História Academia de Magia Chamberlley - Fic Interativa - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Academia, Ação, Anjos, Aventura, Bruxaria, Casais, Demonios, Elementos, Enigmas, Escola, Feitiçaria, Guerra, Interativa, Magia, Misterios, Monstros, Nobreza, Poder, Principe, Romance, Segredos
Exibições 39
Palavras 1.219
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Steampunk, Super Power, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse é o último capítulo de introdução e o último sem os personagens originais.

Prometo que vou responder todos os comentários do capítulo anterior ainda hoje. Mas já aviso que fiquei muito feliz com todos u.u

Capítulo 3 - Os Três Primeiros de Oito


Na estrutura de poder do Império Markomannen o Imperador está no topo como governante supremo, seguido pela Voz Imperial — encarregado de administrar o cotidiano da nação. — a o Príncipe Presuntivo — filho do Imperador reinante e, na maior parte das vezes, favorito para sucedê-lo. Logo abaixo existem os oito Príncipes-Eleitores, senhores feudais pertencentes à famílias milenares e poderosas, encarregadas de governar territórios chamados Príncipados-Eleitorais.

Esses nobres e suas descendências sempre possuíram poderes além da compreensão mundana, sendo bastiões do sangue dourado do qual a magia, a dominação de elemento e tantas outras habilidades fantásticas nascem. Contudo, com a ascensão de Siegfried, o poder de seus seguidores foi revigorado graças ao Pacto de Sangue Arkalla, no qual o Imperador e seus Eleitores aceitaram montantes de energia das criaturas mais poderosas do Inferno, tornando-se cada um representante de um pecado: orgulho, inveja, ira, avareza, gula, preguiça, luxúria e blasfêmia.

Embora virtualmente invencíveis eles não são imortais. A guerra contra Atlantis e os heróis mais poderosos de Nibiru será custosa e, um dia, talvez amanhã ou daqui trinta anos, eles precisarão ser substituídos.

 

XXXXX

 

Uma mesa de madeira negra, num salão mergulhado pela penumbra da madrugada era ocupada por três pessoas. Um rapaz e duas garotas. Três aspirantes, três possíveis sucessores, três possíveis Eleitores.

— Precisamos de novos nomes. — disse o rapaz, cuja voz tinha um timbre angelical. Os olhos azuis foram da direita para a esquerda, analisando as garotas sentadas em lados opostos da mesa. — Sempre são oito. É uma tradição de quase dois mil anos.

— Fazemos os possível, — defendeu-se Lorena Charpenet, talvez a futura Senhora da Inveja. — porém a maior parte dos alunos de Chamberlley não passam de idiotas. Donzelas boazinhas e enjoadas, e garotos sem nada na cabeça. — passou a mão nos cabelos loiros, colocando-os atrás da orelha. — Para ser um Eleitor é preciso muito, mas muitos tem pouco.

— A cabeça de vassoura tem razão. — resmungou a garota esparramada displicentemente na cadeira. — Nossos colegas são uns idiotas e a cada ano os calouros ficam mais e mais covardes. — Louise Françoise de La Valliè, filha de um nobre fugitivo do Reino de Gallia, era aspirante ao posto de Senhora da Ira, não sem motivos. — Acho que andam cortando os culhões dos garotinhos.

— Deveriam cortar sua língua. Não aguento mais essa sua voz. — Lorena colocou a mão sobre os ouvidos. — Parece uma gata parindo... ou alguém arranhando um quadro negro com as unhas.

O rapaz, sentado na cabeceira, com a cabeça apoiada sobre as costas das mãos revirou os olhos.

— Parem com isso, vocês duas. Não chegaremos à lugar nenhum. — ambas trocaram breves olhares fumegantes, antes de virarem a cabeça na direção de Maximilian, Senhor do Orgulho. — Quero que achem mais cinco alunos, cinco alunos capazes de sucederam os Eleitores. — reclinou para trás, na grande cadeira da cabeceira, ajeitando os botões da manga de sua casaca azul marinho com detalha pretos. — E seja rápido!

— “Quero que achem mais cinco alunos, cinco alunos capazes de sucederam os Eleitores. E seja rápido!” — imitou Louise, de maneira jocosa. — Quem te deu toda essa autoridade?

Maximilian levemente aproximou o indicador do dedão e a garota foi ficando sem ar. Em menos de três segundos estava batendo na mesa, com o rosto levemente roxo. Ele sorriu e afastou os dedos.

— Gostou de minha autoridade?

— É linda chefe. — disse esfregando o pescoço. — Dá vontade de guardar no bolso e levar para casa. — o rapaz ameaçou juntar os dedos novamente. — Brincadeira, brincadeirinha. Vamos nos acalmar, eu sou a Ira, não você.

— Maximilian é Orgulho. Duvidando dele você está atacando diretamente seu orgulho. — disse Lorena, com jeito daquelas garotas que sabem de tudo. — E voltando ao assunto principal: estou ansiosa para encontrar Luxúria.

— Puta... — murmurou Louise.

— Luxúria, Preguiça, Gula, Avareza e Blasfêmia, ainda falta encontrá-los.

— Como eu já disse: é uma tarefa difícil. — resmungou Louise. — E estressante.

Lorena revirou os olhos azul-cinza.

— Você reclama demais. Quisera eu ter seu cargo.

— Você é Inveja. Quer tudo que é dos outros.

— Não quero seu cabelo horroroso.

A raiva de Ira, uma feiticeira necromante, fez com que o ambiente ficasse carregado, tomado pela energia negativa.

— Repete.

— Eu não quero seu cabelo horroroso.

Louise se ergueu, pronta para uma ofensiva, mas Lorena foi ligeira apontando o dedo para a “colega”.

— Encoste em mim e eu te explodo com um feitiço.

— Continuem com isso e eu empalo as duas. — Maximilian levantou, batendo as mãos com força na mesa. A franja de cabelos escuros caiam por cima dos olhos azuis. — Somos nobres, somos os herdeiros do Príncipes-Eleitores, servos leais do Imperador e da Alta Matriarca. Deveríamos ser respeitados, deveríamos ser a força mais temida de Chamberlley. Ao invés disso estamos aqui, confinados nessa sala escura brigando feito crianças. — a cólera de Orgulho era tão palpável que o ar ficou pesado e sombras deformadas começaram a dançar nas paredes. — Louise saia daqui e vá arrumar suas malas. Quando chegarmos vá espionar os Fênix. E não cause problemas. Charpenet, você vai falar com os rapazes da turma Goblin e me consiga algo valioso. E não quero saber de suas desculpas feministas; elas não vão te levar a lugar nenhum. Não enquanto eu for o líder, não enquanto Siegfried for Imperador. — Louise riu baixo. — Agora vão, tenho cartas para escrever.

 

XXXX

 

No auge da madrugada, quando a lua era a única coisa no céu, Maximilian não estava sozinho nem mesmo em seu quarto.

— Saia da minha cama, Bella. Não é boa hora.

A garota de cabelos vermelhos e pele pálida gargalhou enquanto rolava pela cama, deixando os lençóis todos bagunçados. Parou de barriga para baixo  após fazer duas peripécias, sorrindo como louca e balançando os pés.

— Me deixa ser Luxúria?

— Luxúria você nunca será. — respondeu o rapaz, de maneira seca. Tirou a casaca e pendurou no cabideiro de madeira nobre, perto da janela. — Só um louco lhe nomearia Eleitora.

— Não quero ser Eleitora, quero ser Luxúria. — replicou, mordendo o travesseiro. — Quero muita diversão. Nós queremos diversão. Não é, Dipxe? — perguntou olhando para uma criatura estranha, uma espécie de coelho com cifres no lugar de orelhas e asas brotando nas costas. — Quer se divertir com a mamãe, não quer? — abriu os braços, chamando o ser.

— Não deveria usar seus poderes de maneira tão imprudente. Invocar bichinhos fofinhos é muito despercebeu de talento.

A ruiva fez biquinho.

— Não pode me elogiar uma vez nada vida?

— Jamais.

Ela gargalhou e sua gargalhada transparecia sua mente quebrada.

— Tão cruel. Tão adorável. — ficou passando o dedo nos chifres afiados do coelho-demônio. — É o motivo para eu ainda não ter te matado, Max.

— Você me matando? — deu um meio-sorriso. — Seria algo, no mínimo, inusitado. — acomodou-se em uma poltrona imponente e cruzou as pernas. — Veio até meu guarda mendigar um titulo?

— Não tinha nada melhor para fazer. Meu brinquedinho estragou.

— Como?

— Eu tentei fazer ele virar uma linda menininha. — torceu os lábios. — Nunca fui boa cirurgiã.

— Oh, não me diga. — embora tentasse transmitir frieza e seu sempre afiado senso de superioridade Maximilian achava Bllea intrigante. Um quebra cabeça de insanidade e infantilidade, ainda assim fascinante. — O que preciso fazer para tirá-la do meu quarto?

— Acabe com meu tédio.

Suspirou.

— Gostaria de ajuda para arrumar novos brinquedos?

Os olhos da ruiva encheram-se de brilho escabroso. Passou a línguas nos lábios avermelhados, estalou os dedos fazendo seu coelho sumir em um filete de fumaça e deu um sobressalto.

— Adoraria.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Não esqueçam de comentar. E Não preciso nem dizer que vou esperar ansioso para as fichas preenchendo a vaga dos pecados restantes.


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