História Abstinência - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Exibições 310
Palavras 1.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E ai pessoal? Mais um capítulo. Confesso que apesar de ter escrito alguns poucos hentais não tenho experiencia com coisas picantes, então essa é uma tentativa minha de história diferente. E essas situações serão muito recorrentes, mas claro sem exageros pra não estragar a história e tudo fluir direitinho.

Capítulo 2 - Como nos sonhos.


A pele desnuda macia dela parecia reluzir com o brilho da lua que atravessava a janela do quarto. Ele deslizava os dedos lentamente por entre as curvas, tocando-a enquanto sentia um cheiro doce subir por sua nuca. Sasuke não sabia que tipo de perfume ela usava, mas sem dúvidas era incrivelmente irresistível. Sakura soltou um pequeno gemido de prazer quando ele tocou os seios com a língua, deslizando em movimentos circulares e pressionando levemente os mamilos. Aquilo era....

 

Um som alto ecoou pelo quarto, provavelmente algum maldito gato ou animal inconveniente outra vez derrubará algo do lado de fora. Os batimentos cardíacos do ex-vingador eram tão intensos que ele sentia como se estivesse diante de um colapso. Sasuke levou a mão até o cobertor e o removeu de cima do corpo cautelosamente percebendo que um volume  de algo ali estava elevado.

 

“De novo não”

 

Ele se levantou  e caminhou, preocupado consigo mesmo, até o banheiro. Abriu o chuveiro e deixou a água gelada cair enquanto removia as peças de roupa. Ao retirar a cueca notou que ela estava molhada com um líquido viscoso. Já não era vergonhoso o suficiente estar tendo sonhos eróticos com Sakura - o que deveria ser perfeitamente normal na condição de namorado-, tinha que constatar que de algum modo... Tinha chegado lá!

"Não acredito nisso". .

Só de lembrar das cenas indecentes no próprio sonho ele já ficava terrivelmente em pânico. A vontade de colocá-las em pratica e a recriminatória de atos tão impuros brigavam entre si no subconsciente do ex-vingador. 

 

Quando os pais morreram Sasuke era muito pequeno para sequer cogitar saber sobre esses assuntos, Itachi por motivos óbvios não era viável embora ele se perguntasse o que o irmão faria na maravilhosa época da puberdade -, e no caso dele, Uchiha Sasuke, essa época já estava bastante atrasada. Pelo menos poderia comemorar que não era impotente, como Naruto e Sai tinham suposto em muitas dessas reuniões de machos a qual ele não queria participar.

Isso era um problema.

E enquanto a água caia, e ele passava o sabão pelo corpo, ignorando e tentando acalmar o Uchiha Jr, chegou a conclusão que era definitivamente necessário falar com alguém que entendesse do assunto. Antes que ele cometesse alguma loucura ou no mínimo… Algo tentador.

Era muito tentador!

 

[...]


 

Sakura por outro lado imaginava que tipo de preocupações tomavam a cabeça de Sasuke, e ela, por mais inteligente e esperta que fosse não fazia ideia do que tinha repentinamente transformado-o em um fugitivo. É claro que ela tinha notado! Não passará tanto tempo esperando por ele, para agora ele despistá-la pelas esquinas e dar desculpas bobas sobre estar supostamente ocupado. Infelizmente Sasuke era uma pessoa que não sabia mentir muito bem, nem com aquele papo de “cortar os laços” durante anos foi convincente, imagina então a desculpa de que teria que comprar “tomates”, mas sem ela porque era uma coisa super pessoal. Para chegar a esse ponto ele devia estar muito desesperado por alguma coisa.

 

A rosada deu um longo suspiro e encarou o recipiente com chá. No prato tinha uma fatia de bolo intocada, enquanto a outra pessoa já estava na segunda rodada. — Olha Sakura. Não seja paranoica. - Disse Ino levando o hashi a boca com o pedaço do doce. — Talvez ele não tenha se adaptado ainda a essa rotina toda de conviver em sociedade depois de tanto tempo sozinho.

— Ino. Ele literalmente correu quando me viu! - Ela não queria pensar naquele tipo de coisa, mas não poderia descartar a ideia de que talvez Sasuke desistirá da proposta e que apenas não tinha encontrado a maneira certa de dizer. — Sasuke-kun anda muito estranho e eu tenho a impressão de que ele está me evitando. Talvez ele tenha se arrependido de...

— Ninguém desiste assim da noite para o dia. - Retrucou a loira pensativa. — E mesmo se ele não tivesse interesse, nada que umas calcinhas novas ou um pouco de Persuasão não resolvam.

— Ino! - Sakura bateu as mãos sob a mesa completamente envergonhada. Era óbvio que por vários momentos ela se pegou pensamento em Sasuke, no corpo estrutural e definido dele, nos lábios macios que tivera a grande sorte de provar por inúmeras vezes. Ainda assim tocar naquele assunto não era exatamente um trabalho fácil. — Nós ainda não….

— Oh. Desculpe. - A amiga sorriu maliciosa. Sabia que Sakura não era lá a pessoa mais pura do mundo, mas por um momento iria respeitar a vontade dela. — Mesmo esse não sendo o caso nada te impede de tirar uma casquinha, né?

 

Ino pegou um morango que estava acima do bolo e deu um sorriso suspeito. Sakura entendeu a mensagem, e como entendia. Ela pensava nas várias possibilidades do que poderia fazer com a bendita fruta e Sasuke. Tudo no mesmo pacote. Uma deliciosa sobremesa. E era um fato irrefutável que quando se tratava de assuntos ousados, Ino tinha PHD em dar conselhos, muito embora a rosada duvidasse se teria coragem para segui-los. Porém, como diz o famoso ditado "no amor e na guerra vale tudo". 

 

[...]

 

O Uchiha já estava ficando impaciente com a demora do sensei, atual Hokage, em retornar para sala de reuniões, único local onde era possível encontrá-lo com tantos afazeres e burocracia para resolver. Kakashi retornará com uma pilha de papéis nas mãos e percebeu o ex-aluno entrar afoito no escritório. Inicialmente Sasuke fizera aquele olhar indiferente como se aquela visita não fosse imprescindível, e por um determinado momento estava sendo convincente.

 

— Oh. Algum problema com alguma missão, Sasuke? - Kakashi perguntou com a voz calma e pacata de sempre, sem tirar os olhos de alguns documentos. Na verdade ele tinha imprimido algumas cópias de seu livro favorito, e os lia quando Shizune não estava por perto. Era a melhor forma de despistá-la fugindo do trabalho por alguns minutos. E isso era terrivelmente óbvio, ninguém lia um documento tão burocrático com tamanha voracidade.

 

— Não é  nada com isso. - Concluiu. — Estou com problemas.

— Que tipo de problemas? - O Hokage arqueou uma sobrancelha confuso. Se ex-aluno não fosse específico, ele não iria adivinhar.

— Sakura.

— Sakura? - Fez menção para que ele prosseguisse, mas a conversa se estagnou ali.

 

Não era nenhuma novidade que Sasuke seria a última pessoa em Konoha, talvez na face da terra, que soubesse conduzir um relacionamento, embora todos também duvidassem das capacidades de Naruto e no entanto o loiro estivesse desfrutando de ótimos frutos do matrimônio. Sasuke definitivamente não aceitaria que Naruto fosse melhor que ele, não nisso, uma vez que ele nunca fora uma toupeira para relacionamentos. Pois durante todos os anos que se passaram se manteve bastante atento aos sentimentos de Sakura. Ainda assim...

— É verdade que Sakura não resistiu ao Oiroke no Jutsu? - As palavras de forma relutante saíram arrastadas e ele quase se arrependia de tê-las dito. Embora tivesse a plena certeza de que Kakashi sabia algo a respeito, era quase provável que não dissesse nada.

— Pergunte a ela! 

“Ah, claro. É muito fácil perguntar!” - Pensou furioso.

O Uchiha completamente frustrado preparou-se para sair para sair da sala, onde jamais deveria ter pisado. Aquilo tinha sido um erro. Afinal o que tinha na cabeça? O que um solteirão como Kakashi saberia sobre mulheres? Era Ridículo!

— Sasuke. Se não quiser se abrir com outras pessoas, pode recorrer aos livros. Sabe? Na biblioteca tem vários. E você já é maior de idade.

“Maior de idade?”

Quem ele pensava que era com esse pensamento cretino? Não era como se ele fosse um maldito pervertido, atrás de aventuras e leituras impróprias. Era tudo mera curiosidade, ou quem ele estava tentando enganar? Era mais do que isso. Bem mais. Sasuke saiu de lá em passos largos, atravessando as ruelas de terra e cruzando quase toda Konoha perdido em pensamentos. Ponderando sobre o que deveria fazer. 

As horas passaram-se rapidamente. E logo ele estava diante do enorme prédio, às cinco da tarde. Hesitava decidindo se entraria, ou se daria meia volta correndo para casa. Imperdoável. Sasuke deveria ser corajoso. Para quem enfrentou uma guerra ninja, e passou por poucas e boas, e, além disso, teve a audácia e ousadia de invadir uma reunião de kages - para assinar um deles diga-se de passagem-, uma biblioteca deveria ser fichinha.

 

“Não acredito que vou fazer isso.”

 

O ambiente no interior do prédio era tranquilo e bem organizado. Sentada a frente de uma mesa estava uma senhora, com enormes óculos fundos de garrafa e cabelos grisalhos. Ela observou aquele rapaz, alto, moreno e robusto. Sorriu simpática. — Senhor?

— Uchiha Sasuke.

— Sim. Pode entrar. - Respondeu anotando algo em seus registros, num pequeno livreto sobre a mesa. 

 

Sasuke foi em direção às prateleiras, teria agora a árdua missão de procurar os malditos livros, porque nunca, sob hipótese alguma, ou tortura perguntaria a aquela doce velhinha onde se situava a sessão de literatura e contos eróticos. Lugar que obviamente era bem restrito a adultos. E ele sabia muito bem do que os adultos gostavam, afinal não era atoa que existiam três proibições ninjas. E como ele queria, literalmente, quebrar uma delas.

 

“Não posso pensar nisso”.

 

Ele encontrou com dificuldade a maldita sessão, muito bem escondida. Puxou uma cadeira e sentou-se num canto afastado. Para a bendita sorte a biblioteca estava vazia, talvez porque estivesse perto de fechar. O ex-nukennin olhará para o pequeno livreto de capa laranja, onde na capa dizia “Paraíso do flerte”. As bochechas coraram, e as mãos trêmulas hesitavam em abrir o livro e ler a primeira página. E se acontecesse o que ocorrerá em casa? Como ele passaria pela saída da biblioteca, literalmente, de barraca armada? Porque aquilo era uma coisa incrivelmente irritante que começou a acontecer com frequência? Porque não tinha a menor e remota possibilidade dele levar o tal livro pra casa. Aquela pornografia impressa disfarçada de romance. E…

 

— Sasuke-kun? - A voz o tomará de surpresa e imediatamente ele sentiu como se entrasse em pânico. Porque ela estava ali? Pergunta idiota! Porquê alguém vai a uma biblioteca. Imediatamente  escondeu o livro por debaixo da capa e olhou para a namorada tentando conter a expressão de espanto. Ela retribuiu com um sorriso tímido e o fitou por alguns instantes. As palavras de Ino tomaram a mente da rosada e se quisesse conquistá-lo teria que jogar com artilharia pesada. Não tinha nada a perder. 

 

Aquilo era terrivelmente inadequado e impróprio, mas sem a presença de mais alguém ali, naquele corredor quase escuro, Sakura não pode conter o desejo de beijá-lo. Ela se aproximou o máximo que pode, pousando uma das mãos no peito dele e deixando os livros de lado na mesa. Os lábios aproximaram-se lentamente, Sasuke fechou os olhos e, deixando também o livro de lado, segurou-a pela cintura. Ela ficará satisfeita com a resposta repentina dele. Era inexplicável que a atração que ambos sentiam naquele momento, no entanto, depois de uma semana de fuga não era de se esperar menos. Eles se beijaram. E quase que instantaneamente uma vontade ardente de tocá-la o tomou, os lábios desciam involuntariamente até o pescoço enquanto as mãos deslizavam pelas curvas acentuadas. Igual ao  sonho. Igual ao mais profundo dos desejos. Ele definitivamente a queria. 

 

“Preciso me controlar, mas não quero…”


Notas Finais


Sério que eu parei ai? Sério sim. Desculpem, mas vão ter que ficar curiosos.


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