História Acaso - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jimin!uke, Jungkook, Jungkook!top, Lemon, Shortfic, Sobrenatural, Yoongi, Yoongi Tatuado, Yoongi!top, Yoonkook Menção, Yoonkookmin, Yoonmin
Visualizações 305
Palavras 2.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ESSE CAPÍTULO É MAIS UMA INTRODUÇÃO MESMO, SÓ PARA VC CONHECEREM UM POUCO DOS PERSONAGENS. ENFIM, JÁ TENHO TODOS OS CAPÍTULOS PRONTOS ENTÃO BREVE VOU POSTAR O PRÓXIMO.
bJS E BOA LEITURA ~*-*~

Capítulo 1 - Início


Fanfic / Fanfiction Acaso - Capítulo 1 - Início

O quarto inteiro queimava, principalmente a cama na qual era dividida por três corpos suados e ofegantes, todos contribuindo para que o calor aumentasse cada vez mais naquele tão abafado recinto. Os sons que lhes deixavam os lábios eram incertos, alguns mais graves e outros mais agudos; cada um pertencente a algum daqueles três jovens tão inebriados no prazer sexual que estavam compartilhando tão intimamente, um deles buscando de forma mais preguiçosa enquanto os outros dois investiam mais em seus atos libidinosos.

Min Yoongi estava completamente relaxado; com o corpo recostado na cabeceira da cama, os olhos cerrados e a respiração calma. Estava por baixo, apenas se deixado ser guiado. Já Park Jimin não polpava esforços quanto as suas quicadas desajeitadas e hábeis sobre o loiro; sua respiração estava mais entrecortada, o corpo mais tenso e os olhos fechados por completo. Estava comandando no ato, ainda que seu corpo inteiro amolecesse simultaneamente aos toques provindos do terceiro garoto, Jeon Jeongguk, que lhe masturbava lentamente por trás enquanto lhe lambia o pescoço e proferia palavras sacanas em seu pé de ouvido, sem nenhum resquício de pudor em sua voz rouca e erótica.

Nem um dos três saberia responder coerentemente o que os levou àquela situação, no entanto sequer pararam para ponderar sobre, quando viram já estavam aos beijos, pelados e subdividindo a mesma cama, os mesmos lábios e as mesmas sacanagens Embora Jimin fosse o único privilegiado a receber carícias e beijos de língua — afinal, os outros dois sequer se conheciam —, seus dois parceiros trabalhavam arduamente para satisfazê-lo da melhor forma, mesmo que fosse estranho dividi-lo daquela maneira. No momento, nada além do sexo importava.

— Você é um garoto tão esforçado... — Jeongguk sussurrou, ao que sentiu-se necessitado por mais além daquilo que estava emprenhado em fazer. Ainda que estivesse adorando ouvir as lamúrias de Jimin, apenas ouvi-lo gemer por causa de outro não era suficiente. Não havia o sentido como queria, precisava daquilo tanto quanto precisava de um alívio. Por isso seus dedos longos logo deixaram o falo do mais velho, parando com os movimentos vagarosos que executavam. Seu peitoral contra as costas alheia o deixava febril, queimando igualmente ao ar denso naquele quarto. Ah, se pudesse ao menos penetrá-lo... — Eu preciso tanto senti-lo! — E beijou os ombros do Park, subindo os lábios até ter alcançado-lhe o lóbulo esquerdo. — Me deixa fodê-lo também, hm? Será que você aguentaria nós dois de vez? Eu não consigo mais esperar!

Jimin deixou sua cabeça cair para trás, sobre o ombro do mais novo, relaxando brevemente. Sentia os dedos gélidos de Yoongi contra sua cintura desnuda, aquilo o causava sérios calafrios, além de deixá-lo inquieto e indômito. Gostava de cavalgar sobre aquele loiro, era sempre um prazer singular, e era quase impossível pensar em deixar de senti-lo penetrando-o sem que tivesse um orgasmo antecedente. No entanto naquela noite tinha algo diferente ali naquele quarto, e não era como das outras vezes em que partilhou dos mesmos lençóis que o aloirado, somente eles dois. Dizer que não desejava ter o mais novo dentro de si, usando-o como seu desejo sexual, seria até pecado. Ele queria, e como queria, e aquela vontade vinha muito antes daquele dia. Só que... Quicar sobre Yoongi estava tão gostoso...

 Iria doer muito se deixasse os dois invadi-lo simultaneamente?

— Hyung...

Valeria a pena, pelo menos. O timbre daquele moreno alto e depravado era irresistível demais para que qualquer pedido seu, sendo sussurrado daquela forma, fosse negado. Nem Park Jimin, que estava tão habituado a tacar o foda-se, foi capaz de rejeitá-lo. Se ele, Jeon Jeongguk, queria fodê-lo ali, naquele instante, então que o fizesse.

 Jimin não o rejeitaria.

— Gukie... — Ele diria sim, rouco, mas diria, caso Yoongi não tivesse “acordado” de repente, passado a mover o quadril com tanta habilidade que o levou diretamente para o inferno em um curto prazo. Suas palavras tiveram que ficar para depois, e esperou profundamente que Jeon compreendesse o que aquele gemido baixinho significava. Não se preocupou com a dor que sentiria, preferiu focar em como seria bom ter dois homens fodidamente gostosos estocando-lhe fortemente ao mesmo tempo.


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Depois do sexo à três estranhamente delicioso, Jimin foi o primeiro a adormecer — como sempre — diante da cama, ignorando as necessidades básicas de asseio após aquele ato; só tirando tempo para raciocinar sobre tomar banho quando acordasse. Esparramado pelos lençóis, seu corpo cansado parecia calmo e relaxado, algo que acabou por atrair dois pares de olhos sobre sua silhueta desprovida de roupas. O peitoral subia e descia com certa lentidão, denunciando a respiração serena e a presença dos sonhos em seu sono. Ele parecia flutuar, como se ter feito sexo fosse a melhor terapia para todo o estresse diário, algo que com toda certeza fazia sentido para si. Seu rosto faltava sorrir, e os dois garotos que o observava não economizaram suspiros perante a cena tão bonita.

Pareciam maravilhados.

Após terem tomado banho, Yoongi e Jeongguk se deitaram ao lado do corpo já inerte de Jimin. Não haviam trocado sequer uma palavra, questionado algo ou implicado um com o outro. Eram apenas dois estranhos, que por acaso acabaram na mesma cama por causa da mesma pessoa. O fato ali era que o mais velho dentre os três — dono da casa — sequer protestou quando foi surpreendido por Jimin e uma visita desconhecida. Lembrava de terem dito nada além de um simples “boa noite”, antes de todo o clima acontecer.

Até porque, com Park Jimin as coisas eram sempre daquela forma, de pouco adiantaria tentar entendê-lo, por isso que tanto um quanto outro evitou fazer perguntas ou protestar contra, apenas se deixou levar. Ali, deitados — um de cada lado — tão próximos ao ruivo; cada um processou a noite da forma que melhor lhe coveio, antes de ter apagado de vez para só acordar no dia seguinte, sem verbalizar seus pensamentos nem da forma mais sussurrada possível.

No dia seguinte, quando Jeongguk abriu os olhos morosamente, amaldiçoando-se por ter sido tão voraz em seus movimentos — já que o seu corpo inteiro doía, sem contar que desconfiou estar assado na parte baixa — e seus olhos não tardaram a vasculhar todo o cômodo fechado em busca de uma cabeleira alaranjada. Quando não achou a pessoa desejada em canto algum, suspirou antes de fazer menção de levantar. Imaginou que a essa hora, Park Jimin estaria desfrutando de um delicioso banho, nem soube o porquê de ter se chateado por não ter sido convidado.

Caminhou, então, para fora do quarto, estranhado tudo por estar em uma casa desconhecida. Ao avistar Yoongi na cozinha (que era dividida apenas por um balcão; estilo americana), com uma xícara de café fumegante em mãos, e nenhum sinal de Jimin, seu cenho franziu. Não sabia como falar com o loiro, sequer deveria lembrar o nome dele, Park nunca havia feito questão de mencioná-lo em suas conversas.

— Olá? — Yoongi havia olhado-o, atento ao seu tom de voz sonolento. — Cadê o Jimin? — Era somente isso que precisava saber.

— Foi embora. — O loiro retrucou simplista, sequer se importando com a expressão de espanto que recebeu. Para ele, aquela atitude do ruivo era tão costumeira quanto o fato deles sempre transar em todas as vezes que se viam. — O que foi? Estava esperando acordar com ele ao seu lado, te fazendo cafuné e lhe dando um “bom-dia” com um café da manhã espetacular? — Riu, mas não era como se houvesse deboche em sua voz. Na verdade, ele apenas achava engraçado a inocência daquele jovem, como se ele não conhecesse nada sobre o Park e, de fato, não conhecia.

— Você o viu saindo? Digo... ele explicou o motivo de não ter... esperado? — Mordeu o lábio, um tanto sem jeito.

Yoongi suspirou, bebericando um pouco do café fortemente amargo. Quando aproximou-se do moreno, após ter dado meia-volta no balcão, lhe ofereceu a xícara recém-preparada e deu de ombros quando o outro rejeitou.

— Na verdade, ele nunca me deixa vê-lo saindo. — Sentou-se em um banco alto que jazia na sala, no cômodo em que Jeongguk se encontrava. — Vejo que você não é experiente no quesito Park Jimin, hm? Caso contrário, saberia que ele jamais acordaria ao seu lado.

— O que quer dizer? — Jeongguk não conseguia esconder sua confusão, sua testa enrugada parecia querer entregá-lo. — Por quê... está dizendo isso assim, dessa forma?

— Garoto, Jimin não quer nada além de sexo, entende? Acordar ao lado da pessoa que transou na noite passada, para ele, é um crime. Além de que não o verá tão cedo... ele só o procurará após um mês. — Outro gole no café. — Não terá sequer notícia dele durante esse tempo.

— Você parece conhecê-lo tão bem... — Suspirou, evitando deixar claro o seu incômodo com aquilo. Não tinha certeza se era ciúmes, preferiu acreditar que era apenas um leve descomodidade. — Sabe tanto sobre el-...

— Está enganado! — Yoongi o cortou, repreendendo-o de repente. — Eu não sei nada sobre ele. Pra ser sincero, eu só sei sobre o que ele me deixa saber, nada de importante. — Deu de ombros.

— Há quanto tempo vocês tem... um caso? — Fazer aquela pergunta era deveras desconfortável, além de um tanto quanto intrometido. Porém, já que o loiro havia lhe dado um pouco de liberdade, iria aproveitar para tirar certas dúvidas.

Precisava conhecer mais de Park Jimin.

— Dois anos e meio, talvez? Eu não sei ao certo.  Eu sequer sei algo além do nome, idade e faculdade que ele cursa. Sei também que ele não gosta de relacionamentos, e que sempre volta depois de um mês, a menos que se sinta pressionado... caso isso aconteça, ele só aparece dois ou três meses depois. É sempre dessa forma.

O moreno piscou os olhos lentamente, tentando absorver aquelas informações. Não entendia aquela estranheza que sentiu, mas sabia que não era nada agradável. Talvez Yoongi estivesse dizendo aquilo para afastá-lo, era uma opção. No entanto não deixou de pensar sobre ser verdade tudo o que lhe foi dito, e aquilo balançou de leve seus sentimentos. Não se imaginava um mês inteiro sem ver Park Jimin, aquilo de repente soou como uma severa punição.

— Por que sempre um mês?

Yoongi sorriu amargo, fitando o menino intensamente. Não sabia a resposta para aquela pergunta, afinal também se questionou durante todos aqueles meses sobre a mesma coisa. Por que um mês? Por que sempre um mês? Por que não antes; semanas, dias?

— Não se apaixone por ele, garoto, irá se machucar.

— Isso é um pedido? — Estranhou, meio incerto se deveria ouvi-lo.

— É um conselho. Se quiser continuar vendo-o, não se apaixone por ele. — Yoongi sabia tão bem como era passar por aquela situação, poderia passar horas relembrando aqueles momentos. — Jimin sempre foge quando se sente ameaçado... quando sente que está sendo retribuído da maneira errada. Por isso, não tente procurá-lo, não tente insistir. Caso o faça... bom, pode ter certeza que será difícil aproximá-lo outra vez.

O moreno percebeu a convicção que aquelas palavras eram ditas, tais como se Min Yoongi tivesse experiência no assunto. Apesar de não conhecer muito sobre Park Jimin, e tampouco sobre Yoongi, não deixou de perceber certa ligação entre eles. Aquilo o incomodava, o deixava aflito e ameaçado. Não queria se infiltrar tanto na vida e ralação alheia, mas a cada novo dito do loiro, novas curiosidades surgiam.

Precisava saber mais.

— Você já se apaixonou por ele? — Embora sua voz soasse firme, ele estava nervoso e agoniado. Não sabia que resposta esperar, por isso apenas deixou-se observar o aloirado enquanto este secava o líquido da xícara vermelha com um último gole. — Caso não se sinta à vontade para falar, então não preci-...

— Tudo bem. — O mais velho novamente interrompeu, suspirando e deixando a xícara de lado. — Eu já fui perdidamente apaixonado por ele, mas isso já faz mais de um ano, creio eu. Digamos que eu pensava naquele garoto o tempo inteiro, além da vontade absurda de tê-lo ao meu lado, não apenas de modo sexual. Mas Jimin sempre desaparecia, após termos transado na noite anterior. Quando eu acordava, ele já não estava mais por perto. Então... bom, eu resolvi procurá-lo, insistir em nós, entende? Afinal eu queria um relacionamento, queria-o para mim. Todavia o ruivo nunca quis nada disso. — Riu nervoso, nostálgico de um modo não muito agradável. — Quando eu me declarei, ouvi coisas dele que me magoaram. Ele fez questão de esclarecer que não sentia nada por mim, que queria apenas sexo e nada além. Fez ainda mais questão de me ameaçar, dizendo que chamaria a polícia caso eu continuasse “perseguindo-o”. Enfim, depois disso ele se afastou por longos quatro meses, e só voltamos a nos encontrar quando nos vimos em uma boate. Transamos naquela noite. No dia seguinte ele já havia ido embora. Voltou a me procurar, depois de um mês. Eu passei a me acostumar com isso, então prefiro manter nossa “relação” dessa forma, e te aconselho que não cometa o mesmo erro que eu. Jimin é peculiar, e não quer ser compreendido. Caso force a barra, ele certamente irá fugir de você.

Ao invés de reivindicar como qualquer outra pessoa normal faria, Jeongguk manteve-se quieto e alheio, pensativo sobre aquelas descobertas. Sim, sabia que o ruivo tinha uma personalidade inerente, e que entendê-lo não seria um trabalho lá muito fácil. Entretanto, quando o conheceu; em um dos corredores da faculdade, decidiu que lutaria para conhecê-lo verdadeiramente. Ainda que ele fosse difícil, ainda que manter uma conversa por mais de dez minutos com ele fosse a coisa mais complicada do mundo, Jeon não estava disposto a desistir.

Mas, ouvindo tudo o que Min Yoongi lhe confessou, depois de uma noite não muito corriqueira, se sentir confuso sobre o assunto pareceu até conveniente. O peso dos acontecimentos de outrora viera com força naquele momento, obrigando-o a indagar-se se havia feito o certo.

Não, não era certo.

Certamente, transar com dois homens — um deles sendo um completo estranho — como se fosse algo rotineiro em sua vida não era o correto a se fazer, ainda mais quando sua intenção era apenas conhecer um pouco mais sobre Jimin; ir parar em cima de uma cama com ele e um loiro tatuado estava fora de questão.


Notas Finais


Gostaram? Prometo q o proximo vai ser maior e melhor, okay?
Digam a opinião de vcs, o que vcs estão esperando dessa fic e se já tem teorias...
enfim, vou indo. bjocs


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