História Acampamento Shadow Falls - Capítulo 64


Escrita por: ~

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Categorias Acampamento Shadow Falls, Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Gaasaku, Naruhina, Naruto, Saino, Sasusaku
Visualizações 91
Palavras 2.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Escolar, Festa, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente
quando eu voltar da igreja tem mais

Capítulo 64 - Capitulo 6


Uma hora depois, Sakura andava em círculos pelo seu pequeno quarto, fazendo quase o mesmo trajeto que a mulher fantasma – a mesma que tinha desaparecido sem nem tentar responder à pergunta de Sakura. Mas antes que o espírito assustadiço desaparecesse, Sakura pôde notar a expressão de puro pânico em seu rosto.

Não que Sakura não compreendesse o fantasma.

Quantas vezes ela tinha ouvido a mesma maldita pergunta?

Quem é você? Ou melhor, o que é você, afinal? Francamente, ela não gostava de nenhuma das duas versões.

Mas alguma das duas perguntas lhe incutia pânico ou medo?

Frustração talvez, mas medo? Ok, talvez no início ela tivesse medo, mas só antes de aceitar a possibilidade de que não fosse de fato humana. Ela deveria pressupor que o espírito suspeitava que não fosse humano? Sakura recordou o olhar no rosto do espírito. Foi como se a pergunta indicasse um sinal de perigo ou despertasse alguma lembrança esquecida. E uma lembrança nada agradável, aliás.

Um frio fantasmagórico pairou no ar, anunciando o retorno do fantasma, e Sakura se encolheu.

— Sinto muito — disse Sakura. — Sei que está confusa. Pode acreditar, eu sei como se sente. Há muito tempo estou tentando descobrir quem sou também. — O frio se esvaiu. Então, o fantasma não estava a fim de falar. Sakura compreendia isso também.

Ela quase correu até Tsunade para perguntar por que o espírito não tinha um padrão cerebral. Então, como suspeitava que Tsunade iria querer abordar todas as outras “questões” que precisavam ser discutidas, decidiu adiar as perguntas. E quando dizia “questões”, Sakura estava se referindo ao seu recém-adquirido dom de cura, sua capacidade de derrubar paredes de concreto e a possibilidade de ser uma protetora. Com a cura e as paredes, ela podia lidar. Mas e quanto a ser uma protetora/Madre Teresa? Não. Por um tempo ela podia evitar ter de lidar com aquilo.

E não é que ela estivesse adiando a solução dos seus problemas, como Tsunade a acusara tantas vezes. Ela estava estabelecendo prioridades. Neste momento, sua prioridade era Gaara e as suas atitudes contraditórias. Como ele podia querer ser sua sombra se há duas semanas não queria nem sequer olhar para ela? Será que os sentimentos dele por ela tinham mudado? Será que ela queria que tivessem mudado?

Ela pensou a respeito. Lembrou-se da intimidade que sentiam quando se esgueiravam furtivamente dos lugares e ele a beijava com paixão. Ela sentia falta de como ele fazia tudo parecer um conto de fadas. O que ela não daria agora para estar num conto de fadas e não ter de lidar com toda aquela confusão!

Mas será que isso significava que, se ele dissesse que estava arrependido, ela iria perdoá-lo? Depois de dar mais algumas voltas pelo quarto, chegou à conclusão de que seu coração estava muito confuso para saber o que queria.

Como que para analisar a questão mais profundamente ainda, ela teve uma lembrança instantânea de como se sentiu quando Sasuke a beijou.

Não houve visões de conto de fadas, mas ela não podia negar que tinha sido bem impressionante.

Droga!

Ela se jogou na cama. Estava totalmente confusa! Então deu um soco bem dado no travesseiro e gritou com a boca enterrada nele.

Depois de respirar fundo, Sakura se afastou do travesseiro. Tinha que fazer alguma coisa. Mesmo que fosse a coisa errada. Depois de calçar o tênis, pegou a escova de cabelo. Escovou algumas vezes as mechas rosas, vestiu uma regata branca limpa e saiu do quarto.

Hinata se levantou do sofá.

— Olá!

— Olá! — Sakura continuou andando em direção à porta, sem querer explicar aonde ia, porque, se ouvisse ela mesma dizendo aquilo em voz alta, poderia pensar duas vezes. E ela não queria pensar duas vezes; na verdade não tinha pensado naquilo nem uma vez ainda. Mas tinha que fazer alguma coisa. Estava cansada de ficar naquele limbo!

— Aonde a senhorita vai? — Hinata perguntou.

— Sair. — Sakura estendeu a mão para a maçaneta. Em vez disso, no entanto, acabou pegando a cintura de Hinata, que tinha atravessado a sala numa fração de segundo e agora estava postada na frente dela, bloqueando a passagem.

— Pode me dar licença? — Sakura tentou não deixar seu estado de ânimo transparecer na voz.

Temperamental como era, Hinata não tinha paciência com o mau humor de mais ninguém. E iniciar uma discussão com ela naquele momento não estava nos planos de Sakura.

— Aonde nós vamos? — Hinata perguntou.

— Nós não vamos a lugar algum. Eu estou indo a um lugar.

— Eu vou também.

— Não vai, não.

— Ela vai, sim — insistiu Ino, saindo do quarto. — Sakura Haruno, apresento-lhe a sua primeira sombra: Hinata Hyuga.

— Ao seu dispor! — disse Hinata, fazendo uma pequena reverência. Seu tom exalava sarcasmo.

— Ah, fala sério! — reclamou Sakura. — Não vou sair do acampamento. Vai ficar tudo bem.

Hinata franziu a testa.

— Você só sai desta cabana se eu for junto. — Ela pôs uma mão nos quadris, como que para enfatizar o que dizia.

Sakura suspirou e tentou se acalmar antes que seu sangue fervesse.

— Escute, eu preciso falar com Gaara, ok? E vai me desculpar, mas não quero que você vá comigo. É um assunto particular.

A expressão zangada de Hinata desapareceu e algo que parecia cumplicidade a substituiu; então ela olhou para Ino.

— Você ainda acha que é melhor não falar nada pra ela?

— Ah, que inferno! — Ino se sentou no sofá. — Talvez você tenha razão. Mas não vamos apenas dizer a ela, temos que mostrar.

Sakura olhou para Ino e se lembrou das amigas fazendo ar de mistério um pouco antes de Jiraya entrar na cabana.

— Dizer o quê? O que vão me mostrar?

Hinata pegou o telefone do bolso do jeans e começou a teclar alguma coisa.

— Neji me mandou isso. Eu queria te contar logo de cara, mas Ino disse que você tinha sido sequestrada e aquilo já era coisa demais para uma pessoa só.

— Neji te mandou o quê? — Sakura inclinou-se até quase encostar o nariz no da amiga vampira. A sua paciência já estava se esgotando.

— Calma aí! — Hinata deu um passo para trás. — Mais paciência. Você está agindo como se fosse Lua cheia de novo. — Ela estudou Sakura. — Mas não é, certo? — Então Hinata olhou para Ino, que ainda estava estendida no sofá. — Já está na época de as lobas ficarem com TPM?

Sakura pensou na pergunta, quase com medo de que Hinata estivesse certa. Será que era por causa do ciclo lunar que ela se sentia tão estranha ou seria tudo culpa do que tinha acontecido nos últimos dias?

— Não. — Ino se levantou do sofá e se aproximou. — Temos mais uma semana pela frente antes de ter que enfrentar a TPM lunar.

Sakura franziu a testa. Ela não tinha se transformado em loba na última Lua cheia, mas parecia que estava enfrentando as flutuações de humor típicas dos lobisomens antes da transformação. E, obviamente, as suas duas companheiras de quarto ainda consideravam a possibilidade de ela ser um deles. Mas Sakura não achava aquilo tão fora de propósito. Àquela altura, ela poderia virar qualquer coisa.

— É melhor alguém começar a falar — exigiu Sakura. — E rápido!

— Meu Senhor! — exclamou Hinata. — Eu estou tentando encontrar. Aqui está! — Ela olhou para Sakura. — Olha só, meu primo Neji me mandou algumas fotos e perguntou se esse por acaso era um dos nossos campistas. Você sabe que ele vive numa comunidade de vampiros na Pensilvânia, não é?

Ela estendeu o telefone e Sakura olhou para a imagem.

— É Gaara. — Alguns segundos se passaram. — O que ele foi fazer na Pensilvânia? — Ela não sabia onde a UPF o enviara ou onde o meio fae tinha ido à procura do pai.

— Eu tenho uma pergunta melhor. — Hinata puxou o telefone, apertou outro botão e depois segurou-o mais no alto para Sakura ver. — O que Gaara está fazendo se agarrando com uma vampira da Pensilvânia?

O coração de Sakura deu um salto quando viu Gaara dando um beijo na boca de uma garota de cabelos castanhos. E não era só um beijo. A garota estava com as pernas entrelaçadas na cintura dele, enquanto as mãos dele sustentavam o peso da garota, espalmadas sobre o seu traseiro bem torneado.

Sakura sentiu uma dor no peito.

— Quem... Como... O que é...?

— Eu também perguntei quem ela era — Hinata disse. — Seu nome é Ellie Mason e é novata na comunidade de vampiros. Neji disse que alguém afirmou que Gaara era de Shadow Falls e ele só queria ver se sua fonte estava dizendo a verdade.

Ellie? Sakura se lembrou de Gaara lhe dizendo que ele tinha namorado uma vampira chamada Ellie. Ela também se lembrou de que ele tinha doado sangue a ela. Estranho como Sakura nem sabia que se lembrava disso, mas agora o episódio parecia aflorar na sua memória.

— Ellie. — A palavra ao deixar seus lábios causou uma dor forte e profunda em seu coração. E o coração devia realmente ser o centro das emoções, pois uma dezena delas começou a voejar ao redor do seu peito como pássaros selvagens atrás de um enxame de mariposas. Raiva, ciúme, deslealdade, suspeita... a lista era longa.

— Eu preciso disto. — Ela agarrou o celular de Hinata e tentou tirar a amiga do caminho. Não que seu esforço tenha dado muito resultado. Hinata não se moveu um centímetro.

— Desculpe. Mesmo assim não posso deixá-la ir sozinha — disse Hinata. — Sério, eu sou sua sombra.

— Tudo bem, então venha. É só não ficar no meu caminho! Fique longe. Bem longe. Eu preciso falar com ele sozinha. — Lágrimas ardiam nos olhos de Sakura.

Lágrimas de ciúme, frustração e decepção.

Lágrimas por saber que ela não tinha o direito de sentir nenhuma dessas emoções.

Ela não ia se permitir chorar. Mas ainda sentia as lágrimas se acumulando em seus olhos. Sentiu-as descerem pela sua garganta e queimarem seu peito.

Com o telefone apertado na mão, Sakura disparou pela floresta em direção à cabana de Gaara, esperando que ele estivesse lá. Ela não tinha a menor ideia do que diria quando o visse. Não queria pensar, apenas chegar lá. Saltou sobre espinheiros, abaixou-se para não se chocar contra os galhos mais baixos e correu feito louca. Os passos de Hinata soavam atrás dela, cada vez mais perto – a amiga levava seu trabalho como sombra a sério.

A sério demais.

O baque dos pés de Sakura no chão de terra ecoava pela floresta e o cheiro de chuva pairava no ar. Uma tempestade de verão caía em algum lugar a distância, mas não tão longe, porque um trovão ribombou acima dela.

Depois de uma outra grande trovoada, o silêncio reinou. Um relâmpago enviou centelhas de luz prateada através das folhas até a terra úmida. Sakura continuou correndo, continuou sofrendo. Ela podia sentir no ar a tempestade, a energia, o poder que emanava dela. Mais um trovão ribombou no céu.

De repente, um som alto soou à sua direita e um grande cervo – um macho com chifres grandes o suficiente para decorar a parede de um caçador – surgiu por entre as árvores e parou no meio da trilha. Chocada, Sakura fez uma parada abrupta também. Poucos centímetros a mais e ela poderia ter sido empalada pelos chifres do animal. Ela mal tinha recuperado o fôlego quando um raio atingiu e derrubou uma velha árvore um pouco além de onde estava o cervo. O tronco ainda chiava quando Sakura sentiu Hinata colidir com ela.

— O que aconteceu? — exclamou Hinata.

O cervo jogou a cabeça para trás, arremetendo com os pesados chifres quase como se fizesse uma ameaça, e então disparou. Mas não antes de Sakura sentir o olhar frio e de alguma forma cruel do animal.

Os pelos de sua nuca se eriçaram. Aquele olhar calculista significava alguma coisa. Era como o olhar da águia, naquele mesmo dia mais cedo. Sakura encheu os pulmões de ar e esperou que o oxigênio clareasse sua mente e ela percebesse que estava errada.

Não queria acrescentar mais nada à sua lista de mistérios não revelados. Mas o ar nos pulmões não ajudou.

O solo ainda chiava e estalava enquanto centelhas minúsculas dançavam em volta do tronco atingido pelo raio. O cheiro de madeira queimada e da chuva que se aproximava pairava no ar. Sakura não tinha certeza se era sua imaginação ou não, mas sentia os calcanhares formigando com uma corrente de energia.

— Aquilo foi assustador! — murmurou Hinata.

— Tem razão.

— Nossa! O raio quase atingiu você!

— Mas não atingiu. — Sakura olhou para o telefone na mão e se lembrou de Gaara.

— Nossa! — Hinata repetiu. — Se o cervo não tivesse aparecido...

 — Não importa. — E Sakura queria que realmente não fosse importante. Ela ouviu o barulho da chuva caindo sobre as folhas acima dela antes de sentir os pingos na sua pele. O dia tinha quase se transformado em noite. A tempestade havia chegado e combinava com seu humor. Ela apertou o telefone de Hinata na mão, protegendo-o da chuva, e disparou novamente pelo bosque.

Em poucos minutos, quase sem fôlego e molhada da chuva, Sakura irrompeu pela varanda da cabana de Gaara, deixando Hinata para trás. O segundo passo varanda adentro lhe trouxe à tona uma lembrança. Ela tinha ido ali uma vez à procura dele e visto sangue no assoalho. Achou que ele tinha sido atacado e invadiu a cabana apenas para encontrá-lo... tomando banho.

Naquele dia, ela presenciara uma cena de encher os olhos e, depois que ele se vestiu, eles tinham se sentado no chão da varanda, encostados na parede da cabana, e conversado.

Trocaram experiências.

Riram.

Ela não se lembrava de um dia ter se sentido tão próxima de alguém. Como as coisas podiam ter mudado tão rapidamente entre eles?

Ela foi até a porta e bateu. A porta se abriu e Chris – o vampiro colega de dormitório de Gaara – estava lá.

— Oi! — Ele arregalou os olhos e olhou para baixo. — Concurso da camiseta molhada? — ele brincou.

Sakura olhou para baixo, fazendo cair sobre os ombros as pesadas mechas de cabelo molhado. Sua blusa branca e o fino sutiã estavam totalmente transparentes. Ela franziu a testa e puxou o cabelo para cobrir os seios.

— Gaara está aí?

— Está — disse ele. — Se ele vai atender à porta é outra coisa. Vive enfiado no quarto desde que voltou. — Ele olhou por cima do ombro e gritou: — Gaara, visita!

Sem querer ficar ali sob os olhos cheios de malícia do rapaz, Sakura se afastou da porta e esperou nos degraus da varanda. Ainda tentando controlar o batimento cardíaco, ela descolou a blusa encharcada da pele e agitou o tecido, esperando que ele secasse mais rápido.

Em poucos minutos, passos conhecidos se aproximaram da porta. Ela se virou e olhou para Gaara, reprimindo o impulso de correr e se jogar em seus braços.

Deu um passo na direção dele, então se conteve. Se ele a rejeitasse, iria doer demais.


Notas Finais


Gaara vacilaum ;-;


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