História Abysso Paranoia. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Exibições 18
Palavras 3.267
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Quando foi a última vez que escrevi uma fanfic? Isso mesmo amiguinhos! Há 84 anos.
Jesus Cristo, esse lugar aqui até criou poeira, pelo amor de Deus, eu nem soube direito como configurar sas porras, mas tamo nóis, consegui? Consegui. Porque nois eh foda e o resto é moda.
Whatever, sem textão aqui porque eu não sei o que falar, só...
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único.


『Capítulo Único』

Casa de praia, residência Fayl. 
O relógio marcava onze horas da noite, os adolescentes entravam um à um dentro do casarão de madeira. Os pés sujos de areia e os cabelos molhados pela salgada água do mar que naquela noite em particular, parecia mais calmo. Todos do grupo estavam agitados, enérgicos e em um notável êxtase pelo alto som de suas risadas. 
—Viu o que eu fiz? Cara, eu podia ter te vencido, mas deixei você ganhar — Um rapaz alto, pele morena e cabelos castanhos falou em um tom exaltado. 
—Ethan, Ethan... — Um loiro, ajeitado em algumas partes por tranças punk's e as laterais da cabeça raspadas, se pronunciara— Ethan Kriger, você devia se achar menos, sabia?! Esse seu orgulho está começando a fazer mal à sua cabeça que já é perturbada o suficiente — Ele riu. 
—Não é como se a pessoa que chegou primeiro fosse tão melhor assim, afinal, você quase se afogou, Thomas! Bebêdo — Outra pessoa de cabelos loiros, seu penteado era um coque quase desfeito pelo peso da água salgada. 
—Bebêdo, Charlotte?! Acho que a única pessoa que bebeu aqui foi você — Thomas devolveu.  
—Era pra ser uma junção de bebê e bêbado, mas lembrei que seus poucos neurônios morreram afogados à poucos segundos — Ela riu e finalmente fechou a porta de madeira atrás de si, olhando para uma escadaria — A Analua está lá em cima? 
—Acho que sim. Viemos para cá acalmar a mente dela e ainda assim ela continua insistindo que há alguém observando ela — Ethan encostou a ponta de seus indicadores em seus polegares, formando um círculo e os encaixando em seus olhos, fazendo agora uma voz debochada — Uhh, olhe só pra mim, sou um fantasma e estou perseguindo Analua. 
Todos riram, mas as risadas cessaram quando uma voz vinda de um quarto da parte de cima da casa, respondera:
— Eu ouvi isso! 
Não muito tardara e uma garota aparecera de pé no topo das escadas. Seus cabelos negros e lisos iam até pouco acima de seus ombros, a pele era cor de oliva e as sardas em suas bochechas eram quase alvas e assim destacavam-se por esse engraçado traço. Apoiou seu braço direito no corrimão e desceu lentamente a escada. 
—Eu já disse que isso é algo sério e eu só aceitei vir para cá para poder estudar mais. 
—Claro Lua, estávamos apenas brincando! Nós sabemos que isso tem de ser tratado com seriedade — Charlotte dissera e percebendo que Thomas segurava um riso que saia aos poucos e abafadamente, lhe dera um tapa na cabeça — Realmente foi só uma brincadeira idiota. 
Analua deu uma risada com o tapa que Thomas levara. 
—Wow, calma, não precisava disso — Disse ainda rindo — Mas, agora façam o favor de irem se lavar, meus pais vão me matar se a casa estiver infestada de areia. Já sabem, cada quarto, um banheiro, então, sem desculpas — Havia parado em um degrau em meio à escada então apenas levantou o braço esquerdo apontando para cima — Agora! 

Todos se forçaram à bufar, faziam de tudo para sua querida e "problemática" amiga, rir. Subiram as escadas deixando só a garota de negros cabelos que terminara de descer a escada e fora pegar uma vassoura para varrer a areia que já começara a espalhar-se pelo chão da casa. Abaixara-se para varrer, mas algo não tão estranho chamara sua atenção. Uma mente paranoica para se alimentar, desenvolve uma terrível vantagem sensorial e no caso de Analua, nada mais escapava de seus olhos. 
Uma pegada da sola de uma bota. É algo comum, não? Para sua perturbada mente que agora tudo observava, não. Afinal, todos não entraram descalços?! Quem diabos ia de botas para uma praia?! Engoliu seco e observou se as pegadas se seguiam junto com o rastro de areia que terminava nas escadas.... Nada. Era a única pegada daquele tipo. 
Respirou fundo e limpou a areia na casa. Subiu para seu quarto e abriu a janela para respirar o frescor do puro ar que as ondas traziam, junto, obviamente, ao bom cheiro do mar. Era tarde, não?! Foi para seu banheiro também e ali ficara por mais de duas horas. A água lhe fazia bem, porque conforme as gotas tocavam sua pele, mais pareciam lhe tocar juntamente a alma; se sentia limpa e livre, livremente limpa de sua suja paranoia. Finalmente saiu de seu banheiro, estava vestida com seu velho pijama preto de luas e estrelas. 
Olhou em volta... Tudo escuro. 
A janela que devia permitir a entrada do brilho da lua estava com as cortinas fechadas, mas afinal, ela havia fechado as malditas cortinas? 
Gritou por ajuda, mas ninguém veio. 
Apenas um brusco som vindo do vazio. 
Um arrepio percorreu-lhe a espinha, na ponta dos pés descalços, foi até seu criado-mudo, tirando dali uma grande lanterna e seu celular. Ligou sua lanterna, entretanto quando tentara fazer o mesmo com seu celular, um símbolo a impedia de o manusear. O símbolo era composto apenas por um círculo com um "x" no meio.  Analua reconhecia aquele símbolo, e era aquilo que a amedrontava. Acendeu a grande lanterna que exibia um brilho exageradamente forte e para não chamar a atenção, deixou o brilho mais fraco o possível, afinal, ela queria uma lanterna, não um maldito outdoor em néon no meio de uma casa que agora estava sendo maldita.
Saiu receosamente na ponta dos pés corredor afora. 

Charlotte que há pouco tempo estava sentada em sua cama mandando mensagens, agora andava junto à Ethan pela casa, afinal, um símbolo estranho aparentemente "bloqueava" o sinal de seus celulares e curiosamente se encontraram. Bem, essa provavelmente seria a desculpa dariam Analua, afinal, estarem transando na cozinha da casa de sua amiga não era a melhor verdade a ser contada. Apenas pararam quando viram com seus olhos a janela aberta da cozinha fechar-se com força e misteriosamente trancar-se. No escuro eles andavam de mãos dadas, fora um desafio subir a escada e enquanto a subiam, Charlotte dizia desesperadamente para Ethan que segurava com seu braço esquerdo o corrimão e com sua mão direita a mão da loira, que havia alguém tentando puxar seu pé, todavia, o moreno à puxava sem dificuldades o que o fazia acreditar que a garota estava delirando.
—Não sou médico, mas posso diagnosticar que você está com crise de Analua.
—Isso parece hora de brincar pra você, Ethan Kriger?! — A garota loira parecia desesperada e cada vez mais se agarrava ao braço direito do rapaz, quase o puxando para baixo — Tem alguém aqui, seu idiota! 
—Charlotte Dousseau, por favor, você já está muito grandinha para acreditar nessas coisas. 
—Você viu a janela da cozinha se fechar e se trancar na nossa frente e acha que tudo está normal e foi só uma queda de luz?! 
—Heh, parece que o prazer nos faz literalmente delirar — Ele deu uma risada. 
A loira cravou suas unhas na pele do rapaz, o fazendo grunhir de dor.
—Certo, Charlotte, certo, desculpe. Mas sério, deve ter sido o vento e você sabe, essa área é meio isolada e é uma praia! É normal que os ventos sejam fortes de noite, provavelmente o gerador de energia que alimenta essa área deve ter sido derrubado ou dado um problema com os fios por conta da ventania. 
Charlotte fez um "hum" desconfiado, porém, conformado. Estavam quase chegando no fim da escada quando viram uma luz fraca surgir aos poucos parecendo vir do fim do corredor, ficaram estáticos, entretanto, viram que era Analua passando lentamente por eles, A visão de que era sua amiga, poderia tê-los aliviado, mas, a presença dela em si não foi o que os incomodou, e sim, a silhueta que andava silenciosamente atrás dela. 
Uma sombra, encapuzada, segurando um machado. Escolheram ficar em silêncio, sua respiração estava trancada como se estivessem dando um profundo mergulho no mar, e de fato, estavam mergulhando, mas não nas profundezas do oceano, e sim nas profundezas do medo paranoico. Mesmo com o silêncio, a sombra os notara e isto eles perceberam pois ela, que estava quase colada em Analua, parou, virou sua cabeça para eles e com a mão livre, acenou. Voltando a seguir Analua agora pouco mais de longe, mas com os silenciosos passos em sincronia. 
Charlotte e Ethan se entreolharam, as respirações foram soltando-se aos poucos, os batimentos cardíacos pareciam mais é que iriam explodir seus peitos. Escolheriam descer a escada, mas quando se preparavam para fazer isso, ouviram o estrondo de um móvel quebrando vindo da cozinha. Talvez não fosse tão ruim assim subir. 

Thomas, o loiro, havia acabado de destruir a mesa da cozinha. Ele podia jurar estar no corredor do andar de cima vendo uma sombra encapuzada seguindo Analua, iria chutar o que parecia ser as costas da maldita sombra e de repente estava na cozinha quebrando com um chute a velha mesa?! Como era possível?! Síndrome de Analua agora era contagiosa? Desesperado, saiu da cozinha e guiando-se pelo tato, conseguira chegar até a porta da frente e a tentara abrir, mas como de esperado, estava trancada. Afastou-se para arrombá-la, porém quando desferira o chute, ele pôde jurar que seu pé estava sendo engolido pela porta que curiosamente parecia ter se convertido em uma parede gosmenta e funda. Gritou, mas seus gritos foram abafados por cinzas mãos que rasgaram o assoalho de madeira e cobriram com seus nojentos dedos sua boca. O tórax subia e descia desesperadamente indicando uma anormal e extremamente rápida respiração que indicava o pânico. Os olhos que já haviam se acostumado com a escuridão e agora distinguiam pelo menos as escuras silhuetas, ficaram arregalados quando distinguira uma sombra esguia em sua frente. 
Era uma estranha criatura e por mais que seus olhos se focassem determinadamente em distinguir a face da mesma, ele não conseguia a ver, apenas um liso e branco rosto. 
—Thomas Evans... — Uma voz ecoou por seus ouvidos, uma sombria e perturbante voz que chegava a ser mais incômoda do que a presença da criatura em si — Talvez seja hora, não? 
O rapaz tentou mexer-se, mas as mãos ainda o seguravam com sobrenatural força. 
Um último grito de desespero lhe fora negado, ele ficou com os olhos revirados e agora não sabia mais se estava no chão, ele estava apagado, jogado em um maçante vácuo. 

Analua sentiu uma sensação terrível, virou-se o mais rápido possível com a lanterna levantada. Podia jurar ter sentido uma respiração ali, mas a lanterna apenas iluminou o que parecia ser óbvio: um corredor vazio. A garota de negros cabelos retornou até onde era a escada e arriscou-se a aumentar o brilho de sua lanterna para que enxergasse um pouco mais abaixo. O brilho iluminou-se até a porta de entrada, e a sensação horrível apenas aumentara, o local ali estava vazio, mas as sensações ruins vindas dali tudo preenchiam. Poderia tentar ir até a porta de entrada, mas não era uma burra menina de filmes de terror, havia pesquisado demais para ser assim, e além de que, tinha um péssimo pressentimento sobre isso. Não dera tempo de pensar em mais nada quando fora empurrada com força escada abaixo. 
Rolou miseravelmente degrau por degrau, sua cabeça doía quando finalmente atingiu o chão e finalizando por bater a mesma na perna do criado-mudo que ali havia. 
Na posição jogada que estava, podia ver mesmo com sua borrada visão as costas do sofá da sala de estar e sentado no sofá, também de costas, estava uma sombra encapuzada. Sem virar-se, a maldita sombra lançara seu machado, acertando em cheio o vaso que estava em cima do criado-mudo, fazendo a arma parar apenas quando ficara cravada na parede. Pela força do impacto, alguns cacos do objeto que fora quebrado acabaram caindo e um deles, passou de raspão da bochecha de Analua que ainda estava estirada no chão, fazendo um pequeno e superficial corte. 
—Hey Mas-- — A sombra se auto interrompera, a voz era grave, mas não soava tão grossa quanto se esperaria de um ser sobrenatural, entretanto para compensar esse pequeno fato, era rouca — Quero dizer, hey Analua! Como é o trecho da música mesmo.... — Ele parou por alguns instantes — Aé! Já que é pra tombar, tombei.  
A estranha silhueta se levantara do sofá e finalmente virara-se, indo em direção à Analua. A caída garota fez força com seu corpo completamente dolorido para apertar a lanterna em brilho já falho e piscante em sua mão destra e a levantar lentamente contra a criatura, e ela mesma com a péssima iluminação vinda do objeto, conseguira distinguir um pouco dos traços. 
Usava um moletom e como de se esperado, estava encapuzado, mas ainda assim, ela poderia ter distinguido seu rosto, se não fosse a máscara que usava em sua boca e o óculos de lentes aparentemente laranjas. Tentou mover-se e quando tentara, o aparentemente humano apenas riu e se aproximou mais, calmamente e parecera fazer pouco esforço para remover o machado da parede. Ele se agachou e encarou o rosto da menina que ainda parecia confusa com o que via. Passou a mão pelos cabelos negros dela e ajeitou a franja que possuía alguns fios que lhe caíam sob os olhos. 
—Vamos jogar um jogo, e já que estamos na madrugada, as coisas proibidas serão as melhores e mais liberadas — Deu outra risada abafada pela máscara em seu rosto — Mas não se preocupe, não será dessa forma que sua mente estranha de adolescente está pensando. Eu digo que nessa noite, nessa casa, todos os crimes serão liberados. 
Nos olhos da menor, ainda que manchados de sangue, ela conseguia enxergar claramente o medo. Mas de quê adiantará ter medo para sempre? Você nunca vai saber o que é coragem se nunca prová-la em sua mais pura forma. E sua coragem fora esta, a arte de fingir-se de indefesa, para que quando um predador chegasse, ela ainda tivesse a grande chance se feri-lo de surpresa, mesmo que a consequência disso fosse morrer.
Se for pra cair, cairia atirando. 
Juntou as forças que sobravam, seus ouvidos mesmo que não estivessem com aquele som de agudo horrível, não iriam de forma alguma escutar o que ele dizia e para interromper o amedrontante chato discurso que ele dava para um público vazio, ergueu seu braço de uma forma extremamente rápida, ligando a lanterna em seu brilho máximo e atingiu as lentes dos óculos do ser com total força, quebrando-as em caquinhos, assim como o vaso, mas dessa vez, atingindo a carne, afundando o máximo que podia o objeto no olho da criatura. Enquanto o ser era desnorteado pelo brilho cegante diretamente em contanto com a pupila do olho e pela dor da carne atingida em um local tão sensível, a garota já se levantava e mesmo que quase indo ao chão novamente, subiu as escadas, correndo. 

Charlotte que estava escondida com Ethan em um dos quartos, ouvira o som de alguém correndo subindo as escadas e vendo que os passos eram pequenos, leves e rápidos, deduziu que seria sua amiga. Saiu de seu esconderijo, Ethan saíra atrás, segurando seu braço e tentando puxá-la para dentro de seu esconderijo novamente. 
—Você está louca Charlotte?! Tem uma criatura horrenda ai fora e você quer sair correndo casa afora apenas porque acha que é a doida da Analua?! 
—Me solta! Eu tenho certeza que é ela, precisamos fugir! Não adianta ficar aqui pra sempre — A loira puxou seu braço com toda força e conseguira soltar-se, saindo do quarto e vendo a morena correndo até um quarto no fim do corredor. 
Correu atrás dela, gritando por seu nome, Analua não desacelerou, mas ao olhar por cima dos ombros, foi um sinal de que estava tentando ajudá-la. 
Ambas garotas chegaram em um quarto, um único quarto cuja janela estava aberta, Analua segurou na mão de Charlotte e sem olhar para trás, subiu em cima de uma cama pronta para saltar a janela, porém, quando dera o impulso para saltar, foi como se Charlotte a segurasse. Então, tomando coragem, olhou para trás.
A criatura estava com o antebraço direito entrelaçado no pescoço da jovem loira e seu braço direito segurava o cabo de um machado e a lâmina da arma aparentemente afiada, estava apontada também para o pescoço. O aparentemente homem estava com um dos olhos fechados e via-se uma grossa e espessa linha de sangue escorrer dali, pela transparente lente alaranjada que ficara intacta, ainda era possível perceber seu semblante extremamente irritado, fechado. 
Analua percebera a escolha que tinha de fazer. 
—Eu sinto muito, Charlotte... — A voz soara chorosa e arrependida, enquanto lágrimas escorriam lentamente de seus olhos. 
Analua soltara a mão de Charlotte e jogou-se pela janela.   

Ethan finalmente chegara ao quarto onde supostamente encontraria Charlotte, afinal, ficara escondido como um covarde no quarto quando vira a loira correr junto à Analua. 
Só saíra de lá quando ouvira terceiros e extremamente pesados passos ecoarem pelo chão de madeira que rangia altamente. 
De relance, quando se inclinou pela abertura da porta, viu a sombra agora entrando silenciosamente — esquecendo todos os passos pesados que dera, no fundo, talvez a criatura soubesse que o desespero ausentava todos os sentidos úteis do ser-humano — no quarto onde as duas garotas aparentemente entraram. 
Todos seus pensamentos foram esvaídos quando vira, iluminado por uma lanterna em seu brilho máximo jogada no chão, o corpo sem vida e mutilado de Charlotte. 
Os braços e pernas pareciam o que haviam sido arrancados primeiramente de seu corpo, os membros estavam espalhados pelo cômodo. Os fios loiros da garota estavam cobertos por uma grossa massa rosada e avermelhada, uma mistura entre ossos moídos e órgãos amassados. O estômago foi aberto ao meio e as entranhas se espalharam pelo frio assoalho. 
Um líquido azedo subiu-lhe pela garganta e ele vomitara ali mesmo, no corredor.
Vomitava e chorava, porque a angústia era maior que a razão.
Era uma sensação que não se desejava nem aos piores inimigos. 

Horas depois, quase no amanhecer, a polícia comparecera no local. As viaturas foram estacionadas longinquamente, pois o sinal de civilização mais próximo ficava à quilômetros da casa isolada de praia em meio as areias. Analua entretanto, fora quem fizera denúncia, a esperança nasce em meio ao terror para amenizar a dor dos mais sofridos, embora fosse na maioria das vezes, um delicado vidro que se quebrava depois de segundos em meio à lâminas. E fora isso que acontecera quando um dos policias retornara com o relatório. 
Nada, absolutamente, nada. Apenas o corpo mutilado de Charlotte. 
As impressões digitais foram enviadas para laboratório. 

Depois de dias, o resultado saíra: 
Nada, mais uma vez, apenas a impressão digital de Analua nas mãos do cadáver quase inidentificavel. Aquilo era o suficiente para incriminá-la.
Louca que dizia ver coisas que "não existiam", sem testemunhas, uma casa de praia pertencente à família no meio do nada, fingir ser uma suposta amiga e levar à vítima até lá para assassiná-la, afinal ela estava tendo relações sexuais com o garoto que Analua gostava, não? E depois, sumir com o garoto que havia gostado, para assim, eliminar testemunhas, até porque Ethan havia sido dado como desaparecido, embora ninguém estivesse, por algum motivo, sentindo ou se lembrando da existência de um Thomas. Ah, e isso era mais uma coisa para adicionar em seu relatório, não?! A garota falar de um "Thomas", um garoto que nunca tinha existido, que ninguém conhecia. A polícia até tentara ir na casa dos supostos pais de Thomas, mas o casal dissera que não tinha filhos. 
A garota fora encaminhada para um hospital psiquiátrico. 
No fundo, aquilo não era tão mau, pois sua alma não era mais livre, era presa por correntes, correntes de culpa, medo, paranoias e desespero, que com os remédios que ali lhe davam, eram afrouxadas por um pouco. 
 


Notas Finais


Foi minha primeira fanfic creepypasta? Foi.
Algo a declarar? Nope.
Me sinto confortável? Nem um pouco, mas tamo nóis!
Meia noite e quarenta e nois aqui se acabando na coca cola.


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