História Abstinence - Capítulo 18


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Barbara Palvin, Justin Bieber, Possessive
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Palavras 2.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


I'M BACK BITCHEEEEEES! Estou aqui, mais uma vez e espero que gostem desse capítulo. Ele é muito amorzinho! CHEGAMOS A MAIS DE 100 FUCKING FAVORITOS, I'M SCARED SO BAD! Boa leitura e eu amo vocês! Viram a capa nova da Fanfic? Ela tá linda!!

Capítulo 18 - My world


Fanfic / Fanfiction Abstinence - Capítulo 18 - My world

Detroit, Michigan.

 ​POINT OF VIEW JULIETA SMITH

Uma semana depois do ocorrido, eu evitava sair para festas e ter outro encontro com Justin. Ele estava seguindo sua vida e eu deveria seguir a minha. Era difícil com Blair sempre na casa de Christian, algumas vezes eu a acompanhava, mas sem antes confirmar a ausência de Justin. Minha mãe não tocava no assunto, mas Pattie parecia convicta de que iria descobrir e consertar tudo. Talvez ela pensasse que eu fosse à salvação de Bieber.

— Ainda pensando nele? – Desvio do olhar de Luke.

— É difícil não pensar.

— O amor é complicado, garota.

Encaro suas íris azuis, confusa com a sua frase. Luke é uma ótima pessoa, por incrível que pareça. Ficamos mais próximos desde então, ele nunca tentou nada comigo, pois segundo o mesmo, me via como sua segunda irmã caçula e eu apreciava isso. Sempre que podíamos, ele me levava para algum lugar, à última vez fomos conhecer sua mãe em Nova York e eu pude ver da onde saiu os olhos verdes dele. Laura era uma mulher linda e durona, no começo tive receio dela, mas depois se mostrou ser a mãe mais coruja que eu já vi. Sua irmã, Lauren, tinha a mesma idade que eu e estava indo morar com Luke, o que acabou nos aproximando. Todos eles com os mesmos olhos, Lauren parecia uma versão feminina de Luke e eu me sentia intimidade por ela toda vez que a morena me colocava na parede para saber respostas da minha tristeza. No fim, ela conseguiu.

— O amor é uma droga. – Lauren sentou-se ao meu lado.

— Desde quando você sabe sobre o amor? – Ele perguntou, desconfiado.

— Eu não sei, mas pelo caso de vocês, é uma droga.

— Como assim vocês? – Mexi no canudo do meu MilkShake.

Lauren soltou uma risada fraca.

— Luke tem um amor de adolescência que ainda não superou.

Fitei Luke, a espera de uma resposta e ele abriu um sorriso bobo, desviando o olhar.

— Tínhamos 17 anos quando nos conhecemos, eu já havia parado de estudar e via sempre ela saindo da escola. Muitas vezes eu dava carona para ela, por que queria ficar mais perto. Só que eu estava entrando nesse mundo e o sonho dela era fazer medicina. Não tínhamos como dar certo e eu simplesmente apenas a admirava de longe. Não me perdoaria estragar seu brilhante futuro por causa de um caso perdido como eu. – Ele deu de ombros. — Passou dois anos e eu soube que ela entrou na faculdade, de medicina, como queria. Eu estava ganhando força no tráfico e nunca mais tive notícias dela. Até alguns meses depois, quando descobri que ela engravidou de um cara que não quis assumir, os pais a expulsaram de casa e ela...

— O que ela fez?

— Se envolveu com drogas, para pagar as dividas, entrou na prostituição.

Arregalei os olhos, incrédula.

— Ela perdeu o bebê, mas nunca parou. Eu tentei ajuda-la, mesmo ela estando no território do seu amado Bieber.

— Quem é ela? Eu conheço?

— Heather.

— Heather? – Não podia ser.

Ele assentiu.

— Ela se apaixonou por um amigo dele, mesmo assim insisti em ajudá-la e paguei todos os seus tratamentos na reabilitação. Heather me agradeceu depois disso, porém, voltou para lá.

— E você já disse como se sentia para ela?

— Nunca tive coragem. Achei que não fosse o suficiente para ela. Bieber e eu entramos em guerra, não posso invadir seu território e ela está lá.

— Porra! – Foi à única coisa que eu conseguia dizer. A história era intensa, fitei Luke vendo que ele parecia perdido no seu passado encarando o presente. — Eu vou te ajudar!

Ele soltou uma risada.

— Ah, claro! – Ironizou. — E como vai fazer isso?

— Não sei, mas eu vou te ajudar.

— EU TIVE UMA IDEIA! – Lauren gritou subitamente. — EU SEI COMO AJUDAR!

— Eu estou perdido com vocês duas.

— Terá um Racha sábado, ela sempre acompanha o baby boy dela nos Rachas. Ryan é o competidor da vez, podemos ir e Julieta tenta trazer Heather até você.

— Isso não é uma boa ideia. – Luke me fitou. — Julieta não se sente bem nesses lugares e é provável que Justin vá.

Engoli á seco.

— Tudo bem, acho que posso fazer isso.

— Certeza? – Assinto. — Absoluta certeza?

— Uma hora ou outra terei que encara-lo. Não posso ficar me escondendo. Tenho que seguir em frente e supera-lo, já que ele conseguiu fazer isso.

— Ok, vamos fazer algo diferente. – Murmurou Lauren depois de algum tempo. — Tenho um painel de fotos para completar e precisamos tirar fotos.

Terminamos de tomar o MilkShake e conseguimos achar uma cabine fotográfica, foi algo estranho, ao mesmo tempo divertido. Já que em algumas fotos eu acabei caindo dentro da cabine, o que gerou risos. Depois de tirar as fotos, decidimos ir até um parque de diversões. O que era para eu voltar ás 20h resultou em 22h.

— Até sábado! – Falei encostada na janela do carro.

Eles acenaram, assim que me afastei e Luke deu partida. Fitei rapidamente a casa de Justin, vendo que estava uma movimentação. Antes de eu me virar, vi sua figura na janela de lado e rindo de algo. Ele estava indo bem sem mim.

Entrei em casa, me deparando com Pattie chorando sentada no meu sofá. Caminhei em passos receosos até ela, sentando ao seu lado.

— Está tudo bem? Pattie, o que houve? Alguém te machucou?

— Justin, ele... Ele está tão diferente, Julieta.

— Eu...

Interrompe-me.

— Meu filho estava tão bem quando tinha você, o que aconteceu? Agora todos os dias é festa, não dorme, está se drogando. Ele tinha parado com isso. Liguei para sua mãe e ela me deixou ficar aqui, tudo bem para você?

— Ahn, claro, claro. – Senti meu coração se apertar ao ver seu estado. Eu não era mãe, mas não devia estar sendo fácil ver seu filho se destruir. — Amanhã é aniversário de Justin, certo?

— Sim. Meu menino vai fazer 25 anos. – Abriu um sorriso entre lágrimas.

— Por que não faz algo para ele amanhã?

— Ele terá um roubo hoje à noite.

— O que? – Meu peito se apertou como se tivesse sido mastigado. — Hoje?

— Sim, eu odeio esses dias. Não consigo dormir sabendo que Justin pode nunca voltar.

E eu a entendia agora. Não consegui dizer mais nada. Fiquei com Pattie até ela se acalmar depois de eu lhe dar um copo d'água e minha mãe chegou para fazê-la companhia. Preparei um quarto para a mãe de Justin. Depois de jantarmos, eu a vi ligar para o seu filho e ir deitar. Eu não consegui dormir. Não sabendo que ele estava lá fora correndo algum perigo.

As luzes estavam desligadas, em plena quinta-feira, amanhã eu teria aula e uma prova de matemática. No entanto, fiquei sentada em frente a janela esperando ele chegar. E acho que só conseguiria dormir ao ver que estava bem, e vivo.

— Você realmente gosta dele, não é? – Me virei para trás, vendo Pattie me observar no último degrau da escada.

— Eu amo o seu filho.

Não me senti envergonhada de declarar isso, Pattie abriu um sorriso triste.

— Nessas horas eu apenas posso orar por ele. – Vi algo em suas mãos. — Quer fazer isso comigo?

— Eu não sei muito sobre isso...

— Oh, querida! – Riu. — Deus vai te entender.

Dei de ombros, ainda receosa. Sentei-me ao seu lado no sofá e observei Pattie unir suas mãos, fechar seus olhos e suplicar para Deus. Eu não era uma garota de orações, no entanto, foi à única coisa que pode acalmar meu coração.

Meia noite e meia, Justin ainda não tinha voltado.

Duas e quarenta e cinco, Pattie e eu tomamos um chocolate quente. Eu a convenci de fazer uma festa para Justin e chamar sua família. Acho que ele gostaria dos pais juntos novamente.

Três e vinte da manhã, meu coração se apertava de medo.

Quatro e cinquenta, Pattie andava de um lado para o outro, preocupada e eu só sabia encarar a casa do outro lado da rua.

Cinco e dez da manhã, eu ouvi o som dos carros em frente à casa e meu coração só voltou a bater quando viu Justin descer de um deles, comemorando com os amigos.

E a primeira coisa que fiz, foi sorrir sem ele saber. E abraçar sua mãe.

[...]

Dormi por apenas duas horas, antes de acordar correndo para ir a escola.

Coloquei um jeans claro, uma camiseta que havia ganhado de Dylan no show da Rihanna há um ano e meu all star. Não daria tempo de comer, por isso apenas cumprimentei Pattie e dei um abraço em minha mãe, antes de pegar uma maça e sair correndo.

— Precisa de carona? – Soltei uma risada ao ver Luke em seu carro, em frente a minha casa.

— Você sempre salvando a minha vida.

— Seu cabelo está horrível. – Me fitou antes de dar partida.

— Muito obrigada.

Dentro da minha mochila, peguei minha nécessaire, arrumando meus cabelos. Vi que meus olhos estavam fundos, mas não liguei.

— Precisa que eu venha te buscar?

— Não precisa, tenho que abrir a livraria depois...

— Vou mandar Devan ir te buscar. – Ignorou o que eu disse.

— Quem?

— Meu segurança.

— Por que eu precisaria de segurança?

— Você namorou o Bieber e agora está andando comigo, sabe o quanto de pessoas nos odeiam?

Revirei os olhos pelo seu exagero, mas concordei.

Eu consegui ir bem à prova de matemática, depois de muito repetir que não iria dormir.  As pessoas pareciam cada vez mais falar de mim, entre os corredores não disfarçavam os cochichos nem os olhares debochados.

— Joe publicou uma matéria sobre você.

— Novidade. – Revirei os olhos.

— Ele está te chamando de garota aprova de balas.

— Por quê? – Ela olha em seu celular e começa a ler.

— "Todos sabemos quem é a garota aprova de balas, Julieta Smith. Baby para os íntimos, Jay ou Julie para os amigos. Conquistou o coração do Bad Boy de Detroit, Bieber. E agora, do perigoso Luke. A ex Mrs. Bieber agora tem um novo alvo e todos já sabemos quem é. Só não sabemos até quando isso vai durar. Talvez uma das melhores alunas, A+, não seja tão boa assim. Afinal, como dizem todos; As santinhas são as piores" – Terminou de ler.

— Eu não acredito nisso. Como ele pode dizer isso de mim? Eu... Argh! – Apertei os olhos com força.

— Fica calma, não ligue para isso. Joe quer chamar a atenção.

— E conseguiu. – Bufei.

Sai da escola e lá estava Devan, me esperando em sua SUV preta.

— Qual é o destino, Srta. Smith?

— Quanta formalidade, me chame apenas de Julieta. – Ele assentiu e abriu a porta do carro para mim. — Me deixe na Livraria Rosie.

— Vai comprar algum livro?

— Não, eu trabalho lá.

Iniciámos um assunto, Devan era segurança e motorista, nas horas vagas. Eu me sentia culpada de ele estar tendo que me levar para todos os lugares, mas o mesmo disse não se importar e conseguimos ter uma relação agradável. Devan me deixou em frente a Livraria e esperou eu entrar, depois partiu. A movimentação havia sido grande hoje, talvez uma das maiores desde que comecei a trabalhar, por causa do Cidade dos Etéreos e Harry Poter e a Criança Amaldiçoada.

— Eu que agradeço. E volte sempre! – Sorri para a menina, de mais ou menos 14 anos.

Ás 14h eu sai para almoçar algo e busquei o bolo que Pattie encomendou, além de alguns salgados. Devan me levou e estacionou em frente a casa de Justin, o mesmo me ajudou a levar para dentro e certifiquei que Bieber não estivesse.

— Obrigada mesmo, querida. Vai ficar?

— Não, mas irei te ajudar a preparar tudo.

— Por quê? Fique conosco! Jaxon está louco para te ver, chegam daqui á pouco.

— Tenho que voltar para a Livraria daqui há pouco. – Ergui as mangas da minha camiseta. -- Ajudarei Morgan com algumas coisas da cozinha, eu comprei um presente para Justin, mas não sei se ele gostará.

— E o que é?

Abriu um sorriso.

— É uma coisa simples. – Dei de ombros e seu sorriso se alargou. — Pode entregar para ele?

— Poderia entregar você mesma.

Balancei a cabeça, reprimindo um sorriso. Eu preparei o molho e o frango assado, ajudei Morgan a descascar as batatas e fazer a salada.

— Obrigada mesmo, menina. Achei alguém com o molho melhor que o meu.

Dei um beijo estalado em sua bochecha.

— Um pequeno toque de amor.

Demos risada, antes de lavar as mãos e subir para por o presente no quarto de Justin. Estava bagunçado e algumas garrafas de bebida espalhadas pelo chão. Deixei o embrulho pequeno sobre a cabeceira da cama e entre os lençóis. Respirei fundo e sai do quarto, me sentindo sufocada no mesmo.

Fechei meus olhos, sentindo meu coração apertar dentro do peito. Eu me sentia estúpida, fraca, vulnerável.

— O que você está fazendo aqui? – Meu coração gelou.

Abri meus olhos, encarando Justin á poucos centímetros de mim. Seus olhos estavam fundos e ele tinha um pequeno corte em sua sobrancelha. Usava uma regata cinza e uma calça jeans clara, além se tênis branco.

— Eu... Ér... Eu – Apontei para o seu quarto. Eu não podia falar do presente. — Sua mãe me pediu para procurar algo.

— O que?

— Acho que um anel dela, disse que deixou em seu quarto hoje de manhã.

— E o que faz na minha casa?

— Vim ver sua mãe, ontem ela não estava bem e ficou lá em casa. Pedi para usar o banheiro e ela aproveitou para eu pedir isso. – Me impressionei de achar uma mentira tão rápida. — Ér... Vou indo, até mais.

Passei por Justin e desci correndo as escadas, senti seus passos atrás de mim e me assustei ao ver sua família reunida na sala e gritaram:

— FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

Sai da frente de Justin que parecia perplexo, boquiaberto e surpreso. Batiam palma, com sorrisos grandes e animados. Fiz o mesmo, ficando afastada de todos.

Bieber sorriu depois de um tempo e eu falei com Jeremy, Jaxon e Jazmyn. Todos foram comer depois e eu estava mais do que atrasada para voltar ao serviço. Sorri junto ao ver sua felicidade, Justin parecia querer chorar, mas segurou até o final. Abraçou fortemente seus irmãos e seu pai, recebeu um beijo singelo de Chelsey e Allie, além de fazer um toque engraçado com os seus amigos.

— Bom, hm... – Entrei na sala.

— Julieta, se junte a nós querida! – Pattie disse, animada.

— Preciso voltar ao serviço.

— Oh!

— Justin, foi Julieta que deu a ideia de fazer essa surpresa. Até ligou para o seu pai.

Abri um sorriso envergonhada com o seu olhar sobre mim.

— Surpresa! – Ele ficou de pé. — Feliz aniversário, Bieber.

Fico na ponta dos pés, abraçando seu pescoço e escondendo meu rosto no mesmo. Aspirei seu perfume masculino e ele tencionou, mas pude o ver arrepiar-se. Justin demorou alguns segundos, até me apertar contra o seu corpo. Eu sentia falta disso.

— Aproveite seu dia, baby. – Sussurrei em seu ouvido.

Os braços de Bieber apertaram minha cintura, meu coração batia forte e então fraquejou assim que tive que separar. Despedi-me de todos, sem antes olhar para o meu garotão que continuava me encarando.

Tive que tomar diversas vezes fôlego para acalmar meu pobre coração.

Seu cheiro ainda estava prendido em mim, aquilo era uma tortura. Eu podia sentir seu toque, o calor do seu corpo e desejei parar no tempo. Quebrei o abraço, sentindo como se tivesse deixado um mundo para trás. O meu mundo.


Notas Finais


Justin é um idiota, sim. Julieta é ainda mais e por isso os amamos. Continuo ou paro?

Com amor, Nikolle.


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