História Abusive || JiKook - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Abuso Sexual, Bangtan Boys, Bts, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Lemon, Park Jimin, Sadomasoquismo, Shipper, Taekook, Vkook, Yaoi
Exibições 918
Palavras 1.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annygasheio!
Tem um olho na minha lágrima.
~perdõe algum erro.
Boa leitura! (Preparem o lencinho)

Capítulo 23 - Abusivo


Park Jimin.


Todos vão uma hora, para um lugar melhor, sem toda essa preocupação e stress habitual. Eu via pessoas morrendo todos os dias, sempre havia algumas pessoas no velório ou visitando o cemitério, pode parecer ignorante mas sempre me perguntei o porque das pessoas fazerem isso, se uma pessoa morreu, deveríamos seguir em frente com nossa vida. Só quando você perde uma pessoa, você entende o porque de fazer isso, o porque de levar flores para o túmulo. A pessoa se vai, e a saudade fica, junto com lágrimas e tardes entristecidas.

Devo dizer que foi muito doloroso, ver o corpo pálido e vestido em roupas sociais dentro de um caixão, flores pequenas e coloridas ficavam abaixo de sua cintura, suas mãos foram postas a frente do corpo, com os dedos enlaçados um ao outro. Estava tudo coberto por um pano fino cheio de buraquinhos, um tipo de véu. Tanto meu pai, quanto eu, sentimos o impacto dessa perda, chegando a virar a noite em quanto se passava o tempo que seu corpo ficaria alí. O céu estava absolutamente escuro quando saí novamente, o ar começava a me faltar, e me sentia a ponto de desmaiar. Com um copo de agua na mão, me sentei sobre o degrau á frente da entrada, e fitei o concreto do chão escuro.

Algumas pessoas vieram para o velório, dizendo "meus pêsames" á mim, mal sabiam elas que perdemos duas pessoas naquela noite. Meu pai havia me falado, que na consulta anterior á aquela, haviam descobrido o sexo do bebê. Uma garotinha se fora, uma criança que não chegou a ver a luz do mundo. Seja lá onde elas estejam, fico com o pensamento em mente de que elas estão sendo bem cuidadas, suas almas pelo menos.

Da primeira vez que a vi deitada na madeira, cheguei a soluçar de tanto chorar, com meu pai me envolvendo num abraço quente e acolhedor, ambos ficamos com o rosto avermelhado depois de alguns minutos. Lalisa e Jennie haviam vindo, e cheguei a notar uma lagrima correndo pela bochecha de Lisa, ela estava mal pela perda da tia. Alguns amigos antigos vieram prestar presença, e o choro consumiu o velório novamente.

A brisa estava fraca nessa madrugada, oque fazia uma leve geada. Passos me fazem voltar os pensamentos para a realidade, e me surpreendo ao ver Jeon se sentando ao meu lado. Ele havia vindo?

Ficamos em silêncio, eu totalmente encolhido abraçando meus joelhos, e Jungkook com as pernas esticadas, e uma garrafinha de agua em uma das mãos. Sinto seu olhar sobre mim, oque faz a vontade de chorar voltar novamente, não a nego, tendo as bochechas molhadas em questão de segundos.

— Jimin... — A voz de Jungkook soa suave, e calma por um breve instante. Soluço, tendo seus braços á minha volta logo seguida. Me senti acolhido por seu calor, me senti reconfortado com seus braços. As lagrimas saíam sem parar, e apoio meu rosto á seu ombro, escondendo minhas expressões, tendo uma de suas mãos sobre meu cabelo, na qual fazia uma carícia sobre meus fios claros. — Sinto muito. — Jungkook aperta os braços á minha volta, e me encolho ao seu aconchego, com minhas mãos á frente de meu corpo, prensadas contra seu peito. 

— Não quero vê-la daquele jeito. — Minha voz é falha pelo choro, e um soluço escapa ao fim da frase.

— Não precisa ir, fique aqui, eu te faço compania.

Eu queria a sensação de um abraço, mesmo que viesse de Jungkook, que a dias atrás queria ver sua cabeça contra a parede. Me pego pensando, oque aconteceria se todas as preces que fiz para Jungkook sumir da minha vida tivessem efeito, como sua família ficaria, mesmo que eles não fossem muito próximos – coisa que eu percebi ao longo do tempo –, o amor de pai e mãe sempre é presente. O peço desculpas silenciosamente, em minha cabeça; só para mim.

— Obrigada... — Sussurro, sentindo sua mão reconfortado o fim de minhas costas.

Estava cansado, admito, havia passado as noites em claro desde o dia da morte, olhando para algumas fotos antigas nos quadros de casa, vasculhando algumas coisas, tendo a nostalgia me consumindo. O calor de Jungkook me deixa sonolento, e seus carinhos me fazem adormecer em pouco menos de alguns minutos.


Jeon Jungkook.


Eu sentia muito. Não sabia o valor de perder alguem amado, sempre fui muito vagabundo para prestar atenção em minha família, coisa que não parecia de muita importancia, até hoje. Havia recebido essa noticia através de Taehyung, visto que seus pais foram ao velório. Em quanto me arrumava, o pensamento da morte de alguem amado me atormenta, e somente imaginar, o corpo de Jimin em um caixão, com flores á sua volta, me deixa deprimido.

Fui com o carro de minha mãe para o local, sentindo uma sensação ruim ao entrar, e ver todos com lagrimas nos olhos, olhando para o corpo da mulher dentro do caixão de madeira. Uma lagrima rola solitária por minha bochecha. E se fosse minha mãe? E se fosse meu pai? Eu iria ligar para sua morte?

A cena de Jimin chorando me parte o coração, por alguns minutos permanecemos em silencio, apenas ao som dos soluços do pequeno em meus braços, até que sinto seu peso cair sobre meu ombro, e cheguei a conclusão de que havia dormido ao chama-lo algumas vezes.

Deve ser ruim, para Jimin, perder uma mãe, e tendo ainda um traste como eu em seu pé. Sim, algumas horas atrás, cheguei a conclusão que sou um pé no saco, uma sensação de arrependimento me veio novamente, da vez em que pedi para Taehyung burlar no jogo, para que eu fosse junto com Jimin no quartinho, quando o puxei para dentro do meu barraco, das vezes em que o abusei, sem ele querer. Eu sou uma pessoa horrível, Jimin não merecia alguem como eu, talvez Jennie seria melhor para ele, mas eu sou ignorante o suficiente para não permitir isso. A imagem de Jimin por cima de Jennie em uma cama, tendo filhos depois de casados, apertam meu coração, amargura, arrependimento, eu sou um vagabundo. 

Repito isso á mim mesmo diversas vezes, até sentir meu ombro adormecido pelo peso. Jimin não pesava muito, mas o tempo estava passando, e seu corpo ficava molenga a cada instante. Com cuidado, o tiro de meu ombro, segurando seu corpo em meus braços, e levantando do chão, com Jimin em meu colo. Caminho para fora do local cheio de almas perdidas, o colocando no banco do passageiro quando chego ao carro. Ele se encolhe, murmurando um "Mm" quando o solto de meus braços, e por mais estranho que pareça, sorrio.

Em pouco tempo, nos levei para casa, que estava com as luzes apagadas, minha mãe provavelmente estaria dormindo. Teria que evitar fazer barulho em quanto levava Jimin pelas escadas, e assim o faço, levando-o para meu quarto. 

Deitei seu corpo sobre meu colchão, colocando sua cabeça sobre o travesseiro, e cobrindo seu corpo com o cobertor fofo, que fora comprado por minha avó, a um bom tempo; eu nunca havia usado. Jimin ficava fofo dormindo, suas bochechas pareciam mais gordinhas quando adormecido, e isso era realmente um dos seus detalhes preciosos. Deixo um beijo ao topo de sua cabeça, e caminho para fora do quarto novamente.

Desci as escadas, parando á entrada da cozinha. Sou surpreendido quando vejo o corpo de minha mãe, á frente para a pia, de costas para mim, com um copo de agua em uma das mãos. Sorrio, andando em seu encontro, e a abraçando por traz, passando meus braços por sua cintura. Ela parece surpresa quando apoio meu queixo em seu ombro, e observo seu sorriso.

— Pensei que estaria bebendo. — Ela disse, colocando suas mãos sobre as minhas, fazendo um carinho com a ponta dos dedos. Eu sou um imbecil abusivo, fui ignorante o suficiente para não perceber as coisas boas que me cercam, o amor materno por mais que não seja tão visível, o carinho e jeito inocente de Jimin, que eu havia destruído.

— Estava no velório.

— Oh... De quem?

— A mãe de Jimin. — Sua expressão se torna preocupada.

— Ele está bem?

— Acho que sim, vai ficar.

Ela assente, virando o resto da água na boca. Em um momento imprevisível, noto o quão somos parecidos, a cabeça pequena, o lábio inferior maior que o superior, um nariz um tanto quanto grande, e o cabelo preto, liso.

— Eu te amo, mãe.



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