas sorriu feliz e cumprimentou o homem mais velho com uma reverência e um sorriso aberto. Se ele fosse tão simpático quanto a mãe de Jaebum não teriam problemas, mas o olhar severo deixou o Choi um pouco alarmado.

— Você arrumou um bonito dessa vez, ainda bem — o homem sorriu, Jaebum o olhou de cara feia — Aquele garoto daqui das proximidades que você gostava era feio filho, me desculpe te dizer.

— Eu tinha 14 anos.

— Ele tinha 15 e era feio — deu de ombros — Venha cá, Youngjae. Não é só de beleza que se faz as pessoas, certo? Vamos conversar, me chamo Im Seunghyun, mas você me chama só de senhor por ora, nada de pai ou coisas assim, certo?

— Claro, senhor — sorriu.

— Cadê a mamãe, pai? — Jaebum perguntou pegando Nora no colo novamente.

— Ela está se arrumando, disse que precisa estar apresentável pra Youngjae — rolou os olhos — Ela é louca, está praticamente igual.

Os três homens riram.

— Você nunca reclamou da minha aparência, bom saber que está começando a se rebelar — a voz doce da mulher soou longe, logo ela apareceu com os braços cruzados. Estava tão jovem quanto na primeira vez que o Choi a vira — Venha, Youngjae! Saia de perto desses dois ogros, você merece um tratamento melhor.

— Ela quer te cuidar como se cuida de um bebê — o pai do Im acrescentou sorrindo.

— E vai te mimar enquanto estivermos aqui como se você realmente fosse um — o filho acrescentou com uma pontada de ciúmes — Como se eu já não fizesse isso o suficiente.

Youngjae corou fraco com o comentário, Seunghyun bateu palmas.

— Fez bem em escolher alguém bonito dessa vez, Jaebum.

 

***

 

A manhã se seguiu calma na sala, os homens conversavam sobre assuntos aleatórios envolvendo profissões, curso e algumas vezes programas de TV. Sunghee tinha os deixado por um momento, queria se certificar que o almoço ficaria como ela tinha planejado. O outro felino da família Im tinha aparecido e ao contrário de Nora, que era muito receptiva e mimada, o gato de pelugens brancas chamado Odd era um pouco arisco e não dera muito bola para Youngjae e suas tentativas de se aproximar. Seunghyun explicou que ele era normalmente assim, e nem mesmo Jaebum conseguia doma-lo como desejava.

— Odd sempre foi muito fechado, graças a ele eu ganhei muitos machucados — o Im mais novo murmurou pegando o felino no colo — Mas ele melhorou muito, até me deixa fazer carinho.

— Acho que eu prefiro a Nora — Youngjae comentou entre um pequeno sorriso — Mas o Odd tem um espaço no meu coração apenas por não ter me machucado.

— Está vendo, Odd? O Youngjae é gentil — Jaebum sorriu — Pessoas assim são raras hoje em dia, dê uma chance a ele.

O miado em resposta saiu quase que impaciente, o Im o colocou no chão entre risos.

— Como vocês dois se aproximaram? Jaebum reflete a imagem de Odd na maior parte do tempo, as pessoas geralmente tem medo dele, é estranho vê-lo tão acomodado a alguém fora a gente — Seunghyun disse bebericando de uma xícara pequena de vinho — Eu realmente quero saber.

— Só aconteceu — Jaebum respondeu dando de ombros, sua atenção voltada a felina deitada entre ele e Youngjae — Nos tornamos colegas de quarto, e a partir daí ficou impossível não trocar palavras. Youngjae nunca me deu a sensação de sufoco, ele sempre pareceu bem tranquilo boa parte do tempo, e porque eu admirei ele de primeira por conta de sua organização e boas maneiras as coisas se tornaram fáceis. Fora que a aparência dele é estonteante e várias vezes eu pude fazer boas fotos por causa dele — sorriu.

O Choi resmungou envergonhado.

— Isso é bom de se ouvir — o homem sorriu — Eu ficava me preocupando por causa de Jaebum, Youngjae. Ele sempre foi tão fechado, as coisas foram difíceis, mas saber que ele encontrou alguém tão compreensível como você me deixa bem mais calmo. Espero que o namoro de vocês dure bastante.

— Nós não namoramos ainda, pai — Jaebum sorriu ao ver as bochechas de Youngjae, ele ficava adorável quando com vergonha — Eu não fiz o pedido.

— Eu casei com sua mãe aos vinte e cinco, o que você está esperando? — o homem resmungou.

Eu quero que seja especial — estreitou os olhos e cruzou os braços — Você é muito precoce! Eu ainda sou jovem, sabia? O senhor não pode sair ditando o tempo da minha vida!

Eu sou seu pai! — arregalou os olhos, fingindo choque.

Pre-co-ce! — sorriu vitorioso.

No final  ficou claro para Youngjae que Jaebum tinha puxado o gênio terrível de seu pai.

 

***

 

Depois do almoço o certo era que fossem descansar, mas Jaebum e Seunghyun estavam tão animados para arrumar o carro de Mark que logo partiram para leva-lo a fazenda, onde as ferramentas estavam. Youngjae preferiu ficar, fora não entender nada de carros queria poder deixa-los um tempo sozinhos, afinal eram pai e filho e provavelmente estavam com saudades um do outro. Ficou na companhia da doce Sunghee, que muito prestativa o trouxe uma xícara de chá para acalmar um pouco o estômago depois da deliciosa comida. Conversaram olhando para a plantação enorme de vinho, a paz do campo misturada ao quase inexistente cheiro do mar — que deixaram para trás a milhares de milhas, mas que estava impregnado nas roupas que usavam — acalmaram Youngjae naquele momento. Sentia-se em casa, mesmo que estivesse ali há apenas algumas poucas horas. O piso de madeira bem cuidado o trazia a sensação de estar novamente em Mokpo, sentado próximo a janela da sala enquanto ouvia sua mãe cantarolar na cozinha. Esse era um dos poucos momentos que se sentia completo. Mesmo que fossem tempos distantes, era sempre bom relembra-los.

— Você é um garoto muito tranquilo, Youngjae. — Sunghee sorriu — Acho que Jaebum encaixa bem com você.

— Fico feliz de ouvir isso — sorriu tímido — Confesso que ele tem um gênio forte, mas nada que conversa resolva. Nunca brigamos, mas dá pra sentir certas vezes que ele é mandão.

— Ah, ele é — riram — Mas não é a intenção dele ser dessa forma, acredite. Seunghyun era da mesma forma, mas sempre estava se preocupando comigo.

— Ele se preocupada bastante — assentiu olhando para sua xícara — Tenho medo disso às vezes.

A mais velha sorriu.

— Não tema o desconhecido, Youngjae. — segurou a mão do garoto, seu sorriso maternal o aqueceu por dentro. O moreno sentiu os olhos lacrimejarem por um momento, nunca fora realmente tratado bem por alguma mulher mais velha, uma mãe — Não é fácil conter o peso de seus problemas para si mesmo, quem dirá para as outras pessoas. Jaebum não é um menino fraco, ele gosta de você e sei que suportaria qualquer coisa para ficar ao seu lado. Não tenha medo de conta-lo nada, a preocupação dele irá servir de ajuda em momentos difíceis, acredite.

O Choi sorriu terno, algumas lágrimas escaparam.

— Me perdoe por estar chorando, estou sensível recentemente.

— Não se preocupe, cada pessoa tem seu jeito de levar as coisas — riu fraco — Gostou do chá?

— Sim, está muito bom — assentiu.

— Esses dois vão passar a tarde lá, se quiser se deitar eu posso mostrar o quarto de Jaebum pra você — levantou-se — Vou arrumar a cozinha, aquela bagunça está me deixando aflita daqui.

Youngjae riu, a ação fez Sunghee sorrir como Jaebum fazia.

— Eu vou te ajudar, também tenho TOC com essas coisas.

 

***

 

Descansado tranquilamente deitado na enorme cama de casal, Youngjae ressonava baixinho. Jaebum entrou no quarto a procura dele, mas se controlou quanto ao barulho assim que viu o mais novo dormindo como um anjo. Suas malas estavam no canto, ele provavelmente tinha as movido do andar de baixo e trazido pro quarto antes de dormir. O Im decidiu não acorda-lo por hora, era a primeira vez em dois dias que o via dormir sem nenhuma expressão amedrontada por conta dos pesadelos. Para tirar a sujeira do corpo rumou até o banheiro silenciosamente, tomando um bom banho antes de voltar para o quarto com a toalha presa a cintura e os fios negros jogados para trás. Mexeu em sua mala com o máximo cuidado que pode, pegou algumas roupas e fitou a movimentação de Youngjae na cama. Os olhinhos opacos se abriram, de repente cheios de vida, e o fitaram quase com desconfiança. Depois de um tempo sustentando ambos os olhares, Youngjae sorriu.

— Que bela vista — sorriu sonolento, espreguiçando o corpo pequeno ainda deitado.

— Me desculpe por acorda-lo — Jaebum riu.

— Não tem problema, meu alarme logo ia tocar — procurou o telefone entre os travesseiros e mexeu nele buscando desligar o alarme — Como ficou o carro?

— Melhor — ambos riram — Eu e meu pai conseguimos arrumar o amassado, mas o vidro precisa ser trocado por alguém especialista. Tiramos o grosso, em resumo. Ele disse que iria mandar para o concerto e depois levar até Mark.

— Muito gentil da parte do seu pai — Youngjae sorriu.

Jaebum assentiu enquanto se vestia, o Choi o observou em silêncio enquanto ele o fazia. Nunca se cansaria de olhar para Jaebum.

— Me desculpe por deixa-lo só essa tarde, não era minha intenção.

— Está tudo bem, desde que você esteja feliz eu não me importo — sorriu sentando-se na cama — Fora que sua mãe é uma ótima companhia.

— Claro que sim, ela é a minha mãe, eu tinha que puxar alguém — o mais novo rolou os olhos em reposta, Jaebum se aproximou dele sorrindo — Acredita que meu pai insistiu a tarde inteira que nós deveríamos nos casar logo?

— C-Casar? — arregalou os olhos.

— Que expressão é essa? — Jaebum estreitou o olhar — Você por acaso não aceitaria caso eu pedisse?

— N-Não é isso! — Youngjae corou — É só que você disse tão de repente, e eu só tenho 22 anos e—

Jaebum rompeu em gargalhadas, os fios molhados grudaram em sua testa no processo.

— Eu estou brincando, Jae-ah! — abraçou o mais novo, ele estava realmente assustado — Não quero apressar nada entre nós, não precisa ficar nervoso.

— Não fique brincando com isso — estapeou Jaebum — Eu quase morri do coração.

O Im o segurou pelos braços e sorriu observando a expressão birrenta de Youngjae, não resistindo em roubar um beijo dos lábios avermelhadinhos. Seu coração se acelerou naquele momento, era estranho estar tão feliz depois de tanto tempo sem saber realmente como seu estado de espirito se encontrava. Para Jaebum haviam dias melhores e piores, não bons e ruins, então naquele momento as coisas pareceram clarear para si.

— Eu amo você, sabia? — murmurou quando se separaram, os olhos de Youngjae estavam estranhamente cheios de vida.

— Sabia — sorriu calmo — Eu também te amo.

— Isso é bom, já estamos a meio caminho do casamento — outro tapa — Ai, Jae! Eu só estou brincando.

Você é um sem noção, Im Jaebum.

Sunghee e Seunghyun ouviram as risadas dos dois do andar de baixo, e sorrindo começaram a colocar a mesa do jantar.

 

***

 

Jaebum puxou Youngjae da mesa de jantar assim que os dois terminaram de comer, ele tinha algo importante a mostrar para o garoto.

— Você é louco, seus pais precisam de ajuda pra tirar a mesa! — o moreno resmungou.

— Eles deixam as coisas pra gente depois, eu preciso te mostrar isso urgentemente!

Youngjae não retrucou mais, estavam caminhando entre as plantações de uva a caminho de uma pequena casa na árvore que até então o Choi não sabia a existência. Ela ficava perto de um riacho, era uma construção minúscula feita apenas para Jaebum. Segundo o Im, que estava bem falante e animado, aquele era seu refugio quando as coisas começavam a ficar ruins demais em casa por conta de seu irmão. Seu pai o ajudara na construção, mas todo o resto fora feito especialmente pelas mãos cuidadosas de Jaebum. De longe quase não conseguiam vê-la, mas a medida que se aproximavam Youngjae conseguiu visualizar a escada que levava para cima e algumas escrituras feitas de modo grosso na árvore. Continha o nome de Jaebum, sua idade na época, 12 jovens anos, e alguns rabiscos que o Choi jurou ser Nora. Subiram com cuidado, estava escuro e a única luz até o momento vinha do celular de ambos. Jaebum o deixou ir na frente, mas apenas com a promessa que Youngjae precisava fechar os olhos assim que estivesse seguro lá em cima, e assim ele o fez.

— Onde eu deixei o interruptor mesmo? — o Choi conseguia ouvir Jaebum resmungar — Ah, aqui.

— Você é bem organizado — riu.

— Shh! Só fique quietinho aí.

Alguma movimentação foi ouvida, Youngjae sentia o coração bater mais forte por nenhum motivo aparente. Depois de alguns minutos ouvindo Jaebum andar de lá e para cá as coisas finalmente se acalmaram, o outro o guiou cuidadosamente para se sentar entre algumas almofadas e um tapete peludo bem macio. Youngjae estava sendo forte em manter os olhos fechados, sua tentação para espiar era muito grande, mas sua devoção a Jaebum era aparentemente maior. O sentiu ao seu lado, e segundos depois foi permitido que abrisse os olhos. O primeiro instinto de Youngjae foi reagir ao ambiente pequeno, mas confortável, que era o interior da casa na árvore. Havia coisas coloridas para todo o lado, desenhos e anotações na madeira, ela trazia uma sensação de volta no passado. Uma pequena lâmpada amarelada deixava o ambiente de alguma forma ainda mais nostálgico, porém o crescido Jaebum ao seu lado o relembrava que o dono do pequeno espaço não era mais uma criança. Em uma parede limpa havia uma lona branca improvisada, apontada para ela estava um transmissor portátil. Havia uma foto sua logo na capa, estava perto do lago que havia visitando na trilha meses atrás.

— Eu preparei um vídeo — Jaebum sorriu — Uma exposição de arte, se quer que eu seja mais refinado.

— Pra que isso? — Youngjae riu o vendo pegar um pequeno controle.

— Só porque eu acho que a gente merece te admirar mais um pouquinho — sorriu ajeitando-se ao lado do Choi — Vem cá, me abraça.

— Se você insiste — sorriu se deixando levar pelos braços quentes.

Jaebum apertou o botão que permitia o vídeo continuar, várias imagens de Youngjae começaram a passar enquanto a música favorita dos dois tocava de fundo. O Choi não tinha consciência que havia sido fotografado tantas vezes, mas conforme as imagens iam passando ele tomava conhecimento do carinho por Jaebum pela sua imagem. Todos os ângulos, iluminação e situações foram calculadas como se Youngjae fosse apenas um modelo contratado pronto para fazer aquele trabalho, mas na verdade ele era apenas uma pessoa comum fazendo coisas comuns. Era simples, puro, ingênuo, um trabalho feito com cuidado e ternura. Youngjae sabia que era apenas uma junção de fotos suas, sabia que não deveria ficar se admirando silenciosamente, mas aquilo estava tão gostoso. O Choi conseguia entender o que significava a partir da visão de Jaebum, do ponto de vista dele, era como se as lentes que o captassem fossem os olhos felinos do mais velho o observando, ele se sentia amado naquele momento.

— Esse foi o dia que nos beijamos pela primeira vez — Jaebum apontou para a foto — Mark tirou enquanto eu dormia ao seu lado.

— Ficou muito linda, amor.

Jaebum sorriu feliz ao ouvir o apelido dado por Youngjae, afundou seu nariz nos fios negros cheirando a shampoo e continuou narrando quando as fotos foram tiradas.

— Essa foi depois que nós começamos a nos relacionar mais intimamente — Youngjae sorriu — Você fica lindo dormindo.

— Eu estou de boca aberta, provavelmente roncava — ambos riram — Como isso pode ser bonito?

— Você é lindo de qualquer jeito — abraçou mais forte Youngjae, ainda rindo.

Ambos ficaram um bom tempo daquele jeito, conversando tranquilamente, olhando fotos e rindo. Era um momento deles, e por mais que não fosse nada luxuoso ou inovador era tranquilo e especial. Youngjae se sentia bem, Jaebum se sentia bem, isso era o suficiente. Tomaram vinho direto do vinhedo da família Im, o Choi o ouviu explicar como a bebida era feita enquanto observava seu sorriso e ouvia a música de fundo. Entraram em uma conversa mais profunda, perguntaram um ao outro sobre inseguranças e também sobre sonhos. Jaebum contou que queria ter uma família grande, adotar duas crianças e ter vários animais, viver a beira do mar ou se possível o total contrário, bem no centro da cidade. Ele era alguém extremista, Youngjae sabia que sim, então não achou estranho ele desejar opostos como vida, sabia que o Im gostaria de qualquer caminho que seguisse. O Choi falou sobre trabalhar com pessoas conhecidas, em revistas, sobre ser fotografo profissional em alguma empresa, Jaebum compartilhou seu sonho de ser fotografo particular.

— Posso te fazer uma última pergunta? — Jaebum sorriu.

— Claro — Youngjae deixou a taça de vinho de lado e se sentou entre as pernas abertas do mais velho, tracejou os fios caindo sobre os olhos dele.

— Você realmente me ama com todas as certezas desse mundo?

Youngjae sorriu terno, assentindo tranquilamente.

— Eu tenho certeza que te amo, pode ficar tranquilo quanto a isso.

Jaebum sorriu um pouco envergonhado, sua mão serviu de apoio para o rosto naquele momento, ele observava Youngjae. Seus olhos também sorriam, ele parecia um pouco bêbado, mas era clara a sua consciência.

— Isso me deixa feliz — aproximou-se do mais novo — Muito feliz.

— Eu vou fazer qualquer coisa pra te manter feliz sempre — Youngjae murmurou manhoso, seu sorriso encantava Jaebum.

— Você pode começar agora, então — retirou de trás das almofadas uma pequena caixinha — Que tal, hm?

Youngjae estreitou os olhos e tomou a caixinha das mãos de Jaebum, seu coração estava acelerado. Ao abrir o pequeno objeto um anel prata brilhou em seus olhos, ele não sabia o que dizer ou expressar, só ficou olhando por uns bons minutos para o anel e sorrindo terno. Jaebum ficou nervoso por um momento, nunca tinha visto Youngjae tão quieto em um tempo.

— Sabe o que tem de mais especial nisso tudo, Jaebum hyung? — perguntou de repente, o anel encaixou em seu dedo perfeitamente — É porque mesmo que eu soubesse que ia acontecer, ainda sim me deixou nervoso e ansioso, e vai ser assim toda vez que alguma coisa acontecer de bom conosco. Você me deixa assim, é uma reação normal minha. Eu acho que nunca me senti tão amado antes, e é tudo graças a você. Obrigado pelas fotos, por me apresentar os pais incríveis que você tem, a casa aconchegante, os animais um pouco ariscos — ambos riram levemente — Obrigado por me dar força para enfrentar problemas que tinham se tornado uma parte minha, graças a sua ajuda eu pude me sentir vivo novamente. Eu olhei no espelho antes de jantar e... Eu não me reconheci, sabe? E isso é tão bom, eu sempre vi o mesmo menino sem esperanças por anos, mas hoje eu vi alguém diferente, alguém que eu quero conhecer com você.

Jaebum sorriu o envolvendo em seus braços, parecia certo estar ali.

— Eu vou começar a te fazer feliz agora, então — mostrou o anel — Prometo não decepcionar. Quero te ajudar a realizar todos os seus desejos, mesmo sobre os filhos, ainda que seja cedo.

— Não se preocupe com isso ainda, nós temos Odd e Nora — riram — Obrigado, Youngjae-ah, de verdade. Você é alguém muito forte.

Youngjae sorriu, assentindo.

— No final de tudo, nós dois somos fortes, hm? — murmurou se aproximando, os lábios de Jaebum continuavam viciantes como sempre, e Youngjae continuava absorto neles e na figura estonteante que era o seu, agora, namorado. 

 


Notas Finais


antes que alguem venha perguntar da kunta ele vai aparecer só no epilogo e voces vao ver como
eu não sei como começar um texto sobre a fanfic, não sei explicar pra vocês o que é absorto em você pra mim
no começo era mais um desabafo, algo que saía de dentro de mim e simplesmente ia se montando conforme o tempo passava, depois se tornou uma insegurança, um pequeno incomodo, eu não sabia se deveria continuar com a fanfic ou apaga-la, tratar de sentimentos humanos, falar de depressão e afins, são coisas que me deixam ansiosas, afinal isso não é algo que se deva romantizar — apesar de eu defender que devemos encontrar um lado bonito nas coisas tristes.
eu não sei se agradei alguém com esse final, mas eu me agradei, e acho que por ora isso é suficiente
obrigada por todo apoio, comentários, mensagens no twitter e aqui, obrigada simplesmente pelo carinho, vocês fizeram uma pessoa muito feliz
prometo ler os comentários amanhã, responde-los agora com o meu sono seria falta de compaixão
vejo vocês no epílogo, e mais tarde nos capítulos extras do nosso 3some, markgyeom e doisjae (pretendo fazer dos três couples, prometo tentar).
xoxo
amo vocês


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