História Acampamento Shadow Falls - Capítulo 66


Escrita por: ~

Postado
Categorias Acampamento Shadow Falls, Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Gaasaku, Naruhina, Naruto, Saino, Sasusaku
Visualizações 93
Palavras 3.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Escolar, Festa, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


GENTE N ME MATEM
SERIO
NAS NOTAS FINAIS EU EXPLICO
BOA LEITURA <3

Capítulo 66 - Capitulo 8


— O que foi isso? — Hinata perguntou.

Sakura olhou para o pássaro. Ele não se moveu. Não fez um barulho. Será que...? Seu coração se apertou.

— Engula essa! Está chovendo passarinho morto. Agora eu estou realmente apavorada. Podemos ir embora, por favor?

O espírito olhou da gralha azul para Sakura.

— Está morto? — ela se ajoelhou e olhou para o pássaro. Quando olhou para cima, tinha lágrimas nos olhos. — Está morto. Assim como eu. Assim como os anjos da morte avisaram. Alguém vive e alguém morre.

— Ninguém vai morrer.

Sakura pegou o corpinho flácido do pássaro. Seu pescoço pendeu para um lado. Ela se lembrava de ter visto o pássaro tão cheio de vida apenas alguns instantes antes. O que tinha acontecido? Ela olhou para o espírito.

— Você o matou?

— Não, eu não o matei! — disse Hinata. — Espere, você não está falando comigo, não é? É um anjo da morte ou só um fantasma?

— Não. — Jane olhou em volta como se estivesse tão assustada quanto Hinata. Ela se aproximou. — Os outros o mataram. Eles não são do bem.

Sakura tremia com o frio fantasmagórico.

— Quem são os outros?

— Psiu. — O espírito levantou um dedo e o pousou sobre os lábios. — Eles estão vindo. — Então desapareceu no ar.

Hinata ficou para trás e continuou a olhar o pássaro fixamente. Sakura colocou as mãos em torno da gralha azul. Ela tinha curado Tenten. Seria possível que fosse capaz de...?

Sakura fechou os olhos e tentou se concentrar em pensamentos de cura.

O pássaro começou a estremecer. Sakura abriu as mãos e suas asas se abriram. Suas penas, brancas e de um brilhante azul royal, ficaram sob um facho de luz do sol e refulgiram, então a ave arremeteu aos seus pés e voou para longe. Sakura o assistiu desaparecer sobre as copas das árvores, com emoções ambivalentes. Por um lado, ela tinha dado vida a alguma coisa, e isso era legal. Por outro lado... Bem, isso era muito estranho.

— Você fez o que eu acho que você fez? — Hinata perguntou. — Acabou de trazer aquele pássaro morto de volta à vida?

Sakura olhou para a amiga.

— Eu não tenho certeza.

De repente, o silêncio reinou na floresta. As palavras do espírito ecoaram na cabeça de Sakura. Eles estão vindo.

A ausência de barulho parecia ameaçadora.

Sakura olhou para Hinata.

— Por acaso você está sentindo alguém aqui?

Hinata farejou o ar.

— Não. Mas tudo está quieto demais.

— É melhor a gente ir — Sakura sussurrou.

— Não vai precisar pedir duas vezes.

Sakura correu atrás de Hinata, na esperança de fugir do silêncio, do sentimento de perigo e de outra constatação surpreendente sobre seus poderes.

 

 

 — Tem certeza de que estava morto? — Tsunade perguntou.

— Eu não ouvi a pulsação. — Sakura andava de um lado para o outro no escritório. — Mas os pássaros costumam cair das árvores inconscientes?

Tsunade reprimiu um sorriso.

— Acho que não.

Por alguma razão, para a líder do acampamento a notícia não parecia nem de longe tão surpreendente quanto para Sakura.

Esta, ainda sem fôlego por causa da corrida, havia saído da floresta e ido direto falar com Tsunade. Hinata, que levava a sério a sua incumbência de sombra, esperava do lado de fora.

— O fantasma estava lá. Você acha que a presença dele fez isso? Talvez não tivesse nada a ver comigo. O pássaro voltou à vida quando ele se foi. Então, talvez fosse só o espírito.

— Pode ser. Mas nunca ouvi falar que a presença de um espírito pode matar animais selvagens, ainda que temporariamente. Talvez o pássaro estivesse atordoado. Talvez tudo isso seja uma pista.

— De quê? — Sakura perguntou, frustrada.

— Da identidade do espírito, talvez.

Sakura parou em frente à mesa.

— Como um pássaro morrendo vai me revelar quem o fantasma é?

— Às vezes, os espíritos têm maneiras estranhas de se comunicar.

Sakura refletiu sobre algumas lembranças, em sua mente já confusa, e então se lembrou.

— Jane Doe não tem padrão cerebral. Nada. É uma mente em branco.

— Em branco? — Desta vez Tsunade pareceu realmente intrigada.

 — É. Eu ficava tentando me concentrar no padrão dela, achando que eu não estava... vendo direito. Porque achava que todo mundo tinha padrão cerebral, como impressões digitais.

Sakura se deixou cair na cadeira em frente à líder do acampamento.

— Eu nunca vi uma mente em branco, mas...

— Acho que ela é sobrenatural. — Sakura mordeu o lábio.

— Por que você acha isso?

— Porque ela sabia sobre os anjos da morte.

Tsunade pareceu refletir sobre isso.

— Ela provavelmente ouviu você falando sobre eles.

— Talvez. Mas... ela está realmente com medo de alguma coisa.

— Morrer pode ser assustador se você não estiver preparado.

— Acho que é mais do que isso — disse Sakura.

— Como assim?

— Eu não sei ainda. Mas é... alguma coisa.

— Espere. — Tsunade pousou a mão sobre a mesa. — Você não me disse que ela tinha algum tipo de cicatriz na cabeça?

— Disse. — Sakura tocou a têmpora. — Ela tem pontos e sua cabeça está raspada.

— É provavelmente um tumor. Eu nunca vi ninguém com um, mas ouvi falar que tumores podem fazer coisas estranhas com o padrão cerebral.

— Mas um tumor pode fazê-lo desaparecer? — Sakura perguntou. — E por que ela ficou assustada quando perguntei o que ela era? Eu realmente acho que ela é sobrenatural.

— Eu não estou dizendo que ela não seja um de nós, mas... raramente nós, seres sobrenaturais, ficamos por aqui por muito tempo depois de morrer. Em todos esses anos em que lidei com fantasmas, só cruzei com três sobrenaturais.

— Mas o meu pai ainda está por aqui.

— Ele tinha uma razão muito boa para ficar. Cuidar de você.

Sakura colocou a perna sobre a cadeira e abraçou-a. Seus pensamentos desviaram-se do fantasma para o seu pai e depois para o fantasma novamente.

— Eu não sei... Alguma coisa nela é... diferente. Lembra que ela me disse que tinha mensagens dos outros?

— Isso não é incomum. Eu sempre vejo espíritos que me dizem alguma coisa sobre alguém. — Tsunade rolou um lápis entre as mãos.

— Mas uma mensagem dos anjos da morte? — Sakura perguntou.

— Não, mas como eu disse, ela pode ter ouvido você mencionar os anjos da morte e simplesmente ficado confusa. Ela mencionou a mensagem de novo?

— Sim. Todas as vezes, como se fosse importante. — Sakura fez uma careta. — Ela vive dizendo que alguém vai viver e alguém vai morrer. E eu não gosto da parte do “morrer” — disse, abraçando mais forte o joelho.

— Nem eu — Tsunade concordou. — Mas como você já sabe, os fantasmas não se comunicam muito bem. Portanto, não entre em pânico. Basta continuar fazendo perguntas e procurando pistas.

— É possível que ela só esteja aqui para me transmitir essa mensagem?

— Dificilmente. É mais provável que o motivo seja outro.

Sakura franziu a testa.

— Então como, pelo amor de Deus, eu vou ajudá-la se ela nem se lembra de quem é?

Tsunade apoiou o queixo na palma da mão.

— Eu acho que esse espírito pode ser um dos difíceis.

— Como se eu já tivesse visto algum fácil... — Sakura apertou os braços ao redor da perna. — Tem uma coisa que eu queria checar.

— O quê?

— O Cemitério de Fallen. Eu sei que você disse que ela poderia ter vindo de qualquer lugar, mas ainda acho estranho que tenha surgido no carro da minha mãe bem na frente dele.

Tsunade franziu as sobrancelhas.

— Eu não vou dizer a você para não ir, mas cemitérios não são o melhor lugar para alguém que vê fantasmas. A esta altura você deve ser capaz de ver mais de um de uma vez, e muitos deles ficam perto de cemitérios por um longo tempo.

Sakura se lembrou.

— No enterro de Nana, eu tive uma dor de cabeça terrível.

— Provavelmente eram eles tentando se comunicar. E isso foi antes de você poder vê-los. Às vezes, eles podem se aproximar todos de uma vez e aí fica... difícil.

— Mas se essa é a única pista, eu tenho que tentar.

— Você não é obrigada — Tsunade argumentou. — No começo, eu nunca me recusava a ajudar um espírito. Mas aprendi que às vezes você tem que dizer não para preservar a própria sanidade.

— Mas eles vão simplesmente continuar voltando.

Tsunade inclinou a cabeça um pouco.

— Você não se lembra de que conversamos sobre como se fechar para eles?

Sakura franziu a testa.

— Eu me lembro, mas não domino muito bem essa técnica.

— Podemos praticá-la novamente, mas... — Tsunade consultou o relógio. — Tenho um compromisso agora.

— Eu quero ajudar esse espírito. Ele tem alguma coisa especial. — Sakura podia não sofrer de amnésia, mas havia muito na sua vida que ela ainda não sabia... coisas que queria saber.

Tsunade assentiu com a cabeça.

— Eu entendo. E vou apoiar você independentemente do que decidir fazer. Apenas me avise antes de ir. Como Jiraya já disse, você não pode ir a nenhum lugar sem uma sombra.

— Eu não estou gostando muito dessa coisa toda de sombra — disse ela.

— É só até vermos que rumo as coisas vão tomar.

Sakura mordeu o lábio, lembrando-se das outras coisas que precisava discutir com Tsunade. Todas aquelas questões sobre ser capaz de curar e de ser protetora.

Sem mencionar as perguntas que queria fazer sobre o efeito avassalador que tinha sobre as emoções de Gaara.

E havia também... Ela nunca iria se livrar das sombras se confessasse suas outras preocupações! Mas não discuti-las era idiotice. E Sakura não era idiota.

— As nossas câmeras de segurança são capazes de detectar... metamorfos?

Tsunade se inclinou para a frente.

— Tenho certeza de que são. Por quê?

— Provavelmente não é nada, mas aconteceram algumas coisas. Pode ser que não seja nada demais, mas não é essa a impressão que eu tenho.

Tsunade parou de rolar o lápis nas mãos.

— Que tipo de coisas?

— Quando saí para voltar à cabana, topei com uma cascavel, mas eu não a vi até que uma águia desceu do céu e a agarrou. Foi estranho.

— Ela foi atrás de você? — A preocupação obscureceu os olhos castanhos de Tsunadee.

— Não, não teve chance. Mas a coisa toda foi simplesmente estranha.

— Estranha como?

— A águia simplesmente desceu do céu. — Sakura de repente sentiu como se estivesse exagerando.

Tsunade acrescentou:

— Há muitas cascavéis nesta época do ano e concordo que ver uma águia arremetendo pode ser...

Sakura não esperou que Tsunade continuasse.

— E então, quando eu comecei a... correr pelo bosque, um cervo, um macho imenso, surgiu no meu caminho. Eu parei e, uma fração de segundo depois, um raio atingiu uma árvore um pouco adiante de onde ele estava. Se o cervo não tivesse bloqueado o meu caminho, eu poderia ter sido atingida.

Tsunade franziu a testa.

— Eu não estou gostando nem um pouco dessa história.

— E o cervo e a águia, eles... olharam bem pra mim como se estivessem tentando me dizer algo.

Tsunade franziu a testa.

— Você acha que pode se comunicar com os animais?

— Não. Eu acho que não. Eles pareciam malévolos.

Tsunade inclinou a cabeça para o lado, intrigada.

— O cervo e a águia pareciam malévolos?

Quando Sakura confirmou com a cabeça, Tsunade pareceu ficar mais perplexa e preocupada.

 — Com essas coisas estranhas acontecendo, eu não posso acreditar que seja tudo pura coincidência. Mas, se estou entendendo, tanto a águia quanto o cervo pouparam você de se machucar. Como poderiam ser malévolos? Se fizeram alguma coisa, foi proteger você.

Sakura puxou um punhado de cabelo por sobre o ombro e o torceu.

— Eu sei que não faz sentido, mas foi o que pareceu.

Tsunade colocou o lápis sobre a mesa e pegou o telefone.

— É melhor avisar Jiraya... Não. — Ela largou o telefone. — Jiraya foi a uma reunião com a UPF. Eu não quero incomodá-lo agora, mas vou falar sobre isso assim que ele voltar.

Sakura ouviu a porta da frente da cabana se abrir.

Tsunade olhou para o relógio e franziu a testa.

— Eu tenho outra reunião, mas precisamos conversar mais sobre isso. Você pode esperar até que eu termine para que possamos continuar nossa conversa?

— Eu posso voltar mais tarde — disse Sakura, sem querer ficar mais tempo ali no escritório. Ela ia se sentir como uma criança enviada para a diretoria. — Ah, Jiraya ainda precisa das fotos do meu pai? Se não, eu gostaria de ficar com elas.

— Ele está fazendo testes para ver se são originais ou cópias. Só deve precisar de mais alguns dias.

— Oi — soou uma voz feminina desconhecida por trás de Sakura. — Me desculpe. Eu não sabia que você estava com alguém aqui. Eu posso esperar no...

— Tudo bem — disse Tsunade.

O coração de Sakura deu um salto quando ela reconheceu a morena como a garota que estava beijando Gaara na foto do celular de Hinata.

— Sakura — Tsunade apresentou-a, — esta é Ellie Mason. Ela acabou de se matricular em Shadow Falls.

Hora da encenação, pensou Sakura. Hora de tempo para fingir que não doeu. Ela forçou um sorriso.

— Oi.

— Você é Sakura Haruno?

Sakura concordou com a cabeça, sem saber o que esperar.

— Gaara me contou de você. — Ela sorriu, e então apertou as sobrancelhas para verificar o padrão cerebral de Sakura. — Uau! Você realmente tem um padrão estranho.

Ellie fez uma cara engraçada como se estivesse constrangida.

— É — disse Sakura. — Todo mundo diz isso. — Seu sorriso forçado se desvaneceu.

— Sinto muito — disse Ellie. — Eu não quis ser rude. Gaara só tem coisas boas pra dizer a seu respeito.

— Não acredite em tudo que ele diz. — Sakura tentou suavizar o tom de voz, porque se sentia muito mal por não gostar da garota. Mas como ela poderia gostar de Ellie quando tudo o que podia pensar era que ela provavelmente era uma das quatro meninas com que Gaara tinha transado? Então ela se perguntou se aquele beijo era tudo o que tinha acontecido na Pensilvânia.

— Eu sempre acredito em Gaara. Especialmente quando se trata de pessoas. — Ellie deu outro passo para dentro da sala.

Sakura odiava admitir, mas Ellie era bonita. Olhos azuis, cabelos castanhos abundantes e covinhas no rosto. A garota abriu um sorriso sincero.

— Gaara não costuma exagerar. E por ser meio fae, ele sabe avaliar o caráter das pessoas. Se gosta de alguém, é porque essa pessoa merece.

Sakura queria poder discordar. Não tanto porque não se considerasse merecedora do afeto de Gaara. Mas porque, obviamente, ele se importava com Ellie a ponto de trazê-la de volta a Shadow Falls, o que significava que Ellie era uma pessoa que valia a pena.

Sakura se sentiu envergonhada novamente por pensar mal de Ellie e tentou reprimir o sentimento.

— Talvez quando me conheceu seu lado fae estivesse de folga. — Ela tentou acrescentar um pouco de humor ao comentário e se levantou. — Eu preciso ir.

— Sakura, que tal se eu for à sua cabana daqui a cerca de meia hora? — Tsunade perguntou, a preocupação aprofundando o seu tom de voz.

Sakura acenou com a cabeça, concordando.

— E tenha cuidado! — Tsunade disse.

— Terei. — Sakura parou quando se aproximava de Ellie. — Bem-vinda a Shadow Falls — ela disse, tentando de fato desejar isso a ela.

— Obrigada — disse Ellie.

 

 

— Será que a minha audição de vampira está com defeito?! Você disse mesmo, “Bem-vinda a Shadow Falls”? — Hinata perguntou, com sarcasmo, quando Sakura saiu da cabana. — Eu teria dado um soco naquela safada.

— Não, você não teria. — Sakura notou que a tempestade tinha passado.

— Talvez não, mas gostaria de dar. — A preocupação deixou os olhos de Hinata sombrios.

— E você acha que eu não gostaria? — As inseguranças cresciam no peito de Sakura. — Ela é bonita, não é?

— Não — disse Hinata, mas Sakura sabia que era mentira. Ellie era bonita e agradável e provavelmente tinha feito sexo com Gaara.

O peito de Sakura ficou oprimido com um ciúme indesejado, e sua mente criou uma imagem de Ellie e Gaara juntos. Eles se beijando... Eles...

Ela começou a andar em direção à sua cabana. Andar rápido. Hinata ficou ao lado dela o tempo todo, mas deve ter percebido o humor de Sakura, porque não disse mais nada.

Sakura foi até a cabana sem falar, mas, assim que pisou na varanda, olhou para Hinata.

— Você acha que eles fizeram sexo?

— Eu... — Hinata fez uma careta.

— Eu sei que eu não devia me importar. Mas acho que me importo. Droga! Por que parece que tudo gira em torno de sexo? Estou começando a odiar sexo e nem experimentei ainda. Essas imagens ficam girando na minha cabeça. É como um filme pornô que eu não consigo parar de assistir...

Hinata apertou a mão sobre a boca de Sakura e desviou o olhar para um ponto sobre o ombro dela.

Sakura estendeu a mão e tirou a mão da amiga dos lábios.

— Tem alguém atrás de mim? — Ela rezou para a resposta ser não.

O sorriso maroto de Hinata fez Sakura ter certeza de que sua oração não tinha sido atendida.

Ela engoliu em seco de vergonha e tentou imaginar qual seria a pior pessoa possível para estar atrás dela. Ellie? Gaara? Não. Ela fitou os olhos de Hinata e murmurou a palavra Sasuke.

Por favor. Por favor. Por favor, que não seja Sasuke.

Hinata fez que sim com a cabeça. Sakura reprimiu um gemido. Ainda não estava pronta para enfrentá-lo, então olhou para o bosque. Em meio ao labirinto de árvores, viu o Sol se deitar no horizonte. Quem dera pudesse segui-lo e desaparecer também.

— Pode nos dar um minuto? — A voz de Sasuke veio de algum ponto atrás do ombro de Sakura.

Sabendo que era inevitável, ela se voltou. Seu rosto ardeu, quando se lembrou do seu comentário sobre o filme pornô e toda aquela conversa sobre odiar sexo. Que ótimo! Ele tinha ouvido tudo.

— Não vai dar — Hinata respondeu. — Eu sou a sombra dela.

— Bem, digamos que eu esteja assumindo o posto — disse ele, quase rosnando.

— Está tudo bem — Sakura disse para Hinata.

Hinata franziu a testa.

— Se algo acontecer com ela no meu turno, juro que arranco esse seu rabo lupino.

— Nada vai acontecer. — Os olhos pretos dele escureceram e, em torno das bordas, Sakura viu um brilho laranja incandescente que indicava raiva.

Sakura não podia deixar de se perguntar se ela era direcionada a Hinata ou...

— Tudo bem. — Hinata entrou na cabana batendo o pé. E bateu a porta com tanta força que toda a varanda estremeceu.

Sakura olhou para o lobisomem. Ele ainda parecia meio chateado.

— Vamos dar uma volta — disse ele.

Sakura lembrou como todo o corpo de Sasuke tinha enrijecido quando ela defendera Gaara. Será que ele estava com raiva dela, também? A ideia de magoá-lo depois de ele ter arriscado a vida para salvá-la embrulhou seu estômago. Ele não merecia aquilo, e Sakura não tinha intenção de magoá-lo. Mas Gaara também não merecia ser acusado por tentar ajudá-la.

Ele deu um passo para fora da varanda e olhou para trás.

Os olhos dele tinham uma tonalidade laranja brilhante agora. Sakura se lembrou de que um tempo atrás ela se assustava ao ver um lobisomem furioso. Quer dizer, ela se lembrava de uma época em que nem mesmo acreditava que lobisomens existiam, estivessem furiosos ou não.

— Você vem? — Sasuke perguntou.


Notas Finais


olha gente
meus professores n perdoaram e passaram zilhões de trabalhos e tarefas pq eles sao uns cuzao, isso mesmo! to correndo contra o tempo , acordei cedinho num sabado e ate agora n acabei nem metade dos dever
eu vou me matar
espero que gostem do capitulozinho, eu espero de coração que terça tudo volte ao normal
kissus


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