História Academia do Topo da Esperança - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Danganronpa
Tags Danganronpa
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Palavras 6.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Escolar, Ficção, Mistério, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


PUPUPUPUPUPUPUPU....
Demorei um dia prometido, desculpem-me sou um menino muito atarefado, espero que gostem desse cap. ;)

Capítulo 3 - Investigação


 

    

Após receberem a notícia que deviam se matar, os alunos sabiam que em primeiro lugar deviam entender bem o que estava acontecendo com cada um deles antes de se afobarem. Primeiramente, deviam entender o lugar onde se encontravam e se tinha algum meio de escapar desse jogo sanguinário.

Iniciaram investigando o próprio Auditório, onde se encontraram. Oliver e Aquino tentam junto abrir as janelas que estavam trancadas com aço fundido, mas não importava a força que ambos fizessem ela nem sequer se mexia. Os dois tentaram de qualquer forma, mas nada funcionava. Todos tentaram ajudar eles, mas nem um mísero arranhão podia ser feito.

Oliver se senta no chão de tão cansado que estava por fazer esforço. Sua respiração estava acelerada. Leona, que investigava junto aos outros o restante do Auditório, percebeu no olhar do amigo que ele estava preocupado. Ela vai até lá e estende a mão para ele levantar. Com um sorriso meio bobo ele aceita e continuam a investigar o lugar.

Tiago achou alguns armários que estavam trancados, mas com a ajuda de Rafa conseguiram arrombar a porta. Eles estavam vazios e nem sequer uma mísera repartição dentro.

- É melhor a gente investigar outra coisa, isso aqui é inútil.

- Verdade. – Tiago responde cabisbaixo.

Após andarem por todo auditório e olhar os quatro cantos, o grupo de Super Hipers decidiram se dividir e investigar o resto da Academia.

Ao saírem do local, analisaram mais atentamente toda a estrutura que se encontravam, e havia três caminhos para se percorrer, logo separaram o grupo em três, sendo o Grupo Um constituído por Leona, Oliver, Kelvi, Allan e Gus, a seguirem pelo caminho direito; Grupo Dois: Fernanda, Pepinho, Julio, Kevin e Roberto, seguiriam reto; e o último Grupo, o Três, formado por Guto, Aquino, Danisi, Everton, Rafael e Tiago, que iriam para o da esquerda. Todos chegaram num consenso comum que se reuniriam na cozinha para dizer o que encontraram.

O Grupo Um começou sua investigação pelo final, ou seja, pelos quartos. O corredor onde estava os quartos é bem comprido, contêm dez portas na direita e dez portas na esquerda, cada quarto continha um nome de aluno, e somente os quatro últimos quartos que estavam sem nome. Gus fita com atenção o seu quarto e tenta o abrir, mas parecia trancado. Ele nota que ao lado da maçaneta tem um dispositivo estranho (meio quadrado e com números de 0 a 9), logo já entendia que cada quarto tem sua senha particular. Ele olha para os lados e percebe que seus colegas também tentavam abrir as portas, mas sem sucesso. Pega uma espécie de grampo que estava guardado na sua carteira, o arruma de forma mais pontuda e começa tentando arrombar a porta.

- Eu acho que vou conseguir abrir o meu quarto.

Todos pararam o que estavam fazendo e aguardaram ele terminar o arrombamento.

- Como vocês ousam a cometer esse tipo de vandalismo na minha escola?! Seus montes de coisas feias!!! - Monokuma gritava histericamente no início do corredor.

Ninguém sabe como ele tinha aparecido, mas ele estava ali, mexendo seus bracinhos de cima a baixo como se quisesse espancar alguém até a morte.

- Jovens sendo jovens! É extremamente proibido arrombar portas. Isso é motivo de punição sangrenta e fatiadora de Super Hiper instantaneamente!

Gus imediatamente parou de fazer seu arrombamento. Todos deviam estar com medo de Monokuma, pois correram todos para trás de Gus, que mantinha seu semblante neutro e de total autoconfiança.

- Monokuma... Tenho uma pergunta, então.

- Diga... PUPUPUPUPUPU

- Se está tudo trancado, como iremos morar para sempre aqui dentro? Como iremos dormir? Ter nossa privacidade? Se você reparar, cada quarto contêm nosso nome. E nós, com a nossa juventude e hormônios a flor da pele, queremos saber o que tem nesses respectivos lugares com nossos nomes. Simples assim.

- Super Hiper Degustador... Muito observador... Muito esperto também. PUPUPUPUPUPU – A risada de Monokuma ecoava por todo o corredor dos quartos. - Muito bem, na hora certa irei entregar para vocês as suas senhas de quarto. Mas por hora, continuem o que estão fazendo.

Ele disse já saindo do corredor. Oliver e Allan tentam seguir ele, mas ao chegar noutro corredor, nem sequer tinha sinal do Monokuma, parecia que ele tinha sumido com uma extrema rapidez.

- Boa, Gus! Você foi muito confiante na hora de falar com ele. – Diz Kelvi.

- Obrigado, srto.!

O Grupo Um continuou a sua investigação saindo do corredor dos quartos. Oliver acha uma dispensa bem apertadinha, com vários objetos cortantes e sem nenhum tipo de saída por ali. Ele fita temendo aqueles objetos e com medo do que podiam fazer com eles. Leona o ajuda a fechar a porta, pois já sabia que a mente do seu amigo é algo muito fértil e às vezes ela voa fora do comum. Chegando à sala de teatro, era de se tirar o fôlego. Uma cortina vermelha de veludo estava afastada nas extremidades do palco de madeira que segurava um piano antigo e dava um ar mais artístico ao local. Talvez pudesse ter mais iluminação, se não fosse pelas janelas trancadas. O lugar é amarrotado de poltronas bem aconchegantes para o seu publico e foi onde Gus já se atirou.

- Foi aqui que eu acordei. – Diz Oliver.

Kelvi se dirigiu ao piano, soltando um sorriso de alívio, e logo seus dedos começaram a dançar nas suas teclas. A melodia chamou atenção de todos. Allan aplaudia para o menino admirando o tamanho talento. Leona sobe no palco e senta ao lado do menino admirando o seu dom com o piano. Reparou que Kelvi estava com lágrimas nos olhos e esperou ele terminar o seu “show” para fazer algumas perguntas.

- Diga, senhorita Leona, o que tanto me fitas com curiosidade? – Kelvi começa o diálogo já percebendo que Leona queria fazer algumas perguntas. Sua forma de falar era intimidadora, como se fosse alguém muito importante.

- Super Hiper Pianista? Acertei?

- Errou. – Diz ele rindo. - Eu gostei de você. Vamos fazer um jogo. Uma vez por dia, tu tens o direito de tentar acertar o meu Super Hiper Talento.

- Combinado! Você sabe que irei ganhar. – Ela respondeu alegremente fazendo sinal com os braços como se fosse forte.

- Tomara que consiga...

- Mas queria entender o motivo para você esconder o seu talento, é tão ruim assim para os outros?

Kelvi não quis responder à amiga, estava cabisbaixo. Era difícil ver o menino assim, pois estava sempre sorrindo e confiante, com sua postura intimidadora, mas quando o assunto era o seu talento, ele automaticamente se isolava do resto do grupo.

- Vamos voltar para as investigações. – Disse ele piscando para Leona.

Na sala do teatro não tinha mais nada de interessante para ver, então o grupo se locomoveu até o próximo cômodo, o lugar que Leona acordou horas atrás.

A sala de aula contêm dezessete classes, todas enfileiradas em seis filas, sendo que a última fila (que fica ao lado das janelas trancadas) só contêm duas classes. O quadro branco estava limpinho, até que Allan pega uma caneta e começa a escrever nele. O restante do grupo abre todos os armários, que só continham jornais velhos e alguns livros estudantis da Academia do Topo da Esperança.

- Aposto que o Aquino vai gostar disso. – Oliver diz, colocando alguns dos livros na sua bolsa preta e transversal.

O lugar tem um ar mais sinistro, pois parecia meio velho, e o chão rangia em alguns lugares, como se a madeira do lugar fosse podre.

- Senhoras e Senhores! Homens, Mulheres e Animais! Deuses ou Imortais! Podem prestar atenção por um minuto? – Dizia Allan, chamando a atenção de todos com palmas alegres.

Todos pararam o que estavam fazendo para ver o que o menino tinha a dizer e perceberam que ele tinha escrito algumas coisas no quadro.

- Ao chegar aqui nesse “colégio”... – Disse fazendo os sinais de aspas com os dedos. - Percebemos que. – Apontou para alguns itens que escreveu. - 1º estamos sendo vigiados, ou seja, manipulados. 2º não há escapatória. 3º tudo indica que temos que nos matar, claro que a dispensa foi o maior foco até agora para incentivar essa matança.

- Sim, isso já percebemos. – Gus o interrompe e todos pedem para fazer silêncio.

- Mas o que ninguém percebeu ou se auto perguntou...? – Allan continuava.

- Isso é uma pergunta? – Diz Oliver.

- Podemos dizer que sim. Mas vou iniciar elas. Somos dezesseis Super Hipers que fomos “sequestrados” – Disse fazendo o sinal de aspas novamente. - E existem pessoas que controlam o Monokuma. Ou seja, mais de uma pessoa que nos trouxeram até aqui, pois uma pessoa sozinha não conseguiria carregar todos nós. Correto? Sim! – Se auto afirma. - Mas o que mais me intriga, e não consigo achar resposta é: a nossa última lembrança.

- Eu estava em frente à Academia. – Diz Leona.

- Eu também. – Diz Kelvi.

- Aposto que eu e o Oliver também! – Falou Gus.

- Correto! – Responde Oliver.

Allan escrevia novamente no quadro branco, anotando tudo o que diziam e acrescentando “Última lembrança de Allan: em frente ao colégio”. Ele analisa o que escreveu.

- Vocês não acham que tem algo de errado? Dezesseis Super Hipers sequestrados. Somos os pingos da esperança. O nosso sumiço não é algo comum, devemos ser notícia mundial. E quem se arriscaria a fazer um sequestro em grande massa? E óbvio que essa não é a Academia do Topo da Esperança

- Sim, é obvio. Minha família inteira estudou na Academia, e reconheço que não é ela. – Diz Oliver.

- Logo, com tudo, por isso e etc... Concluímos que existe algo maior por trás de tudo isso, que deve ser aqueles por trás do Monokuma. Ou fomos abduzidos também, pois a forma como “desmaiamos” é muito estranha e incomum.

- Essa história toda está me dando arrepios. Vamos encontrar o resto do pessoal na cozinha? – Diz Kelvi.

Leona não deixou de notar em duas coisas: Kelvi estava escondendo algo que envolvia o sequestro de todos e Allan tinha suas teorias, mas por algum motivo não queria contar a todos.

O grupo se retirou da sala de aula e continuou a sua investigação sem sucesso. Quase chegando ao seu destino, se deparam com uma espécie de elevador. Gus automaticamente começou a apertar os botões para abrir as portar e procurar alguma saída. Frustrante, parecia que não funcionava.

- Que merda! Nada funciona aqui? – Dizia indignado, tentando abrir o elevador com suas mãos.

- Acho melhor não fazer isso, Monokuma pode encarar como arrombamento e não queremos ter problemas. – Diz Allan.

Todos os cinco estavam um pouco sem esperança, pois não tinham encontrado uma forma de saírem de lá de dentro, mas iriam esperar até o restante do grupo. Perceberam que foram os primeiros a chegar à cozinha, se sentam numa mesa grande com vários lugares. Oliver foi logo se sentando na ponta da mesa.

- Se sentindo um Mestre, por isso se sentou na ponta? – Leona debocha do amigo.

- É que eu não sou obrigado a nada nessa vida! Hahaha

 

Uma hora atrás, logo quando o Grupo Um iniciou sua investigação, o Grupo Dois (que é formado por Pepinho, Fernanda, Julio, Kevin e Roberto) também começava sua investigação. Logo após saírem do Auditório, o grupo andou para o caminho contrário dos dois outros grupos, indo em direção ao que indicava “Banheiro dos professores”. Pepinho ia à frente, olhando cada canto do local como se estivesse a espreita por qualquer coisa. O banheiro além de ser grande e ter uma aparência brilhante de tão limpa, continha só uma câmera de vigilância. Todos abrem os armários de limpeza que tinham ali dentro, nada a se declarar. Após investigarem o cômodo, Pepinho abre a porta indicando que estava na hora de investigar o próximo cômodo, porém, um integrante chama a atenção de todos.

- Pepinho, espere um segundo, por gentileza. – A voz gentil de Julio atraiu a todos no mesmo instante. - Reparem numa coisa, logo ali. – Apontou para um canto perto dos chuveiros. Seu olhar analítico foi até o lugar no mesmo instante e todos não entendiam o motivo.

- Não consigo entender. – Diz Fernanda bocejando.

- Olhem todos para a câmera de vigilância. – Todos olharam para ela sem entender. - Se repararem com atenção, ali perto dos chuveiros seria um ponto cego, correto?

- Sim, pois provavelmente é onde fica o chuveiro. – Roberto diz com seu tom meio irônico.

- Eu apenas acho estranho, pois no Auditório havia várias câmeras que pegavam todos os lugares, deixando qualquer um muito bem observado, o mesmo no corredor em direção para cá. Mas chegando aqui, foi totalmente ao contrário. Esse banheiro é bem grande, devia pelo menos ter duas câmeras de vigilância num lugar como esse, onde devemos “uns matar os outros” – Termina fazendo o sinal de aspas com os dedos.

- Você não está levando isso a sério, né? – Pergunta Kevin seriamente.

- Não! Apesar de achar suspeito não deixariam dezesseis Super Hipers se matarem num jogo idiota como esse. Aliás, sou ator e isso daria um bom drama ou susto.

- Tu não seria ator musical?

- Não deixo de ser ator, correto?

- Correto, senhor Super Hiper Observador! – Kevin o responde grossamente levantando sua voz

- Ficou ofendido com alguma coisa?

- Não ofendido. Mas digamos que se fomos sequestrados. Por mais que estejamos sendo vigiados, os mandachuvas dessa merda toda provavelmente colocariam um espião aqui dentro entre nós dezesseis para vigiar atentamente nossos passos. Esse espião seria aquele que mais observa e mostra querer ajudar a todos. Apenas isso.

- Vou dizer que me senti honrado com tamanho elogio. Obrigado de nada. – Responde Julio não ligando muito para a espécie de “ser apontado” pelo Super Hiper Samurai.

- Digamos que eu fui obrigado a me tornar assim. Vim de uma família tradicional de samurais. Levamos tudo a sério, desde o momento em que pegamos nossa espada e fatiamos alguém.

- Ok, ok... Você já fatiou alguém? – Fernanda pergunta já se preparando para correr.

- Sim. Mas foi somente em total defesa e em nome do que é certo. Renata, que é minha namorada, entrou para essa academia ano passado, sendo como a Super Hiper Ninja, somos prometidos desde pequenos, no fundo não nos amamos, mas respeitamos a cultura de nossas famílias, e foi graças a esse forçamento de sermos marcados um para o outro que tento fazer o certo, por isso me aliei a espada, a única que posso confiar, a única que me faz sentir tão justo perante aos meus olhos.

Todos os outros conseguiam ver o vazio nos olhos do Kevin, ele contava a sua história encarando Julio atentamente nos olhos, sem nenhuma expressão como se tudo de bom que existisse para ele não fizesse sentido. Após o colega contar um pouco sobre seu passado obscuro, o clima entre o grupo estava tenso.

-“Meu casamento

À mulher prometida

Minha espada é minha amante.”

Pepinho recitou um poema para poder quebrar o clima tenso que pairava sobre todos e atraindo a atenção para si. Fernanda aplaudiu o amigo e todos saíram de dentro do banheiro sem nenhuma pista do que estava realmente acontecendo com eles, mas não deixariam de investigar, pois tinham muito chão para se andar.

Passando pelo banheiro e pelo auditório, encontram uma Sala de Artes. Fernanda arregalou seus olhos, e como se fosse um furacão invadiu o lugar.

- Ela é sempre assim? Uma hora quieta e outra hora um furacão? – Pergunta Roberto.

- Não me importo... – Diz Pepinho suspirando olhando para a Super Hiper Desenhista adentrando à sala.

- Essa não foi a minha pergunta... Mas tudo bem.

A Sala de Artes não era tão grande quanto a sala comum de aula, mas continha diversas estantes com vários tipos de tintas de todas as cores. Mais para o final da sala, vários quadros de pinturas estavam vazios, à espera para serem criados com a diversa criação de um pintor. A sala é tão bem iluminada que poderia cegar qualquer um. Nada por ali parecia que iria ajudar eles a fugirem daquele lugar, todo com o mesmo expecto que as outras salas: janelas trancadas com placas de aço fundido, câmeras de vigilância por todas as partes e monitores  em todos os cantos. Mas um deles não estava reparando na sala, mas sim numa figura delicada que já estava fazendo um desenho na frente de um dos quadros. Cada pincelada no quadro parecia um estalar no coração do Super Hiper Poeta, que fitava Fernanda usando seu talento com tanto afinco. Conforme ela pintava, cantava alguma música calma que invadia os ouvidos dele. Enquanto o resto do grupo investigava a sala, Pepinho calmamente, sem fazer barulho e nas pontas dos pés, ia em direção dela, admirando sua beleza delicada, e estava gostando como sua touca de coelhinho caía sobre seus ombros.

Ele estava prestes a citar um poema para ela, mas foi interrompido por Roberto.

- Tu tem certeza mesmo que não trabalhamos juntos? Seu desenho é familiar!

Pepinho observava de longe Roberto conversando com Fernanda, o que não gostou muito.

- Já falei, não trabalhamos juntos. – Responde ela com sua delicadeza e timidez. - Pode ser que tenha trabalhado com alguém com traços parecidos com o meu.

- Pode ser... Mas é estranho, teus desenhos são tão familiares para mim, parece que já fiz algumas animações de desenhos seus. Mas posso estar errado.

- É...

Pepinho estava de braços cruzados olhando os dois trocando ideias.

- Nossos talentos são bem parecidos. Mas não tenho tanta paciência para pegar um pincel e ficar desenhando assim. Prefiro criar animações mais virtuais.

- Entendo... Mas desenhar assim me acalma.

- Se te acalma então tá bom. Preocupada com tudo isso?

- Sim... Não sou uma pessoa que decide fácil sair de casa, aceitar ir morar numa academia como essa. Meus pais são bem corujas. Eles devem estar preocupados comigo.

- Sei lá... Acho que tu deve continuar a desenhar, não é? Se isso te acalma. – Diz ele meio frio se afastando de Fernanda.

- Aliás! – Diz ela chamando a atenção de todos do grupo, pois era difícil ver ela falando alto. - Eu nunca esqueço um rosto, ou uma imagem que eu vejo, todos os detalhes ficam muito bem guardados na minha cabeça! Memória fotográfica, melhor dizendo. Se tivéssemos trabalhados juntos eu lembraria de ti. Logo, não lembro. É isso!

Todos se surpreenderam com a audácia da Super Hiper Desenhista. Ela pega seu desenho e mostra para Pepinho, ele queria demonstrar alguma emoção, mas tinha ficado enciumado com a conversa dela com o Roberto.

- Arrasou, gata! – Diz Julio.

O desenho de Fernanda mostrava todos os mínimos detalhes da primeira vez que viu o Pepinho no Auditório. Logo quando ela acordou perto de uma grade, se dirigiu para umas vozes que conversavam até o Auditório e quando entrou sem perceber o degrau que tinha, tropeçou, caindo no chão, e no mesmo instante Pepinho tinha ido ajudar ela oferecendo sua mão. Ela tinha descrito tudo isso com todos os detalhes que tinham no momento: mais atrás de Pepinho estava Aquino e Danisi conversando com Guto e Kelvi que fazia alguns gestos com as mãos. E tudo isso estava detalhado no desenho de Fernanda.

Pepinho estava impressionado com o tamanho talento dela. Mas seu orgulho falou mais forte e somente piscou para ela como forma de agradecimento.

Após novamente não acharem nenhuma pista, todos saem da Sala de Artes. Fernanda deixa seu desenho secando na sala. Julio percebeu o clima entre os dois, logo tentou alegrar Pepinho usando seu dom como ator musical e cantando alguma coisa para alegrar ele, mas não fez muito efeito, mesmo assim não deixou de ficar do lado do amigo. Os dois andavam na frente do grupo, mais atrás Fernanda e Roberto trocavam ideias sobre alguns desenhos, apesar dele ser frio e as vezes arrogante, ela não se importou com isso, pois estava preocupada com Pepinho. Mais atrás dos dois estava Kevin, que continuava com seu semblante sério e um pouco preocupado, em nenhum momento deixou de segurar sua espada como se tivesse preparado para atacar quem ousasse o atacar.

- O que é isso? – Diz Julio analisando o que estava na frente dele. Pepinho estava boquiaberto com a descoberta.

Os outros três aceleraram os passos e chegaram no Hall de Entrada da Academia. O lugar não era tão grande, mas o que se encontrava era a saída do colégio onde deveria estar uma porta comum. Com quase três metros de altura, a porta composta de aço fundido estava ali na frente deles, ela é redonda e com uma alavanca meio enferrujada. Não precisava ninguém tentar tocar nela para perceber que a porta deveria ter milhões de toneladas. Em sua parte circular estava escrito “Academia do Topo da Esperança” com letras em dourado. Em cada lado da porta redonda tinha dois monitores apontando para ela.

- Podemos sair daqui! – Diz Roberto correndo em direção dela, ele pegou na alavanca e tentou puxá-la com toda a sua força.

Todos foram ajudá-lo, mas não importava a força que colocassem ali, a porta não se mexia sequer um milímetro.

- Acho que não tem o que fazer, devemos ir para a cozinha como combinado com o resto do grupo. Vou na frente. – Roberto sai de vista do grupo.

Pepinho estava se sentindo frustrado com a situação toda. Ele fecha a mão apertando tão forte e dá um soco na parede. Fernanda que estava saindo do hall se vira, olhando para ele com tamanho susto que tinha tomado. Ele se senta no chão com frustração ao que estava acontecendo com ele. Julio o acompanha sentando ao seu lado. Kevin tentava tomar o fôlego. Fernanda andou até Pepinho e sentou do seu lado, colocando sua cabeça no ombro dele, que conseguia sentir o cheiro doce que vinha de seus cabelos rosa.

- Sabe, assim como tu, eu quero pegar o Monokuma e quem estiver por trás disso e jogar dentro de um bueiro. Mas isso tá fora dos meus limites. Mas estou feliz com uma coisa, por mais que essa situação seja tão desesperadora.

- Se quiser compartilhar comigo, eu vou adorar saber.

- Estou feliz por ter conhecido todos vocês, por ter te conhecido, acima de todos. Não sei como explicar, por mais que tenhamos todos nos conhecido há algumas horas, eu sinto dentro do meu peito que fazemos parte de algo muito importante, e que o destino colocou todos nós com um intuito maior. Nada nessa vida é por acaso, é nisso que me apego com afinco. Pepinho, não perca a esperança. E outra coisa... o Roberto é gay.

- Obrigado e desculpa. Seu desenho é lindo. Vou roubar ele para mim. – Disse ele, feliz por ter uma pessoa como a Fernanda ao seu lado. No mesmo momento, Pepinho prometia para si mesmo, mentalmente, que iria proteger ela custe o que custar. Que se fosse para morrer, que seria morrendo fazendo o certo.

- Os dois pombinhos já podem parar? – Julio não perdeu a oportunidade de debochar de Pepinho. - Vamos para a cozinha, estou cansado. – Ele de levanta, limpando sua roupa, pois estava sentado no chão.

- “Julio, Imperador

Baco, Grande Deus

Mas veja que horror

Seria esse o vinho um dos meus?”

Pepinho recitou um poema para Julio na mesma hora, era fato ver que os dois criavam um grande laço de amizade.

O Grupo Dois se juntou ao Grupo Um na cozinha, e estavam esperando o Grupo Três voltar.

Na mesma hora que os dois grupos começaram sua investigação, o grupo três começou com a sua, ele é formado por Aquino, Guto, Danisi, Tiago, Everton e Rafa.

Apesar de saberem que deviam todos se reunir na cozinha, não deixaram de investigá-la primeiro, já que ela estava no caminho da investigação do grupo. Além de ter todos os tipos de apetrechos de cozinha, ela tem uma mesa extensa, contendo seis cadeiras em cada lado da mesa e nas suas pontas apenas uma cadeira.

Aquino e Guto abriram todas as estantes que estavam amarrotadas de tudo que era tipo de comida enlatada, e também tinha comida vegana, era tanta comida que poderiam viver com tudo aquilo por um ano sem se preocupar com alimentos.

Danisi coloca sua mão na barriga e percebe que estava quase tendo um surto de fome. Foi imediatamente abrir a geladeira, e pegou a primeira comida que viu na frente, abrindo sua boca e, quando ia dar uma mordida numa torta, alguém tira de suas mãos como se fosse doce de uma criança.

- Não sabemos se isso está envenenado. Temos que tomar cuidado, esse lugar todo é um ambiente hostil. – Diz Aquino, fazendo carinho na cabeça da amiga.

- Não tinha pensado nisso, mas estou morrendo de fome. Preciso comer! Como irei viver! - Danisi já estava falando alto de novo.

Guto não segurou o riso, mas teve que concordar com Aquino.

- Isso é tudo muito estranho. Melhor prevenir do que remediar.

- PUPUPUPUPU...

Aquela risada infernal fez todos se arrepiarem. Monokuma estava na porta da cozinha olhando para todos os Super Hipers. Tiago, que estava quase do lado dele, correu para o outro lado da cozinha o mais distante possível.

- Quanta audácia! Vocês acham que eu envenenaria a comida dos meus queridos alunos? Estou tão triste!

- O que tu quer, seu bicho idiota? – Diz Everton.

- O que eu quero? Que vocês se matem! PUPUPUPUPUPU! – Monokuma ria tão alto que todos queriam sumir dali. - Mas eu não vou matar ninguém, talvez... Mas estou aqui para dizer que nenhuma comida está envenenada, vocês podem comer à vontade. Eu quero ver vocês se matando, não teria graça matar vocês assim rápido. Ou vocês podem morrer de fome. Mas pensando bem, o Super Hiper Degustador, Gus, como vocês apelidaram, comeu o mesmo bolo que tem na geladeira e ainda tá vivinho, só para contar! Tchau! – Diz ele correndo pelo corredor, sumindo como sempre.

- Que bichinho estranho. Queria saber quem controla ele. – Aquino indaga.

- Só pode ser alguém que nos conheça. – Diz Guto.

- Porque acha isso?

- Quando estávamos no Auditório e o Kevin tentou atacar o Monokuma, ele sabia exatamente como desviar dos ataques dele, o que é estranho, pois ele é um Super Hiper, ninguém deveria esquivar de seus ataques, a menos que o conhecesse muito bem. Outro ponto a se analisar, logo quando o Allan chegou junto a nós, ele comentou que é vegano. É meio suspeito ter comida vegana aqui, como iriam saber?

- Ou seja, quem nos colocou aqui e esta por trás do Monokuma... – Aquino é interrompido.

- É alguém que nos conhece! - Danisi termina a frase de seu amigo, o que era algo de costume para os dois.

Os três estavam pensativos criando várias teorias do que podia estar acontecendo com eles. Após comerem alguma coisa rapidamente, todos continuaram a investigação. Danisi comentava com Aquino suas milhões de teorias.

- Acho que abdução alienígena é meio surreal, mas né... – Diz Aquino para sua amiga.

- Iria ser mais divertido. – Diz cabisbaixa.

Ele coloca o braço sobre o ombro dela e sorri.

- Ninguém vai encostar um dedo em ti.

- Somos a melhor dupla de todo universo! Yuuuuuuuuupi! – Grita ela

- Acho que aqui não tem mais nada interessante... – Rafa dizia pensativo, colocando a mão na cabeça. - Vamos seguir, galera?

Todos concordaram com ele e continuaram a investigação. Rafa colocou a mão sobre as sobrancelhas e fixou seus olhos na próxima sala. Sorrindo confiantemente, ele fez sinal para todo mundo segui-lo. Por onde ele guiou o grupo estava escrito “Sala de Informática”, a sala mais digna para o Super Hiper Técnico de Informática.

- Cheirinho de casa! – Disse Rafa estalando os dedos se sentando perto do primeiro notebook que viu.

A sala meramente escura dava um clima mais tranquilo. Dezessete mesas com notebooks estavam alinhadas e no fundo da sala uma tela que parecia ter uns dois metros de altura, como se fosse uma tela de cinema. Danisi ficou triste ao perceber que não conseguia ligar a tela gigante.

- Que coisa inútil! – Diz ela.

- Conseguiu ligar o computador? – Perguntou Everton olhando para cima dos ombros de Rafael.

- Consegui!

Todos se reúnem atrás dele com esperanças de conseguirem entrar em contato com alguém de fora. Os olhos de Rafa estavam num brilho intenso, porém esse brilho não durou muito tempo.

- Aconteceu alguma coisa? – Pergunta Tiago

- Está bloqueado com senha. Posso tentar hackear, mas pode demorar. Infelizmente não estou com os meus apetrechos para fazer isso, mas posso improvisar. Por hora vamos tentar investigar o resto e se reunir com a galera, preciso pensar em como vou fazer tudo isso.

- Técnico de Informática... Hacker... Estamos em boas mãos, eu acho. – Diz Guto.

- Podem apostar. Vou tirar todos nós daqui de dentro.

- Gente, olhem isso aqui! – Everton chamava todos.

Após saírem da Sala de Informática, eles chegam ao fim do corredor e percebem que existe mais coisas para investigar: uma escadaria enorme que poderia levar eles para o segundo andar, porém uma grade enorme trancava a passagem de todos lá dentro.

- Hum... Interessante. Ela não tem tranca. Deve ter algum dispositivo para fazer com que ela abra. Curioso isso. – Diz Everton, pensativo.

Aquino a fitou de longe e se virou de costas, tentando não mostrar para Danisi que estava nervoso com a situação toda. Everton e Guto aproveitaram que Danisi foi verificar outra sala com Rafa e Tiago e se uniram ao menino que estava cabisbaixo.

- Vamos conseguir sair daqui, fica tranquilo. Para tudo na vida se tem uma solução. Mais cedo ou mais tarde as respostas aparecem. – Guto diz tentando acamar Aquino, que olhava para o chão.

- Eu já trabalhei em casos bem sinistros e sempre tudo acabou bem. E não deixa a situação te dominar. Vi no auditório que tu é alegre e de bom coração. – Everton dizia com seus olhar sedutor, que era algo muito natural de sua pessoa.

Aquino só pensava numa coisa, na sobrevivência de sua amiga.

- Danisi... Eu sinto ela. E quero a proteger. Conheço ela desde pequeno. Sei que ela está com medo, mas não demonstra. Tenho que ser forte por ela.

- Sei que vai conseguir, sabe por quê? – Diz Guto olhando nos olhos de Aquino

- Hum?

- Pois sei que ela tem o melhor amigo do mundo, e se ela consegue não demonstrar que está com medo é porque ela te tem.

Everton abraça os dois, o que os surpreendeu, pois o menino parecia tão tímido, mas aos poucos ele mostrava que é o contrário disso.

- Somos os Super Hipers! E nada vai nos abalar!

Os três sorriem juntos e vão até a sala onde o resto do grupo de encontrava. A dispensa que encontraram não tinha nada a comentar, apenas que Tiago estava com vários produtos de limpeza na mão e um sorriso de ponta a ponta. Rafa e Danisi o ajudavam a carregar tudo.

- Vocês podem achar que sou louco. Mas preciso de tudo isso.

- Maníaco por limpeza. Certo? – Pergunta Everton.

- Como sabe?

- Percebi no auditório quando Monokuma de auto explodiu e tu se sujou de poeira.

- Tenho um trauma de infância... Quando era pequeno, os valentões do colégio me jogavam sempre num barranco atrás do colégio, que estava imundo com água suja. E era todo dia. Logo criei uma mania por limpeza por causa de ter tido muito contato com coisas sujas. Mas sou muito forte, não é porque meu talento não é muito forte que...

- Seu talento é incrível. Todos nós somos incríveis. O que seria do mundo sem um Super Hiper Educador? – Danisi começava a fazer seu discurso. - A educação move o mundo. O que seria do desenvolvimento das pessoas sem a leitura? Ser escritor é importante! – Diz ela olhando para Aquino e Tiago. - Mas todo mundo passa por problemas e precisamos de concelhos que abram nossa mente, um bom conselheiro pode salvar vidas, não é Guto?

- Correto! – Guto responde.

- E o mundo só se desenvolve de duas formas: uma delas é pela tecnologia, que já salvou milhares de pessoas, e a outra é sobre imitação. Só podemos continuar a evoluir se tivermos o dom de imitar e passar para nossos futuros tudo o que aprendemos. Vocês conseguem perceber que todos nós somos importantes. E eu como Dançarina de K-Pop consigo liberar a melhor sensação do mundo, de fazer um corpo de mexer, dançar e extravasar, isso é felicidade. Somos todos Super Hipers e jamais se julgue pelo seu talento. Tu é incrível!

Todos aplaudiram as palavras de Danisi. Tiago a abraçou forte dizendo “obrigado” bem baixinho.

- Acho que podemos se reunir com o restante do grupo na cozinha.

 

Os dezessete alunos estavam reunidos na mesa da cozinha, Oliver e Everton faziam sanduíches para todos ali reunidos antes de indagarem o que estava acontecendo dentro da Academia. Conforme Everton colocava os sanduíches na mesa, Gus ia acertando os sabores apenas com o cheiro que podia sentir. Os dois se reúnem ao grupo e comentam tudo o que encontraram, chegando na conclusão que, até segunda ordem, não tinha como sair dali, a porta que os levaria para fora de lá estava trancada no Hall de Entrada. Acharam estranho o elevador não funcionar ou ter o segundo andar trancado.

- Ou seja, temos que viver aqui dentro... – Diz Kelvi pensando longe.

- Te... Tenho uma pergunta... – Diz Tiago, timidamente. - E sobre o Manual das Instruções do Monokuma? Que explica bem as regras?

- PUPUPUPUPUPUP! Isso eu posso explicar! – Monokuma tinha aparecido de repente, assustando a todos.

- Eu jamais vou me acostumar com esse jeito dele de aparecer assim. – Diz Leona com as mãos no peito.

- Vou entregar para vocês um cartão, onde vocês devem passar no leitor de suas portas de quarto. Quando fizerem isso, vocês podem criar uma senha secreta para entrarem neles. Aliás, vocês têm que ter mais privacidade na hora de dormir. Após criarem a senha de vocês, que não pode ser alterada depois, entrarão nos seus quartos, onde vão encontrar o Manual de Instruções do Monokuma com todas as regras do nosso jogo de matança mútua. PUPUPUPUPUPUU. – Monokuma entrega para cada uma dos alunos o seu cartão-senha. Antes de sair da cozinha, olhou para todos os alunos. - Aliás, em cada quarto tem uma surpresinha para cada uma de vocês, quero que façam bom uso do meu presentinho.

E da mesma forma como chegou, ele já desaparecia. Isso já irritava todos. A frase “regras de matança mutua” pairava na cabeça de todos.

- Então existem regras... – Oliver diz pensativo. - Vamos pegar essa regra e se reunir aqui para discuti-la melhor. O que vocês acham?

Todos concordaram com ele. Mal terminaram de comer seus sanduíches e já estavam todos dispostos a ler as regras. Eles vão até o corredor dos quartos.

Oliver coloca a mão na cintura de Leona dando mais confiança a sua amiga. Ela sorri para ele. Apesar de estar preocupada com a “surpresa” que iriam receber em seus quartos, ela não iria demonstrar que estava preocupada.

Cada Super Hiper se dirigiu em frente ao seu quarto conforme estava denominado. Leona colocou seu cartão-senha no leitor onde tinham os números ao lado. Então, apareceu a opção de escolher quatro números para ser sua senha de quarto, logo já digitou: “1-9-9-4”.

Após digitar sua senha, seu quarto se abriu, e diante de sua nova cama tinha um objeto que já identificava como sendo a ‘surpresa’ que Monokuma tinha falado. E mais uma vez o desespero dominava seu coração.

 

16 alunos sobreviventes:

Allan Super Hiper Analista

Aquino Super Hiper Escritor

Danisi Super Hiper Dançarina de K-Pop

Everton Super Hiper Imitador

Fernanda Super Hiper Desenhista

Gus Super Hiper Degustador.

Guto Super Hiper Conselheiro de Turma

Julio Super Hiper Ator Musical

Kelvi Super Hiper ???

Kevin Super Hiper Samurai

Leona Super Hiper Circense

Oliver Super Hiper Vendedor

Pepinho (João Pedro) Super Hiper Poeta

Rafa Super Hiper Técnico de Informática

Roberto Super Hiper Animador de Desenhos

Tiago Super Hiper Educador

 



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