História Academia Houston - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 86
Palavras 2.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY EY EY EY!
Bora com mais um cap, não? hahaha
Boa leitura o/

Capítulo 2 - Good Luck


Vacilo enquanto caminho pelo refeitório. Não consigo mais esconder o nervosismo, é como se uma parte de mim estivesse prestes a entrar em colapso enquanto a outra tenta acalmá-la a todo custo. Obviamente, a primeira parte é a que parece ganhar.

— Vá comer. — a ordem de minha mãe atinge os meus ouvidos antes mesmo que eu me sente a mesa.

Reviro os olhos e acabo encontrando o olhar de Scott, que me observa com certa curiosidade enquanto espera pela resposta.

— Não estou com fome. — digo tranquilamente, ocupando o meu lugar.

Existem sete mesas no refeitório, todas retangulares e extensas enquanto que a enorme bancada que nos separa da cozinha fica aos fundos. A maioria dos lugares estão ocupados pelas famílias residentes na resistência, assim como as portas estão ocupadas por duplas de guardas que nos encaram como se esperassem um mínimo sinal de confusão. Não me permito manter a atenção neles por muito tempo, então volto o olhar para minha mãe, que me encara com reprovação.

— São quarenta minutos daqui até a Academia. — seus olhos verdes parecem estranhamente frios enquanto ela faz pausas dramáticas ao falar. — Não vou deixar você sair sem comer, Rose.

— Mãe, eles devem ter comida naquele lugar, sabe? — o nojo em minha voz é inevitável.

Mamãe e Scott me encaram de maneira repreensiva e é impossível não encolher os ombros. A culpa não é minha se, para eles, os Alfas são os novos deuses do que restara da América, mas não é como se eu pudesse dizer aquilo em voz alta, então apenas finjo total interesse no mingau pastoso na bandeja da minha mãe.

— Você deveria estar feliz… — Scott resmunga, atraindo a atenção de ambas. — Está há poucas horas de se tornar uma Beta.

— Pode ir no meu lugar, se quiser. — dou de ombros, recebendo uma olhada feia da minha mãe. — O que? É uma academia militar!

— Que vai te treinar para…

— Para poder decidir o futuro do nosso país, já entendi. — reviro os olhos, me pondo de pé de supetão. Mamãe arqueia a sobrancelha e eu suspiro. — Vou comer.

Não espero pela resposta, apenas começo a minha caminhada na direção do balcão. Posso ver a felicidade estampada nos jovens conforme sigo pelo corredor, assistindo suas comemorações e seus sorrisos orgulhosos enquanto comem seu último café da manhã na resistência. Quase consigo notar suas mentes trabalhando sobre como deverão ser seus próximos anos na Academia, e sinto meu estômago embrulhar pela provável milésima vez quando noto que sou a única que não tem uma perspectiva.

— Rose!

Me viro a tempo de ver Rey se juntar a mim na fila. Sorrio para ela, vendo-a prender seus cabelos escuros no rabo de cavalo bagunçado enquanto se posiciona atrás de mim.

— Ansiosa? — indaga ela, abrindo um sorriso largo.

— Não tanto quanto você. — rebato, dando um passo quando a fila diminui.

— Minha mãe não para de falar nisso, nem sei mais se a ansiedade é toda minha ou se ela acabou por me passar um pouco também! — Rey revira os olhos, mas ambas acabamos rindo. — Ela não para de falar que finalmente verei o Preston!

Preston Fields é o irmão mais velho de Rey. Era um Alfa da linha de frente, mas havia se aposentado do exército após o último ataque, onde havia sido ferido gravemente e quase perdido a perna. As sequelas haviam limitado seus movimentos, o que lhe tornava inútil para o exército, mas isso não o impedia de lecionar na Houston.

— Provavelmente terá que ligar todo dia. — murmuro, estendendo meu braço quando chega a minha vez na fila. — Bom dia, Sue.

— Bom dia, querida. — a moça de cabelos grisalhos sorri de volta, passando o leitor sobre o meu braço. — Chegou o grande dia, não?

É, também temos racionamento de comida. Nada imprevisível, na verdade.

— Sim, vamos chutar a bunda de alguns alienígenas. — Rey toma a dianteira, me lançando uma piscadela enquanto me estende uma bandeja.

Minha visão falha e dou um passo em falso, vendo um lapso de uma parede brilhante.

Agora não, porra!

— Com certeza vão. — diz Sue, jogando um pouco da gororoba assustadora na minha bandeja. — Mas não podem salvar o país de estômago vazio, não?

Pelo menos o mingau cheira bem.

— O que vamos fazer sem você, Sue? — pergunta Rey, e reforço com um sorriso.

A expressão da senhora se contorce e tenho quase certeza de que ela está prestes a chorar quando passa o leitor sobre o braço de da minha amiga.

— Vou estar esperando vocês com um banquete quando voltarem da Academia, custe o que custar. — ela engole o choro conforme enche a bandeja de Rey. — E não com essa nojeira que eles arranjam nas expedições.

Sue não precisa dizer muito, e só pela maneira como ela sorri para nós, noto que é seu jeito de dizer “boa sorte”, então aperto sua mão sobre o balcão e murmuro um “obrigada” antes de seguir de volta para a minha mesa.

— Te vejo no salão do chanceler? — pergunta Rey.

— Claro. — dou de ombros e abro um sorriso sarcástico. — Serei a infeliz com cara de enterro.

Rey ri e revira os olhos, me acertando um chute fraco antes de seguir para a sua mesa. Me sento de frente para a minha mãe novamente e, com um sorriso falso, começo a saborear o mingau.

Quando estou na última colherada, ouço os auto falantes chiarem.

Vinte minutos para o início da catalogação. Todos os jovens de dezessete e dezoito anos, favor se apresentar no salão do chanceler. — Cindy Matthews se pronuncia através deles. — Repetindo: Todos os jovens de dezessete e dezoito anos, favor se apresentar no salão do chanceler.

Ergo o olhar para a minha mãe, vendo seus lábios tremerem quando ela me encara. É óbvio que não demora nem meio minuto para seus dentes morderem o lábio inferior e, mesmo que eu já tenha notado o desespero, ela endireita a postura e abre um sorriso falso.

— Bom… — Scott é quem se pronuncia, e consigo notar seu sorriso enorme sem ao menos encará-lo. — Está na hora, não?

Alterno o olhar entre os dois antes de assentir e me por de pé, pegando a bandeja logo em seguida. Eles fazem o mesmo, e colocamos os objetos no suporte antes de seguir até a saída, tenho a passagem liberada pelos brutamontes.

O fluxo de pessoas nos corredores da resistência aumenta feito o de formigas num formigueiro, e precisamos nos espremer por entre os residentes conforme nos aproximamos dos elevadores.

— Vai estar tudo cheio, com certeza. — diz Scott, puxando meu braço na direção das escadas.

Mamãe assente e, mesmo quando chegamos as escadarias, não conseguimos despistar as pessoas. Há uma fila para os elevadores, mas ainda assim há uma fila de subida e outra de descida nas escadas, ambas supervisionadas pelos guardas.

Me lembro do rapaz antes do toque de despertar e sinto meu estômago revirar o mingau, o que me faz engolir em seco.

— Quero que ligue todos os dias! — meu irmão se pronuncia, se virando para mim quando a fila para de andar. — Para contar tudo o que acontece, tudo mesmo!

— Sua vez vai chegar, querido. — mamãe sorri fraco, mas não consigo evitar estremecer com a ideia do meu irmão pirralho numa academia militar.

Tudo bem que Scott é forte — talvez um dos garotos mais fortes que já vi — mas ainda assim é quase uma criança.

— Mas enquanto não chega, Ross pode ir me atualizando.

— Rose estará ocupada com o treinamento, Scott. — me viro a tempo de ver minha mãe arquear a sobrancelha. — O treinamento dos Alfas é puxado, ela não terá tempo para ligar a todo instante.

— Pois é, Scott. — aceno com a cabeça, mas lhe lanço uma piscadela assim que mamãe se vira.

Ele pisca de volta e sorri feito uma criança que acabou de ganhar um doce.

Eu disse “quase uma criança”? Porque, na verdade, Scott é uma criança completa!

Seguimos em silêncio pelo restante da fila até conseguir acesso ao segundo andar da resistência: o andar da administração.

Apenas um nome bonitinho para os grandões que comandam o complexo e vivem em condições melhores.

— Não acredito que esse babaca já está indo e eu não! — ouço Scott resmungar. Ao me virar, consigo ver Ian O’Neil passando pelas mesárias da catalogação e indo em direção as filas dentro do salão.

— Scott, por que não vai falar com os seus amigos? — mamãe sorri nervosa. — Preciso trocar duas palavras a sós com a Rose.

Tem algo errado.

Muito errado.

Observo meu irmão mais novo se afastar e não demora nem meio segundo para que ela agarre meus ombros, me obrigando a encará-la.

Seus olhos azuis estão cheios de lágrimas.

— Rose, escute com atenção. — diz, tentando engolir o choro. — Você está saindo do complexo, não tenho mais como te proteger, então terá que fazer isso sozinha daqui por diante.

Observo as pessoas passarem ao nosso redor, procurando alguém que me ajude a entender o que ela está falando.

— Eles virão atrás de você, Rose. — ela aperta ainda mais meus braços. — E você não pode confiar neles, está me entendendo? Eles são perigosos, eles…

— Mãe, do que você está falando? — tento segurá-la para fazê-la me soltar, mas minha mãe é ágil ao se livrar do meu aperto. — Não posso confiar em quem?

— Ambrose, ouça o que estou dizendo! — seus olhos se arregalam junto aos meus, e ela olha para os lados antes de continuar. — Eles mataram o seu pai, não deixe que te matem também.

— Mãe…

— Ambrose!

Nossos olhares se voltam no mesmo instante para a origem da voz: o chanceler Xavier Bones. As mãos da minha mãe parecem raízes quando me soltam, e alterno o olhar entre ambos enquanto tento apaziguar minha expressão assustada.

— Chanceler. — cumprimento com a cabeça.

— Naomi. — ele acena na direção da minha mãe, que finalmente parece lembrar como respirar e puxa o ar o mais fundo que consegue.

— Bones. — diz ela, forçando um sorriso.

— Oliver está procurando por você, disse que há algum problema na administração dos recursos coletados na última expedição. — ele diz, sorrindo por trás da barba loira por fazer.

— Bom, eu… Eu… — nossos olhares se encontram e ela vacila por uns instantes. — Vou ver o que posso fazer, eu só…

Arqueio a sobrancelha para ela e mamãe bufa, logo se adiantando e me abraçando forte. O chanceler dá um passo para trás, nos dando algum espaço enquanto ela praticamente me espreme no abraço, plantando um beijo nos meus cabelos.

— O que você quis dizer? — sussurro o mais baixo que consigo, vendo os ultimos jovens se acumularem nas filas dos mesários.

— Não fale sobre isso com ninguém. — ela adverte. — Mantenha seus olhos abertos e as armas nas mãos, Rose. Vai precisar delas.

— Mãe…

Mas ela se afasta repentinamente, segurando meu rosto entre as mãos e sorrindo como se fosse a mulher mais orgulhosa do mundo. Só então noto o que toda aquela cantoria na hora de acordar significava.

Fachada.

Fachada para o seu medo.

Agora, medo de que?

Não faço ideia.

Seu cabelo ruivo me cega quando ela se inclina e beija minha testa, e vejo-a murmurar um “boa sorte” silencioso antes de me dar dois tapinhas no ombro e recuar.

— Colocarei Rose pessoalmente no avião, Naomi, não se preocupe. — o chanceler diz, e eles trocam olhares antes dela travar o maxilar e seguir para as escadas.

Meus olhos encontram o do chanceler.

O que está acontecendo?

Ele sorri e se põe ao meu lado, apoiando a mão nas minhas costas conforme caminhamos. Encaro Scott e ele não demora a deixar seu grupinho de amigos, correndo na minha direção e me abraçando forte. O chanceler recua novamente, e me permito ser reconfortada pelo meu irmão caçula uma última vez.

— Tome cuidado, Ross. — o aperto ainda mais, afundando o rosto em suas roupas e sentindo o cheiro do sabão padrão do complexo. — E deixe alguns Ômegas para mim, hein?

Rio baixo e me afasto, sorrindo fraco para não chorar. Me desvencilho dele a muito custo e respiro fundo antes de seguir até as curtas filas dos mesários, com o chanceler no meu encalço.

Paro de frente a uma mulher de cabelos loiros rebeldes, que mal me encara por trás dos óculos meia lua. Ela analisa algo no computador e estende a mão para mim, que logo lhe dou o braço e deixo que ela o passe no visor.

Minha ficha completa aparece na tela, com ela conferindo os dados e selecionando o “catálogo” no monitor.

Uma marca verde e a insígnia do governo aparecem, com ela então segurando o meu braço e retirando uma das seringas duma caixa. Olho aflita para o chanceler e ele não demora a tentar me reconfortar com um sorriso.

Observo a agulha entrar debaixo da minha pele e, assim que ela termina de pressionar o êmbolo da seringa, noto que minha identidade da resistência começa a desaparecer como se a pele estivesse sendo preenchida.

— Você receberá sua nova identidade assim que pousar. — adverte ela enquanto deslizo os dedos pela área, notando que mal lembrava de como ela era antes da marca.

Antes da invasão.

Aceno com a cabeça e ergo o olhar para ela, passando pelo detector de metais quando a mesma indica. Não há nenhuma complicação, como é de se esperar, então a mesária não demora a me indicar a primeira das cinco filas mistas de jovens em posição de descansar no salão do chanceler.

— Final da fila. — diz ela, arqueando a sobrancelha. — Boa sorte.

Me lembro instantaneamente da minha mãe e sou obrigada a camuflar meu pânico crescente com mais um sorriso falso conforme me encaminho para a fila. O chanceler Bones não demora a me seguir, mas mantenho o olhar baixo numa tentativa de evitar conversa. Vejo Rey há duas filas de distância e ela abre um sorriso rápido antes de voltar a olhar para a frente.

Só tenho o tempo de entrar na fila e ficar na posição até um homem se mover até a frente dos jovens. Seu uniforme é semelhante ao do exército, exceto por ser totalmente preto, e seu cabelo é cortado ao estilo militar.

Mas há algo que lhe difere de um soldado do exército comum.

O símbolo alfa em branco, bem evidente, no lado direito do peito.

Isso e, claro, as armas especiais presas nos quadris e nas costas.

É claro que precisamos de Alfas nos escoltando durante a viagem!

Ele nos analisa por alguns minutos até parar em mim, o que me faz engolir em seco.

Ah não, mais um não!

Mas, felizmente, o chanceler me dá dois tapinhas nas costas e segue até o Alfa, fazendo com que o mesmo desvie o olhar e use-o para acompanhá-lo o caminho inteiro.

Pelo menos ele não estava olhando para mim.

— Pessoal! — Bones grita, chamando a atenção de todo mundo. — Nós vamos embarcar todos vocês agora! Esperem pela orientação dos superiores para se mover, já que… — ele coça a nuca. — Vocês terão que ser guiados para fora do complexo.

Um burburinho corre todas as filas.

É óbvio que os hangares não são grandes o suficiente para abrigar os aviões do governo, mas mesmo assim todos parecem abismados com a ideia de sair da resistência assim, desprotegidos.

Com todo respeito, querido Alfa.

— Fiquem todos calmos. — o chanceler prossegue. — Mantenham-se em fila e aguarde até que um superior se aproxime. Suas novas identidades serão marcadas na Academia, que fica há aproximadamente quarenta minutos de voo daqui, então, estejam preparados e… — ele sorri. — Boa sorte.

A maioria abre sorrisinhos perversos, mesmo que tudo o que eu consiga fazer é repassar o curto discurso da minha mãe.

Não confiar, se proteger, manter olhos abertos e as armas nas mãos…

A ideia de ir para a Academia nunca parecera tão errada.


Notas Finais


Várias tretas começando... Ou talvez nem tão começando, ai vai depender do ponto de vista de vocês hahaha <3

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=jaCYS1x88aE
Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
Grupo do WhatsApp: Nome e DDD+Número por MP!
E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Nos vemos em breve, amores!
Xx


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