História Academia Gatemoon - Interativa - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Academia Magica, Ação, Anjos, Assassinos, Aventura, Demonios, Deuses, Guerra, Interativa, Lutas, Magia, Mitologia, Monstros, Morte, Mundo Original, Personagens Originais, Revelaçoes, Romance, Violencia
Visualizações 41
Palavras 2.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Fantasia, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


GENTE, EU PRECISEI REPOSTAR O CAPÍTULO!
Na real, o que eu tinha postado anteriormente, era a versão não-finalizada. Quer dizer, a versão não revisada e tudo mais. Só fui me tocar quando abri meus arquivos e tava lá duas cópias do mesmo capítulo. Então após comparar as duas eu percebi uma coisa - Que eu sou burro para um caralho.

Bem, de qualquer forma, isso não ocorrerá de novo.
Sim, há coisas novas nesse capítulo.
1000 palavras a mais.
Espero que não me matem, foi sem querer.
Burrice tem cura, eu juro.

Capítulo 5 - Novatos


{03º dia do mês Amatera da Era do Dragão}

{03/01/7700}

{09:37 AM}

 

Por uma estreita estrada de terra batida, cercada pela maior e mais densa de todas as floretas, um ônibus, muito diferente do que estamos acostumados a ver, seguia caminho lentamente. As janelas eram protegidas por resistentes grades de ferro, e pela extensão de toda sua blindada lataria cinzenta, pesadas placas de aço-negro, incrivelmente resistente, faziam um reforço na proteção. Seus pneus eram adaptados para o resistir ao mais lamacento dos terrenos, suas poderosíssimas rodas possuíam espinhos que furariam qualquer um que se aproximasse delas. Contudo, o fato mais peculiar estava na frente do ônibus, um bloco de aço, em formato de rampa, formava um barreira perfeita para evitar uma batida de frente, por mais violenta que ela fosse.

Mesmo, com toda essa proteção, os adolescentes, ali presentes, de várias raças, nacionalidades e etnias diferentes, não se sentiam muito intimidados. Na verdade, muitos até que estavam felizes com aquela proteção. As perigosas floretas de Amazia escondem predadores que ninguém gostaria de encontrar. Sentados em duplas, em confortáveis bancos azuis e brancos, os jovens jogavam papo fora. Novas amizades, que provavelmente durariam pelos três anos em que ficariam ali, começavam a brotar aos poucos, muito lentamente. Todavia, uma dupla em especial, parecia estar se dando melhor que os demais, eram um jovem rapaz humano, Karstark Godspell, e uma gárgula, Max Greco.   

— Cara, eu não aguento mais esse ônibus. — Max, novamente, reclamou — Estamos sentados há horas, eu preciso esticar as pernas!

­― Sério? ― Karstark retrucou ― Você não acabou de fazer isso? Indo até o motorista perguntar se já chegamos?

― Esquece essa merda aí, porra.

Se não fosse pelo característico par de asas de uma gárgula — saindo de suas costas —, sua pele cinza-escuro como pedra, e seus curtos chifres curvados no topo de sua cabeça, Max Greco, seria um estudante de faculdade relativamente comum, visto que ele aparentava ser mais velho que os demais naquele ônibus. Seu rosto, para alguns era considerado incrivelmente belo, de traços fortes e retos, com um maxilar amplo, e seu queixo era quadrado e curto, combinações que contribuam-lhe para passar uma impressão mais séria e confiante. Seus olhos cor de âmbar eram muito semelhante ao ouro, e seu corpo era bem definido, com uma boa musculatura. Max, definitivamente, não parecia um estudante comum do ensino médio-mágico. 

As roupas que a gárgula usava eram um tanto quanto peculiares. Ele usava uma larga blusa de mangas compridas, laranja e preta, de um famoso time de “Capture a Fortaleza”, os invictos Esquilos De Fogo. Usava jeans pretas, e calçava coturnos marrons. Max, aparentava ser um ótimo esportista, graças a seu porte físico.    

― Não dá pra esquecer! ― afirmou o humano ― Tu levou um fora daqueles, deuses! Por alguns segundos você deixou de cinza e ficou mais branco que a neve.

Karstark era apenas um humano normal, sem nada de muito especial em sua aparência. Com exceção de um simples fato, o rapaz, vestia um impecável terno preto. Digno dos mais ricos dos homens. Combinado a seus bagunçados cabelos e olhos vermelhos, Karstark, parecia ser o filho de um líder de alguma perigosa máfia.

— Vamos dar um desconto. — intrometeu-se um elfo sentado à frente deles — O motorista pode simplesmente estar puto da vida por ficar respondendo essa mesma pergunta direto. Acredite, eu também estou cansado de ficar nessa lata-velha pós-apocalítica.    

— Obrigado, alguém que entende pelo que eu passei! — Max comemorou — Um segundo, quem é você?

― Keryn Nohlarys, prazer.    

O elfo encarava curioso a peculiar dupla, seus olhos semi-esverdeados os analisavam meticulosamente. Keryn era mais alto que Karstark, contudo, era menor e muito menos corpulento que Max. Assim como o humano, ele possuía cabelos bagunçados, porém, em vez de vermelhos eram brancos como a neve. Keryn, mesmo não querendo, chamava uma certa atenção desnecessária. Afinal, seu rosto era marcado por antigas cicatrizes de possíveis brigas de rua.     

― Max Greco, fico feliz em conhecê-lo.

― Karstark Godspell, o prazer é nosso.

Os olhos de Keryn arregalaram-se por alguns instantes. Discretamente ele observou o jovem humano, logo ele lembrou-se de algo muito importante. Um clã de guerreiros, espadachins sendo mais exato. Famosos em algumas partes de Zaratan, porém, poucos conhecidos em Amazia. Os Godspell. Interessando, o elfo logo pensou em testar a força de seu mais novo conhecido, entretanto, dentro do ônibus aquilo não seria uma boa ideia. Ao caminha até o fundo, nas últimas fileiras, Keryn observara cada um dos seus futuros colegas de classe, nem um deles era interessante o suficiente para o elfo. Pelo menos, havia uma exceção recém-descoberta.    

― Godspell, um clã famoso, devo admitir. ― disse o elfo pensativo ― Você não parece ser o tipo de cara que entraria numa academia-mágica por livre e espontânea vontade.

― Eu fui forçado. ― Karstark escondeu com perfeição a surpresa de ser reconhecido ― Não vejo motivos para entrar em uma academia-mágica, mas, aqui estou eu.

― Entendo ― Keryn ― Típ...

― Mudando de assunto ― Max interrompeu o elfo, com medo de uma possível briga ― O que vocês esperam encontrar em Gatemoon?

 

(...)

 

Bellatrix estava cansada, sua respiração estava descompassada e ofegante. Ela já não aguentava mais. Treinar, treinar e treinar. Antes, como uma deusa, isso era fácil. Contudo, como mortal possuía uma incrível dificuldade. Sem seus poderes, sem sua espada, e sem suas asas, ela não conseguia fazer muita coisa. Sempre que tentava, se machucava e era curada por uma estranha poção de cor avermelhada, com um delicioso gosto de ameixa.

― Mais uma vez.

O Diretor não a incentivava. Nas últimas duzentas e sete vezes, o velho homem de barbas e cabelos brancos pedia apenas para ela repetir, mesmo que o resultado fosse o mesmo. Trajando uma túnica cinzenta, ele parecia um clássico se sábio mago de uma história fantástica. Entretanto, era um mago mandão que simplesmente não aceitava o fracasso. Bellatrix, o achava incrivelmente semelhante com Zeus, o deus dos deuses. Um dos chefes da Assembleia Maior.

Os olhos dourados da Imortal Vingadora estavam fixados no enorme bloco de pedra de trinta metros à sua frente. Mesmo com sua força sobre-humana ela só fora capaz de abrir um pequeno buraco do tamanho de seu punho na base do pedregulho. Seu braço direito doía, uma dor latejante e pulsante, como se seus músculos e ossos estivem se partindo lentamente. O gigantesco objeto rochoso era descrito como quase inquebrável, era o material usado na construção da muralha que cercava a academia. Ninguém, em toda história de Zaratan, consegui destruir um bloco daquele tamanho. Porém, para o Diretor, Bellatrix seria a primeira. Mesmo que isso custasse a sanidade dela.

― Você não está levando isso a sério. ― repetiu o Diretor.

A Imortal Vingadora sentia raiva do velho homem, mas, não podia retrucar. Ele a salvara, e lhe dera esperança sobre recuperar suas asas. Precisava ser simpática, mesmo que isso a irritasse profundamente. Ele, em vez de ajudar, apenas a criticava e a jogava para baixo. Como se fosse a pessoa mais burra e inútil do mundo, para uma deusa, ser tratada assim era inaceitável. As runas marcadas em seus ossos eram inúteis, não ajudavam Bellatrix a canalizar seus poderes, muito menos eram uma ligação entre a jovem deusa e o Vazio.

― Anjinha, você ainda não entendeu. ― Morgana, mesmo tentando, também não estava ajudando. ― Concentre-se, as runas não funcionam se você atacar sem se concentrar. Você precisa tentar se sincronizar com o que restou de sua alma divina, só assim elas se ativaram.

Falar era fácil. Bellatrix tentava se concentrar, mas, com o Diretor falando em seus ouvidos ficava difícil. Sem suas asas, ela já não se sentia uma deusa. Muito menos sentia que existisse alguma alma divina dentro dela. A Imortal Vingadora estava assustada, e não demonstrava isso. Ela sentia medo de nunca mais poder ter os poderes que tanto amava de volta, esse mesmo medo, não deixavam-na concentrar-se o suficiente. Ela olho para aquele pedregulho, respirou fundo, e atacou. Correu em direção ao objeto rochoso e o acertou com um soco, porém, nada aconteceu. O impacto fez seu braço direito doer mais ainda, forçando-a a recuar já quase não sentido mais o membro.

― Morgana, faça.

A jovem de cabelos rosa-arroxeados se aproximou da deusa alada, removendo uma pequena corrente escondia pela blusa que usava. Bellatrix, não estava entendendo nada. Morgana lentamente a tocou nas bochechas, em seguida, acariciou seus cabelos dourados. Para finalizar encostando sua testa com a da Imortal Vingadora. Com uma voz receosa e tristonha disse baixinho, apenas para Bellatrix escutar:

― Perdoe-me, isso é para seu próprio bem... Relaxe, não vai doer nada.  

Num piscar de olhos, Morgana, adentrou na mente de Bellatrix. Memórias e sentimentos de todos os tipos inundaram a jovem invasora, que os analisava meticulosamente. Como uma cientista diante de uma nova descoberta. Logo ela encontrou os medos e temores da deusa, e os trancou dentro de uma pequena caixinha mental. Enterrando-os juntos a outros milhares de pensamentos, eles continuariam existindo, mas não mais atrapalhariam Bellatrix. Morgana não tardou em deixar a mente da deusa, rapidamente ela recolou a corrente de metal em seu pescoço, e cutucou a Imortal Vingadora.

― Vamos, você precisa abrir os olhos.  

Bellatrix sabia que sua mente tinha sido vasculhada, e suas lembranças invadidas. Entretanto, ela não ligava. Na verdade, estava curiosa para saber como uma mortal aguentara tanta informação de uma só vez, isso tecnicamente falando, era impossível! Até mesmo deuses todos poderosos pirariam com aquela quantidade de emoções, sentimentos e memórias. Morgana, realmente era alguém formidável. Bellatrix, aos poucos, continuava a mudar sua visão sobre os mortais.

Ao abrir os olhos ela preparou-se. Estava concentrada, sentia um formigamento em seus estômago, que subia-lhe por todo o corpo. Ela respirou fundo, estalou cada um dos cinco dedos de sua mão direita, e num rápido e certeiro movimento, acertou o pedregulho. Rachaduras começaram a se espalhar por toda extensão do objeto, que em segundos, se despedaçou. Separando-se em vários pedaços de tamanhos distintos. Bellatrix sorriu, para ir ao chão em seguida. Ela estava ajoelha, quando sentiu as mãos de Morgana em seus ombros.

― Meus parabéns Anjinha, você conseguiu.  

― Mas não comemore. ― disse o Diretor ― Um único soco lhe esgotou por completo, você precisa ser muito cuidadosa na hora de tentar usar seus poderes divinos. Mesmo que uma pequena parte de sua alma seja de uma deusa, seu corpo ainda é mortal. Em seu estado atual ele pode se desintegrar caso você tente usar mais que um por cento de seu poder.

Bellatrix respirou fundo, enquanto digeria com desgosto a informação recebida. Ter acesso a seus poderes, mas não poder usá-los. Apenas a Imortal Vingadora possuía tamanha sorte, em um único dia, já desejava nunca ter cruzado a Fronteira. Estava odiando ser mortal. Seus poderes de nada eram inúteis, até mesmo um simples soco era perigoso.

― Não há como reverter essa situação? ― perguntou.

― Anjinha, você não é muito inteligente, certo? ― Morgana brincou enquanto soltava uma leve risada. ― Acalme-se, se você treinar seu corpo e sua mente, ele consequentemente, aguentará mais poder. Essa é a lógica, não?

― Morgana está certa! ― afirmou o Diretor ― E é por isso que você está aqui, em minha academia. Você receberá um treinamento adequado, além de aprender um pouco mais sobre a vida mortal.

― Espera, está me dizendo que.... ― Bellatrix não acreditava no que estava preste a dizer ― De uma deusa imortal dotada de poderes inimagináveis eu virei uma simples estudante?   

― Essa é a lógica ― Morgana retrucou ― Bem-vinda a Gatemoon, Anjinha. Agora vamos, seus futuros colegas de classe logo, logo, chegarão.

― Bem lembrado ― comentou o Diretor ― Eu preciso finalizar meu discurso de boas-vindas.

(...)

 

Nas primeiras fileiras de bancos, próximas ao motorista, e longe da bagunça e do falatório do fundão, os calouros quase não conversavam entre si. Muitos estavam dormindo, lendo, ouvindo música, ou ocupados demais em seus próprios mundinhos. Perdidos em pensamentos e devaneios. Os poucos que conversavam com suas duplas, falam num tom tão baixo quanto um sussurro. Tentavam ao máximo não incomodar os outros passageiros próximos à eles.

Solitária, sentada no único banco próximo a porta de embarque, estava uma jovem dama de curtos cabelos negros como a noite. Seus olhos castanho-avermelhados observavam tediosos a grande floresta, buscando por quaisquer sinais de perigo, ou situação menos tediosa que a viajem. Os mais próximos, tinham medo de puxar assunto com a desconhecida, já que diferente dos outros estudantes, ela não usava uma blusa comum de tecido. Seu tronco era protegido por uma grossa couraça cinzenta, digna da mais resistente armadura de cavalaria. Mas, seu visual tronava-se mais peculiar graças a saia vermelho-vinho que usava, junto com suas sapatilhas romanas. Ela era como uma guerreira vestida pela metade.

“Bellatrix, em breve iremos nos encontrar. Preciso avisa-la sobre os perigos que se aproximam...” – Pensou – “Por favor, esteja bem…”

― Você parece meio deprimida. ― uma voz vinda do além tirou a dama de armadura de seus pensamentos ― Consigo sentir sua tristeza daqui, tenha um pouco mais de ânimo, por favor.

Confusa, ela direcionou seu olhar para trás, deparando-se com uma peculiar jovem humana cujo os olhos eram tapados por uma venda azul-escuro. Ela sorria zombeteiramente, enquanto deixava a moça de armadura ainda mais confusa. Com a maior naturalidade do mundo disse:  

― Não sou um suculento pedaço de carne para você ficar encarando com tanta fome no olhar, tenha mais respeito. Deuses, você foi criada por lobos?   

― É.... Desculpe, nós nos conhecemos?  

― Não, mas isso não quer dizer que não podemos conversar como duas desconhecidas. ― disse a peculiar jovem de venda nos olhos ― De qualquer forma, chamo-me Jackie. E você é....

― Bellona, prazer.

― Como Bellona, a deusa da guerra? ― Jackie perguntou curiosa.

― Sim.... Essa mesma....

 

(...)

 

{11:40 AM}

 

Aqueles que estavam sentados na frente surpreenderam-se com o tamanho das muralhas que cercavam a academia. Muros com mais de sessenta metros e feitos com a mais resistente das rochas mágicas, protegiam a gigantesca Gatemoon dos perigos vindos da floretas. Mesmo abismados com o tamanho das muralhas os jovens não deixaram de ficar admirados com a academia. Nem mesmo o mais belo dos castelos de contos de fada aproximava-se da beleza de Gatemoon. Construído num formato de H gigante, o prédio principal era de tirar o folego. Quatro torres colossais, uma em cada ponta, inúmeros andares, uma grande ponte que ligava os dois prédios, nada no mundo se assemelhava àquilo. Era simplesmente divino.

Boquiabertos, os recém-chegados assustaram-se quando ouviram a voz do motorista:

— Bem-vindos a Gatemoon.  


Notas Finais


Bem, não me xinguem. Ou fiquem tiltados.
Ando meio distraido esses dias.
Bem, espero tenham gostado.
Comentários, reviews, e blá-blá-blá's são muito bem-vindos.
Vou tentar compensar esse erro.
Era só isso.
Bye.


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